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- MorfologiaSubstantivosFlexões do SubstantivoSubstantivo: Flexão de GêneroSubstantivo masculino ou feminino
As próximas questões, 34, 35 e 36, têm por base o texto seguinte.
1 Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma
2 equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de
3 formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro
4 do caixotinho.
5 — Esquisito. Muito esquisito.
6 — O quê?
7 — Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as
8 omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada
9 lado. Por acaso você mexeu aqui?
10 — Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão.
11 Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa,
12 era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que
13 encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-
14 la quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir
15 numa fresta do assoalho.
TELLES, Lygia Fagundes. Seminário dos ratos. São Paulo: Companhia das Letras. 2009. p. 8.
Quanto ao gênero gramatical das palavras em português, a frequência de uso e também o ensino de língua na escola tendem a nos certificar dessa propriedade dos vocábulos. No texto, mesmo omoplata, linha 8, não sendo uma palavra tão frequente nos usos orais e escritos mais corriqueiros, a tendência mais geral da língua acaba confirmando que se trata de uma palavra feminina terminada em -a. No entanto, é sabido que existem palavras que não se conformam a essa tendência e outras que podem contemplar ambos os gêneros gramaticais. Feitas essas considerações, assinale a alternativa em que o critério para a formação da palavra feminina corresponda ao exemplo que é apresentado.
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoSujeito
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Direto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplemento Nominal
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
As próximas questões, 34, 35 e 36, têm por base o texto seguinte.
1 Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma
2 equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de
3 formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro
4 do caixotinho.
5 — Esquisito. Muito esquisito.
6 — O quê?
7 — Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as
8 omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada
9 lado. Por acaso você mexeu aqui?
10 — Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão.
11 Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa,
12 era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que
13 encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-
14 la quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir
15 numa fresta do assoalho.
TELLES, Lygia Fagundes. Seminário dos ratos. São Paulo: Companhia das Letras. 2009. p. 8.
No excerto do conto “As formigas”, publicado na obra Seminário dos ratos em 1977, a escritora Lygia Fagundes Telles lança mão de distintas construções morfossintáticas formadas por elementos com função completiva. Desse modo, indique o item em que na construção sublinhada o elemento completivo apresenta dupla função sintática.
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Partindo do pressuposto de que as concepções de sujeito, texto e sentido são determinadas pelo entendimento que se tem, primeiramente, de língua, julgue as afirmações e assinale a sequência CORRETA, de cima para baixo, (sendo que V representa uma afirmação VERDADEIRA e F, uma FALSA), ao considerar as seguintes noções de língua:
1. língua como representação do pensamento;
2. língua como estrutura;
3. língua como lugar de interação.
( ) Na concepção 1, texto é compreendido como um produto lógico da representação mental de seu autor, cabendo ao leitor/ouvinte o papel passivo de captar tal representação a fim de compreender as intenções do autor, fonte do sentido.
( ) Na concepção 2, o sujeito é assujeitado, ou seja, considerado um mero produto de uma ideologia e/ou de seu inconsciente. O texto é tido como instrumento de comunicação, sendo necessário apenas o conhecimento do código linguístico, de sua estrutura, para a apreensão do sentido.
( ) Baseada na teoria dialógica bakhtiniana, a concepção 3 compreende o sentido como uma atividade interativa altamente complexa e que exige um vasto conjunto de saberes que são mobilizados na construção de cada evento comunicativo.
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- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeColocação PronominalPronomes Oblíquos ÁtonosMesóclise
- MorfologiaConjunçõesLocução conjuntiva
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de ModoSubjuntivo
- MorfologiaEstrutura das Palavras
Para responder às questões 31 e 32, leia o texto subsequente.
1 Fernão de Oliveira, embora não tenha escrito sistematicamente sobre ortografia em sua
2 gramática, deixou claro seu posicionamento ao adotar explicitamente um princípio geral que
3 ele encontrou em Quintiliano (livro I, 7)56, qual seja, as palavras devem ser escritas como
4 pronunciadas (p. 65)57. Assim, ao comentar como se deveria grafar as palavras de origem grega,
5 dizia ele no capítulo IX (p. 50):
6 Tiramos de entre as nossas letras o k porque, sem dúvida, ele entre nós
7 não faz nada, nem eu vi nunca em escritura de Portugal esta letra k
8 escrita. Ora, pois as dicções gregas, quando vêm ter entre nós, tão
9 longe de sua terra, já não lhes lembra a sua ortografia, e nós as fazemos
10 conformar com a melodia das nossas vozes, e com as nossas letras lhes
11 podemos servir. Portanto, k, nem ph, nem ps, nunca as ouvimos na
12 nossa linguagem, nem as havemos mister.
13 Nota 57: Entenda-se bem: este enunciado não propõe que se escreva como se fala (ou seja, não
14 está propondo uma escrita fonética que, considerando a enorme diversidade de pronúncias de
15 qualquer língua, tornaria a escrita ilegível para o conjunto dos falantes). O que ele estipula é,
16 nos termos de hoje, uma escrita com transparência fonológica, isto é, sem letras “ociosas” (para
17 usar a expressão de João de Barros) na representação dos fonemas [...]. Vale repetir o exemplo
18 do mesmo João de Barros: por que escrever orthographia, se bastaria escrever ortografia?
Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 188-189.
Tendo em vista as estruturas e construções linguísticas do texto, indique a alternativa CORRETA.
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Para responder às questões 31 e 32, leia o texto subsequente.
