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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas
Apontado como um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global, o setor de transportes busca formas de ser mais sustentável e investe em produtos e processos de menor impacto ambiental. A indústria automotiva tem usado uma alternativa que vem se consolidando em todo o mundo: o emprego de fibras naturais, de origem vegetal, na fabricação de peças e acessórios. Mais do que um simples fornecedor de matéria-prima, o Brasil é um dos centros de pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia.
Em agosto de 2022, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) firmou convênio com a Volkswagen do Brasil para desenvolver novos compósitos que incluam em sua formulação fibras vegetais - compósitos são materiais formados por dois ou mais componentes, como vidro e metal, com propriedades superiores às que lhe deram origem. O objetivo é que esses novos materiais sejam utilizados em peças do acabamento interno dos automóveis da montadora.
O projeto é liderado pelo engenheiro-agrônomo Alcides Lopes Leão e pela química Ivana Cesarino, coordenadores do Laboratório de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu (SP), e tem duração de 18 meses. Ao final do período, a multinacional espera contar com peças mais sustentáveis, em razão da redução do uso de plástico de origem fóssil em sua composição, e, sobretudo, com automóveis mais leves e eficientes do ponto de vista energético. A principal vantagem da substituição dos ingredientes minerais por fibras vegetais - materiais de menor densidade - é a redução do peso do veículo e, consequentemente, do consumo de combustível. Algumas limitações, contudo, ainda precisam ser superadas, como a baixa resistência das fibras naturais à umidade, a suscetibilidade a fungos e sua longevidade.
Leão estuda o uso de fibras vegetais em materiais compostos desde a década de 1990. A atual parceria com a Volkswagen é herdeira de um projeto financiado pela FAPESP em 2000. Naquela época, Leão investigava o potencial da fibra de curauá (Ananas erectifolius), planta nativa da floresta amazônica que conhecera durante uma pescaria nos rios da região.
O projeto despertou o interesse da Volkswagen, que chegou a produzir algumas peças automotivas com a fibra, e o pesquisador foi convidado a ministrar palestras sobre o tema para os engenheiros da empresa no Brasil e na Alemanha. Mas a montadora não encontrou um fornecedor regular de curauá e engavetou o projeto. Passadas duas décadas, Leão foi surpreendido por um novo convite.
Agora, para definir a melhor fibra a ser incorporada ao plástico, estão sendo testadas quatro opções: coco, juta, sisal e bambu. Vai pesar na decisão a questão do abastecimento, que o pesquisador acredita estar mais bem equacionada. "Como o projeto atual tem alcance global, a Alemanha pode contar com fornecedores de fibras em diversos países", considera. Inicialmente as fibras serão incorporadas ao polímero em escala macrométrica em seis peças que compõem o porta-malas de um dos carros da Marca. Depois, a ideia é trabalhar na escala nanométrica. "A incorporação de nanocelulose dobra a resistência do compósito", explica Leão.
Segundo o pesquisador, as fibras naturais já são usadas em diferentes tipos de compósitos, em escala reduzida, por alguns fabricantes de automóveis no mundo. "A maior consumidora é a alemã Mercedes-Benz, que emprega por volta de 30 quilos de fibras por veículo. Na Volks, vamos começar com aproximadamente 8 quilos por veículo. Se pensar que ela fabrica 6 milhões de carros por ano, o volume pode vir a ser significativo", diz. Nesses materiais compostos, o polímero funciona como a matriz, responsável por sua estrutura, e a fibra é o elemento de reforço. O uso sozinho da fibra para confeccionar peças automotivas não iria conferir a resistência de que o material necessita.
Desenvolver materiais de alta performance para a indústria automotiva a partir de matérias-primas regionais é também o propósito de uma equipe das universidades federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) e do Instituto Fraunhofer para Tecnologia de Manufatura e Materiais Avançados, com sede em Bremen, na Alemanha. O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha. No Brasil, é coordenado pela engenheira de materiais Renate Wellen, do Departamento de Engenharia de Materiais da UFPB.
Os pesquisadores começaram o projeto trabalhando com fibras de sisal, no Brasil, e linho, na Alemanha. "As melhores propriedades foram obtidas com o linho, que se molda melhor como tecido para ser incorporado ao compósito por compressão. O objetivo é utilizar o material na parte interna da porta, escolhida pela alta demanda da indústria e por ser uma estrutura de menor complexidade", revela Wellen.
O novo polímero reforçado com fibras naturais está em fase de finalização e o protótipo de uma peça automotiva feita com ele foi apresentado em outubro na Feira K 2022, maior evento internacional da indústria de plásticos e borracha, realizado em Düsseldorf, na Alemanha. Já existe a perspectiva de desenvolvimento de um novo material compósito, possivelmente formulado com fibra de coco, matéria-prima abundante no Brasil.
