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Foram encontradas 40 questões.

1736814 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

Antônio Cândido afirma que, em relação à poesia produzida no Setecentismo, “[...]manifestam-se as tendências didáticas e de crítica social. Sofrendo influência da Ilustração, elas constituem um esboço do que seria a consciência nacional propriamente dita. [...] Esses poetas, eruditos, sacerdotes exprimem a maturidade da inteligência brasileira aplicada ao conhecimento e à expressão do País. A sua tomada de posição, que caro lhes custou, pode ser considerada o primeiro sinal concreto do movimento que terminaria com a independência política em 1822. E isto mostra como a literatura foi atuante na imposição dos padrões culturais e, a seguir, também como fermento crítico capaz de manifestar as desarmonias da colonização.

(CÂNDIDO, Antônio. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989, p. 170-171)

Utilizando seus conhecimentos acerca da estética Árcade e de acordo com as informações contidas no excerto acima, podemos afirmar que:

 

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1736813 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

INSTRUÇÃO:

Leia atentamente o texto abaixo

para responder à questão 30


Torno a ver-vos, ó montes; o destino

Aqui me torna a pôr nestes outeiros,

Onde um tempo os gabões deixei grosseiros

Pelo traje da Corte, rico e fino.


Aqui estou entre Almendro, entre Corino,

Os meus fiéis, meus doces companheiros,

Vendo correr os míseros vaqueiros

Atrás de seu cansado desatino.


Se o bem desta choupana pode tanto,

Que chega a ter mais preço, e mais valia

Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,

Aqui descanse a louca fantasia,

E o que até agora se tornava em pranto

Se converta em afetos de alegria.


(Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.

Alfredo Bosi, em seu livro História Concisa da Literatura Brasileira (São Paulo: editora Cultrix, 2006), afirma que tivemos dois momentos do Arcadismo no Brasil: o poético, em que o retorno à tradição clássica dialoga com os modelos e a valorização da natureza e da mitologia; e o ideológico, influenciado pela filosofia presente no Iluminismo, que criticou a burguesia culta, os abusos da nobreza e do clero. Dessa forma, ao considerarmos o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção em que se estabelece a relação entre o poema e o momento histórico de sua produção.

 

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1736812 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

Saber se comunicar é ter a capacidade de escolher a variante linguística adequada a cada situação sociocomunicativa. Nas assertivas abaixo, as variantes linguísticas são comparadas ao gênero do texto indicado entre parênteses, à exceção de uma. Assinale-a.

 

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1736811 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

Tendo como base o texto 5, é FALSO afirmar que:

 

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1736810 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

Marcos Bagno, no livro Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística (Parábola, 2008), trata de várias concepções inseridas no universo da sociolinguística e as variedades linguísticas, registrando-as em vários tipos. Tomando por base essas informações, julgue as afirmações abaixo com V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) O socioleto designa a variedade linguística própria de um grupo de falantes que compartilham as mesmas características socioculturais.

( ) O idioleto designa o modo de falar característico de um indivíduo, suas preferências vocabulares, seu modo próprio de pronunciar as palavras, de construir as sentenças etc.

( ) O idioleto designa a variedade própria de determinada faixa etária, de uma geração de falantes.

( ) O cronoleto designa o modo característico de uso da língua num determinado lugar, região, província etc.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.

 

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1736809 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

TEXTO 4:


“Numa linha de pensamento pós-moderno neste mundo globalizado, na qual a língua, a cultura e a identidade do sujeito estão constantemente em processo de desenvolvimento e mutação, necessitamos repensar o ensino de línguas. A tendência é caminharmos para um ensino voltado para uma Linguística Aplicada (LA) Indisciplinar e um ensino de línguas transgressivo.”


(MOITA LOPES, L. P. (Org.) Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006)

Tomando-se por base o texto 4, NÃO É CORRETO afirmar que o ensino voltado para LA:

 

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1736808 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

TEXTO 3:


Nas vacas magras, ia de cerveja a cachaça. (I) Nunca ficava bêbado. (II) Tinha um poder enorme sobre o copo. Bebia, (III) depois deitava, lia, relaxava.


(Revista VEJA, nº 37, julho/97)

No texto 3, trecho extraído de uma reportagem sobre o pintor Di Cavalcanti, temos um período formado por quatro orações separadas por ponto. Embora não haja conectores gramaticais explícitos, percebemos que essas orações combinam-se, formando uma sequência coerente. Entretanto, se quiséssemos reescrever esse mesmo período, sem comprometer o sentido original dele, poderíamos substituir os sinais de pontuação, sinalizados pelos algarismos I, II e III, por:

 

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1736807 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

TEXTO 2:


Os índios das Américas vivem exilados em sua própria terra. A linguagem não é um sinal de identidade, é a marca da maldição. Não os distingue: delata-os. Quando um índio renuncia à sua língua, começa a civilizar-se. Começa a civilizar-se ou começa a suicidar-se?

