Uma empresa de processamento de carne avícola está
planejando expandir suas operações e, para isso,
precisa obter uma licença ambiental junto ao órgão
competente. Durante o processo de Estudo de
Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto
Ambiental (RIMA), um dos pontos críticos
levantados pela equipe multiprofissional é o potencial
impacto na qualidade dos corpos hídricos receptores
devido à descarga de efluentes do abatedouro, que
apresentam alta Demanda Bioquímica de Oxigênio
(DBO) e fósforo. Para mitigar esses impactos e
garantir a conformidade com a legislação vigente, a
combinação mais eficaz de estratégias e tecnologias
que o Engenheiro de Alimentos deve propor,
considerando as melhores práticas disponíveis e a
viabilidade técnica e econômica para a indústria, é:
Um laticínio de médio porte, buscando a
sustentabilidade e a conformidade com as exigências
ambientais, decide implementar um Sistema de
Gestão Ambiental (SGA) baseado na norma da
International Organization for Standardization
(ISO), n.º 14001. Após a fase inicial de planejamento
e levantamento dos aspectos e impactos ambientais
significativos, o Engenheiro de Alimentos
responsável pela implementação do SGA enfrenta o
desafio de estabelecer um plano de ação para os
impactos identificados, que incluem: elevado
consumo de água e energia, geração de efluentes
líquidos com alta carga orgânica, e descarte de
resíduos sólidos orgânicos e inorgânicos.
Considerando a hierarquia de controle ambiental e as
diretrizes da ISO 14001 para a melhoria do
desempenho ambiental, a sequência de estratégias que prioriza a minimização do impacto ambiental de
forma mais eficaz e sustentável para o laticínio é:
Um Engenheiro de Alimentos é responsável pela
formulação e acondicionamento de um novo produto
alimentício industrializado, um purê de batata
instantâneo desidratado, que será incluído como item
da cesta básica de alimentos, conforme as diretrizes do Decreto n.º 11.936, de 5 de março de 2024. Esse
decreto enfatiza a importância de produtos que
promovam uma alimentação adequada e saudável.
Considerando as características do purê desidratado
(baixa atividade de água, suscetibilidade à oxidação
lipídica e reações de Maillard não enzimática, e
higroscopicidade) e as exigências para sua
preservação e segurança durante a armazenagem e
distribuição, a estratégia de acondicionamento mais
adequada para garantir a estabilidade do produto em
condições climáticas diversas no Brasil, e o principal
fator de degradação a ser mitigado para manter sua
qualidade nutricional e sensorial a longo prazo, em
conformidade com os princípios do decreto, são,
respectivamente:
Um controle de qualidade, em uma cooperativa de
grãos, realiza diariamente uma amostragem de 100
sementes de soja de cada lote recém-chegado para
verificar a porcentagem de grãos avariados.
Historicamente, a porcentagem de grãos avariados
tem sido de 2% para lotes considerados de alta
qualidade. Em um determinado dia, uma amostra de
100 sementes apresentou 5 grãos avariados. O
Engenheiro de Alimentos responsável pelo controle
de qualidade precisa decidir se esse lote deve ser
aceito como de alta qualidade (conforme o histórico),
ou se há evidências suficientes para rejeitá-lo,
indicando uma possível deterioração.
Dados (valores aproximados da distribuição normal
padrão - Z):
• Z0,05≈1,645.
• Z0,025≈1,96.
• Z0,01≈2,33.
Utilizando um teste de hipóteses para a proporção,
com um nível de significância (α) de 5%, a conclusão
CORRETA e a justificativa estatística apropriada são:
Um programa governamental, alinhado aos princípios
da Plataforma Agro Brasil + Sustentável (Portaria
MAPA n.º 745, de 20 de dezembro de 2024) e com
foco na soberania e segurança alimentar de
comunidades tradicionais e agricultores familiares,
busca otimizar a armazenagem de milho para
consumo local e garantia de preço mínimo. Foi
identificado que a umidade do grão na colheita
excede os limites seguros para estocagem prolongada,
apresentando alto risco de contaminação fúngica e
degradação da qualidade, o que inviabilizaria a
formação de estoques reguladores. Considerando a
necessidade de uma solução de secagem e
armazenagem que seja tecnicamente eficiente,
economicamente viável para a agricultura familiar e
ambientalmente sustentável, a combinação de
métodos e tecnologias mais apropriada para esta
situação, e o principal indicador de qualidade a ser
monitorado rigorosamente para mitigar o risco de
micotoxinas, em conformidade com as diretrizes de
segurança alimentar, são:
Uma renomada empresa brasileira de produtos
cárneos está desenvolvendo um novo produto de
churrasco pré-temperado, que será comercializado
semipronto para preparo em alta temperatura
(grelhado). Testes preliminares de segurança
alimentar detectaram a formação de Aminas
Heterocíclicas (AHCs) em níveis preocupantes na
crosta queimada do produto, mesmo sob condições de
preparo que a empresa considerava “ótimas” para o
sabor e textura. As principais AHCs identificadas
foram MeIQx, DiMeIQx e PhIP.