Retirado e adaptado de: TUNES, Suzel. Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas. Revista Pesquisa FAPESP.
Disponível em: uir-peeccas-auuommoivas/fapesp.br/fibras-vegetais-sao-usadas-para-produzir-pecas-automotivas/
Assinale a alternativa que apresenta o melhor e mais adequado resumo do texto "Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas":
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Subordinativas
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas
Apontado como um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global, o setor de transportes busca formas de ser mais sustentável e investe em produtos e processos de menor impacto ambiental. A indústria automotiva tem usado uma alternativa que vem se consolidando em todo o mundo: o emprego de fibras naturais, de origem vegetal, na fabricação de peças e acessórios. Mais do que um simples fornecedor de matéria-prima, o Brasil é um dos centros de pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia.
Em agosto de 2022, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) firmou convênio com a Volkswagen do Brasil para desenvolver novos compósitos que incluam em sua formulação fibras vegetais - compósitos são materiais formados por dois ou mais componentes, como vidro e metal, com propriedades superiores às que lhe deram origem. O objetivo é que esses novos materiais sejam utilizados em peças do acabamento interno dos automóveis da montadora.
O projeto é liderado pelo engenheiro-agrônomo Alcides Lopes Leão e pela química Ivana Cesarino, coordenadores do Laboratório de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu (SP), e tem duração de 18 meses. Ao final do período, a multinacional espera contar com peças mais sustentáveis, em razão da redução do uso de plástico de origem fóssil em sua composição, e, sobretudo, com automóveis mais leves e eficientes do ponto de vista energético. A principal vantagem da substituição dos ingredientes minerais por fibras vegetais - materiais de menor densidade - é a redução do peso do veículo e, consequentemente, do consumo de combustível. Algumas limitações, contudo, ainda precisam ser superadas, como a baixa resistência das fibras naturais à umidade, a suscetibilidade a fungos e sua longevidade.
Leão estuda o uso de fibras vegetais em materiais compostos desde a década de 1990. A atual parceria com a Volkswagen é herdeira de um projeto financiado pela FAPESP em 2000. Naquela época, Leão investigava o potencial da fibra de curauá (Ananas erectifolius), planta nativa da floresta amazônica que conhecera durante uma pescaria nos rios da região.
O projeto despertou o interesse da Volkswagen, que chegou a produzir algumas peças automotivas com a fibra, e o pesquisador foi convidado a ministrar palestras sobre o tema para os engenheiros da empresa no Brasil e na Alemanha. Mas a montadora não encontrou um fornecedor regular de curauá e engavetou o projeto. Passadas duas décadas, Leão foi surpreendido por um novo convite.
Agora, para definir a melhor fibra a ser incorporada ao plástico, estão sendo testadas quatro opções: coco, juta, sisal e bambu. Vai pesar na decisão a questão do abastecimento, que o pesquisador acredita estar mais bem equacionada. "Como o projeto atual tem alcance global, a Alemanha pode contar com fornecedores de fibras em diversos países", considera. Inicialmente as fibras serão incorporadas ao polímero em escala macrométrica em seis peças que compõem o porta-malas de um dos carros da Marca. Depois, a ideia é trabalhar na escala nanométrica. "A incorporação de nanocelulose dobra a resistência do compósito", explica Leão.
Segundo o pesquisador, as fibras naturais já são usadas em diferentes tipos de compósitos, em escala reduzida, por alguns fabricantes de automóveis no mundo. "A maior consumidora é a alemã Mercedes-Benz, que emprega por volta de 30 quilos de fibras por veículo. Na Volks, vamos começar com aproximadamente 8 quilos por veículo. Se pensar que ela fabrica 6 milhões de carros por ano, o volume pode vir a ser significativo", diz. Nesses materiais compostos, o polímero funciona como a matriz, responsável por sua estrutura, e a fibra é o elemento de reforço. O uso sozinho da fibra para confeccionar peças automotivas não iria conferir a resistência de que o material necessita.
Desenvolver materiais de alta performance para a indústria automotiva a partir de matérias-primas regionais é também o propósito de uma equipe das universidades federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) e do Instituto Fraunhofer para Tecnologia de Manufatura e Materiais Avançados, com sede em Bremen, na Alemanha. O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha. No Brasil, é coordenado pela engenheira de materiais Renate Wellen, do Departamento de Engenharia de Materiais da UFPB.
Os pesquisadores começaram o projeto trabalhando com fibras de sisal, no Brasil, e linho, na Alemanha. "As melhores propriedades foram obtidas com o linho, que se molda melhor como tecido para ser incorporado ao compósito por compressão. O objetivo é utilizar o material na parte interna da porta, escolhida pela alta demanda da indústria e por ser uma estrutura de menor complexidade", revela Wellen.
