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Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza
O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.
Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.
Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".
O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.
Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.
Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.
A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.
Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.
Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.
O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.
Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
Com base nas ideias apresentadas, é CORRETO afirmar que o texto defende:
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Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza
O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.
Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.
Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".
O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.
Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.
Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.
A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.
Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.
Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.
O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.
Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
De acordo com as regras de acentuação, é CORRETO afirmar que:
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Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza
O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.
Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.
Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".
O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.
Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.
Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.
A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.
Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.
Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.
O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.
Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
De acordo com as regras de concordância nominal, é correto afirmar que:
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Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa
quanto parece
Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode
parecer uma ótima notícia para o bolso dos
consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a
inflação negativa — nem sempre representa um cenário
favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e
sociais indesejáveis.
A América Latina, historicamente marcada por longos
períodos de alta inflação, hoje vive uma situação
inusitada: alguns países registram queda nos preços. A
Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá,
-0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao
ano anterior. Embora as causas variem, há fatores
comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho
Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos
preços dos combustíveis e a queda no valor de
alimentos no mercado internacional contribuíram para o
fenômeno.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a
registrar inflação positiva de 0,3%, resultado
influenciado, entre outros fatores, pela redução de
impostos sobre importações de alimentos e por ajustes
fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da
moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo.
Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de
El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito
pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão
altos que a queda dos preços representa apenas uma
correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada
nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste
natural.
A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de
redução de preços, e o Panamá completa um ano de
índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha
registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais
de deflação persistente. De acordo com o pesquisador
Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a
deflação não deve ser meta de política econômica,
especialmente quando ocorre devido à desaceleração da
produção e do consumo.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores,
pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio
prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo,
desestimular a produção e frear o crescimento
econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços
caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem
geração de empregos ou com rendimentos congelados,
as famílias acabam mais vulneráveis.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta
que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em
economias que continuam crescendo. Trata-se de um
processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o
peso de combustíveis e alimentos na composição do
Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas
governamentais, como subsídios, influenciam
diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo
subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos
preços internacionais.
Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real
redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica,
considerada uma nação cara, as quedas são pequenas
diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O
fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível
para o cidadão comum.
A história mostra que a deflação prolongada pode se
transformar em um grave problema. O exemplo clássico
é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada
"década perdida". O país enfrentou forte retração
econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e
queda do consumo, o que gerou estagnação e falências
em cadeia. Com uma população envelhecida e mais
inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo
deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para
se recuperar.
Em contextos assim, os consumidores costumam adiar
compras, esperando preços ainda menores, o que
agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção
retrai e os investimentos diminuem. Por isso,
economistas afirmam que nem inflação elevada nem
deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter
uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano,
considerada saudável para a economia.
Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El
Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre
em economias em expansão, distantes da recessão. A
América Latina, que no passado sofreu com
hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças
a reformas que fortaleceram os bancos centrais e
consolidaram políticas monetárias responsáveis.
Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação
e crescimento persista, as lições do passado deixaram
marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais
maturidade econômica e maior capacidade de reagir a
variações de preços sem perder de vista a estabilidade,
condição essencial para o desenvolvimento sustentável.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
De acordo com o texto, a principal preocupação em relação à deflação é que ela:
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Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa
quanto parece
Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode
parecer uma ótima notícia para o bolso dos
consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a
inflação negativa — nem sempre representa um cenário
favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e
sociais indesejáveis.
A América Latina, historicamente marcada por longos
períodos de alta inflação, hoje vive uma situação
inusitada: alguns países registram queda nos preços. A
Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá,
-0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao
ano anterior. Embora as causas variem, há fatores
comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho
Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos
preços dos combustíveis e a queda no valor de
alimentos no mercado internacional contribuíram para o
fenômeno.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a
registrar inflação positiva de 0,3%, resultado
influenciado, entre outros fatores, pela redução de
impostos sobre importações de alimentos e por ajustes
fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da
moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo.
Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de
El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito
pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão
altos que a queda dos preços representa apenas uma
correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada
nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste
natural.
A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de
redução de preços, e o Panamá completa um ano de
índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha
registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais
de deflação persistente. De acordo com o pesquisador
Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a
deflação não deve ser meta de política econômica,
especialmente quando ocorre devido à desaceleração da
produção e do consumo.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores,
pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio
prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo,
desestimular a produção e frear o crescimento
econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços
caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem
geração de empregos ou com rendimentos congelados,
as famílias acabam mais vulneráveis.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta
que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em
economias que continuam crescendo. Trata-se de um
processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o
peso de combustíveis e alimentos na composição do
Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas
governamentais, como subsídios, influenciam
diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo
subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos
preços internacionais.
Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real
redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica,
considerada uma nação cara, as quedas são pequenas
diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O
fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível
para o cidadão comum.
