A perda do equilíbrio do ecossistema aquático acarreta diretamente a perda do equilíbrio econômico da atividade, trazendo
como consequência a diminuição da produtividade e decorrente prejuízo. O fator principal na aquicultura é a qualidade da
água que inclui todas as características físicas, químicas e biológicas que interagem individualmente ou coletivamente,
influenciando o desempenho de uma produção. Avalia-se que existem diversas características que mais limitam a produção
de peixe quando as características físico-químicas da água não são adequadas. Sobre a transparência da água para produção
de peixes, as afirmativas a seguir estão corretas, EXCETO:
A ictiofauna brasileira compreende em torno de 2.300 espécies de água doce. Entretanto, o conhecimento sobre a
diversidade dessa fauna ainda não foi catalogado; é se prever que a riqueza total efetiva seja ainda muito maior no Brasil. A
piscicultura de peixes nativos baseia-se na criação de diversas espécies, e de híbridos que possuem uma maior predominância
principalmente pelo fato de precocidade, rusticidade, bom rendimento de carcaça e de serem bem aceitos pelo consumidor.
Em função do seu local de origem, esse peixe não suporta os climas frios, adaptando-se bem somente em águas que se
mantêm acima de 24° C. Deve ser criado em viveiros protegidos dos ventos frios com estruturas tipo estufa ou aquecimento
da água. É um peixe regional que apresenta boas características zootécnicas: desenvolvimento, precocidade, rendimento de
carcaça, qualidade da carne, amplo mercado consumidor interno e externo, estas são características de qual espécie.
Considerando o exposto. As características se referem à seguinte espécie:
No Brasil, a aquicultura é uma atividade agropecuária que vem crescendo no Brasil, produzindo importantes fontes de
proteínas para consumo. Dentre as atividades desenvolvidas pela aquicultura, destaca-se a produção de peixes (piscicultura),
além da criação de moluscos (malacocultura), camarões (carcinicultura), rãs (ranicultura), dentre outras atividades. Para a
produção regulamentada, a Lei nº 11.959/2009 dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da
Aquicultura e da Pesca e regula as atividades pesqueiras. De acordo com o Art. 8º da Lei nº 11.959/2009 para efeito da
natureza não comercial e comercial da pesca, assinale a classificação INCORRETA.
“A incidência de problemas sanitários em cultivos de peixes reflete em perda econômica e pode levar, em casos mais graves,
à completa falência de um empreendimento. Os custos econômicos decorrentes da incidência de problemas sanitários em
cultivos são a melhor forma de avaliação dos danos gerados e priorizam a adoção de medidas adequadas de manejo.
Ressalta-se que, para identificar uma doença nos peixes, tem-se que atentar aos sinais clínicos que eles apresentam. O
diagnóstico envolve a observação dos sinais clínicos, raspado de pele das lesões, exame microscópico e identificação do
fungo em cultura específica ou análises moleculares. A prevenção restringe-se a manter a boa qualidade ambiental e evitar
lesões de pele. Orienta-se a retirada imediata dos peixes e ovos mortos para evitar a propagação da doença, além de diminuir
a quantidade de substrato para a multiplicação do micro-organismo. O tratamento dos ovos e peixes pode ser feito com
banhos de imersão com quimioterápicos e com o uso do sal de cozinha.” A doença descrita anteriormente trata-se de:
No sistema de produção de peixes em condições de desequilíbrio entre patógeno, hospedeiro e ambiente, ocorre a
capacidade de promover doenças nos peixes. As bacterioses podem ter origem primária ou secundária. Relacione adequadamente as doenças bacterianas às suas respectivas características.
1. Columnariose.
2. Edwardsielose.
3. Aeromonose.
4. Estreptococose.
5. Franciselose.
( ) As septicemias são causadas por essas bactérias que são mais severas quando a temperatura da água está elevada e os
peixes estão em situação de estresse. Os peixes doentes apresentam redução no crescimento, letargia, deformidade na
coluna, natação errática, escurecimento do corpo, exoftalmia e opacidade ocular, hemorragias em opérculo e base das
nadadeiras e ulceração de epiderme com lesões hemorrágicas superficiais características, rodeadas por zona negra
frequentemente no dorso. Internamente, observa-se o fígado pálido, hepato e esplenomegalia.
