Foram encontradas 10.137 questões.
Provas
“Um exame superficial em nossos programas de curso revela concepções muito pouco realistas da história da disciplina, sugerindo a nossos estudantes que a sociologia emergiu como mero produto da genialidade de uns poucos indivíduos (todos homens brancos) que souberam aproveitar as condições fornecidas pelas revoluções que caracterizaram a modernidade europeia. Como consequência, a formação em sociologia tem se baseado em currículos que deixam explícita uma relação com a teoria profundamente atrelada ao estudo dos clássicos (...). O que frequentemente fica de fora de nossos currículos é a dimensão antagônica e excludente de nossa constituição disciplinar, algo que vem sendo questionado nas últimas décadas, sobretudo, a partir de perspectivas feministas e decoloniais”.
Fonte: Hamlin, C. L., Weiss, R. A., & Brito, S. M.. (2022). Por uma sociologia polifônica: introduzindo vozes femininas no cânone sociológico. Sociologias, 24(61), p. 28
Com base nessa reflexão, os estudos feministas na Sociologia vem recuperando destacadas pensadoras clássicas, do século XIX e da primeira metade do século XX, que contribuíram para uma Teoria Sociológica ampliada e diversa. Dentre essas intelectuais, o acesso à educação e à escolarização para mulheres é central para o processo de emancipação feminina, destacando-se:
Provas
Provas
“A formação de uma cultura nacional contribuiu para criar padrões de alfabetização universais, generalizou uma única língua vernacular como o meio dominante de comunicação em toda a nação, criou uma cultura homogênea e manteve instituições culturais nacionais como, por exemplo, um sistema educacional nacional. Dessa e de outras formas, a cultura nacional se tornou uma característica-chave da industrialização e um dispositivo da modernidade.”
Fonte: HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: D&PA, 2006, p.49-50.
Diante dessa reflexão, é correto afirmar que a cultura nacional, balizada por padrões, generalizações e homogeneidades, passou a ser questionada pela perspectiva antropológica
Provas
Provas
Provas
A pesca artesanal é uma atividade realizada inicialmente por comunidades indígenas, seguidas por quilombolas, jangadeiros, entre outras comunidades que retiram total/parte do seu sustento dos rios e mares (DIEGUES, 2000), além dos manguezais e gamboas. [...] Atualmente, pode ser classificada como uma forma não assalariada e não capitalista de realizar uma atividade, onde seus costumes e práticas são passados por meio da oralidade. Dessa forma, os filhos adquirem o legado da pesca pelos pais, adaptando-o quando necessário. Como exemplo [...], tem-se a comunidade da Ilha de Deus na cidade do Recife, Pernambuco. O local é um exemplo de resistência em área urbana, lutando diariamente contra o racismo ambiental afetando famílias de pescadores. [...] A Ilha está situada em uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social), que configuram áreas com problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, servindo como base para a construção de planos urbanísticos que possam intermediar os conflitos, sendo instituída a partir da Lei 9.785/99, que regulamenta a Lei de Parcelamento do Solo (6.766/79). O local também faz parte do Parque Natural Municipal Josué de Castro, conhecido como Parque dos Manguezais, uma Área Protegida de domínio da Marinha do Brasil, fonte de diversos conflitos com a comunidade pesqueira.
Fonte: RODRIGUES. Racismo Ambiental e a Pesca Artesanal: o caso da Ilha de Deus, Pernambuco. Guaju: Revista Brasileira De Desenvolvimento Territorial Sustentável , 4(2) p. 132-133 , jul./dez. 2018
Com base nas ideias do texto, depreende-se que o racismo ambiental está diretamente relacionado
Provas
“A uberização é um processo no qual as relações de trabalho são crescentemente individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de “prestação de serviços” e obliterando as relações de assalariamento e de exploração no trabalho Como pude desenvolver na obra O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital, contra a rigidez taylorista e fordista vigente nas fábricas da ‘era do automóvel’ durante o longo século XX, nas últimas décadas, as empresas ‘liofilizadas e flexíveis’, impulsionadas pela expansão informacional-digital e sob o comando dos capitais, em particular o financeiro, vêm impondo sua trípode destrutiva do trabalho. [...] Outro exemplo encontramos na Uber: trabalhadores e trabalhadoras com seus automóveis arcam com as despesas de seguros, gastos de manutenção com seu carro, alimentação, limpeza, etc., enquanto o ‘aplicativo’ se apropria do mais-valor gerado pelo sobretrabalho dos motoristas, sem nenhuma regulação social.”
Fonte: ANTUNES, Ricardo. Uberização, trabalho digital e indústria 4.0. São Paulo: Boitempo, 2020. p. 11 e 12
Com base no exposto, infere-se que o trabalho de plataforma como a uberização trouxe consigo a imposição das relações trabalhistas, destacando-se, entre outras
Provas
O novo Atlas da Mobilidade Social, lançado pelo Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), mostra que apenas 14% dos homens brancos nascidos em famílias de baixa renda conseguem ascender socialmente. No caso de negros e mulheres, esse percentual é ainda menor. Os dados foram publicados em reportagem do jornal O Globo. A pesquisa mostra que a mobilidade social no Brasil é baixa e concentrada na base da pirâmide. O estudo mostra o seguinte: Menos da metade (49%) das pessoas nascidas entre 1983 e 1990 têm, na vida adulta, uma situação financeira melhor do que a dos pais; e Somente 10,8% daqueles oriundos dos 50% mais pobres atingiram o grupo dos 25% mais ricos.
Disponível: https://iclnoticias.com.br/economia/mobilidade-social-excecao-no-brasil/. Acesso em: 21/09/2025
Diante da afirmação de que a mobilidade social no Brasil é baixa e concentrada na base da pirâmide, a política pública, caracterizada por suas condicionalidades às famílias beneficiárias, que tem impactado de forma positiva nessa mobilidade social brasileira, é:
Provas
Leia a poesia de Nego Bispo.
Nós extraímos os frutos nas árvores…
Eles expropriam as árvores dos frutos!
Nós extraímos os animais na mata…
Eles expropriam a mata dos animais!
Nós extraímos os peixes nos rios…
Eles expropriam os rios dos peixes!
Nós extraímos a brisa no vento…
Eles expropriam o vento da brisa!
Nós extraímos o calor no fogo…
Eles expropriam o fogo do calor!
Nós extraímos a vida na terra…
Eles expropriam a terra da vida!
Fonte: SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos, Modos e Significações. Brasília: INCTI/UnB, 2015.
Infere-se que o intelectual quilombola Nego Bispo, por meio de sua reflexão contracolonial, trata de criticar
Provas
Caderno Container