A história mostra que a deflação prolongada pode se
transformar em um grave problema. O exemplo clássico
é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada
"década perdida". O país enfrentou forte retração
econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e
queda do consumo, o que gerou estagnação e falências
em cadeia. Com uma população envelhecida e mais
inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo
deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para
se recuperar.
Em contextos assim, os consumidores costumam adiar
compras, esperando preços ainda menores, o que
agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção
retrai e os investimentos diminuem. Por isso,
economistas afirmam que nem inflação elevada nem
deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter
uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano,
considerada saudável para a economia.
Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El
Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre
em economias em expansão, distantes da recessão. A
América Latina, que no passado sofreu com
hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças
a reformas que fortaleceram os bancos centrais e
consolidaram políticas monetárias responsáveis.
Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação
e crescimento persista, as lições do passado deixaram
marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais
maturidade econômica e maior capacidade de reagir a
variações de preços sem perder de vista a estabilidade,
condição essencial para o desenvolvimento sustentável.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Com base nesse trecho e nas ideias desenvolvidas ao longo do texto, é CORRETO concluir que o autor reconhece que:
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Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa
quanto parece
Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode
parecer uma ótima notícia para o bolso dos
consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a
inflação negativa — nem sempre representa um cenário
favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e
sociais indesejáveis.
A América Latina, historicamente marcada por longos
períodos de alta inflação, hoje vive uma situação
inusitada: alguns países registram queda nos preços. A
Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá,
-0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao
ano anterior. Embora as causas variem, há fatores
comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho
Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos
preços dos combustíveis e a queda no valor de
alimentos no mercado internacional contribuíram para o
fenômeno.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a
registrar inflação positiva de 0,3%, resultado
influenciado, entre outros fatores, pela redução de
impostos sobre importações de alimentos e por ajustes
fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da
moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo.
Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de
El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito
pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão
altos que a queda dos preços representa apenas uma
correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada
nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste
natural.
A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de
redução de preços, e o Panamá completa um ano de
índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha
registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais
de deflação persistente. De acordo com o pesquisador
Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a
deflação não deve ser meta de política econômica,
especialmente quando ocorre devido à desaceleração da
produção e do consumo.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores,
pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio
prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo,
desestimular a produção e frear o crescimento
econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços
caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem
geração de empregos ou com rendimentos congelados,
as famílias acabam mais vulneráveis.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta
que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em
economias que continuam crescendo. Trata-se de um
processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o
peso de combustíveis e alimentos na composição do
Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas
governamentais, como subsídios, influenciam
diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo
subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos
preços internacionais.
Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real
redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica,
considerada uma nação cara, as quedas são pequenas
diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O
fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível
para o cidadão comum.
A história mostra que a deflação prolongada pode se
transformar em um grave problema. O exemplo clássico
é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada
"década perdida". O país enfrentou forte retração
econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e
queda do consumo, o que gerou estagnação e falências
em cadeia. Com uma população envelhecida e mais
inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo
deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para
se recuperar.
Em contextos assim, os consumidores costumam adiar
compras, esperando preços ainda menores, o que
agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção
retrai e os investimentos diminuem. Por isso,
economistas afirmam que nem inflação elevada nem
deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter
uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano,
considerada saudável para a economia.
Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El
Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre
em economias em expansão, distantes da recessão. A
América Latina, que no passado sofreu com
hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças
a reformas que fortaleceram os bancos centrais e
consolidaram políticas monetárias responsáveis.
Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação
e crescimento persista, as lições do passado deixaram
marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais
maturidade econômica e maior capacidade de reagir a
variações de preços sem perder de vista a estabilidade,
condição essencial para o desenvolvimento sustentável.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:
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Questão presente nas seguintes provas
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa
quanto parece
Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode
parecer uma ótima notícia para o bolso dos
consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a
inflação negativa — nem sempre representa um cenário
favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e
sociais indesejáveis.
A América Latina, historicamente marcada por longos
períodos de alta inflação, hoje vive uma situação
inusitada: alguns países registram queda nos preços. A
Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá,
-0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao
ano anterior. Embora as causas variem, há fatores
comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho
Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos
preços dos combustíveis e a queda no valor de
alimentos no mercado internacional contribuíram para o
fenômeno.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a
registrar inflação positiva de 0,3%, resultado
influenciado, entre outros fatores, pela redução de
impostos sobre importações de alimentos e por ajustes
fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da
moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo.
Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de
El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito
pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão
altos que a queda dos preços representa apenas uma
correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada
nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste
natural.
