Foram encontradas 120 questões.
Uma vez, ouvi na televisão um político americano
dizer: “É preciso limpar as palavras.” Se bem me lembro, ele
falava a respeito de um escândalo que havia ferido
injustamente a reputação de alguém. Era como se assinalasse
que tínhamos que ter mais cuidado na escolha dos termos que
utilizamos, mas chamou-me a atenção que ele se referisse às
palavras como objetos que podem estar mais ou menos limpos.
Tal afirmativa, na boca de um escritor, seria natural.
Mas, dita por um político, soou como algo raro. Claro que,
sendo ele um político americano, há uma explicação para isso.
A cultura daquele país tem um substrato calvinista, e um dos
itens da ética protestante é o confronto entre o limpo e o sujo,
o puro e o impuro.
Anotei a expressão “limpar as palavras”. Gostei da
frase e da intenção.
Assim como a gente manda uma roupa para a
tinturaria, é preciso mandar limpar as palavras. Como se faz
uma faxina na casa, pode-se faxinar o texto. Há até
especialistas nisto: o revisor, o copidesque, o redator. Eles
pegam o texto alheio e começam a cortar aqui e ali as gorduras,
os excessos, as impurezas gramaticais. Também os professores,
os linguistas, os filólogos podem entrar nessa categoria, a
exemplo dos dicionaristas.
Mas como se limpa a palavra? Só uma palavra pode
limpar outra.
Cada um tem lá sua técnica para limpar as palavras.
Lembro uma conhecida que sugeria que, para um jeans bem
limpo, era necessário jogar na máquina de lavar roupas também
um par de tênis. No fundo, era um pouco a imitação
tecnológica do que as lavadeiras sempre fizeram na beira dos
rios, batendo as roupas na pedra. Cada escritor coloca dentro
de sua máquina de escrever um tênis diferente para clarear a
escrita. São matreirices.
O bate-enxuga das palavras. O publicitário também
sabe o que é isso, o que é sacar a frase de efeito, revirar o texto
para que ele tenha a força do slogan, do provérbio, do axioma.
Os homens que tratam das leis também pensam nisso. Ficam ali
burilando os termos pra evitar ambiguidades e subterfúgios. Às
vezes conseguem, às vezes não. A lei deveria ser limpa,
transparente. Às vezes é, às vezes, não.
Limpar as palavras. Mas há palavra pura? Há algum
tempo houve um movimento chamado “poesia pura”, “arte
pura”. Existe alguma coisa pura? Há dúvidas. Hoje, que a
ecologia está na moda, condena-se a poluição. A despoluição,
na verdade, começa pela despoluição no discurso.
Affonso Romano de Sant'Anna. Limpar as palavras. In: Coleção Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2003 (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se
seguem.
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O governo do estado do Ceará, por meio da Secretaria
de Planejamento e Gestão, apresenta a segunda edição,
revisada, do Manual do Servidor Público Estadual, com o
objetivo de orientar e facilitar o entendimento de assuntos
relacionados à área de pessoal no que concerne aos direitos e
deveres, às concessões e obrigações, tendo em vista as
constantes alterações da legislação aplicável ao servidor. As
informações inseridas no documento apresentam-se de forma
objetiva e em linguagem clara, garantindo às pessoas o
conhecimento permanente dessas informações para que não
venham a sofrer prejuízo de qualquer natureza.
Importa ressaltar que esse instrumento está aberto a
mudanças, para evitar a obsolescência e de modo a
proporcionar aos servidores uma dinâmica eficiente das
atividades e a possibilidade de cooperação intelectual.
O governo espera que o manuseio deste manual possa
servir como importante instrumento de fortalecimento da
conduta ética no trato dos assuntos relacionados ao serviço
público estadual, como fonte permanente de consulta para
dirimir dúvidas e também como mecanismo facilitador dos
procedimentos administrativos.
Internet: www.gestaodoservidor.ce.gov.br (com adaptações).
No que concerne à organização textual, às ideias e às estruturas
linguísticas do texto acima, julgue os itens subsecutivos.
