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1900647 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).

Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens subsequentes.

“existissem” (linha 26) por houvesse

 

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1900646 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 11.

O vocábulo “logo” (linha 27) está empregado como conjunção de sentido temporal.

 

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1900645 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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1 A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made,

autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada

individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo

4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e

descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre

teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,

7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização

do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do

eu autônomo.

10 O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação

individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.

Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade

13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que

orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.

O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira

16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,

criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.

Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de

19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva

saudavelmente.

O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,

22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american

way of life, pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,

passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para

25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.

Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,

logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e

28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo

consciente”.

Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: <https://auroracultural.wordpress.com> (com adaptações).

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 11.

Na linha 18, a partícula “se”, em “se privilegiam”, indica que o sujeito da oração é indeterminado.

 

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268125 Ano: 2018
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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Como condição necessária para emissão de nota de empenho, cada administração deverá realizar prévia consulta ao SICAF para identificar possível proibição de contratar com o Poder Público.

 

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268124 Ano: 2018
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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É obrigatória a consulta prévia ao Cadin, pelos órgãos e pelas entidades da Administração Pública Federal, direta e indireta, para celebração de convênios e respectivos aditamentos, mesmo no caso de auxílios a municípios atingidos por calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal.

 

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268123 Ano: 2018
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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A fase de lances verbais no pregão está adstrita apenas à oferta de valor mais baixo e às ofertas com preços de até 10% superior a ela, sem exceção.

 

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268122 Ano: 2018
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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A modalidade de pregão pode ser utilizada para bens e serviços comuns, que são aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado.

 

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268121 Ano: 2018
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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É dispensável a licitação quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, nesse caso, todas as condições preestabelecidas.

 

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268120 Ano: 2018
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atendam a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

 

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268119 Ano: 2018
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: QUADRIX
Orgão: CRM-DF
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É inexigível a licitação para a contratação de serviços técnicos de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, inclusive para serviços de publicidade e divulgação.

 

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