A equipe de P&D observou que, embora o tempo de
cocção tenha sido padronizado, a temperatura
superficial alcançada e a composição da marinada
influenciaram significativamente a formação das
AHCs. Especificamente, marinadas com altos teores
de açúcares redutores (como frutose e glicose) e
aminoácidos precursores (creatina e fenilalanina)
levaram a maiores concentrações de AHCs, mesmo
com menor tempo de exposição a temperaturas
elevadas. Adicionalmente, a análise mostrou que a
presença de antioxidantes naturais na marinada
(extrato de alecrim) reduziu a formação de AHCs,
mas não a eliminou por completo.
Considerando os complexos mecanismos de
formação de AHCs e a avaliação de risco em
alimentos processados, assinale a alternativa que
descreve CORRETAMENTE o desafio toxicológico
enfrentado pela empresa e a estratégia de mitigação
mais eficaz e cientificamente fundamentada.
Uma cooperativa de agricultores familiares,
incentivada por políticas de sustentação de preços e
apoio à comercialização da Portaria MAPA n.º 745,
de 20 de dezembro de 2024, expandiu sua produção
de carne suína. Para atender à demanda e garantir a
qualidade dos cortes frescos para distribuição em
programas de segurança alimentar, a cooperativa
investiu em uma unidade de abate e processamento.
O Engenheiro de Alimentos deve estabelecer um
protocolo rigoroso para o armazenamento de carcaças
e cortes resfriados, visando maximizar a vida útil sem
comprometer a identidade cultural do produto
(considerando que o mercado valoriza o produto
fresco não congelado) e minimizando perdas.
Nesse sentido, a combinação de fatores críticos e
medidas de controle que devem ser priorizadas no
ambiente de câmara fria para carne suína fresca, e o
principal risco microbiológico a ser gerenciado nessa
etapa para garantir a segurança alimentar até o
consumo final, são, respectivamente:
Um Engenheiro de Alimentos está avaliando o
comportamento mecânico de um novo tipo de
embalagem polimérica biodegradável para alimentos
líquidos, que será submetida a tensões de flexão
durante o transporte. Um teste de flexão em três
pontos é realizado em um corpo de prova prismático
da embalagem, resultando no seguinte diagrama de
tensão-deformação de flexão (hipotético):
Considerando esse diagrama e o conceito de materiais
e seus limites de comportamento, assinale a
alternativa que apresenta CORRETAMENTE o
Módulo de Elasticidade (Módulo de Young) e o tipo
de comportamento do material a partir da deformação
de 0,003, assim como a tensão de escoamento (se
aplicável) e a tensão de ruptura aproximada
No contexto do Programa Cozinha Solidária (PCS), regulamentado pelo Decreto n.º 11.937, de 5 de março de 2024, a segurança alimentar é uma prioridade inegociável, especialmente na produção e distribuição de refeições prontas para consumo em larga escala, visando atender pessoas em situação de vulnerabilidade. Um Engenheiro de Alimentos é responsável pelo controle microbiológico de um ensopado de carne com legumes preparados em uma dessas cozinhas, que será distribuído após um período de manutenção de temperatura. Analisando as condições de processamento (cozimento a 95°C por 30 minutos), as características do alimento (pH 6,2, aw 0,98) e o principal desafio de resfriamento e manutenção de temperatura, o microrganismo patogênico que representa o maior risco de toxinfecção alimentar associada a esse tipo de produto, se as etapas de resfriamento e reaquecimento não forem rigorosamente controladas, e a estratégia de controle mais eficaz para mitigar esse risco em relação ao tempo e temperatura são: