Foram encontradas 40 questões.
Leia o Texto 11 para responder ao item 20.
O refeitório do CMSM é conhecido como "Rancho". Quando há aula à tarde, os alunos normalmente almoçam no "Rancho". Um desses alunos não se serve de carne. Uma colega perguntou-lhe se era vegetariano, e o aluno afirmou que sim. Para entender um pouco mais sobre esse assunto, leia o texto que segue:
TEXTO 11

Fonte: htt ps://www. vis ta-se. com. br/1i pos-de-ve2e1ari anos-en len d a-as-pri ncipais-di fcrencas-entrc-os-21 upos-d c-ve!!ctari anos/. /\cesso cm 26/08/20 17.
De acordo com o exposto na tabela, s o feitas algumas afirmativas:
I. Os ovolactovegetarianos são o grupo com maior restrição alimentar.
II. A diferença entre os vegetarianos estritos e os veganos não se restringe à alimentação.
III. A semelhança entre os quatro grupos apresentados na tabela está na ingestão de alimentos de origem animal.
Está(ão) correta( s):
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Leia o Texto 10 para responder aos itens 18 e 19.
TEXTO 10

Fonte: http://comidanarede.com.l>r/calvin-vc2etariano/. Acesso em 26/08/2017
Há, na fala da mãe de Calvin, no 2° quadrinho da tirinha, duas orações: "É comida vegetariana. Faz bem pra você". Mantendo o efeito de sentido expresso na tirinha, só não seria possível unir as duas orações por meio da conjunção:
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Leia o Texto 10 para responder aos itens 18 e 19.
TEXTO 10