A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de
redução de preços, e o Panamá completa um ano de
índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha
registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais
de deflação persistente. De acordo com o pesquisador
Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a
deflação não deve ser meta de política econômica,
especialmente quando ocorre devido à desaceleração da
produção e do consumo.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores,
pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio
prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo,
desestimular a produção e frear o crescimento
econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços
caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem
geração de empregos ou com rendimentos congelados,
as famílias acabam mais vulneráveis.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta
que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em
economias que continuam crescendo. Trata-se de um
processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o
peso de combustíveis e alimentos na composição do
Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas
governamentais, como subsídios, influenciam
diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo
subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos
preços internacionais.
Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real
redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica,
considerada uma nação cara, as quedas são pequenas
diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O
fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível
para o cidadão comum.
A história mostra que a deflação prolongada pode se
transformar em um grave problema. O exemplo clássico
é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada
"década perdida". O país enfrentou forte retração
econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e
queda do consumo, o que gerou estagnação e falências
em cadeia. Com uma população envelhecida e mais
inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo
deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para
se recuperar.
Em contextos assim, os consumidores costumam adiar
compras, esperando preços ainda menores, o que
agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção
retrai e os investimentos diminuem. Por isso,
economistas afirmam que nem inflação elevada nem
deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter
uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano,
considerada saudável para a economia.
Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El
Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre
em economias em expansão, distantes da recessão. A
América Latina, que no passado sofreu com
hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças
a reformas que fortaleceram os bancos centrais e
consolidaram políticas monetárias responsáveis.
Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação
e crescimento persista, as lições do passado deixaram
marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais
maturidade econômica e maior capacidade de reagir a
variações de preços sem perder de vista a estabilidade,
condição essencial para o desenvolvimento sustentável.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
De acordo com as regras de acentuação, é CORRETO afirmar que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa
quanto parece
Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode
parecer uma ótima notícia para o bolso dos
consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a
inflação negativa — nem sempre representa um cenário
favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e
sociais indesejáveis.
A América Latina, historicamente marcada por longos
períodos de alta inflação, hoje vive uma situação
inusitada: alguns países registram queda nos preços. A
Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá,
-0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao
ano anterior. Embora as causas variem, há fatores
comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho
Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos
preços dos combustíveis e a queda no valor de
alimentos no mercado internacional contribuíram para o
fenômeno.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a
registrar inflação positiva de 0,3%, resultado
influenciado, entre outros fatores, pela redução de
impostos sobre importações de alimentos e por ajustes
fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da
moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo.
Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de
El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito
pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão
altos que a queda dos preços representa apenas uma
correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada
nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste
natural.
A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de
redução de preços, e o Panamá completa um ano de
índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha
registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais
de deflação persistente. De acordo com o pesquisador
Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a
deflação não deve ser meta de política econômica,
especialmente quando ocorre devido à desaceleração da
produção e do consumo.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores,
pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio
prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo,
desestimular a produção e frear o crescimento
econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços
caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem
geração de empregos ou com rendimentos congelados,
as famílias acabam mais vulneráveis.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta
que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em
economias que continuam crescendo. Trata-se de um
processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o
peso de combustíveis e alimentos na composição do
Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas
governamentais, como subsídios, influenciam
diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo
subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos
preços internacionais.
Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real
redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica,
considerada uma nação cara, as quedas são pequenas
diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O
fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível
para o cidadão comum.
A história mostra que a deflação prolongada pode se
transformar em um grave problema. O exemplo clássico
é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada
"década perdida". O país enfrentou forte retração
econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e
queda do consumo, o que gerou estagnação e falências
em cadeia. Com uma população envelhecida e mais
inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo
deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para
se recuperar.
Em contextos assim, os consumidores costumam adiar
compras, esperando preços ainda menores, o que
agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção
retrai e os investimentos diminuem. Por isso,
economistas afirmam que nem inflação elevada nem
deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter
uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano,
considerada saudável para a economia.
Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El
Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre
em economias em expansão, distantes da recessão. A
América Latina, que no passado sofreu com
hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças
a reformas que fortaleceram os bancos centrais e
consolidaram políticas monetárias responsáveis.
Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação
e crescimento persista, as lições do passado deixaram
marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais
maturidade econômica e maior capacidade de reagir a
variações de preços sem perder de vista a estabilidade,
condição essencial para o desenvolvimento sustentável.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
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Questão presente nas seguintes provas
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa
quanto parece
Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode
parecer uma ótima notícia para o bolso dos
consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a
inflação negativa — nem sempre representa um cenário
favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e
sociais indesejáveis.
