Foram encontradas 59 questões.
GENTE DEMAIS, CIVILIDADE DE MENOS!
A palavra civilidade deriva da palavra civil, atribuída às relações de direitos e obrigações dos cidadãos entre si, reguladas por normas do Direito Civil.
Pensando em cortesia, delicadeza, respeito mútuo e consideração, é possível concluir que a humanidade está carente destas virtudes sociais. A busca desenfreada pelo progresso e a necessidade de garantir sua alimentação e, logicamente, sua riqueza transformam as pessoas em bombas prontas para explodirem em qualquer esquina. Nesta explosão, todos os alvos são destruídos: desde as relações sociais até o patrimônio público. E aí surge a sensação de que esta terra que alimenta o orgulho brasileiro não é capaz de fazer a civilidade vingar.
O “bom-dia!” alegre, anunciado dentro de um elevador lotado, geralmente é ignorado, massacrado pelas caras feias e isso destrói o broto das relações sociais. O “obrigado” do pedestre surpreso com a gentileza do motorista – que se permite deixá-lo atravessar a rua – é sufocado pelas buzinas daqueles incapazes de ver naquela atitude algo mais do que uma perda de tempo. Até a beleza do verde sucumbe às toneladas de lixo atiradas pela população não adepta da onda ecológica. Como se existisse uma receita de bolo para este caos, acrescenta-se ainda a tal massa a irreverência dos adolescentes que consideram “in” o descaso pelos demais. No final, a vida em sociedade vira sacrifício. Um sacrifício, segundo os especialistas em comportamento urbano, tolerado por todos.
Resignados, 78% dos moradores das grandes metrópoles julgam ser impossível levar uma vida civilizada. Acomodados, esperam algum incentivo para mudarem suas atitudes: a aplicação de multas ou o medo de não conseguirem prever a reação de outro neurótico urbano.
Estacionar em fila dupla, xingar alguém no trânsito, jogar lixo pela janela do carro, arrebentar telefones públicos, furar fila, levar o cachorro para fazer suas necessidades nas calçadas, ignorar seu vizinho ou simplesmente negar-lhe uma ajuda, não ceder lugar a pessoas mais velhas em transportes coletivos, agredir colegas de escola ou profissão são práticas comuns hoje em dia.
A cada instante, nas ruas, é possível ver cenas de desrespeito. Ninguém se conhece, mas a antipatia é mútua a partir do primeiro olhar. A rua é o campo a ser conquistado e quem chegar primeiro ganha. Não se sabe o quê. Cada um se dá um prêmio diferente. Para isso vale tudo. Assim como ocorre entre vizinhos, cuja identificação é feita pele número da porta, todos os motoristas têm a identidade resumida à marca do carro e aos dígitos da placa do veículo. Precisar de um auxílio neste século XX é preparar-se para procurar uma agulha num palheiro.
Palavras rudes e egoístas misturam-se ao som das buzinas e brecadas. Jogar pedras e rotular o próximo ganham, a cada dia, mais ibope social. Liberdade e respeito se misturam e perdem seu valor.
As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progresso, se esquecem do mais essencial para a sua sobrevivência: o respeito, a solidariedade, a consideração pelo próximo. Nenhum dinheiro, nenhuma tecnologia devolverá ao homem a sua essência humana. E talvez ele descubra isso tarde demais.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, 26/06/95, por: BOURGOGNE, Cleuza Vilas Boas; SILVA, Lilian Santos. Interação & transformação. São Paulo: Editora do Brasil, 1996, p. 96-97)
Assinale a opção que NÃO está em conformidade com as relações estabelecidas entre as idéias do texto.
Provas
GENTE DEMAIS, CIVILIDADE DE MENOS!
A palavra civilidade deriva da palavra civil, atribuída às relações de direitos e obrigações dos cidadãos entre si, reguladas por normas do Direito Civil.
Pensando em cortesia, delicadeza, respeito mútuo e consideração, é possível concluir que a humanidade está carente destas virtudes sociais. A busca desenfreada pelo progresso e a necessidade de garantir sua alimentação e, logicamente, sua riqueza transformam as pessoas em bombas prontas para explodirem em qualquer esquina. Nesta explosão, todos os alvos são destruídos: desde as relações sociais até o patrimônio público. E aí surge a sensação de que esta terra que alimenta o orgulho brasileiro não é capaz de fazer a civilidade vingarA).