1 Fernão de Oliveira, embora não tenha escrito sistematicamente sobre ortografia em sua
2 gramática, deixou claro seu posicionamento ao adotar explicitamente um princípio geral que
3 ele encontrou em Quintiliano (livro I, 7)56, qual seja, as palavras devem ser escritas como
4 pronunciadas (p. 65)57. Assim, ao comentar como se deveria grafar as palavras de origem grega,
5 dizia ele no capítulo IX (p. 50):
6 Tiramos de entre as nossas letras o k porque, sem dúvida, ele entre nós
7 não faz nada, nem eu vi nunca em escritura de Portugal esta letra k
8 escrita. Ora, pois as dicções gregas, quando vêm ter entre nós, tão
9 longe de sua terra, já não lhes lembra a sua ortografia, e nós as fazemos
10 conformar com a melodia das nossas vozes, e com as nossas letras lhes
11 podemos servir. Portanto, k, nem ph, nem ps, nunca as ouvimos na
12 nossa linguagem, nem as havemos mister.
13 Nota 57: Entenda-se bem: este enunciado não propõe que se escreva como se fala (ou seja, não
14 está propondo uma escrita fonética que, considerando a enorme diversidade de pronúncias de
15 qualquer língua, tornaria a escrita ilegível para o conjunto dos falantes). O que ele estipula é,
16 nos termos de hoje, uma escrita com transparência fonológica, isto é, sem letras “ociosas” (para
17 usar a expressão de João de Barros) na representação dos fonemas [...]. Vale repetir o exemplo
18 do mesmo João de Barros: por que escrever orthographia, se bastaria escrever ortografia?
Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 188-189.
No fragmento de texto, Carlos Alberto Faraco expõe parte da visão de Fernão de Oliveira, primeiro a publicar, em 1536, uma gramática do que hoje se chama língua portuguesa ou português, a respeito de questões ortográficas. Ao final, menciona João de Barros, autor da segunda gramática da língua que foi se desgarrando do galego, em 1540. Nesse sentido, de acordo com o que se lê acima, pode-se afirmar que
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A imagem a seguir representa as relações entre norma culta e norma popular das variedades brasileiras da língua portuguesa entre os anos 1900 e 2000.

Fonte: BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2012. p. 249.
Sobre tal processo, afirma-se que:
I. Inicialmente, havia uma polarização sociolinguística no português brasileiro. De um lado, tínhamos as variedades urbanas de prestígio, agrupadas sob o termo “norma culta”; e de outro, as variedades rotuladas como “norma popular”, utilizadas pela maioria dos brasileiros, mas estigmatizadas pelos usuários das variedades de prestígio.
II. Com o processo de urbanização, as diferentes normas que antes existiam em áreas distintas passaram a coexistir no mesmo espaço: a cidade. Embora ainda hoje seja possível diferenciar as variedades de prestígio daquelas estigmatizadas, já é perceptível que formas linguísticas típicas das camadas mais “cultas” estão sendo adotadas também pelos cidadãos de menor poder aquisitivo e com acesso mais restrito à educação formal, e viceversa.
III. Dentre as causas para o nivelamento sociolinguístico entre as normas está a deterioração da profissão docente responsável por fazer com que as camadas médias e altas da sociedade, usuárias das normas urbanas de prestígio, abandonassem a docência. Com isso, a separação social entre o docente falante de norma culta e o aprendiz falante de norma popular diminuiu.
Está/estão CORRETA(S) apenas a(s) afirmação(ões):
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Leia o texto a seguir para responder às questões 28 e 29.
1 A questão linguística é o tema do parágrafo 6 [...], em meio a um conjunto de medidas
2 constitutivas do processo de inclusão dos índios na nova ordem colonial que se ambicionava
3 construir, tais como a cristianização (§§ 3 e 4), a escolarização (§§ 7 e 8), as honrarias das
4 funções sociais que viessem a exercer (§ 9), a adoção de sobrenomes portugueses (§ 11), a
5 construção de moradias unifamiliares (§ 12), o uso de vestimentas adequadas (§ 15) [...]
Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 98.
Tendo em vista o que se descreve no texto, a parte suprimida na linha 1 se refere
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Sobre a formação do português e do português brasileiro, é CORRETO afirmar que
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Todos os fragmentos de texto a seguir foram retirados da obra Manual de linguística, organizada por Mário Eduardo Martelotta (2012). Assinale, portanto, a alternativa em que a descrição está de acordo com a corrente teórica indicada ao final de cada item.
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- MorfologiaAdjetivosFlexão dos Adjetivo
- MorfologiaSubstantivosFlexões do SubstantivoSubstantivo: Flexão de Gênero
- MorfologiaSubstantivosFlexões do SubstantivoSubstantivo: Flexão de NúmeroPlural dos Substantivos Compostos
Leia o fragmento de texto abaixo para responder às questões 24 e 25.
1 É por volta de 1975 que as análises linguísticas explicitamente classificadas como
2 funcionalistas começam a proliferar na literatura norte-americana. Essa corrente surge como
3,reação às impropriedades constatadas nos estudos de cunho estritamente formal, ou seja, nas
4 pesquisas estruturalistas e gerativistas. Os funcionalistas norte-americanos advogam que uma
5 dada estrutura da língua não pode ser proveitosamente estudada, descrita ou explicada sem
6 referência à sua função comunicativa, o que, aliás, caracteriza todos os funcionalismos até
7 aqui mencionados.
FURTADO DA CUNHA, Maria Angélica. Funcionalismo. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo. Manual de linguística. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011. p. 163.
O plural dos adjetivos compostos é normatizado em várias gramáticas do português, como na de Cunha e Cintra (2017). No texto, norte-americano surge flexionado em gênero, linha 2, e em número, linha 4. Ampliando esse tipo de flexão também para os substantivos compostos, indique em qual alternativa a forma sublinhada está INCORRETAMENTE flexionada de acordo com a norma-padrão vigente na língua portuguesa.
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