Foram encontradas 120 questões.
O desmatamento e as queimadas prejudicam a vida dos moradores de cerca de mil municípios brasileiros, diz a pesquisa do IBGE em que os próprios prefeitos avaliam os danos ambientais.
O desmatamento está entre os três maiores causadores de danos ambientais em 18 estados. As queimadas, em 14. Mas duas regiões específicas chamam a atenção dos pesquisadores: o oeste da Bahia e os estados localizados na margem norte do rio Amazonas.
Na Amazônia, os motivos da devastação são os mesmos de sempre: extração de madeira, pecuária, plantio de soja e ocupação predatória. O avanço da agricultura é o grande responsável pela devastação no oeste da Bahia. Se, por um lado, indica prosperidade econômica, por outro significa a ampliação das queimadas para apressar a preparação da terra a ser cultivada.
Ameaça que apavora mil cidades. In: Correio Braziliense,
“Meio ambiente”, 14/5/2005, p. 9 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue o item que se seguem.
Entre os mais conhecidos danos trazidos pelos desmatamentos e queimadas destacam-se a destruição da vegetação, a morte de animais e, no que concerne ao solo, a perda de matéria orgânica e sua maior exposição à erosão.
Provas
O desmatamento e as queimadas prejudicam a vida dos moradores de cerca de mil municípios brasileiros, diz a pesquisa do IBGE em que os próprios prefeitos avaliam os danos ambientais.
O desmatamento está entre os três maiores causadores de danos ambientais em 18 estados. As queimadas, em 14. Mas duas regiões específicas chamam a atenção dos pesquisadores: o oeste da Bahia e os estados localizados na margem norte do rio Amazonas.
Na Amazônia, os motivos da devastação são os mesmos de sempre: extração de madeira, pecuária, plantio de soja e ocupação predatória. O avanço da agricultura é o grande responsável pela devastação no oeste da Bahia. Se, por um lado, indica prosperidade econômica, por outro significa a ampliação das queimadas para apressar a preparação da terra a ser cultivada.
Ameaça que apavora mil cidades. In: Correio Braziliense,
“Meio ambiente”, 14/5/2005, p. 9 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue o item que se seguem.
Além das queimadas e dos desmatamentos, quando se fala em alterações ambientais que prejudicam a vida da população deve-se pensar também, entre outros aspectos, em poluição da água e em esgotos que correm a céu aberto.
Provas
O desmatamento e as queimadas prejudicam a vida dos moradores de cerca de mil municípios brasileiros, diz a pesquisa do IBGE em que os próprios prefeitos avaliam os danos ambientais.
O desmatamento está entre os três maiores causadores de danos ambientais em 18 estados. As queimadas, em 14. Mas duas regiões específicas chamam a atenção dos pesquisadores: o oeste da Bahia e os estados localizados na margem norte do rio Amazonas.
Na Amazônia, os motivos da devastação são os mesmos de sempre: extração de madeira, pecuária, plantio de soja e ocupação predatória. O avanço da agricultura é o grande responsável pela devastação no oeste da Bahia. Se, por um lado, indica prosperidade econômica, por outro significa a ampliação das queimadas para apressar a preparação da terra a ser cultivada.
Ameaça que apavora mil cidades. In: Correio Braziliense,
“Meio ambiente”, 14/5/2005, p. 9 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue o item que se seguem.
A falta de saneamento básico adequado é um dos elementos que mais diretamente interferem na mortalidade infantil em um país como o Brasil. Sabe-se que, em domicílios onde o esgotamento sanitário é inadequado ou inexistente, o índice de mortalidade de crianças é várias vezes mais elevado que em residências onde o problema não se apresenta.
Provas
Argentina e Brasil são, ou podem tornar-se, no plano sul-americano, o que Alemanha e França são para a Europa.
Análogas razões de política internacional aconselham uma aliança estratégica entre nossos países. Essa aliança pode ser um elemento essencial para fortalecer a autonomia nacional e a capacidade de negociação dos dois países, particularmente com os Estados Unidos da América (EUA) e a própria União Européia.