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O governo do estado do Ceará, por meio da Secretaria
de Planejamento e Gestão, apresenta a segunda edição,
revisada, do Manual do Servidor Público Estadual, com o
objetivo de orientar e facilitar o entendimento de assuntos
relacionados à área de pessoal no que concerne aos direitos e
deveres, às concessões e obrigações, tendo em vista as
constantes alterações da legislação aplicável ao servidor. As
informações inseridas no documento apresentam-se de forma
objetiva e em linguagem clara, garantindo às pessoas o
conhecimento permanente dessas informações para que não
venham a sofrer prejuízo de qualquer natureza.
Importa ressaltar que esse instrumento está aberto a
mudanças, para evitar a obsolescência e de modo a
proporcionar aos servidores uma dinâmica eficiente das
atividades e a possibilidade de cooperação intelectual.
O governo espera que o manuseio deste manual possa
servir como importante instrumento de fortalecimento da
conduta ética no trato dos assuntos relacionados ao serviço
público estadual, como fonte permanente de consulta para
dirimir dúvidas e também como mecanismo facilitador dos
procedimentos administrativos.
Internet: www.gestaodoservidor.ce.gov.br (com adaptações).
No que concerne à organização textual, às ideias e às estruturas
linguísticas do texto acima, julgue os itens subsecutivos.
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O governo do estado do Ceará, por meio da Secretaria
de Planejamento e Gestão, apresenta a segunda edição,
revisada, do Manual do Servidor Público Estadual, com o
objetivo de orientar e facilitar o entendimento de assuntos
relacionados à área de pessoal no que concerne aos direitos e
deveres, às concessões e obrigações, tendo em vista as
constantes alterações da legislação aplicável ao servidor. As
informações inseridas no documento apresentam-se de forma
objetiva e em linguagem clara, garantindo às pessoas o
conhecimento permanente dessas informações para que não
venham a sofrer prejuízo de qualquer natureza.
Importa ressaltar que esse instrumento está aberto a
mudanças, para evitar a obsolescência e de modo a
proporcionar aos servidores uma dinâmica eficiente das
atividades e a possibilidade de cooperação intelectual.
O governo espera que o manuseio deste manual possa
servir como importante instrumento de fortalecimento da
conduta ética no trato dos assuntos relacionados ao serviço
público estadual, como fonte permanente de consulta para
dirimir dúvidas e também como mecanismo facilitador dos
procedimentos administrativos.
Internet: www.gestaodoservidor.ce.gov.br (com adaptações).
No que concerne à organização textual, às ideias e às estruturas
linguísticas do texto acima, julgue os itens subsecutivos.
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Conquanto a fórmula “Fica aprovado o texto...”
venha tendo a preferência nas redações finais dos projetos de
decreto legislativo desta década, o formato anterior,
“É aprovado o texto...”, utilizado em décadas passadas,
parece mais consentâneo com o bom português. Não apenas é
o verbo ser o verbo auxiliar típico para a formação da voz
passiva analítica, quanto é o mais adequado para formar
locução verbal com o verbo aprovar.
Ademais, em sua acepção intransitiva, ser tem a
conotação de ter existência real, existir. Um ato internacional
ao qual o parlamento brasileiro concede aprovação legislativa
cumpre a etapa parlamentar deliberativa para a sua existência
real como norma de direito positivo interno, com caráter de
permanência (não se trata de alguma coisa qualquer que recebe
um aval momentâneo para ali ficar transitoriamente).
Conquanto as duas fórmulas tenham sido utilizadas, a
opção pela utilização da locução verbal é aprovado soa,
juridicamente, mais robusta, com maior força de comunicado
de decisão peremptória à nação. Afinal, o que fica, pode,
também, sair, partir...
Maria Ester Mena Barreto Camino e Luiz Henrique Cascelli de Azevedo. Necessidade de uniformização dos projetos de decreto legislativo pertinentes a atos internacionais. Maio/2011. Internet: www2.camara.gov.br (com adaptações
Julgue o item, acerca do texto.
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Uma vez, ouvi na televisão um político americano
dizer: “É preciso limpar as palavras.” Se bem me lembro, ele
falava a respeito de um escândalo que havia ferido
injustamente a reputação de alguém. Era como se assinalasse
que tínhamos que ter mais cuidado na escolha dos termos que
utilizamos, mas chamou-me a atenção que ele se referisse às
palavras como objetos que podem estar mais ou menos limpos.
Tal afirmativa, na boca de um escritor, seria natural.
Mas, dita por um político, soou como algo raro. Claro que,
sendo ele um político americano, há uma explicação para isso.