O novo polímero reforçado com fibras naturais está em fase de finalização e o protótipo de uma peça automotiva feita com ele foi apresentado em outubro na Feira K 2022, maior evento internacional da indústria de plásticos e borracha, realizado em Düsseldorf, na Alemanha. Já existe a perspectiva de desenvolvimento de um novo material compósito, possivelmente formulado com fibra de coco, matéria-prima abundante no Brasil.
Retirado e adaptado de: TUNES, Suzel. Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas. Revista Pesquisa FAPESP.
Disponível em: uir-peeccas-auuommoivas/fapesp.br/fibras-vegetais-sao-usadas-para-produzir-pecas-automotivas/
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona valores semânticos a exemplos de seu emprego retirados do texto "Fibras vegetais são usadas para produzir peças automotivas":
Primeira coluna: Valores semânticos
(1) Finalidade
(2) Oposição
(3) Condição
(4) Adição
Segunda coluna: Exemplos do texto
(__) O pesquisador foi convidado a ministrar palestras sobre o tema para os engenheiros da empresa no Brasil e na Alemanha. Mas a montadora não encontrou um fornecedor regular de curauá.
(__) Para definir a melhor fibra a ser incorporada ao plástico, estão sendo testadas quatro opções.
(__) Nesses materiais compostos, o polímero funciona como a matriz, responsável por sua estrutura, e a fibra é o elemento de reforço.
(__) Se pensar que ela fabrica 6 milhões de carros por ano, o volume pode vir a ser significativo.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
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Nos postos de trabalho, os trabalhadores estão expostos a diversas situações de perigo ou de risco. Existem várias definições para explicar essas duas palavras. Em relação aos conceitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos, podemos afirmar que PERIGO X RISCO têm a seguinte relação:
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A NR 13 trata sobre a segurança na operação de caldeiras e estabelece que, para caldeira de categoria "A" e "B", a inspeção de segurança periódica, constituída por exames interno e externo, deve ser realizada no prazo máximo de quantos meses?
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Para avaliar a qualidade de um comprimido de liberação sustentada, foi realizado um ensaio de dissolução (Volume do dissolutor = 900 mL). Considerando que a área superficial do comprimido foi mantida constante e as condições sink foram respeitadas, qual a velocidade de liberação do fármaco?

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Analise a imagem a seguir:

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Ao encontro disso, está se falando de um:
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A respeito do desenvolvimento e das propriedades de micro e nanoemulsões, assinale a alternativa correta:
I-Microemulsões são sistemas termodinamicamente estáveis formados por dois líquidos imiscíveis, em geral água e óleo, na presença de tensoativo.
II-As gotículas presentes em micro e nanoemulsões são capazes de controlar e retardar a liberação do fármaco com mais eficácia do que os sistemas particulados.
III-Os tensoativos são moléculas anfifílicas e o equilíbrio entre o peso molecular dos grupos hidrofílicos e hidrofóbicos permite calcular o EHL (equilíbrio hidrofílico-lipofílico), parâmetro utilizado para escolher este excipiente.
IV-Quanto maior o EHL, mais hidrofílico é o tensoativo. Assim, tensoativos que formam emulsão a/o devem apresentar EHL entre 8-16 enquanto que EHL entre 3-6 foram emulsões o/a.
É correto o que se afirma em:
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Os antibióticos do grupo macrolídeos apresentam interação com o fármaco digoxina. Assinale a alternativa que descreve essa interação medicamentosa:
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A respeito do sigilo profissional, de acordo com o Código de Ética Profissional, analise as afirmativas a seguir:
I-No atendimento infantil, a(o) psicóloga(o) deve prestar todas as informações a que tiver acesso no exercício profissional aos responsáveis pela criança.
II-Em atividades em equipe multiprofissional, a(o) psicóloga(o) deve registrar apenas as informações estritamente necessárias para atender aos objetivos do trabalho.
III-Em caso de interrupção do trabalho, por demissão ou exoneração, a(o) psicóloga(o) não tem obrigação de repassar o material a quem vier substituí-la(o).
É correto o que se afirma em:
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No texto "Para uma crítica da razão psicométrica", Maria Helena Souza Patto discorre sobre os paradigmas cientificista e histórico-cultural e suas consequências para a produção da psicologia como ciência e profissão. Considere o posicionamento da autora e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A tradicionalização da prática psicológica de diagnóstico de estudantes centrada em testes de avaliação de inteligência reflete o predomínio tecnicista na formação da(o) psicóloga(o), em conformidade com a ciência psicológica pragmática.
(__)A superação da divisão que os paradigmas científicos implicam ao fazer psicológico pode ser encaminhada a partir da reflexão compartilhada, isto é, instaurar a possibilidade do diálogo sobre o impedimento do próprio diálogo.
(__)A crítica central às técnicas de exame psicológico não reside na construção teórica de tipos psíquicos, mas na transformação de tipos arbitrários de personalidade em paradigmas de saúde mental.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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