O “bom-dia!” alegre, anunciado dentro de um elevador lotado, geralmente é ignorado, massacrado pelas caras feiasB) e isso destrói o broto das relações sociais. O “obrigado” do pedestre surpreso com a gentileza do motorista – que se permite deixá-lo atravessar a rua – é sufocado pelas buzinas daqueles incapazes de ver naquela atitude algo mais do que uma perda de tempo. Até a beleza do verde sucumbe às toneladas de lixo atiradas pela população não adepta da onda ecológicaC). Como se existisse uma receita de bolo para este caos, acrescenta-se ainda a tal massa a irreverência dos adolescentes que consideram “in” o descaso pelos demais. No final, a vida em sociedade vira sacrifício. Um sacrifício, segundo os especialistas em comportamento urbano, tolerado por todos.
Resignados, 78% dos moradores das grandes metrópoles julgam ser impossível levar uma vida civilizada. Acomodados, esperam algum incentivo para mudarem suas atitudes: a aplicação de multas ou o medo de não conseguirem prever a reação de outro neurótico urbano.
Estacionar em fila dupla, xingar alguém no trânsito, jogar lixo pela janela do carro, arrebentar telefones públicos, furar fila, levar o cachorro para fazer suas necessidades nas calçadas, ignorar seu vizinho ou simplesmente negar-lhe uma ajuda, não ceder lugar a pessoas mais velhas em transportes coletivos, agredir colegas de escola ou profissão são práticas comuns hoje em dia.
A cada instante, nas ruas, é possível ver cenas de desrespeito. Ninguém se conhece, mas a antipatia é mútua a partir do primeiro olhar. A rua é o campo a ser conquistado e quem chegar primeiro ganha. Não se sabe o quê. Cada um se dá um prêmio diferente. Para isso vale tudo. Assim como ocorre entre vizinhos, cuja identificação é feita pele número da porta, todos os motoristas têm a identidade resumida à marca do carro e aos dígitos da placa do veículo. Precisar de um auxílio neste século XX é preparar-se para procurar uma agulha num palheiro.
Palavras rudes e egoístas misturam-se ao som das buzinas e brecadasD). Jogar pedras e rotular o próximo ganham, a cada dia, mais ibope social. Liberdade e respeito se misturam e perdem seu valor.
As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progresso, se esquecem do mais essencial para a sua sobrevivência: o respeito, a solidariedade, a consideração pelo próximo. Nenhum dinheiro, nenhuma tecnologia devolverá ao homem a sua essência humanaE). E talvez ele descubra isso tarde demais.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, 26/06/95, por: BOURGOGNE, Cleuza Vilas Boas; SILVA, Lilian Santos. Interação & transformação. São Paulo: Editora do Brasil, 1996, p. 96-97)
Indique a opção cuja nova redação, proposta em II, para o fragmento do texto apresentado em I NÃO altera o sentido da informação.
Provas
GENTE DEMAIS, CIVILIDADE DE MENOS!
A palavra civilidade deriva da palavra civil, atribuída às relações de direitos e obrigações dos cidadãos entre siA), reguladas por normas do Direito Civil.
Pensando em cortesia, delicadeza, respeito mútuo e consideração, é possível concluir que a humanidade está carente destas virtudes sociais. A busca desenfreada pelo progresso e a necessidade de garantir sua alimentação e, logicamente, sua riqueza transformam as pessoas em bombas prontas para explodirem em qualquer esquina. Nesta explosão, todos os alvos são destruídos: desde as relações sociais até o patrimônio público. E aí surge a sensação de que esta terra que alimenta o orgulho brasileiro não é capaz de fazer a civilidade vingar.
O “bom-dia!” alegre, anunciado dentro de um elevador lotado, geralmente é ignorado, massacrado pelas caras feias e isso destrói o broto das relações sociais. O “obrigado” do pedestre surpreso com a gentileza do motorista – que se permite deixá-lo atravessar a rua – é sufocado pelas buzinas daqueles incapazes de ver naquela atitude algo mais do que uma perda de tempo. Até a beleza do verde sucumbe às toneladas de lixo atiradas pela população não adepta da onda ecológica. Como se existisse uma receita de bolo para este caos, acrescenta-se ainda a tal massa a irreverência dos adolescentes que consideram “in” o descaso pelos demaisC). No final, a vida em sociedade vira sacrifício. Um sacrifício, segundo os especialistas em comportamento urbano, tolerado por todos.