Quando eu era criança, nas escolas do Uruguai nos ensinavam que o país tinha se salvado do "problema indígena" graças aos generais que no século passado exterminaram os últimos charruas.

O problema indígena: os primeiros americanos, os verdadeiros descobridores da América, são "um problema". E para que o problema deixe de ser um problema, é preciso que os índios deixem de ser índios. Apagá-los do mapa ou apagar-lhes a alma, aniquilá-los ou assimilá-los: o genocídio ou o outrocídio.


(GALEANO, Eduardo. Ser como eles. Rio de Janeiro: Revan, 2000, p. 72-73)

No texto acima, a distinção feita por Eduardo Galeano entre genocídio e outrocídio é a de que:

I. Com os termos genocídio e outrocídio, Galeano se refere a duas formas de violência contra os índios, ou a duas formas de fazer com que "os índios deixem de ser índios."

II. Representam a aniquilação concreta, o extermínio da etnia indígena, enfim, a prática do genocídio.

III. O apagamento da cultura indígena, de tudo aquilo que a torna uma outra cultura em relação àquela dominante. Para caracterizar esta última prática, Galeano se vale do neologismo outrocídio, criação que pode ser interpretada como equivalente a "a eliminação da diferença".

De acordo com as afirmações acima, podemos dizer que:

 

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1736806 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

INSTRUÇÃO:

Leia atentamente o texto abaixo para responder as questões 21, 22 e 23.


TEXTO 1:


Livro didático de Língua Portuguesa:

o retorno do recalcado


No que diz respeito à concepção de língua e de linguagem, outras condições também se impuseram no livro didático de Língua Portuguesa. Em primeiro lugar, as teorias do uso e a análise do discurso revelaram aspectos da linguagem (e das línguas) até então desconhecidos, negados ou apenas marginalmente abordados pelas ciências da linguagem. Entre eles, podemos nos referir a uma noção central como a de discurso, que podemos entender de forma genérica, como Benveniste o caracterizou: “linguagem posta em ação – e necessariamente entre parceiros”. Ao contrário da noção de sistema ou de código, ao contrário também do que denominamos como gramática, o conceito de discurso nos revela a linguagem como uso, como interação, por meio da linguagem, entre sujeitos que fazem parte de um determinado contexto histórico e social, numa situação de comunicação muito particular. Nesse sentido, o ensino de língua materna deve ser, antes de mais nada, o ensino de uma forma específica de (inter)agir, e não apenas de um conjunto de informações sobre a língua.


(Egon Rangel, O livro didático de português, Lucerna, RJ, 2005)

No texto 1, afirma-se que, além da “concepção de língua e de linguagem, outras condições também se impuseram no livro didático de Língua Portuguesa”. Com base nessa afirmação e nos conceitos de língua e linguagem, só NÃO podemos afirmar que:

 

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1736805 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT

INSTRUÇÃO:

Leia atentamente o texto abaixo para responder as questões 21, 22 e 23.


TEXTO 1:


Livro didático de Língua Portuguesa:

o retorno do recalcado


No que diz respeito à concepção de língua e de linguagem, outras condições também se impuseram no livro didático de Língua Portuguesa. Em primeiro lugar, as teorias do uso e a análise do discurso revelaram aspectos da linguagem (e das línguas) até então desconhecidos, negados ou apenas marginalmente abordados pelas ciências da linguagem. Entre eles, podemos nos referir a uma noção central como a de discurso, que podemos entender de forma genérica, como Benveniste o caracterizou: “linguagem posta em ação – e necessariamente entre parceiros”. Ao contrário da noção de sistema ou de código, ao contrário também do que denominamos como gramática, o conceito de discurso nos revela a linguagem como uso, como interação, por meio da linguagem, entre sujeitos que fazem parte de um determinado contexto histórico e social, numa situação de comunicação muito particular. Nesse sentido, o ensino de língua materna deve ser, antes de mais nada, o ensino de uma forma específica de (inter)agir, e não apenas de um conjunto de informações sobre a língua.


(Egon Rangel, O livro didático de português, Lucerna, RJ, 2005)

Segundo o autor do texto 1, o valor das teorias do uso e da análise do discurso estaria em

 

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