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2610391 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC

Leia o texto.

Vista Cansada

Acho que foi o Hemingway* quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Otto Lara Resende (adaptado).

* escritor norte-americano que se suicidou

Assinale a alternativa que justifica a vírgula presente na frase: “Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe”.

 

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2610390 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC

Leia o texto.

Vista Cansada

Acho que foi o Hemingway* quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Otto Lara Resende (adaptado).

* escritor norte-americano que se suicidou

Assinale a alternativa que apresenta uma mensagem do texto.

 

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2610389 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC

Leia o texto.

Vista Cansada

Acho que foi o Hemingway* quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Otto Lara Resende (adaptado).

* escritor norte-americano que se suicidou

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com o texto.

( ) O autor coloca em compatibilidade o olhar pela primeira vez e o olhar pela segunda vez.

( ) Poetas têm a capacidade de ver aquilo que é invisível aos olhos de todos.

( ) A rotina faz nascer no homem a cegueira para o espetáculo do mundo.

( ) A falta de curiosidade nos embacia o olhar.

( ) A criança possui um olhar nítido e disperso para aquilo que as cerca.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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2610748 Ano: 2022
Disciplina: Música
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC
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A musicoterapia se apoia em alguns princípios, porém de acordo com o modelo utilizado, os fundamentos se alternam. No Brasil, a formação em âmbito de graduação e pós graduação vem ampliando seus fundamentos e modelos. Estão presentes o modelo plurimodal, o modelo trazido por R.Benenzon e outros ainda em discussão e construção. No entanto, para que o musicoterapeuta possa atuar em alguns modelos, é necessário uma formação específica fornecida em alguns lugares fora do Brasil.

São exemplos de modelos cuja música é utilizada de forma passiva e o paciente não é ativo musicalmente:

Questão Anulada

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2610742 Ano: 2022
Disciplina: Música
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC
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A música, como um fenômeno ligado à arte, acontece de diversas formas em diferentes contextos e momentos históricos. No entanto, em seu aspecto estrutural, podemos analisar sua estrutura constituinte olhando para sua forma, o uso do elemento sonoro, seus movimentos e até sua expressão num determinado tempo, seja no aspecto cronológico, seja no aspecto da sua historicidade. A peça “ Pierrot La lune” é emblemática na virada do século XX.

Escrita em 1860 por C. Debussy , pode ser considerada uma obra que exemplifica quais aspectos musicais?

Questão Anulada

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2610736 Ano: 2022
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC
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A energia não é criada e nem destruída, ela é sempre transformada de um tipo em outro(s).

Considerando a frase citada, assinale a alternativa correta sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Questão Anulada

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2610731 Ano: 2022
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC
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No tratamento do Transtorno Depressivo Maior, costuma-se fazer uso de medicamentos potencializadores de antidepressivos.

Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.

Questão Anulada

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2610648 Ano: 2022
Disciplina: Serviço Social
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC
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A assistência social tem por objetivos:

Questão Anulada

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2610646 Ano: 2022
Disciplina: Serviço Social
Banca: FEPESE
Orgão: FCEE-SC
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Sobre Consultoria Social, é correto afirmar:

Questão Anulada

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De acordo com a ANVISA, enquanto o termo light é usado para indicar uma informação nutricional complementar de um produto de consumo geral da população, o termo diet é usado em alguns produtos para fins especiais, ou seja, para condições fisiológicas ou grupos populacionais específicos.

Sendo assim, é correto afirmar que:

Questão Anulada

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