Fonte: http://comidanarede.com.l>r/calvin-vc2etariano/. Acesso em 26/08/2017
A partir da leitura da tirinha, analise as afirmativas a seguir:
I. A mãe de Calvin prefere que o filho coma vegetais a carne.
II. Calvin não é adepto à comida vegetariana porque gosta de comer carne.
III. Calvin se aproveita da situação apresentada pela mãe para não fazer a refeição e ir direto para a
sobremesa.
Está(ão) correta( s):
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Leia o Texto 09 para responder aos itens de 14 a 17.
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo
que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA- especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante - especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: s sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado "estresse nutricional" dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cttja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho cios bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média - mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso impo1ta? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: http://super.abril .com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-vocc-pode-ter-herdado-o-traumal. Acesso em 28/08/2017.
Leia, no Texto 09, estes enunciados retirados do último parágrafo:
I. "a jornada precisa ser mais paciente". (l. 33 e 34)
II. "o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente eliminado". (l. 34 e 35)
Independentemente da ordem em que aparecem, a relação semântica existente entre eles, decorrente do uso do conector, é de:
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Leia o Texto 09 para responder aos itens de 14 a 17.
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo
que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA- especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante - especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: s sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado "estresse nutricional" dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cttja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho cios bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média - mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso impo1ta? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: http://super.abril .com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-vocc-pode-ter-herdado-o-traumal. Acesso em 28/08/2017.
Leia o enunciado abaixo:
"As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam à luz bebês menores, com menos peso". (l. 14 e 15)
O termo destacado "que" (l. 14) confere um determinado efeito de sentido à informação por ele introduzida. Assinale a alternativa que contém a interpretação correta do enunciado.
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Leia o Texto 09 para responder aos itens de 14 a 17.
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo
que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA- especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante - especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: s sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado "estresse nutricional" dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cttja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho cios bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média - mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso impo1ta? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: http://super.abril .com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-vocc-pode-ter-herdado-o-traumal. Acesso em 28/08/2017.
Considere o seguinte trecho retirado do texto:
" ... se sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimenta; mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o impacto. " (l. 08 a 10)
Os termos destacados conferem ao enunciado valores semânticos, respectivamente, de:
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Leia o Texto 09 para responder aos itens de 14 a 17.
TEXTO 09
Se a sua avó passou fome, você pode ter herdado o trauma
Um novo estudo mostra que a fome deixa marcas genéticas, transmitidas a partir dos avós, mesmo
que os netos nunca tenham sofrido privações
Ana Carolina Leonardi
Revista Superinteressante, ago/2017
01 A história da nossa família está escrita no nosso DNA- especialmente os traumas. Filhos de
02 pessoas que sobreviveram a grandes catástrofes naturais ou sociais, como o Holocausto, trazem no
03 seu material genético marcas de um estresse que nunca viveram diretamente. Um novo estudo
04 inglês descobriu que existe um trauma, muito mais comum, que também deixa marcas transmitidas
05 das avós para os netos: a fome.
06 O desenvolvimento de um bebê no útero depende da saúde da gestante - especialmente com
07 relação à nutrição. O que a nova pesquisa revelou é que o impacto da má nutrição de uma gestante
08 afeta gerações seguintes. Ou seja: s sua avó materna sofreu algum tipo de privação alimentar,
09 mesmo que sua mãe tenha engravidado com mais recursos, você também deve ter sentido o
10 impacto.
11 O estudo tomou como ponto de partida a Gâmbia. No menor país da África, a zona rural
12 tem apenas duas estações: a de colheita e a de fome, já que a chuva é pouca e se concentra em um
13 intervalo curto do ano.
14 As mães que passavam os últimos meses de sua gravidez durante a estação de fome davam
15 à luz bebês menores, com menos peso. Eles sofriam do chamado "estresse nutricional" dentro do
16 útero. Esse já era um fenômeno conhecido há tempos.
17 O que os pesquisadores fizeram foi estudar os filhos dessas crianças (hoje adultas). Algumas
18 delas viraram mães e tiveram gestações bem diferentes: umas com condições financeiras melhores
19 e, portanto, melhor alimentação, outras cttja fase vital da gravidez calhou com a estação de mais
20 fartura.
21 O esperado é que, para essas mães com mais recursos, o tamanho cios bebês aumentasse,
22 voltando à média de quem nunca passou fome. Não foi bem assim. Os netos daquelas mulheres
23 desnutridas durante a gravidez ainda nasciam menores, mesmo que suas mães não tivessem
24 sofrido o mesmo mal.
25 O fenômeno não era exclusivamente feminino: quando o filho da mãe mal nutrida era
26 homem, seus filhos também ficavam abaixo da curva, mas de forma diferente. Quando quem
27 sofria má nutrição era a avó paterna, as crianças nasciam com peso dentro da média - mas
28 engordavam menos. Quando chegavam aos 2 anos, já eram bem menores que bebês da mesma
29 idade.
30 E por que tudo isso impo1ta? Muitos programas sociais focados em populações frágeis
31 como essa, que suplementam as dietas das famílias, são abandonados. Isso porque indicadores
32 como déficit de crescimento infantil não parecem melhorar por causa deles.
33 Já estudos como esse, segundo os pesquisadores, conseguem mostrar que a jornada precisa
34 ser mais paciente, já que o impacto genético da fome pode levar gerações para ser totalmente
35 eliminado.
Fonte: http://super.abril .com.br/comportamento/se-a-sua-avo-passou-fome-vocc-pode-ter-herdado-o-traumal. Acesso em 28/08/2017.
Uma professora de Língua Portuguesa do CMSM levou o Texto 09 para a sala de aula e solicitou aos seus alunos que identificassem a que gênero textual ele pertence. Algumas das características apontadas pelos estudantes estão relacionadas nas alternativas que seguem. Marque a única alternativa que traz características desse texto.
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Leia os Textos 06, 07 e 08 para responder ao item 13
Uma definição para alimentos saudáveis poderia ser "todos os que não têm propaganda." As propagandas de alimentos realmente trazem uma sucessão de produtos industrializados, cujos apelos se apoiam em: personalidade de marca; design chamativo; praticidade no consumo, por exemplo. A propaganda é o que garante visibilidade a esses produtos. Contudo, os alimentos saudáveis têm todas as características para superar essa concorrência, basta aplicar as táticas da propaganda para dar a eles mais visibilidade. Observe, com atenção, as três publicidades apresentadas a seguir, que foram elaboradas especialmente para divulgar alimentos saudáveis.
TEXTO 06

Fonte: https://maeperfcita.wordpress.com/2013/04/l 6/os-se2.redos-dos-publicitarios/. Acesso em 22/09/2017.
TEXTO 07

Fonte: ht1ps://111aeperfeita.wordpress.com/2013/Cl4/16/os-sc2redos-dos-publicitarios/. Acesso cm 22/09/2017
TEXTO 08

Fonte: hllps://mncperfeita.wordprcss.com/2013/04/ l 6/os-sc2.redos-dos-public itarios/. Acesso cm 22/09/2017.
Sobre as estratégias aplicadas nos Textos 06, 07 e 08, afirma-se:
I. Todos os textos utilizam-se do recurso de comparação, por semelhança, da forma dos alimentos com o órgão do corpo a que trazem benefícios.
II. Os textos utilizam-se do trocadilho, recurso que garante a conquista do cliente pela utilização do humor.
III. Em todos os textos, observa-se a inte1velação direta do leitor, principalmente por meio de verbos que expressam ordem ou pedido.
NÃO está(ão) correta(s):
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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisQuadrinhos
Leia os Textos 04 e OS para responder ao item 12.
TEXTO 04

Fonte: https://www.google.eom.br/search?g=quadrinhos+sobre+comida&tbm. Acesso em 13/09/2017.
TEXTO 05