Resignados, 78% dos moradores das grandes metrópoles julgam ser impossível levar uma vida civilizadaB). Acomodados, esperam algum incentivo para mudarem suas atitudes: a aplicação de multas ou o medo de não conseguirem prever a reação de outro neurótico urbano.
Estacionar em fila dupla, xingar alguém no trânsito, jogar lixo pela janela do carro, arrebentar telefones públicos, furar fila, levar o cachorro para fazer suas necessidades nas calçadas, ignorar seu vizinho ou simplesmente negar-lhe uma ajuda, não ceder lugar a pessoas mais velhas em transportes coletivos, agredir colegas de escola ou profissão são práticas comuns hoje em dia.
A cada instante, nas ruas, é possível ver cenas de desrespeito. Ninguém se conhece, mas a antipatia é mútua a partir do primeiro olhar. A rua é o campo a ser conquistado e quem chegar primeiro ganha. Não se sabe o quê. Cada um se dá um prêmio diferente. Para isso vale tudo. Assim como ocorre entre vizinhos, cuja identificação é feita pele número da portaC), todos os motoristas têm a identidade resumida à marca do carro e aos dígitos da placa do veículo. Precisar de um auxílio neste século XX é preparar-se para procurar uma agulha num palheiroD).
Palavras rudes e egoístas misturam-se ao som das buzinas e brecadas. Jogar pedras e rotular o próximo ganham, a cada dia, mais ibope social. Liberdade e respeito se misturam e perdem seu valor.
As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progresso, se esquecem do mais essencial para a sua sobrevivência: o respeito, a solidariedade, a consideração pelo próximo. Nenhum dinheiro, nenhuma tecnologia devolverá ao homem a sua essência humana. E talvez ele descubra isso tarde demaisE).
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, 26/06/95, por: BOURGOGNE, Cleuza Vilas Boas; SILVA, Lilian Santos. Interação & transformação. São Paulo: Editora do Brasil, 1996, p. 96-97)
Marque a opção em que a análise NÃO está correta.
Provas
GENTE DEMAIS, CIVILIDADE DE MENOS!
A palavra civilidade deriva da palavra civil, atribuída às relações de direitos e obrigações dos cidadãos entre si, reguladas por normas do Direito Civil.
Pensando em cortesia, delicadeza, respeito mútuo e consideração, é possível concluir que a humanidade está carente destas virtudes sociaisI). A busca desenfreada pelo progresso e a necessidade de garantir sua alimentação e, logicamente, sua riqueza transformam as pessoas em bombas prontas para explodirem em qualquer esquina. Nesta explosão, todos os alvos são destruídosII): desde as relações sociais até o patrimônio público. E aí surge a sensação de que esta terra que alimenta o orgulho brasileiro não é capaz de fazer a civilidade vingar.
O “bom-dia!” alegre, anunciado dentro de um elevador lotado, geralmente é ignorado, massacrado pelas caras feias e isso destrói o broto das relações sociaisIII). O “obrigado” do pedestre surpreso com a gentileza do motorista – que se permite deixá-lo atravessar a rua – é sufocado pelas buzinas daqueles incapazes de ver naquela atitude algo mais do que uma perda de tempo. Até a beleza do verde sucumbe às toneladas de lixo atiradas pela população não adepta da onda ecológica. Como se existisse uma receita de bolo para este caosIV), acrescenta-se ainda a tal massa a irreverência dos adolescentes que consideram “in” o descaso pelos demais. No final, a vida em sociedade vira sacrifício. Um sacrifício, segundo os especialistas em comportamento urbano, tolerado por todos.
Resignados, 78% dos moradores das grandes metrópoles julgam ser impossível levar uma vida civilizada. Acomodados, esperam algum incentivo para mudarem suas atitudes: a aplicação de multas ou o medo de não conseguirem prever a reação de outro neurótico urbano.
Estacionar em fila dupla, xingar alguém no trânsito, jogar lixo pela janela do carro, arrebentar telefones públicos, furar fila, levar o cachorro para fazer suas necessidades nas calçadas, ignorar seu vizinho ou simplesmente negar-lhe uma ajuda, não ceder lugar a pessoas mais velhas em transportes coletivos, agredir colegas de escola ou profissão são práticas comuns hoje em dia.
