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Instintos e civilização
Quão robusta é a ordem civilizada ocidental? A julgar pelo século XX, e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, cataclismos naturais e colapso econômico agudo, tragédias em massa e violências de toda ordem revelaram a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização. Sob o impacto do abalo provocado por grandes desastres, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria.
Imposta a ordem do “salve-se quem puder”, tudo deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes, estupros e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.
Uma interpretação possível: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda a vigilância e a punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao que Hobbes* chamou de “estado natural”, à guerra de todos contra todos.
*Thomas Hobbes: Filósofo inglês do século XVII.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 124-125)
Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
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Considere o texto a seguir:
Embora o termo Renascimento subsista, aplicado a um movimento ou a um conjunto de manifestações da cultura ocidental, existem hoje mais dúvidas quanto à sua precisão do que no século passado (século XIX). A tendência atual dos historiadores orienta-se para uma desconstrução desta unidade conceitual e para a análise de suas contradições.
(QUEIROZ, Tereza Aline P. O Renascimento. São Paulo: EDUSP, 1995, p. 15)
Entre as principais contradições às quais a autora se refere, presentes nas obras e no pensamento renascentistas, destacam-se
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As lutas pelos direitos civis nos Estados Unidos, especialmente aquelas contrárias à segregação racial, nos anos 1960,
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Paulo possui em seu guarda-roupas cinco camisas, três calças, e dois pares de sapatos. Escolhendo uma camisa, uma calça e um par de sapatos aleatoriamente, a quantidade de modos que Paulo pode se vestir é
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Leia o trecho do romance "O Quinze", de Rachel de Queiroz, cujo cenário é o interior do estado do Ceará.
Enfim caiu a primeira chuva de dezembro. Dona Inácia, agarrada ao rosário, de mãos postas, suplicava a todos os santos que aquilo fosse um ‘bom começo’.
Conceição, comovida, pálida, de lábios apertados, a testa encostada ao vidro da janela, acompanhava a queda da água no calçamento empoeirado, o lento gotejar das biqueiras e de um jacaré da casa defronte, que deixava escorrer pequenos riachos por entre os dentes de zinco.
Na solenidade do momento, ninguém se movia nem falava.
Só a Maria, a preta velha da cozinha, irrompeu pelo corredor, acocorou-se a um canto e engulhando lágrimas e mastigando rezas, resmungava:
− O inverno! Senhor São José, o inverno! Benza-o Deus!
A partir do texto acima e de conhecimentos sobre aspectos geográficos do território brasileiro, pode-se afirmar que o texto:
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A consciência de si
O labrador dourado saltando com a criança no gramado; o balé acrobático do sagui; a liberdade alada da arara-azul cortando o céu sem nuvens – quem nunca sentiu inveja dos animais que não sabem para que vivem nem sabem que não o sabem? Inveja dos seres que não sentem continuamente a falta do que não existe; que não se exaurem e gemem sobre a sua condição; que não se deitam insones e choram pelos seus desacertos; que não se perdem nos labirintos da culpa e do desejo; que não se deixam enlouquecer pela mania de possuir mais e mais coisas.
O ônus da vida consciente de si desperta no animal humano a nostalgia do simples existir: o desejo intermitente de retornar a uma condição anterior à conquista da consciência. Esse propósito padece, contudo, de uma contradição fatal. A intenção de se livrar da autoconsciência visando a completa imersão no fluxo espontâneo e irrefletido da vida pressupõe uma aguda consciência de si por parte de quem a alimenta. Ela é como o fruto tardio sonhando em retornar à semente da qual veio ao galho. A consciência é, em si mesma, irreparável; dela, como do tempo, ninguém torna atrás ou se desfaz.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 40-41)
Esse propósito padece, contudo, de uma contradição fatal.
O sentido da frase acima, devidamente contextualizada, interpreta-se de modo adequado nesta outra redação:
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Instintos e civilização
Quão robusta é a ordem civilizada ocidental? A julgar pelo século XX, e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, cataclismos naturais e colapso econômico agudo, tragédias em massa e violências de toda ordem revelaram a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização. Sob o impacto do abalo provocado por grandes desastres, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria.
Imposta a ordem do “salve-se quem puder”, tudo deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes, estupros e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.
Uma interpretação possível: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda a vigilância e a punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao que Hobbes* chamou de “estado natural”, à guerra de todos contra todos.
*Thomas Hobbes: Filósofo inglês do século XVII.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 124-125)
Desenvolve-se no texto, basicamente, a tese segundo a qual
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Sejam x, y, z e w os números reais que satisfazem a seguinte equação matricial:
!$ \begin{pmatrix} x - 2y & z - w \\ 2z - w & x + y \end{pmatrix} !$ = !$ \begin{pmatrix} 0 & 1 \\ 1 & 3 \end{pmatrix} !$
Então, a soma x + y + z + w é igual a
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A imagem abaixo foi produzida pelo uruguaio Joaquim Torres-García em 1943 e recebeu o título de "América Invertida". Analisea com atenção:

"Por isso agora colocamos o mapa ao contrário, e então já temos uma justa ideia de nossa posição, e não como querem no resto do mundo. A ponta da América, desde já, prolongando-se, aponta insistentemente para o Sul, nosso norte", argumentou o autor a respeito da obra acima.
Considerando os conhecimentos de cartografia e geopolítica, é correto afirmar que
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