A cultura daquele país tem um substrato calvinista, e um dos
itens da ética protestante é o confronto entre o limpo e o sujo,
o puro e o impuro.
Anotei a expressão “limpar as palavras”. Gostei da
frase e da intenção.
Assim como a gente manda uma roupa para a
tinturaria, é preciso mandar limpar as palavras. Como se faz
uma faxina na casa, pode-se faxinar o texto. Há até
especialistas nisto: o revisor, o copidesque, o redator. Eles
pegam o texto alheio e começam a cortar aqui e ali as gorduras,
os excessos, as impurezas gramaticais. Também os professores,
os linguistas, os filólogos podem entrar nessa categoria, a
exemplo dos dicionaristas.
Mas como se limpa a palavra? Só uma palavra pode
limpar outra.
Cada um tem lá sua técnica para limpar as palavras.
Lembro uma conhecida que sugeria que, para um jeans bem
limpo, era necessário jogar na máquina de lavar roupas também
um par de tênis. No fundo, era um pouco a imitação
tecnológica do que as lavadeiras sempre fizeram na beira dos
rios, batendo as roupas na pedra. Cada escritor coloca dentro
de sua máquina de escrever um tênis diferente para clarear a
escrita. São matreirices.
O bate-enxuga das palavras. O publicitário também
sabe o que é isso, o que é sacar a frase de efeito, revirar o texto
para que ele tenha a força do slogan, do provérbio, do axioma.
Os homens que tratam das leis também pensam nisso. Ficam ali
burilando os termos pra evitar ambiguidades e subterfúgios. Às
vezes conseguem, às vezes não. A lei deveria ser limpa,
transparente. Às vezes é, às vezes, não.
Limpar as palavras. Mas há palavra pura? Há algum
tempo houve um movimento chamado “poesia pura”, “arte
pura”. Existe alguma coisa pura? Há dúvidas. Hoje, que a
ecologia está na moda, condena-se a poluição. A despoluição,
na verdade, começa pela despoluição no discurso.
Affonso Romano de Sant'Anna. Limpar as palavras. In: Coleção Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2003 (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se
seguem.
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Uma vez, ouvi na televisão um político americano
dizer: “É preciso limpar as palavras.” Se bem me lembro, ele
falava a respeito de um escândalo que havia ferido
injustamente a reputação de alguém. Era como se assinalasse
que tínhamos que ter mais cuidado na escolha dos termos que
utilizamos, mas chamou-me a atenção que ele se referisse às
palavras como objetos que podem estar mais ou menos limpos.
Tal afirmativa, na boca de um escritor, seria natural.
Mas, dita por um político, soou como algo raro. Claro que,
sendo ele um político americano, há uma explicação para isso.
A cultura daquele país tem um substrato calvinista, e um dos
itens da ética protestante é o confronto entre o limpo e o sujo,
o puro e o impuro.
Anotei a expressão “limpar as palavras”. Gostei da
frase e da intenção.
Assim como a gente manda uma roupa para a
tinturaria, é preciso mandar limpar as palavras. Como se faz
uma faxina na casa, pode-se faxinar o texto. Há até
especialistas nisto: o revisor, o copidesque, o redator. Eles
pegam o texto alheio e começam a cortar aqui e ali as gorduras,
os excessos, as impurezas gramaticais. Também os professores,
os linguistas, os filólogos podem entrar nessa categoria, a
exemplo dos dicionaristas.
Mas como se limpa a palavra? Só uma palavra pode
limpar outra.
Cada um tem lá sua técnica para limpar as palavras.
Lembro uma conhecida que sugeria que, para um jeans bem
limpo, era necessário jogar na máquina de lavar roupas também
um par de tênis. No fundo, era um pouco a imitação
tecnológica do que as lavadeiras sempre fizeram na beira dos
rios, batendo as roupas na pedra. Cada escritor coloca dentro
de sua máquina de escrever um tênis diferente para clarear a
escrita. São matreirices.
O bate-enxuga das palavras. O publicitário também
sabe o que é isso, o que é sacar a frase de efeito, revirar o texto
para que ele tenha a força do slogan, do provérbio, do axioma.
Os homens que tratam das leis também pensam nisso. Ficam ali
burilando os termos pra evitar ambiguidades e subterfúgios. Às
vezes conseguem, às vezes não. A lei deveria ser limpa,
transparente. Às vezes é, às vezes, não.
