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A disputa judicial de cobrança de seguro entre um motociclista residente em Palmas que se acidentou no município de Pugmil e sofreu invalidez permanente e uma companhia de seguros paulista gerou a produção de uma petição e uma decisão em forma de poesia em processo que tramita na 4ª Vara Cível de Palmas.
Após a seguradora ajuizar uma ação conhecida como exceção de competência, defendendo que a ação de cobrança ajuizada pelo motociclista não poderia tramitar na Comarca de Palmas e, sim, na de Paraíso, que abrange Pugmil, o advogado da vítima contestou a seguradora em versos.
O advogado defendeu a opção legal do motociclista em cobrar o seguro em Palmas, cidade onde reside, e pediu ao juiz que rejeitasse a ação da seguradora.
"O autor sobre o evento sete vem falar
Que lesado foi ao acidentar
Por isso, procurou onde a demanda ajuizar
Preferiu o domicílio do réu sem vacilar
Sendo competência territorial pôde optar
Seja, onde há sucursal ou onde morar
Isso é jurisprudencial não precisa reafirmar
Ademais, o réu sabe que deve pagar,
Aqui ou em outro lugar [...]”.
Ele explicou à Diretoria do Centro de Comunicação, do Tribunal de Justiça, que a petição em verso se inspirou no lendário habeas corpus de Ronaldo Cunha Lima, poeta e ex-senador, enviado a um juiz em versos. Também revelou que a intenção foi valorizar a língua portuguesa e suas formas literárias, sem deixar de seguir as diretrizes do Código de Processo Civil brasileiro ou ofender a outra parte no processo.
Para a surpresa do advogado, o juiz Zacarias Leonardo mesclou prosa (adotada na parte do relatório da decisão) e poesia (na parte em que fundamenta sua decisão) para negar a procedência da ação da empresa.
"Em versos e jurisprudências responde o excepto;
Não pode ser acolhida a exceção; acertado pontua;
A lei contemplou o domicílio do autor ou o local do acidente;
Assim é mais fácil para a vítima do sinistro, pensou o legislador;
Em sua casa, com sua gente ou onde se feriu o requerente;
Pareceu mais propício buscar lenitivo e reparo à sua dor;
Mas, onde mora o requerente? Perquire o judicante;
Mora em Palmas e se feriu quando no interior se encontrava;
Em seu parágrafo único, o artigo cem (100) soluciona o embate;
O foro do domicílio do autor era escolha que bastava.
A contestação não parece de canastrão;
Pelo contrário, sem respaldo legal e sem assento;
Parece, isto sim, a exceção, uma medida de protelação;
Coisa de instituição financeira querendo ganhar tempo. [...]”.
O juízo competente é do domicílio do autor ou do local do fato;
Esqueceu-se a excipiente não ser escolha sua.
Disponível em: https://www.tjto.jus.br/index.php/listagem-noticias/3544-curiosidadeadvogadopeticionaem- versos-e-juiz-decide-em-prosa-e-poesia. Acesso em: 07 set. 2021.
Em sua decisão, o juiz
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A praga
Ninguém sabe ao certo como se entenderam, mas se entenderam. E a primeira coisa que o índio deu a Colombo foi um tomate. Era o primeiro encontro, na primeira ilha, no primeiro dia, e o próprio sol parecia ter chegado mais perto para não perder a cena. Fazia calor e o tomate brilhava ao sol como uma maçã dourada.
— Um pomo dóro! — exclamou Colombo.
— Um tomate. — explicou o índio. — Para a salada. Para o molho.
— Finalmente algo para pôr fim à brancura do espaguete
— disse Colombo emocionado. — Marco Polo só descobriu a massa. Eu descobri a macarronada.
E Colombo aceitou o tomate e deu em troca uma miçanga.
O índio deu uma batata a Colombo que a olhou com desprezo. Mas o índio descreveu (com mímica, a linguagem mágica dos encontros míticos) sua importância para a história ocidental, desde a alimentação das massas camponesas da Europa até noisette, ou fritas com um Big Mac. E Colombo a aceitou e deu em troca um espelhinho.
