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Maria Joana é uma mulher de 44 anos, nascida no Paraguai, que
vive na Cidade de Duque de Caxias há quatro anos, com seu
companheiro Edivaldo. Dessa união nasceram dois filhos: Maria
Angel e Edivaldo Junior. Maria Joana trabalhava como vendedora
de “chipás” e outros produtos da culinária Paraguaia na Estação
de Trem de Saracuruna, onde era conhecida como “A Paraguaia”.
Dali, tirava o sustento de sua casa, já que Edivaldo, depois de
perder o emprego como segurança, nunca mais conseguiu outro.
O relacionamento entre os dois já estava muito deteriorado,
especialmente depois que Maria Joana tornou-se a única
provedora do lar. Ela acostumou-se com uma rotina que a fazia
acordar às 4h para preparar a comida da barraca e seguir depois
até a estação de trem, onde vendia as suas coisas até umas 10h.
Terminado o alvoroço do embarque no trem, ela voltava para o
seu lar a fim de “ajeitar” o almoço e a casa. Assim que as crianças
saíam para a escola, ela retornava para a barraca, de onde só
sairia às 20h. Sábados e domingos Maria Joana estava livre, mas,
de uns anos pra cá, eram os seus dias de pesadelo. Tudo porque
Edivaldo pegava o dinheiro que ela conseguia juntar, ia até o bar
e só voltava à noite. Bêbado, agredia ela e os filhos. Esse fato
piorou com a pandemia, especialmente porque ela deixou de ter
o dinheiro “do bar”. Bruna, estagiária da Defensoria Pública, é
vizinha de Maria Joana e acompanha todo o seu drama de longe.
Um dia, Bruna, cansada de ouvir os gritos de Edivaldo, vai até a
porta da casa e ameaça chamar a polícia. Maria Joana sai de casa
e pede desesperadamente que não chame, dizendo que “tudo
isso vai se ajeitar”. Sem entender nada, Bruna obedece. Mas, no
dia seguinte, sem a presença de Edivaldo, questiona Maria Joana.
E ela responde que, se a polícia vier, será presa e perderá a
guarda de seus filhos, pois está em condição irregular no Brasil.
Bruna leva o caso até o(a) Defensor(a) Público(a) da Comarca de
Duque de Caxias.
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. Segundo o direito internacional dos direitos humanos, é dever dos Estados assegurar em todas as suas jurisdições o acesso igualitário dos imigrantes e suas famílias nas mesmas condições de proteção e amparo que gozam os nacionais, em particular, o acesso ao serviço social, à saúde, à educação, à justiça, ao trabalho e emprego e à seguridade social. Considera-se imigrante para tal fim toda pessoa que, devido a temor de perseguição de qualquer tipo, se encontra fora do país de sua nacionalidade e não pode retornar. II. O(A) Defensor(a) Público(a) poderá, independentemente da situação migratória, entrar com pedido de medida protetiva, inclusive para afastar Edivaldo do lar, com base na Lei Maria da Penha. III. O(A) Defensor(a) Público(a) deverá encaminhar Maria Joana para a Defensoria Pública da União e, uma vez que tenha a situação regularizada, entrar com o pedido de medida protetiva.
Está correto o que se afirma em:
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. Segundo o direito internacional dos direitos humanos, é dever dos Estados assegurar em todas as suas jurisdições o acesso igualitário dos imigrantes e suas famílias nas mesmas condições de proteção e amparo que gozam os nacionais, em particular, o acesso ao serviço social, à saúde, à educação, à justiça, ao trabalho e emprego e à seguridade social. Considera-se imigrante para tal fim toda pessoa que, devido a temor de perseguição de qualquer tipo, se encontra fora do país de sua nacionalidade e não pode retornar. II. O(A) Defensor(a) Público(a) poderá, independentemente da situação migratória, entrar com pedido de medida protetiva, inclusive para afastar Edivaldo do lar, com base na Lei Maria da Penha. III. O(A) Defensor(a) Público(a) deverá encaminhar Maria Joana para a Defensoria Pública da União e, uma vez que tenha a situação regularizada, entrar com o pedido de medida protetiva.
Está correto o que se afirma em:
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Lúcia foi denunciada pela suposta prática do crime de ameaça
(Art. 147 do Código Penal), pois teria prometido matar sua
vizinha Nina. A denúncia foi rejeitada por falta de justa causa
ante a ausência de elementos mínimos confirmatórios da
ameaça. Inconformado, o Ministério Público recorreu,
postulando a reforma da decisão. No dia seguinte, o juiz recebeu
o recurso em seus regulares e legais efeitos, determinando a
imediata remessa à Turma Recursal, que proveu o recurso
ministerial para reformar a decisão, ordenando o regular
desenvolvimento do processo.