Argentinos e brasileiros são muito diferentes, não raro opostos em muitos traços de seu caráter nacional. Mas não mais que alemães e franceses, por exemplo. E essas diferenças atraem; graças a elas, nossos povos podem complementar-se e enriquecer-se mutuamente. A quem interessa afastar Argentina e Brasil? Sempre haverá prioridades divergentes, diferenças de opinião e de situação nacional. O que não se deve permitir é que essas diferenças sejam magnificadas por redes de intrigas, que prejudicam nossos objetivos estratégicos.
Paulo Nogueira Batista Jr. Argentina e Brasil. In: Folha de
S. Paulo, 5/5/2005, p. B2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e explorando a amplitude que o tema sugere, julgue o item subseqüente.
Ao examinar as relações brasileiro-argentinas, o texto o faz considerando, implicitamente, o atual cenário econômico mundial, assinalado pela tendência à formação de blocos de países com vistas à inserção mais vantajosa em um mercado globalizado e altamente competitivo.
Provas
Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.
Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.
Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.
O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.
Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.
A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).
Com relação às idéias desenvolvidas no texto e a aspectos gramaticais, julgue o item a seguir.
O emprego do conector “enquanto” contribui para que se estabeleça o sentido de que as ações instrumentais, ao contrário das ações finais, têm valor circunstancial.
Provas
O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.
No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”
Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.
A expressão ‘abrir mão’ foi empregada em sentido denotativo.
Provas
Argentina e Brasil são, ou podem tornar-se, no plano sul-americano, o que Alemanha e França são para a Europa.
Análogas razões de política internacional aconselham uma aliança estratégica entre nossos países. Essa aliança pode ser um elemento essencial para fortalecer a autonomia nacional e a capacidade de negociação dos dois países, particularmente com os Estados Unidos da América (EUA) e a própria União Européia.
Argentinos e brasileiros são muito diferentes, não raro opostos em muitos traços de seu caráter nacional. Mas não mais que alemães e franceses, por exemplo. E essas diferenças atraem; graças a elas, nossos povos podem complementar-se e enriquecer-se mutuamente. A quem interessa afastar Argentina e Brasil? Sempre haverá prioridades divergentes, diferenças de opinião e de situação nacional. O que não se deve permitir é que essas diferenças sejam magnificadas por redes de intrigas, que prejudicam nossos objetivos estratégicos.
Paulo Nogueira Batista Jr. Argentina e Brasil. In: Folha de
S. Paulo, 5/5/2005, p. B2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e explorando a amplitude que o tema sugere, julgue o item subseqüente.
Um exemplo de como atua a rede de intrigas, mencionada no texto, deu-se na recente cúpula entre países sul-americanos e árabes que Brasília sediou. A não participação de Nestor Kirchner, em certa medida, esvaziou a reunião e deu claro sinal de descontentamento do governo de Buenos Aires com a atual política externa brasileira.
Provas
Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.
Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.
Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.
O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.
Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.
A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).
O item que se seguem apresentam paráfrases de trechos do texto.
Julgue-os sob dois ângulos: correção gramatical e fidedignidade às idéias desenvolvidas no texto.
As teorias morais que reconhecem serem distintas ações finais e as instrumentais derrogam o dualismo moral, onde se incluí o maquiavelismo.
Provas
Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.
Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.
Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.
O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.
Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.
A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).
Com relação às idéias desenvolvidas no texto e a aspectos gramaticais, julgue o item a seguir.
No trecho “em que o princípio fundamental é”, a correção gramatical seria mantida caso se substituísse “em que” por cujo, desde que fosse suprimido o artigo definido.
Provas
Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.
Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.
Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.
O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.
Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.
A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).
Com relação às idéias desenvolvidas no texto e a aspectos gramaticais, julgue o item a seguir.
Na linha, se a vírgula que antecede o pronome relativo “que” fosse omitida, o sentido e a correção gramatical do texto seriam preservados.
Provas
Caderno Container