Limpar as palavras. Mas há palavra pura? Há algum
tempo houve um movimento chamado “poesia pura”, “arte
pura”. Existe alguma coisa pura? Há dúvidas. Hoje, que a
ecologia está na moda, condena-se a poluição. A despoluição,
na verdade, começa pela despoluição no discurso.
Affonso Romano de Sant'Anna. Limpar as palavras. In: Coleção Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2003 (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se
seguem.
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As universidades corporativas surgiram no mercado
educacional com o intuito de capacitar os funcionários de
instituições e grandes empresas. No caso da Universidade do
Parlamento Cearense (UNIPACE), um dos seus principais
focos foi contribuir com a educação dos servidores públicos.
Criada em 2007, ela surgiu para aperfeiçoar a atuação do
funcionalismo estadual, promovendo atividades direcionadas
à formação e qualificação profissional dos servidores e agentes
políticos vinculados às assembleias legislativas e às câmaras
municipais conveniadas.
A presidente da UNIPACE, Patrícia Saboya, define a
educação como princípio da democratização de um povo, da
manutenção da cultura e das tradições. Em consonância com o
discurso do escritor e economista César Benjamin, que afirma:
“O maior patrimônio de um país é seu próprio povo, e o maior
patrimônio de um povo é a sua cultura”, ela acredita que a
cultura permite ao cidadão comum expressar melhor conceitos
e sentimentos, conhecer bem a língua que fala, reconhecer sua
identidade e ampliar seu horizonte de direitos. O resultado
disso, segundo a deputada, é um aumento de sua capacidade de
organização e de comunicar-se melhor consigo e com outros
povos, aprender novas técnicas. Enfim, ter acesso ao que de
melhor a humanidade produziu na ciência e na arte. De acordo
com a parlamentar, um dos objetivos da instituição é ampliar
os cursos de formação na área de políticas públicas para
capacitar os servidores públicos ao melhor atendimento à
população.
Internet: www.al.ce.gov.br (com adaptações).
No que se refere a aspectos gramaticais e formais do texto acima,
julgue os itens seguintes.
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O governo do estado do Ceará, por meio da Secretaria
de Planejamento e Gestão, apresenta a segunda edição,
revisada, do Manual do Servidor Público Estadual, com o
objetivo de orientar e facilitar o entendimento de assuntos
relacionados à área de pessoal no que concerne aos direitos e
deveres, às concessões e obrigações, tendo em vista as
constantes alterações da legislação aplicável ao servidor. As
informações inseridas no documento apresentam-se de forma
objetiva e em linguagem clara, garantindo às pessoas o
conhecimento permanente dessas informações para que não
venham a sofrer prejuízo de qualquer natureza.
Importa ressaltar que esse instrumento está aberto a
mudanças, para evitar a obsolescência e de modo a
proporcionar aos servidores uma dinâmica eficiente das
atividades e a possibilidade de cooperação intelectual.
O governo espera que o manuseio deste manual possa
servir como importante instrumento de fortalecimento da
conduta ética no trato dos assuntos relacionados ao serviço
público estadual, como fonte permanente de consulta para
dirimir dúvidas e também como mecanismo facilitador dos
procedimentos administrativos.
Internet: www.gestaodoservidor.ce.gov.br (com adaptações).
No que concerne à organização textual, às ideias e às estruturas
linguísticas do texto acima, julgue os itens subsecutivos.
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Quando se fala em gramática, geralmente se pensa em
um conjunto de ensinamentos sobre a maneira correta de falar
e escrever uma língua ou em um livro que contenha esses
ensinamentos. Trata-se de uma imagem construída ao longo de
pelo menos vinte séculos, desde que os gregos — e, dando-lhes
seguimento, os romanos — conceituaram gramática como a
arte do uso correto da língua. Essa história abriga um extenso
capítulo escrito a partir do final do século XV e recheado de
episódios decisivos no curso dos séculos XVI e XVII, quando
se consolidou o perfil das gramáticas normativas das línguas
europeias modernas.
José Carlos de Azeredo. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3.ª ed. São Paulo: Publifolha, Houaiss, 2010, p. 32 (com adaptações).
A respeito dos aspectos sintáticos e semânticos do texto acima,
julgue os itens que se seguem.
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