Analisando o caso de acordo com o entendimento das Cortes Superiores, é correto afirmar que:
Analisando o caso de acordo com o entendimento das Cortes Superiores, é correto afirmar que:
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- Ação penal e ação civil ex delictoPeça AcusatóriaDenúncia e Queixa
- Ação penal e ação civil ex delictoAção Penal
- Competência no Processo Penal
- Competência em matéria penal: definição, espécies e critérios
Carlos foi vítima de calúnia perpetrada por João, quando ambos
estavam comemorando o aniversário de Patrícia em uma casa de
festas em Nova Iguaçu. Quatro meses após os fatos, Carlos, que
mora em Niterói, registrou a ocorrência e apresentou queixa-crime na Comarca de Volta Redonda, local onde reside João.
De acordo com as informações acima apresentadas, o juízo de Volta Redonda deverá:
De acordo com as informações acima apresentadas, o juízo de Volta Redonda deverá:
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Em 2003, Francisco adquiriu de Pedro lote de terreno de 330 m2
,
em área urbana, através de contrato particular de compra e
venda, contrato esse não levado a registro. No contrato estava
previsto o pagamento de 30 parcelas de R$ 300,00. Francisco
reside no local desde 2003 e não possui qualquer outro imóvel
urbano ou rural. Em janeiro de 2021, Francisco procura o(a)
Defensor(a) Público(a) da Comarca em que reside para regularizar
a situação imobiliária do imóvel. O(A) Defensor(a) Público(a), ao
analisar a documentação, verifica o seguinte: a parte apresentou
comprovante de pagamento de todas as parcelas, o contrato não
está assinado por Pedro e o lote em questão não é registrado no
Registro de Imóveis competente.
O(A) Defensor(a) Público(a) deverá:
O(A) Defensor(a) Público(a) deverá:
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A respeito dos direitos da personalidade, é correto afirmar que:
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Sobre a saída temporária de visita à família, prevista no Art. 122,
da Lei de Execução Penal, é correto afirmar que:
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Sobre o crime de furto, previsto no Art. 155, caput, do Código
Penal, sua causa de aumento de pena se praticado durante o
repouso noturno (§1º), sua forma privilegiada (§2º) bem como
sua forma qualificada do §4º, incisos I (destruição ou rompimento
de obstáculo), II (abuso de confiança, fraude, escalada ou
destreza), III (emprego de chave falsa) e IV (concurso de duas ou
mais pessoas), é correto afirmar, segundo consolidada
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que:
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Caio, primário, foi preso e condenado à pena privativa de
liberdade de 5 anos e 4 meses, em regime semiaberto, por
infração ao Art. 157, §2º, II, do CP (roubo circunstanciado pelo
concurso de pessoas). Cumpriu 3 anos da pena quando sobreveio
nova condenação, por fato praticado anteriormente, por infração
ao Art. 157, §2º, II, do CP (roubo circunstanciado pelo concurso
de pessoas), à pena de 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime
semiaberto.
Em atenção às regras previstas na Lei de Execução Penal, bem como no Código Penal, que dispõem sobre a unificação das penas e fixação do regime de cumprimento de pena (Art. 111 e parágrafo único, da LEP e Art. 33, §2º, do CP, respectivamente), o(a) Defensor(a) Público(a) deverá requerer a unificação das penas e a fixação do regime:
Em atenção às regras previstas na Lei de Execução Penal, bem como no Código Penal, que dispõem sobre a unificação das penas e fixação do regime de cumprimento de pena (Art. 111 e parágrafo único, da LEP e Art. 33, §2º, do CP, respectivamente), o(a) Defensor(a) Público(a) deverá requerer a unificação das penas e a fixação do regime:
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- Código PenalCrimes Contra o PatrimônioRoubo (art. 157)
- Legislação EspecialLei 8.072/1990: Crimes Hediondos
Sobre as alterações trazidas pela Lei nº 13.964/2019 (Pacote
Anticrime), é correto afirmar que:
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“O recrudescimento cautelar do sistema de controle brasileiro
refletiu os objetivos reais e ideais de um país racista que tinha como
problema maior a questão negra, calcada em termos genocidas
como condição de sobrevivência da sua falsa branquidade. Contexto
que impôs uma cisão em nosso Direito Penal: ao lado do Direito
Penal declarado para os cidadãos, alicerçado no Direito Penal do fato
construído às luzes do Classicismo, o Direito Penal paralelo para os
“subcidadãos”, legitimado no Direito Penal do autor consolidado pela
tradução marginal do paradigma racial-etiológico, que, por sua vez,
situa seu fundamento na periculosidade que exala dos corpos
negros, um sistema outrora identificado por Lola Aniyar de Castro
(2005, p. 96) como “subterrâneo” que aqui jamais se ocultou, sendo
operacionado sob os olhos de quem quiser enxergar.” (GÓES,
Luciano. Abolicionismo penal? Mas qual abolicionismo, “cara
pálida”?. Revista InSURgência. Brasília. Ano 3. v.3. n.2. 2017. Pg. 98).
Considerando a afirmativa acima, é possível compreender o fenômeno do encarceramento em massa no Brasil, sob o ponto de vista empírico e teórico, a partir da correlação entre:
Considerando a afirmativa acima, é possível compreender o fenômeno do encarceramento em massa no Brasil, sob o ponto de vista empírico e teórico, a partir da correlação entre:
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