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TITANIC NEGREIRO
O Brasil é um navio negreiro em direção ao futuro.
Um negreiro, com milhões de pobres excluídos nos
porões – sem comida, educação, saúde – e uma elite
no convés, usufruindo de elevado padrão de consumo
em direção a um futuro desastroso. O Brasil é um Titanic
negreiro: insensível aos porões e aos icebergs. Porque
nossa economia tem sido baseada na exclusão social
e no curto prazo.
[...]
Durante toda nossa história, o convés jogou restos
para os porões, na tentativa de manter uma mão de obra
viva e evitar a violência. Fizemos uma economia para
poucos e uma assistência para enganar os outros. [...]
O sistema escravocrata acabou, mas continuamos
nos tempos da assistência, no lugar da abolição. A eco-
nomia brasileira, ao longo de nossa história, desde 18
e sobretudo nas últimas duas décadas, em plena de-
mocracia, não é comprometida com a abolição. No
máximo incentiva a assistência. Assistimos meninos de
rua, mas não nos propomos a abolir a infância abando-
nada; assistimos prostitutas infantis, mas nem ao me-
nos acreditamos ser possível abolir a prostituição de
crianças; anunciamos com orgulho que diminuímos o
número de meninos trabalhando, mas não fazemos o
esforço necessário para abolir o trabalho infantil; dize-
mos ter 95% das crianças matriculadas, esquecendo
de pedir desculpas às 5% abandonadas, tanto quanto
se dizia, em 1870, que apenas 70% dos negros eram
escravos.
[...]Na época da escravidão, muitos eram a favor da
abolição, mas diziam que não havia recursos para aten-
der o direito adquirido do dono, comprando os escra-
vos antes de liberá-los. Outros diziam que a abolição
desorganizaria o processo produtivo. Hoje dizemos o
mesmo em relação aos gastos com educação, saúde,
alimentação do nosso povo. Os compromissos do setor
público com direitos adquiridos não permitem atender
às necessidades de recursos para educação e saúde
nos orçamentos do setor público.
Uma economia da abolição tem a obrigação de ze-
lar pela estabilidade monetária, porque a inflação pesa
sobretudo nos porões do barco Brasil; não é possível
tampouco aumentar a enorme carga fiscal que já pesa
sobre todo o país; nem podemos ignorar a força dos
credores. Mas uma nação com a nossa renda nacional,
com o poder de arrecadação do nosso setor público,
tem os recursos necessários para implementar uma
economia da abolição, a serviço do povo, garantindo
educação, saúde, alimentação para todos. [...]
BUARQUE, Cristovam. O Globo. 03 abr.
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CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA OAB/RJ ESTÃO VIOLANDO REGRAS DE PROPAGANDA
Campanha das duas chapas causa poluição visual em várias cidades
Os dois principais candidatos à presidência da Or-
dem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Rio de Ja-
neiro, estão violando as regras de propaganda eleitoral
em vigor. Ambos vêm promovendo poluição visual,
instalando faixas e cartazes irregularmente em várias
áreas do Rio de Janeiro e em outras cidades do estado.
O material pode ser visto preso em passarelas,
fincado nos jardins do Aterro do Flamengo, em vários
pontos da orla marítima e na esquina das Aveni-
das Rio Branco e Almirante Barroso, entre outros
locais. [...]
O próprio presidente da Comissão eleitoral da
OAB/RJ disse ontem que a propaganda tem que ser
móvel:
– Faixas e cartazes são permitidos desde que
estejam sendo segurados por pessoas. Esse material
não pode ser fixo – disse ele [...]
O Globo. 11 nov. 09. (Adaptado)
A segunda oração do período pode ser substituída, sem a alteração de sentido, por Ambos vêm promovendo poluição visual...
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TITANIC NEGREIRO
O Brasil é um navio negreiro em direção ao futuro.
Um negreiro, com milhões de pobres excluídos nos
porões – sem comida, educação, saúde – e uma elite
no convés, usufruindo de elevado padrão de consumo
em direção a um futuro desastroso. O Brasil é um Titanic
negreiro: insensível aos porões e aos icebergs. Porque
nossa economia tem sido baseada na exclusão social
e no curto prazo.
[...]
Durante toda nossa história, o convés jogou restos
para os porões, na tentativa de manter uma mão de obra
viva e evitar a violência. Fizemos uma economia para
poucos e uma assistência para enganar os outros. [...]