A cada instante, nas ruas, é possível ver cenas de desrespeito. Ninguém se conhece, mas a antipatia é mútua a partir do primeiro olhar. A rua é o campo a ser conquistado e quem chegar primeiro ganha. Não se sabe o quê. Cada um se dá um prêmio diferente. Para isso vale tudo. Assim como ocorre entre vizinhos, cuja identificação é feita pele número da porta, todos os motoristas têm a identidade resumida à marca do carro e aos dígitos da placa do veículo. Precisar de um auxílio neste século XX é preparar-se para procurar uma agulha num palheiro.
Palavras rudes e egoístas misturam-se ao som das buzinas e brecadas. Jogar pedras e rotular o próximo ganham, a cada dia, mais ibope social. Liberdade e respeito se misturam e perdem seu valor.
As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progressoV), se esquecem do mais essencial para a sua sobrevivência: o respeito, a solidariedade, a consideração pelo próximo. Nenhum dinheiro, nenhuma tecnologia devolverá ao homem a sua essência humana. E talvez ele descubra isso tarde demais.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, 26/06/95, por: BOURGOGNE, Cleuza Vilas Boas; SILVA, Lilian Santos. Interação & transformação. São Paulo: Editora do Brasil, 1996, p. 96-97)
De acordo com Pasquale & Ulisses,
[...] pronomes demonstrativos também podem estabelecer relações entre as partes do discurso [...]. Este (e as outras formas de primeira pessoa) se refere ao que ainda vai ser dito na frase ou texto; esse (e as outras formas de segunda pessoa) se refere ao que já foi dito [...] (p. 290-291).
(PASQUALE, Cipro Neto; INFANTE, Ulisses. Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione, 1997).
Com base na citação, analise as frases seguintes e assinale a opção CORRETA quanto ao emprego do pronome demonstrativo no texto.
I - “[...] a humanidade está carente destas virtudes sociais”.
II - “Nesta explosão, todos os alvos são destruídos.
III - “[...] isso destrói o broto das relações sociais”.
IV - “Como se existisse uma receita de bolo para este caos [...]”.
V - “As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progresso [...]”.
Provas
GENTE DEMAIS, CIVILIDADE DE MENOS!
A palavra civilidade deriva da palavra civil, atribuída às relações de direitos e obrigações dos cidadãos entre si, reguladas por normas do Direito Civil.
Pensando em cortesia, delicadeza, respeito mútuo e consideração, é possível concluir que a humanidade está carente destas virtudes sociais. A busca desenfreada pelo progresso e a necessidade de garantir sua alimentação e, logicamente, sua riqueza transformam as pessoas em bombas prontas para explodirem em qualquer esquina. Nesta explosão, todos os alvos são destruídos: desde as relações sociais até o patrimônio público. E aí surge a sensação de que esta terra que alimenta o orgulho brasileiro não é capaz de fazer a civilidade vingar.
O “bom-dia!” alegre, anunciado dentro de um elevador lotado, geralmente é ignorado, massacrado pelas caras feias e isso destrói o broto das relações sociais. O “obrigado” do pedestre surpreso com a gentileza do motorista – que se permite deixá-lo atravessar a rua – é sufocado pelas buzinas daqueles incapazes de ver naquela atitude algo mais do que uma perda de tempo. Até a beleza do verde sucumbe às toneladas de lixo atiradas pela população não adepta da onda ecológica. Como se existisse uma receita de bolo para este caos, acrescenta-se ainda a tal massa a irreverência dos adolescentes que consideram “in” o descaso pelos demais. No final, a vida em sociedade vira sacrifício. Um sacrifício, segundo os especialistas em comportamento urbano, tolerado por todos.
Resignados, 78% dos moradores das grandes metrópoles julgam ser impossível levar uma vida civilizada. Acomodados, esperam algum incentivo para mudarem suas atitudes: a aplicação de multas ou o medo de não conseguirem prever a reação de outro neurótico urbano.
Estacionar em fila dupla, xingar alguém no trânsito, jogar lixo pela janela do carro, arrebentar telefones públicos, furar fila, levar o cachorro para fazer suas necessidades nas calçadas, ignorar seu vizinho ou simplesmente negar-lhe uma ajuda, não ceder lugar a pessoas mais velhas em transportes coletivos, agredir colegas de escola ou profissão são práticas comuns hoje em dia.
A cada instante, nas ruas, é possível ver cenas de desrespeito. Ninguém se conhece, mas a antipatia é mútua a partir do primeiro olhar. A rua é o campo a ser conquistado e quem chegar primeiro ganha. Não se sabe o quê. Cada um se dá um prêmio diferente. Para isso vale tudo. Assim como ocorre entre vizinhos, cuja identificação é feita pele número da porta, todos os motoristas têm a identidade resumida à marca do carro e aos dígitos da placa do veículo. Precisar de um auxílio neste século XX é preparar-se para procurar uma agulha num palheiro.