Sobre as tirinhas de Garfield, é correto afirmar que:
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Leia o Texto 03 para responder aos itens de 06 a 11.
TEXTO 03
Entrevista: Michael Pollan, o defensor da comida de vó
Por Mariana Weber
01 Michael Pollan criou uma das frases mais usadas hoje por quem se importa com saúde
02 alimentar: "Comida é aquilo que a sua avó chamaria de comida". Para o jornalista americano,
03 especializado em alimentação e que trava uma guerra contra_ comida industrializada, o mero
04 ato de cozinhar tem o poder de nos tornar mais saudáveis.
05 Autor de várias obras sobre o assunto, entre elas O Dilema do Onívoro, Pollan falou _
06 SUPER sobre seu livro Cozinhar - Uma História Natural da Transformação, em que vestiu o
07 avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento e também a importância de pilotar o
08 próprio fogão.
09 SUPER: A comida de muitas avós também tinha muito açúcar, gordura, sal e até
10 processados, como leite condensado. Somos nostálgicos sobre a comida do passado?
11 Em alguns casos, sim. De modo geral, havia menos produtos processados, mas farinha branca é
12 bastante usada desde 1870. Elas faziam comidas doces, como bolos, para ocasiões especiais. Já
13 as corporações ficam felizes de servir sobremesa toda noite. Há comidas muito atrativas, como
14 batatas fritas, que dão trabalho para fazer. Mas as companhias tomam simples comer isso todo
15 dia. No livro Regras da Comida, eu digo que você pode comer toda a junk food que puder
16 cozinhar. O ato de cozinhar regula a alimentação.
17 Como cozinhar nos transformou como espécie?
18 Sempre foi um mistério como desenvolvemos cérebros tão grandes e um sistema digestivo
19 menor. A mais interessante e persuasiva teoria diz que foi quando começamos _ cozinhar.
20 Comida cozida dá mais energia. O fogo começa o processo de digestão, além de remover
21 toxinas dos alimentos. Ele diminui a necessidade de mastigar, o que nos liberou tempo, e nos
22 fez mais sociais. Antes, os homens não se sentavam e compartilhavam o alimento. Assim,
23 tivemos que aprender os rudimentos da civilização, como dividir, esperar.
24 Se cozinhar nos tornou humanos, como deixar de cozinhar nos afeta?
25 Os países em que se cozinha mais têm menos obesidade. Quanto menos se cozinha, mais fast
26 food se consome. Em casa, as pessoas deixam de comer juntas. O adolescente come uma pizza
27 congelada; a mãe, uma salada; o pai, um pedaço de carne pré-preparada; as crianças comem
28 enquanto fazem outra atividade, como lição de casa ou TV. A vida familiar tende_ desunião.
29 E há mesmo um efeito na civilidade. Nas refeições, as crianças aprendem a arte de viver em
30 sociedade: a dividir, esperar a vez, discutir sem brigar.
31 Como reverter a tendência mundial de cozinhar menos?
32 Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha. Aprendo
33 tanto sobre a natureza ao manusear animais e plantas: aprendo sobre transformações, sobre
34 química, física, biologia. E também cultura, porque você está trabalhando com tradições. É um
35 dos jeitos mais intelectualmente absorventes de passar o tempo. Por que precisamos de
36 bactérias? Como transformar açúcar em álcool? Essas transformações são milagres, mas a
37 maioria não pensa sobre isso.
38 Ao mesmo tempo em que muita gente já não cozinha tanto nem se senta para comer em
39 família, um monte de fotos de comida é postada nas redes sociais ...
40 Esse contato não é tão íntimo. Não contempla a habilidade de conectar com todos os nossos
41 sentidos. As pessoas estão muito interessadas em comida e em cozinhar, mas não cozinham. É
42 uma cultura cio espectador, de ver mais do que fazer. A indústria prefere assim, pois pode fazer
43 por nós.
Fonte: https://supcr.abril.com.br/comportamento/entrevista-michael-pollan-o-dcfensor-da-comida-de-vo/. Acesso em O 1/09/2017. Adaptado e modificado.
Glossário:
Junk food - comida lixo; besteiras; expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico, com
níveis reduzidos de nutrientes.
Fast Jood - comida rápida; lanches.
Analise os períodos apresentados a seguir.
I. "vestiu o avental de cozinheiro para investigar métodos de cozimento". (l. 06-07)
II. "Há comidas muito atrativas, como batatas fritas, que dão trabalho para fazer". (l. 13-14)
III. "Como jornalistas, contando histórias que estimulem as pessoas a voltar para a cozinha". (l. 32)
Assinale a alternativa em que a palavra "para" NÃO introduz oração subordinada.
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