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A consciência de si
O labrador dourado saltando com a criança no gramado; o balé acrobático do sagui; a liberdade alada da arara-azul cortando o céu sem nuvens – quem nunca sentiu inveja dos animais que não sabem para que vivem nem sabem que não o sabem? Inveja dos seres que não sentem continuamente a falta do que não existe; que não se exaurem e gemem sobre a sua condição; que não se deitam insones e choram pelos seus desacertos; que não se perdem nos labirintos da culpa e do desejo; que não se deixam enlouquecer pela mania de possuir mais e mais coisas.
O ônus da vida consciente de si desperta no animal humano a nostalgia do simples existir: o desejo intermitente de retornar a uma condição anterior à conquista da consciência. Esse propósito padece, contudo, de uma contradição fatal. A intenção de se livrar da autoconsciência visando a completa imersão no fluxo espontâneo e irrefletido da vida pressupõe uma aguda consciência de si por parte de quem a alimenta. Ela é como o fruto tardio sonhando em retornar à semente da qual veio ao galho. A consciência é, em si mesma, irreparável; dela, como do tempo, ninguém torna atrás ou se desfaz.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 40-41)
Os animais relacionados e caracterizados no 1º parágrafo são agentes de situações nas quais
 

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1930735 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: IBMEC
A tríplice ilusão
O tempo decanta o passado. O que hoje está patente, ontem mal se entrevia. O mundo moderno nasceu e evoluiu embalado por três ilusões poderosas: a de que o pensamento científico permitiria gradualmente banir o mistério do mundo e assim elucidar a condição humana e o sentido da vida; a de que o projeto de explorar e submeter a natureza ao controle da tecnologia poderia prosseguir indefinidamente sem atiçar o seu contrário – a ameaça de um terrível descontrole das bases naturais da vida; e a de que o avanço do processo civilizatório promoveria o aprimoramento ético e intelectual da humanidade, tornando nossas vidas mais felizes, plenas e dignas de serem vividas.
Se é verdade que uma era termina quando suas ilusões fundadoras estão exauridas, então o veredicto é claro: a era moderna caducou. Crítica ou resignação? E nós, brasileiros, recalcitrantemente “condenados à civilização”, o que temos com isso? Estaremos um dia à altura de ter algo a dizer e propor diante da crise civilizatória?
(GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 21)
A afirmação de que a era moderna caducou (2º parágrafo) encontra sua justificativa
 

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O conjunto das soluções reais da inequação !$ { \large x - 1 \over 2 - x} > 0 !$ é
 

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O poder e a arte
Há três demandas básicas que o poder costuma fazer à arte, e que o poder absoluto faz em escala bem maior do que autoridades mais limitadas.
A primeira delas é demonstrar a glória e o triunfo do próprio poder, como nos grandes arcos e colunas comemorativos de vitórias na guerra que são construídos desde os tempos do Império Romano, o maior modelo de arte pública ocidental. A pompa e o gigantismo eram a face do poder que se queria que a arte representasse.
A segunda grande função da arte nesse contexto era organizar o poder como drama público. Rituais e cerimônias eram essenciais para o processo político, e, com a democratização da política, o poder se tornou cada vez mais teatro público, com o povo como plateia e – esta foi a inovação específica da era dos ditadores – como participantes organizados.
Um terceiro serviço que a arte poderia prestar ao poder era educacional ou propagandístico: ela poderia ensinar, informar e inculcar o sistema de valores do Estado. Antes da era de participação popular na política, essas funções ficavam a cargo sobretudo das igrejas e de outras organizações religiosas, mas no século XIX passaram a ser exercidas por governos seculares. As ditaduras não inovaram nessa área, exceto banindo vozes dissidentes e tornando compulsória a ortodoxia estatal.
(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. Trad. de Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 269-270)
Na específica relação estabelecida entre o poder e a arte, o autor está analisando
 

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Na novela Campo geral (ou Miguilim), João Guimarães Ros a apura as seguintes qualidades de sua poética:
 

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[Arte e alta tecnologia]
As artes tornaram-se redundantes com o progresso tecnológico. A primeira tarefa da crítica deve ser descobrir como isso se deu e o que, precisamente, as vem substituindo. Até agora a maior parte dos que praticam as artes ou escrevem sobre elas temrelutado em encarar francamente essa situação, um pouco porque tem a desculpa de que romances ainda não são escritos por computadores, mas sobretudo porque nenhuma classe de gente tem muito entusiasmo por escrever o próprio obituário.
O escritor de livros profissional está na situação do tear manual depois da intervenção do tear elétrico. Como qualquer agente e editor de publicidade sabe, é o fotógrafo e não o “artista” que hoje recebe os altos salários. A revolução industrial que ocorreu nas produções da mente, como a das produções materiais, tem duas causas: o progresso técnico, que substitui as habilidades manuais, ea demanda de massa, que as torna inadequadas. As artes visuais foram alteradas pela fotografia, parada ou em movimento; a músicamais recentemente entrou no domínio do som artificial; apenas a escrita ainda resiste à mecanização genuína, apesar da busca intensiva de efetivas máquinas de traduzir pelos cientistas.
(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. Trad. de Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 300-301)
O segmento terá seu sentido de contexto preservado com a substituição do elemento sublinhado pelo que está entre parênteses em:
 