Palavras rudes e egoístas misturam-se ao som das buzinas e brecadas. Jogar pedras e rotular o próximo ganham, a cada dia, mais ibope social. Liberdade e respeito se misturam e perdem seu valor.
As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progresso, se esquecem do mais essencial para a sua sobrevivência: o respeito, a solidariedade, a consideração pelo próximo. Nenhum dinheiro, nenhuma tecnologia devolverá ao homem a sua essência humana. E talvez ele descubra isso tarde demais.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, 26/06/95, por: BOURGOGNE, Cleuza Vilas Boas; SILVA, Lilian Santos. Interação & transformação. São Paulo: Editora do Brasil, 1996, p. 96-97)
A leitura do texto permite inferir várias acepções para a palavra civilidade. A opção que NÃO traduz um desses significados é:
Provas
GENTE DEMAIS, CIVILIDADE DE MENOS!
A palavra civilidade deriva da palavra civil, atribuída às relações de direitos e obrigações dos cidadãos entre si, reguladas por normas do Direito Civil.
Pensando em cortesia, delicadeza, respeito mútuo e consideração, é possível concluir que a humanidade está carente destas virtudes sociais. A busca desenfreada pelo progresso e a necessidade de garantir sua alimentação e, logicamente, sua riqueza transformam as pessoas em bombas prontas para explodirem em qualquer esquina. Nesta explosão, todos os alvos são destruídos: desde as relações sociais até o patrimônio público. E aí surge a sensação de que esta terra que alimenta o orgulho brasileiro não é capaz de fazer a civilidade vingar.
O “bom-dia!” alegre, anunciado dentro de um elevador lotado, geralmente é ignorado, massacrado pelas caras feias e isso destrói o broto das relações sociais. O “obrigado” do pedestre surpreso com a gentileza do motorista – que se permite deixá-lo atravessar a rua – é sufocado pelas buzinas daqueles incapazes de ver naquela atitude algo mais do que uma perda de tempo. Até a beleza do verde sucumbe às toneladas de lixo atiradas pela população não adepta da onda ecológica. Como se existisse uma receita de bolo para este caos, acrescenta-se ainda a tal massa a irreverência dos adolescentes que consideram “in” o descaso pelos demais. No final, a vida em sociedade vira sacrifício. Um sacrifício, segundo os especialistas em comportamento urbano, tolerado por todos.
Resignados, 78% dos moradores das grandes metrópoles julgam ser impossível levar uma vida civilizada. Acomodados, esperam algum incentivo para mudarem suas atitudes: a aplicação de multas ou o medo de não conseguirem prever a reação de outro neurótico urbano.
Estacionar em fila dupla, xingar alguém no trânsito, jogar lixo pela janela do carro, arrebentar telefones públicos, furar fila, levar o cachorro para fazer suas necessidades nas calçadas, ignorar seu vizinho ou simplesmente negar-lhe uma ajuda, não ceder lugar a pessoas mais velhas em transportes coletivos, agredir colegas de escola ou profissão são práticas comuns hoje em dia.
A cada instante, nas ruas, é possível ver cenas de desrespeito. Ninguém se conhece, mas a antipatia é mútua a partir do primeiro olhar. A rua é o campo a ser conquistado e quem chegar primeiro ganha. Não se sabe o quê. Cada um se dá um prêmio diferente. Para isso vale tudo. Assim como ocorre entre vizinhos, cuja identificação é feita pele número da porta, todos os motoristas têm a identidade resumida à marca do carro e aos dígitos da placa do veículo. Precisar de um auxílio neste século XX é preparar-se para procurar uma agulha num palheiro.
Palavras rudes e egoístas misturam-se ao som das buzinas e brecadas. Jogar pedras e rotular o próximo ganham, a cada dia, mais ibope social. Liberdade e respeito se misturam e perdem seu valor.
As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progresso, se esquecem do mais essencial para a sua sobrevivência: o respeito, a solidariedade, a consideração pelo próximo. Nenhum dinheiro, nenhuma tecnologia devolverá ao homem a sua essência humana. E talvez ele descubra isso tarde demais.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, 26/06/95, por: BOURGOGNE, Cleuza Vilas Boas; SILVA, Lilian Santos. Interação & transformação. São Paulo: Editora do Brasil, 1996, p. 96-97)
Segundo o texto, a esperança de a maioria dos moradores megametropolitanos agirem com civilidade está pautada:
Provas
GENTE DEMAIS, CIVILIDADE DE MENOS!
