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Uma Secretaria de Educação elabora uma política de apoio escolar que prevê “salas de recursos como espaços terapêuticos”. O texto afirma que a função central desses espaços é “corrigir déficits funcionais antes do retorno à sala comum”. A escola solicita ao Terapeuta Ocupacional que organize “grupos terapêuticos de estimulação” fora da sala regular.
De acordo com Lins et al. (2023), práticas que retiram o aluno da sala comum reforçam a segregação. E, segundo Souza et al. (2024), a Terapia Ocupacional deve atuar como ponte crítica entre políticas públicas e práticas reais.
Qual deve ser a postura técnica do terapeuta ocupacional?
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Durante a análise da rotina de uma escola do DF, uma terapeuta ocupacional identifica que crianças imigrantes recém-chegadas não participam das atividades de roda, evitam interações no recreio e se isolam durante atividades de brincadeira livre. As professoras interpretam isso como “timidez” ou “falta de interesse”, mas observações revelam barreiras linguísticas, ausência de mediação cultural e pouca flexibilidade nas regras de participação.
Com base na análise do brincar como prática sociocultural (Folha et al., 2023) e na concepção de escola como espaço de formação cultural e política (Souza et al., 2024), qual deve ser o foco da intervenção do terapeuta ocupacional?
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Uma escola de educação infantil relata que crianças autistas “têm dificuldade de participar das brincadeiras do parque” e atribui isso exclusivamente à falta de compreensão das regras. Entretanto, observações sistemáticas mostram que as regras são rígidas, impostas por um pequeno grupo, sem negociação, e que o espaço físico limita interações colaborativas.
Segundo Folha et al. (2023), a participação na brincadeira não é uma propriedade individual da criança, mas um fenômeno relacional, cultural e marcado pela organização do ambiente físico e social.
Os autores reforçam que desigualdades de participação surgem justamente quando os contextos não oferecem oportunidades equitativas de engajamento.
À luz desse entendimento, qual interpretação o terapeuta ocupacional deve assumir?
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Nos últimos anos, diversos estudos têm apontado que a presença do terapeuta ocupacional nas escolas brasileiras ainda é fortemente atravessada por modelos clínicos, fluxos de encaminhamento centrados no laudo médico e práticas individualizantes, mesmo em redes públicas que afirmam seguir políticas inclusivas. De acordo com Souza, Borba & Lopes (2024), essa hegemonia não decorre apenas de um problema operacional, mas de uma matriz epistemológica que ainda associa “dificuldades escolares” a “déficits individuais”, deslocando a análise das barreiras institucionais para o corpo do estudante.
Durante uma reunião intersetorial, a direção de uma escola expressa:
“Entendemos que participação e acessibilidade são importantes, mas o sistema oficial exige laudo para liberar apoio. Sem laudo, não temos o que fazer. A escola não tem estrutura para trabalhar com essas perspectivas abstratas.”
Esse posicionamento evidencia o tensionamento entre o paradigma biomédico e aquele defendido pelos autores citados, que propõem uma escola de massa capaz de responder às singularidades sem patologização.
Diante desse cenário, qual deve ser a conduta técnica e ética do terapeuta ocupacional, considerando também as discussões de Souto, Gomes & Folha (2018) sobre medicalização e análises institucionais?
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Folha et al. (2020), descrevem uma série de instrumentos de avaliação que podem ser usados pelo terapeuta ocupacional no contexto escolar. Um deles trata-se de instrumento que avalia a participação nos ambientes da casa, da escola e da comunidade, a partir da percepção de seus pais e/ou responsáveis. Permite a compreensão sobre o nível atual de participação, ao mesmo tempo que incentiva estratégias de resolução de problemas para melhor apoiar uma maior participação. Sua utilização favorece o desenvolvimento de intervenções centradas no contexto e na participação. O nome do instrumento descrito é:
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O Art. 5° da Res. 500 (COFFITO, 2018) refere que o exercício do Terapeuta Ocupacional Especialista no Contexto Escolar envolve conhecimento em várias áreas, dentre elas acerca de instrumentos de mensuração e avaliação relacionados ao contexto escolar. Folha, Gregorutti, Okuda e Sant’Anna (2020) dialogam a respeito de instrumentos que podem ser potencialmente relevantes nesse cenário. Assinale a alternativa que lista exemplos de avaliações comumente utilizadas na atuação do terapeuta ocupacional em contextos escolares:
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Madaschi (2023) explora, analisa e relata exemplos de percursos inclusivos a partir da utilização da Tecnologia Assistiva como recurso do terapeuta ocupacional no contexto escolar. A esse respeito, pode-se afirmar que:
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Assinale a alternativa que melhor ilustra a abordagem top-down na atuação do Terapeuta Ocupacional em contexto escolar:
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Um terapeuta ocupacional especialista em Terapia Ocupacional em contextos escolares foi contratado para atuar em uma escola de ensino fundamental que atende crianças com e sem deficiência. Ao iniciar seu trabalho neste contexto, qual deve ser o ponto de partida para o planejamento e desenvolvimento de suas ações profissionais?
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Segundo Madaschi (2023), as melhores práticas da Terapia Ocupacional no contexto escolar podem ser pensadas em torno de grandes eixos de base. Leia as afirmativas abaixo:
I. Sob uma perspectiva do terapeuta ocupacional: focando na compreensão do contexto educacional e em reflexões do papel da Terapia Ocupacional.
II. A partir da atuação clínica, com vistas a promover o desenvolvimento dos componentes de desempenho ocupacional que se relacionem às atividades que a criança realiza na escola.
III. Em ocupações relacionadas à escola, com diferentes abordagens centradas na ocupação: fazer, ser e estar com os outros, influenciando o desempenho ocupacional do aluno.
IV. Por meio de atuação individualizada com o professor do estudante que requer alguma adaptação, de modo a orientar o professor sobre suas condutas pedagógicas sem a necessidade de conhecer e/ou avaliar o estudante.
V. Na perspectiva da colaboração, visto que a atuação do terapeuta ocupacional no contexto escolar envolve desenvolver observações e análises sistemáticas, bem como diálogos com a equipe escolar.
As afirmativas que correspondem às boas práticas conforme o referencial adotado são expressas na alternativa:
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