E o índio deu a Colombo o fruto do cacaueiro e falou no que o chocolate significaria para o mundo, em especial para a Bahia e a Suíça, e nas delícias do bombom por vir. E Colombo guardou o cacau na algibeira e deu em troca um vintém.
E o índio deu a Colombo uma folha de tabaco e falou nos prazeres do fumo, e de como ele afetaria os hábitos civilizados. E se quisessem algo mais forte, tinham uma planta que dava coca, e um barato muito maior. E tudo isso Colombo aceitou em troca de contas. E mais uma espiga de milho. E mais um papagaio. Até que, com a algibeira cheia, Colombo disse:
— Chega de miudezas. Agora eu quero ouro.
— O quê?
— Ouro. Isso que você tem no nariz.
— E o que você me dá em troca? — perguntou o índio antevendo algo espetacular como uma luneta. Mas Colombo apontou uma pistola para a cabeça do índio e disse “isto”. E disparou. Depois, mandou seus homens recolherem todo o ouro da ilha, nem que precisassem arrancar narizes.
No chão, antes de morrer, o índio amaldiçoou Colombo e praguejou. Que a batata tornasse sua raça obesa, que o chocolate enchesse suas artérias de colesterol, que o fumo lhe desse câncer, a cocaína o corrompesse e o ouro destruísse sua alma. E que o tomate — desejou o índio em seu último suspiro — se transformasse em Ketchup. E assim aconteceu.
Fonte: VERÍSSIMO, L. F. Comédias da vida pública. Porto Alegre: L&PM, 1995.
O título da crônica é textualmente retomado pela
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Mais de 12 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo o IBGE. A construção de um ambiente educacional para todos é um compromisso que o Brasil assumiu há décadas, embora ainda existam os que os inferiorizam negando-lhes um futuro.
Se há os que acreditam que algumas pessoas, por conta de suas características, não são capazes de acessar a educação básica e, muito menos, o ensino superior, é porque ainda persiste um entendimento de mundo que inferioriza sujeitos pela deficiência ou outros atributos. Com essa compreensão limitada, passam a achar que a sociedade pode ser dividida entre os que podem ou não aprender; os que merecem ou não a nossa aposta.
Vale lembrar que as conquistas legais no campo dos direitos das pessoas com deficiência apoiaram a progressão desses jovens no ensino superior. Porém, os números estão aquém do total de pessoas com deficiência e na proporção com os demais estudantes, indicativo de que muitos ainda enfrentam baixas expectativas sobre suas trajetórias de vida e escolar. Felizmente, a maior parte dos brasileiros reconhece que não há caminho fora da inclusão: 86% acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência, mostra pesquisa do Datafolha de 2019 encomendada pelo Instituto Alana.
Fonte: Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-08-25/inclusao-e-o-unicocaminho. html. Acesso em: 05 set. 2021.
Em relação aos articuladores textuais, considere as seguintes afirmativas:
I. O operador argumentativo “embora”, no primeiro parágrafo, introduz uma contraposição à ideia que o antecede.
II. Há uma relação de condição-inferência no primeiro período do segundo parágrafo.
III. A expressão referencial “essa”, no segundo parágrafo, retoma o termo “deficiência”.
IV. O conector “porém”, no último parágrafo, acrescenta uma possível comprovação da asserção anterior.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: CEFET-MG
Orgão: CEFET-MG
Em relação à linguagem de programação Python, é INCORRETO afirmar que:
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Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: CEFET-MG
Orgão: CEFET-MG
- Interoperabilidade e IntegraçãoAPIsREST e RESTful APIs
- Interoperabilidade e IntegraçãoIntegração de Sistemas e Middleware
- Interoperabilidade e IntegraçãoWeb Services
O REST é uma nova forma de criar web services que permite a interoperabilidade entre os sistemas.