A palavra civilidade deriva da palavra civil, atribuída às relações de direitos e obrigações dos cidadãos entre si, reguladas por normas do Direito Civil.
Pensando em cortesia, delicadeza, respeito mútuo e consideração, é possível concluir que a humanidade está carente destas virtudes sociais. A busca desenfreada pelo progresso e a necessidade de garantir sua alimentação e, logicamente, sua riqueza transformam as pessoas em bombas prontas para explodirem em qualquer esquina. Nesta explosão, todos os alvos são destruídos: desde as relações sociais até o patrimônio público. E aí surge a sensação de que esta terra que alimenta o orgulho brasileiro não é capaz de fazer a civilidade vingar.
O “bom-dia!” alegre, anunciado dentro de um elevador lotado, geralmente é ignorado, massacrado pelas caras feias e isso destrói o broto das relações sociais. O “obrigado” do pedestre surpreso com a gentileza do motorista – que se permite deixá-lo atravessar a rua – é sufocado pelas buzinas daqueles incapazes de ver naquela atitude algo mais do que uma perda de tempo. Até a beleza do verde sucumbe às toneladas de lixo atiradas pela população não adepta da onda ecológica. Como se existisse uma receita de bolo para este caos, acrescenta-se ainda a tal massa a irreverência dos adolescentes que consideram “in” o descaso pelos demais. No final, a vida em sociedade vira sacrifício. Um sacrifício, segundo os especialistas em comportamento urbano, tolerado por todos.
Resignados, 78% dos moradores das grandes metrópoles julgam ser impossível levar uma vida civilizada. Acomodados, esperam algum incentivo para mudarem suas atitudes: a aplicação de multas ou o medo de não conseguirem prever a reação de outro neurótico urbano.
Estacionar em fila dupla, xingar alguém no trânsito, jogar lixo pela janela do carro, arrebentar telefones públicos, furar fila, levar o cachorro para fazer suas necessidades nas calçadas, ignorar seu vizinho ou simplesmente negar-lhe uma ajuda, não ceder lugar a pessoas mais velhas em transportes coletivos, agredir colegas de escola ou profissão são práticas comuns hoje em dia.
A cada instante, nas ruas, é possível ver cenas de desrespeito. Ninguém se conhece, mas a antipatia é mútua a partir do primeiro olhar. A rua é o campo a ser conquistado e quem chegar primeiro ganha. Não se sabe o quê. Cada um se dá um prêmio diferente. Para isso vale tudo. Assim como ocorre entre vizinhos, cuja identificação é feita pele número da porta, todos os motoristas têm a identidade resumida à marca do carro e aos dígitos da placa do veículo. Precisar de um auxílio neste século XX é preparar-se para procurar uma agulha num palheiro.
Palavras rudes e egoístas misturam-se ao som das buzinas e brecadas. Jogar pedras e rotular o próximo ganham, a cada dia, mais ibope social. Liberdade e respeito se misturam e perdem seu valor.
As pessoas, nessa busca desenfreada pelo progresso, se esquecem do mais essencial para a sua sobrevivência: o respeito, a solidariedade, a consideração pelo próximo. Nenhum dinheiro, nenhuma tecnologia devolverá ao homem a sua essência humana. E talvez ele descubra isso tarde demais.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, 26/06/95, por: BOURGOGNE, Cleuza Vilas Boas; SILVA, Lilian Santos. Interação & transformação. São Paulo: Editora do Brasil, 1996, p. 96-97)
Ao longo do texto, o redator NÃO sugere que:
Provas
- Elementos OrçamentáriosReceita OrçamentáriaClassificação da Receita OrçamentáriaClassificação por Natureza da Receita
A Lei nº 4.320/64 classifica as receitas públicas, segundo as categorias econômicas, em receitas correntes e de capital e define as fontes que compõem cada categoria. Dada a necessidade de melhor identificação dos ingressos nos cofres públicos, códigos foram criados e, dentre eles, os chamados “códigos orçamentários”, que identificam as receitas. O que não está identificado nos códigos orçamentários é:
Provas
Assinale a alternativa que contenha exclusivamente contas de resultado.
Provas
Caderno Container