O sistema escravocrata acabou, mas continuamos
nos tempos da assistência, no lugar da abolição. A eco-
nomia brasileira, ao longo de nossa história, desde 18
e sobretudo nas últimas duas décadas, em plena de-
mocracia, não é comprometida com a abolição. No
máximo incentiva a assistência. Assistimos meninos de
rua, mas não nos propomos a abolir a infância abando-
nada; assistimos prostitutas infantis, mas nem ao me-
nos acreditamos ser possível abolir a prostituição de
crianças; anunciamos com orgulho que diminuímos o
número de meninos trabalhando, mas não fazemos o
esforço necessário para abolir o trabalho infantil; dize-
mos ter 95% das crianças matriculadas, esquecendo
de pedir desculpas às 5% abandonadas, tanto quanto
se dizia, em 1870, que apenas 70% dos negros eram
escravos.
[...]Na época da escravidão, muitos eram a favor da
abolição, mas diziam que não havia recursos para aten-
der o direito adquirido do dono, comprando os escra-
vos antes de liberá-los. Outros diziam que a abolição
desorganizaria o processo produtivo. Hoje dizemos o
mesmo em relação aos gastos com educação, saúde,
alimentação do nosso povo. Os compromissos do setor
público com direitos adquiridos não permitem atender
às necessidades de recursos para educação e saúde
nos orçamentos do setor público.
Uma economia da abolição tem a obrigação de ze-
lar pela estabilidade monetária, porque a inflação pesa
sobretudo nos porões do barco Brasil; não é possível
tampouco aumentar a enorme carga fiscal que já pesa
sobre todo o país; nem podemos ignorar a força dos
credores. Mas uma nação com a nossa renda nacional,
com o poder de arrecadação do nosso setor público,
tem os recursos necessários para implementar uma
economia da abolição, a serviço do povo, garantindo
educação, saúde, alimentação para todos. [...]
BUARQUE, Cristovam. O Globo. 03 abr.
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Qual é a taxa anual de juros simples nesse empréstimo?
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- Organização AdministrativaAdministração IndiretaAutarquias, Agências Reguladoras e Executivas
- Organização AdministrativaAdministração IndiretaFundações Públicas
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H0: μ = 4
Contra
H1: μ ≠ 4
Considerando esses dados, analise as afirmativas.
I – O teste rejeitará H0 se μ for igual a 4,30.
II – O teste rejeitará H0 se μ for igual a 4,20.
III – O teste não rejeitará H0 se μ for igual a 3,75.
Está(ão) correta(s) APENAS a(s) afirmativa(s) (A)
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I - É realizado em sessão pública por meio de propostas de preço escritas e de lances verbais.
II - A convocação dos interessados deve ter um prazo mínimo de 8 dias úteis, a partir da publicação do aviso em diário oficial do respectivo órgão, ou, não existindo, em jornal de circulação local.
III - Durante a sessão pública, havendo pelo menos 3 ofertas com preços até 20% superiores ao de menor valor, novos lances verbais e sucessivos poderão ser feitos até a proclamação do vencedor.
IV - Qualquer servidor público lotado na área de compras poderá atuar como pregoeiro, sendo necessário o mínimo de dois servidores para que o pregão seja validado.
Estão corretas as afirmações
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CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA OAB/RJ ESTÃO VIOLANDO REGRAS DE PROPAGANDA
Campanha das duas chapas causa poluição visual em várias cidades
Os dois principais candidatos à presidência da Or-
dem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Rio de Ja-
neiro, estão violando as regras de propaganda eleitoral
em vigor. Ambos vêm promovendo poluição visual,
instalando faixas e cartazes irregularmente em várias
áreas do Rio de Janeiro e em outras cidades do estado.
O material pode ser visto preso em passarelas,
fincado nos jardins do Aterro do Flamengo, em vários
pontos da orla marítima e na esquina das Aveni-
das Rio Branco e Almirante Barroso, entre outros
locais. [...]
O próprio presidente da Comissão eleitoral da
OAB/RJ disse ontem que a propaganda tem que ser
móvel:
– Faixas e cartazes são permitidos desde que
estejam sendo segurados por pessoas. Esse material
não pode ser fixo – disse ele [...]
O Globo. 11 nov. 09. (Adaptado)
Há uma inadequação quanto à concordância nominal em relação ao termo “seguradas", no último parágrafo do texto.
PORQUE
O termo com valor de adjetivo, posposto, quando se refere a substantivos de gêneros diferentes, deve concordar ou no masculino ou com o mais próximo, portanto a
concordância adequada seria segurados.
A esse respeito conclui-se que
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