A América Latina, historicamente marcada por longos
períodos de alta inflação, hoje vive uma situação
inusitada: alguns países registram queda nos preços. A
Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá,
-0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao
ano anterior. Embora as causas variem, há fatores
comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho
Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos
preços dos combustíveis e a queda no valor de
alimentos no mercado internacional contribuíram para o
fenômeno.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a
registrar inflação positiva de 0,3%, resultado
influenciado, entre outros fatores, pela redução de
impostos sobre importações de alimentos e por ajustes
fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da
moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo.
Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de
El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito
pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão
altos que a queda dos preços representa apenas uma
correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada
nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste
natural.
A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de
redução de preços, e o Panamá completa um ano de
índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha
registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais
de deflação persistente. De acordo com o pesquisador
Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a
deflação não deve ser meta de política econômica,
especialmente quando ocorre devido à desaceleração da
produção e do consumo.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores,
pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio
prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo,
desestimular a produção e frear o crescimento
econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços
caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem
geração de empregos ou com rendimentos congelados,
as famílias acabam mais vulneráveis.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta
que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em
economias que continuam crescendo. Trata-se de um
processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o
peso de combustíveis e alimentos na composição do
Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas
governamentais, como subsídios, influenciam
diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo
subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos
preços internacionais.
Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real
redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica,
considerada uma nação cara, as quedas são pequenas
diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O
fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível
para o cidadão comum.
A história mostra que a deflação prolongada pode se
transformar em um grave problema. O exemplo clássico
é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada
"década perdida". O país enfrentou forte retração
econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e
queda do consumo, o que gerou estagnação e falências
em cadeia. Com uma população envelhecida e mais
inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo
deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para
se recuperar.
Em contextos assim, os consumidores costumam adiar
compras, esperando preços ainda menores, o que
agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção
retrai e os investimentos diminuem. Por isso,
economistas afirmam que nem inflação elevada nem
deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter
uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano,
considerada saudável para a economia.
Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El
Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre
em economias em expansão, distantes da recessão. A
América Latina, que no passado sofreu com
hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças
a reformas que fortaleceram os bancos centrais e
consolidaram políticas monetárias responsáveis.
Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação
e crescimento persista, as lições do passado deixaram
marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais
maturidade econômica e maior capacidade de reagir a
variações de preços sem perder de vista a estabilidade,
condição essencial para o desenvolvimento sustentável.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa
quanto parece
Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode
parecer uma ótima notícia para o bolso dos
consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a
inflação negativa — nem sempre representa um cenário
favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e
sociais indesejáveis.
A América Latina, historicamente marcada por longos
períodos de alta inflação, hoje vive uma situação
inusitada: alguns países registram queda nos preços. A
Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá,
-0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao
ano anterior. Embora as causas variem, há fatores
comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho
Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos
preços dos combustíveis e a queda no valor de
alimentos no mercado internacional contribuíram para o
fenômeno.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a
registrar inflação positiva de 0,3%, resultado
influenciado, entre outros fatores, pela redução de
impostos sobre importações de alimentos e por ajustes
fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da
moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo.
Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de
El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito
pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão
altos que a queda dos preços representa apenas uma
correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada
nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste
natural.
A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de
redução de preços, e o Panamá completa um ano de
índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha
registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais
de deflação persistente. De acordo com o pesquisador
Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a
deflação não deve ser meta de política econômica,
especialmente quando ocorre devido à desaceleração da
produção e do consumo.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores,
pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio
prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo,
desestimular a produção e frear o crescimento
econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços
caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem
geração de empregos ou com rendimentos congelados,
as famílias acabam mais vulneráveis.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta
que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em
economias que continuam crescendo. Trata-se de um
processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o
peso de combustíveis e alimentos na composição do
Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas
governamentais, como subsídios, influenciam
diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo
subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos
preços internacionais.
Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real
redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica,
considerada uma nação cara, as quedas são pequenas
diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O
fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível
para o cidadão comum.
A história mostra que a deflação prolongada pode se
transformar em um grave problema. O exemplo clássico
é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada
"década perdida". O país enfrentou forte retração
econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e
queda do consumo, o que gerou estagnação e falências
em cadeia. Com uma população envelhecida e mais
inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo
deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para
se recuperar.
Em contextos assim, os consumidores costumam adiar
compras, esperando preços ainda menores, o que
agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção
retrai e os investimentos diminuem. Por isso,
economistas afirmam que nem inflação elevada nem
deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter
uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano,
considerada saudável para a economia.
Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El
Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre
em economias em expansão, distantes da recessão. A
América Latina, que no passado sofreu com
hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças
a reformas que fortaleceram os bancos centrais e
consolidaram políticas monetárias responsáveis.
Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação
e crescimento persista, as lições do passado deixaram
marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais
maturidade econômica e maior capacidade de reagir a
variações de preços sem perder de vista a estabilidade,
condição essencial para o desenvolvimento sustentável.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
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