TEXTO II:
Outra prioridade
A redução da pobreza e das desigualdades sociais no Brasil é um processo que depende não só do crescimento econômico com geração de renda e emprego, mas também da transposição de barreiras culturais. Há pouco mais de cinqüenta anos o país tinha uma população predominantemente rural e analfabeta, sem possibilidade de acesso à educação e às comodidades da vida moderna.
Desde então, o Brasil se transformou em um país essencialmente urbano e atualmente cada vez mais próximo de universalizar os serviços básicos. Embora a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE não tenha o objetivo de diagnosticar a qualidade de vida da população, mas sim detectar o peso dos diversos itens nos gastos domésticos para permitir que os índices de preços ao consumidor refletiam melhor a realidade, tal levantamento permite que se tire algumas conclusões sobre a situação financeira dos brasileiros.
E o que outras pesquisas já haviam apontado é agora mais uma vez referenciado pelo POF: o grau de instrução é de suma importância na formação de renda das famílias.
Famílias nas quais nenhum de seus membros tinha diploma de curso superior ( e elas correspondiam a 84% do total até 2003) não conseguiam poupar. Já as famílias com pelo menos um membro diplomado triplicavam sua renda média e passavam a poupar.
Evidente que não basta pôr um diploma debaixo do braço para que a renda brote por milagre. No entanto, não há dúvida de que as pessoas com mais tempo de instrução também têm mais facilidade para se qualificar profissionalmente e aproveitar as oportunidades que surgem no mercado.
Praticamente todos os jovens até 14 anos freqüentam a escola, mas nem todos chegam a concluir o ensino fundamental. O primeiro desafio: criar escola para todos foi vencido, e daqui para a frente as barreiras a serem transpostas são a da qualidade de ensino e a da motivação. Em face dessa terrível herança cultural (grande número de famílias analfabetas) o Brasil precisa redobrar seus esforços para aumentar a capacidade de aprendizado dos nossos jovens, especialmente os de renda mais baixa.
Eis a razão pela qual o governo deveria dar uma prioridade à educação pública maior do que a concedida ao assistencialismo. Com este, políticos podem garantir vitórias eleitorais a cada quatro anos. Já o apoio à educação tornará a população capaz de traçar seu destino sem o paternalismo estatal, por ficar em condições de empregar-se num mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo.
(O Globo, 30/08/2007)
No primeiro parágrafo deste texto, temos a passagem: “... um processo que depende não só do crescimento econômico com geração de renda e emprego.” O trecho sublinhado no texto tem o significado:
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