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Leia o Texto II e responda à questão.
Texto II
Capítulo VII – Inverno
A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas
servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se
cobriam de cinza.
Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como
um trovão distante.
Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um
círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos
deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam
recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no
sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa,
eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo.
Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens
sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a
deficiência falando alto.
[...]
Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O termo “tições” significa pedaços de lenhas acesas ou meio queimadas e é utilizado para situações que exigem precisão técnica, como textos científicos e jurídicos. Seu emprego é inadequado, pois mistura termos de origem popular com termos de alta formalidade, comprometendo a coerência comunicativa.
PORQUE
II- No contexto em análise, o fragmento apresenta traços de registro informal e regional, evidenciando escolhas lexicais típicas de contextos rurais e da oralidade, adequadas à narrativa.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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Texto II
Capítulo VII – Inverno
A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas
servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se
cobriam de cinza.
Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como
um trovão distante.
Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um
círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos
deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam
recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no
sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa,
eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo.
Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens
sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a
deficiência falando alto.
[...]
Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
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Leia o Texto I e responda à questão.
Texto I
Rastros do ChatGPT
Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos
A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou
uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
[adaptado].
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Texto I
Rastros do ChatGPT
Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos
A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou
uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
[adaptado].
I- Introduz uma oração subordinada substantiva.
II- Estabelece relação de tempo.
III- Introduz uma oração coordenada.
IV- Estabelece relação de condição.
V- Introduz uma oração subordinada adverbial.
ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
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Rastros do ChatGPT
Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos
A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou
uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
[adaptado].
I- O excerto revela que é permitido o uso de programa pelos autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).
II- O excerto denota que apenas alguns autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR) podem usar os programas.
III- O excerto é uma oração explicativa e não restritiva.
IV- As vírgulas podem ser excluídas sem alteração de sentido.
ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
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uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
[adaptado].
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uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
[adaptado].
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A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou
uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
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uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
[adaptado].
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uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e
três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados
com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para
compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor
escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais
de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.
Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York
especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544
comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de
textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse
recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de
2024 – e continua a aumentar.
“Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de
periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações
Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e
todos os comentários de revisão por pares.”
A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de
probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido
sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os
autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.
Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025
[adaptado].
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