( ) O primeiro relato do aparecimento dessa bactéria em peixes de produção foi na data de 2005 no Japão e, desde então,
diversos relatos surgiram pelo mundo, inclusive em peixes tropicais, como a tilápia. A doença causa granulomatose
sistêmica, feridas pelo corpo e mortalidades elevadas em peixes de confinamento; é comumente confundida com outras
bactérias causadoras de doenças.
( ) Os peixes de água doce, em geral, estão sujeitos à infecção causada por essa bactéria, componente usual da flora
microbiana da água e da superfície dos peixes. A doença é comum em locais com alta temperatura, elevada concentração
de amônia, matéria orgânica e baixos níveis de oxigênio na água. Os peixes jovens são naturalmente mais suscetíveis e,
quando infectados, apresentam pequenas lesões brancas pelo corpo, principalmente na região da cabeça e base das
nadadeiras dorsais que se propagam até as pélvicas. Altas taxas de mortalidade, de 60 a 90%, são observadas dois dias
após o aparecimento dos primeiros sinais.
( ) A doença é causada pelas bactérias, e as espécies mais comuns ocorrem em sedimentos e na água dos viveiros. A primeira
causa septicemia nos peixes de águas tropicais, em ambiente com grande quantidade de matéria orgânica. O hospedeiro
geralmente encontra-se em situações de estresse, o que predispõe ao aparecimento de lesões cutâneas, abscessos na
musculatura lateral do corpo e na cauda. Os peixes podem perder a mobilidade em decorrência do tamanho dos abscessos,
repletos de grande quantidade de tecido necrótico com emissão de gás de cheiro desagradável.
( ) As bactérias desse gênero causam uma série de danos aos empreendimentos aquícolas. São bactérias cosmopolitas
oportunistas e de patogenicidade facultativa, ou seja, podem ou não causar a doença. Algumas dessas espécies
patogênicas são de notificação obrigatória em países como Austrália, Estados Unidos e Reino Unido. As espécies mais
comuns desse grupo causam septicemia hemorrágica nos peixes pela ruptura de pequenos vasos, que implicam em lesões
ulcerativas na pele. Também são observados pontos de hemorragia nos órgãos internos e no abdôme, necrose de
nadadeiras e cauda e perda de escamas.
A sequência está correta em
A piscicultura no Brasil apresenta-se como promessa de bons negócios, especialmente por causa das condições climáticas
favoráveis pelo cultivo e oferta de grãos para a produção de ração. Tais fatores, porém, não foram devidamente aproveitados
e potencializados durante muitos anos simplesmente por não existir uma legislação que regulamentasse o setor. Em relação
aos diversos tipos de sistema de produção, assinale a afirmativa INCORRETA.
Atualmente, ocorreu uma redução na ingestão de carne bovina e suína, em decorrência do aumento da demanda e
crescimento rápido da produção de peixes. Assim, a forma de produção das espécies como o processo de confinamento e a
intensificação dos cultivos são estratégias que visam o aumento da produtividade; contudo, as altas densidades de
estocagem podem comprometer o estado de saúde dos peixes e aumentar o risco de infecções. Em relação à fisiologia dos
peixes, assinale a afirmativa INCORRETA.
As Boas Práticas de Fabricação (BPF) incluem um conjunto de medidas a serem adotadas pelas indústrias de alimentos e pelos serviços de alimentação para proteger a saúde dos consumidores.
Dentre as alternativas a seguir, não pode ser considerada BPF:
O aquecimento global, ou seja, o aumento da temperatura média dos oceanos e da atmosfera terrestre, pode afetar a produtividade e o bem-estar dos animais de produção.
Sobre esse assunto, analise os itens a seguir e marque a alternativa correta.
I - O calor pode desencadear mudanças fisiológicas e comportamentais nos animais para manutenção do equilíbrio térmico, havendo reflexo na produção e na produtividade.
II - O estresse pelo calor ocorre devido à alta temperatura ambiente somada à baixa umidade relativa do ar, o que mantém a homeostase do organismo do animal.
III - Quando em estresse térmico, vacas leiteiras respondem com alterações na sua fisiologia e comportamento, o que impacta na produção e na qualidade do leite.
IV - O estresse térmico interfere no consumo de alimento e de água pelos animais, impactando na produção e produtividade.