Sobre o REST é correto afirmar que:
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O estado epilético (atividade convulsiva prolongada aguda) é uma série de convulsões generalizadas que ocorrem sem a recuperação plena da consciência entre as crises (Greenberg, 2001). O termo foi ampliado para incluir as convulsões clínicas ou elétricas contínuas, durando pelo menos 30 minutos, mesmo sem comprometimento da consciência.
Ao prestar cuidados a uma pessoa em crise convulsiva, o procedimento correto é
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Numa ocorrência de acidente com choque elétrico, os primeiros socorros devem ser prestados rapidamente, significando a diferença entre a vida e a morte.
Dentre as medidas de socorrro, NÃO é necessário:
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O órgão responsável pela padronização de trabalhos com caráter científico e tecnológico é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). De acordo com a ABNT (NBR 6022), o trabalho científico pode ser definido como a “publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”. No meio acadêmico, percebe-se o ensino de normas da ABNT como conteúdo da metodologia de ensino, que é o nome dado à ciência que estuda os métodos empregados na elaboração de pesquisas científicas e em sua publicação. Atualmente as regras para a apresentação de trabalhos são regidas pela ABNT, mas precisamos, com urgência, deixar de focar exclusivamente no ensino de normas da ABNT em metodologia científica e passar a ensinar metodologia científica mais pertinente. Estamos preparando pessoas que sabem o tamanho da margem em uma monografia, mas não têm a menor ideia de como se lê um artigo científico.
Tomando o conteúdo do texto por verdadeiro, são levantadas as seguintes hipóteses:
I. A metodologia científica pressupõe habilidades de leitura de textos científicos.
II. A ABNT dispõe sobre o tamanho das margens em um texto monográfico.
III. Saber ABNT não faz parte dos conhecimentos de metodologia científica.
Encontram correspondência no texto apenas a(s) hipótese(s):
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Paro (2001) discute a participação da comunidade externa nos processos decisórios da escola no âmbito da gestão democrática da escola pública. Considere o posicionamento do autor nos trechos transcritos a seguir.
“[...] por mais colegiada que seja a administração da unidade escolar, se ela não inclui a comunidade, corre o risco de constituir apenas mais um arranjo entre os funcionários do Estado, para atender a interesses que, por isso mesmo, dificilmente coincidirão com os da população usuária.”
“Aceitando que a gestão democrática deve implicar necessariamente a participação da comunidade, parece faltar ainda uma maior precisão do conceito de participação. A esse respeito, quando uso esse termo,
Fonte: PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática, 2001.
A partir da concepção de gestão democrática da escola pública veiculada nos trechos citados, NÃO é correto afirmar que
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José Gimeno Sacristán, na obra O currículo: uma reflexão sobra a prática (2000), desenvolve uma análise do currículo a partir de um enfoque processual ou prático, que considera todas as influências e práticas realizadas desde as políticas educacionais até a sua concretização. Conforme essa concepção processual de currículo do autor, analise se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A política curricular, representada por diversos tipos de documentos normativos, como diretrizes curriculares, resoluções, portarias do Ministério da Educação ou das Secretarias Estaduais de Educação, pode ser considerada como parte da dimensão denominada “currículo prescrito”.
( ) A documentação auxiliar da política curricular, como manuais, textos de divulgação e orientações curriculares, pode ser considerada uma dimensão do currículo, uma vez que se configura como uma espécie de tradução do currículo para as instituições escolares.
( ) Os professores intervêm na realização do currículo, ao colocá-lo em prática, porque realizam a escolha de livros-texto e outros materiais didáticos, planejam e executam práticas de ensino, direcionando a concretização das intenções inicialmente declaradas.
( ) A concepção de currículo em ação faz parte da compreensão da realização de um currículo como prática, porque trata dos arbítrios que distorcem o currículo prescrito e, consequentemente, os objetivos da educação.
( ) A avaliação pode ser considerada uma das práticas que intervêm na concretização do currículo, porque leva os sujeitos a ressaltarem determinados conteúdos em detrimento de outros e acaba impondo critérios para o ensino e para a aprendizagem.
A sequência correta é
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