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O poder e a arte
Há três demandas básicas que o poder costuma fazer à arte, e que o poder absoluto faz em escala bem maior do que autoridades mais limitadas.
A primeira delas é demonstrar a glória e o triunfo do próprio poder, como nos grandes arcos e colunas comemorativos de vitórias na guerra que são construídos desde os tempos do Império Romano, o maior modelo de arte pública ocidental. A pompa e o gigantismo eram a face do poder que se queria que a arte representasse.
A segunda grande função da arte nesse contexto era organizar o poder como drama público. Rituais e cerimônias eram essenciais para o processo político, e, com a democratização da política, o poder se tornou cada vez mais teatro público, com o povo como plateia e – esta foi a inovação específica da era dos ditadores – como participantes organizados.
Um terceiro serviço que a arte poderia prestar ao poder era educacional ou propagandístico: ela poderia ensinar, informar e inculcar o sistema de valores do Estado. Antes da era de participação popular na política, essas funções ficavam a cargo sobretudo das igrejas e de outras organizações religiosas, mas no século XIX passaram a ser exercidas por governos seculares. As ditaduras não inovaram nessa área, exceto banindo vozes dissidentes e tornando compulsória a ortodoxia estatal.
(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. Trad. de Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 269-270)
Ao caracterizar as três demandas básicas que o poder costuma fazer à arte, o autor do texto está considerando, pela ordem:
 

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Why the Legal Immigration System Is Broken: A Short List of Problems


By David Bier


JULY 10, 2018


In no particular order, here is a list of a few problems that comprehensive immigration reform should address


1. A far too restrictive system overall. Since 1820, the United States admitted on average 30 percent more legal immigrants per capita (0.45 percent of the population per year) than it did in 2017 (0.35 percent of the population), so the current rate is low historically. More importantly, the U.S. net immigration rate − legal and illegal − ranks in the bottom third of the 50 countries with the highest percapita GDP in the world, and the U.S. share of foreign-born residents is also in the bottom third. This is at a time when population growth is at its lowest levels since the Great Depression, and the U.S. birthrate is the lowest on record. Congress should make it far easier to immigrate legally.


2. Static immigration quotas. Since 1990, Congress has not updated the quotas for the legal immigration system. During that time, the population of the United States has increased 30 percent and the economy has doubled. Quotas − to the extent that they exist at all − should be linked to economic growth (in the case of employment-based immigrants) or population growth (in the case of familysponsored immigrants), so they don’t immediately become antiquated.


3. Quotas on nationalities − the law micromanages immigrant demographics. Congress treats immigrants differently based on where they were born (literally their place of birth − they can’t even escape this system by getting citizenship in another country). No “country” (i.e. nationals or former nationals of that country) can receive more than 7 percent of the total green cards in a category. These per-country limits are why Indian immigrants sponsored by their employers may have to wait decades for a green card, while other immigrants sponsored by their employers don’t have to wait at all. Congress should repeal the per-country limits and ban discrimination based on nationality.


4. Immigrants wait in line for decades. The symptom of the low quotas and differential treatment for individual nationalities is that nationals from certain countries must wait a long time to immigrate. Siblings and adult children of U.S. citizens from Mexico and the Philippines who are receiving their green cards right now waited two decades. Those who are applying for their green cards now will die before they reach the front of the line because so many applicants have piled up in the backlog since 1998. Immigrant workers from India have had decade-long waits, but those applying right now will wait more than a century. Such wait times are not reasonable. Congress should raise the quotas, but at the same time, it should also limit wait times to no more than 5 years.


5. The president can end the refugee program unilaterally. In and of itself, the fact that the president can permit more refugees is no problem. That is important when a crisis breaks out somewhere in the world. But the idea that the president can unilaterally shut down the entire refugee program, as President Trump has almost done, is absurd. Congress should establish a floor for refugee admissions, and it should permit private refugee sponsorship by individuals, as Canada already does. The easiest way to implement private sponsorship would be to expand family sponsorship categories to extended family members and exempt immediate family of citizens and legal permanent residents who are refugees from the green card limits or, alternatively, create a new category for sponsored refugee immigrants. This category would enable U.S. citizens to have a role in the number of refugees and allow them to target refugees for aid with whom they have a personal connection.

(Adapted from www.cato.org)

De acordo com o autor,
 

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Um baralho com 52 cartas contém 13 tipos de cartas, cada tipo com quatro naipes distintos. Deste baralho, retiramos aleatoriamente 5 cartas. Então, a probabilidade das 5 cartas retiradas serem todas do mesmo naipe é
 

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A empresa de Paulo fabrica e vende um produto cuja quantidade vendida Q depende do preço unitário P cobrado no mercado, de acordo com a expressão Q = 100 − 2P. Sabe-se que o custo unitário de fabricação deste produto é de R$ 3,00. Então, o preço unitário que Paulo deve cobrar pelo produto, de modo que a empresa tenha o maior lucro (faturamento das vendas menos custos totais) possível, é
 

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