Magna Concursos

Foram encontradas 190 questões.

385868 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
A questão refere-se ao texto abaixo:
Tecnologia
Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige. Uma tela vazia, muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais, tudo bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado, ele diz “Errado”. Não diz “Burro”, mas está implícito. É pior, muito pior.
Às vezes, quando a gente erra, ele faz “bip”. Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: “Bip!” “Olha aqui, pessoal: ele errou.” “O burro errou!”
Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Sabe muito mais coisa e não tem nenhum pudor em dizer que sabe. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguentava os humanos por falta de coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior impaciência conosco, jamais faria “bip” em público.
Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas letrinhas dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos com ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante. Agora compreendo o entusiasmo de gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic, sempre pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora, e que nele foi substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos sujará os dedos, mas acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos íntimos, mesmo porque ele não ia querer se (I) rebaixar a ser meu amigo, mas retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que você pode concluir que eu só estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é sincero.
Quando saí da redação do jornal depois de usá-lo (II) pela primeira vez, cheguei em casa e bati nela. Sabendo que ela (III) agüentaria sem reclamar, como sempre, a pobrezinha.
Luis Fernando Veríssimo- Texto adaptado. In http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/3/ acessado em 28/12/2010
Considere as seguintes afirmações sobre as relações entre partes do texto.
I. O pronome “se” refere-se a “a gente
II. O pronome “lo” refere-se ao “computador
III. O pronome “ela” refere-se à “máquina de escrever
Quais estão corretas?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
385856 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
A questão refere-se ao texto a seguir:
A obra-prima de Gaudí (Jeremy Berlin)
"Meu cliente não tem pressa", costumava dizer Antoni Gaudí. Religioso, o arquiteto referia-se a Deus, explicando porque a Igreja da Sagrada Família estava demorando tanto para ficar pronta. Quase um século depois, a obra ainda não foi terminada - um sonho de torres e fachadas rebuscadas que se ergue 170 metros acima do centro de Barcelona e atrai os olhares (e os euros) de cerca de 2 milhões de visitantes por ano. Em novembro de 2010, o papa Bento XVI conferiu à igreja o estatuto de basílica. E é provável que o edifício seja afinal concluído em 2026. Se história gera mais história, também chegou a hora de reavaliar esse empreendimento épico de Gaudí - assim como as concepções premonitórias que lhe serviram de base.
Os surrealistas contavam com Gaudí entre seus membros, ao passo que George Orwell achava a igreja "um dos edifícios mais medonhos do mundo". Tão excêntrica quanto o próprio Gaudí, a concepção da Sagrada Família foi inspirada na fé e no amor pela natureza do arquiteto. Ele percebeu que o mundo natural está repleto de formas curvas, não de linhas retas. Assim, concebeu seus edifícios de uma premissa simples: se a natureza é obra de Deus, e se as formas derivam da natureza, então a melhor maneira de venerar a Deus é projetar edifícios que sejam um reflexo da obra divina. Como diz o estudioso catalão Joan Bassegoda Nonell, "a famosa frase de Gaudí - 'A originalidade é o retorno à origem' - significa que o início de tudo é a natureza tal como foi criada por Deus".
Nascido em 1852, perto do vilarejo de Reus, desde pequeno Gaudí era fascinado pela geometria e pelas maravilhas naturais do interior da Catalunha. Depois de formado em arquitetura, ele desenvolveu um estilo próprio, uma síntese de neogótico, art nouveau e elementos orientais. Para Gaudí, a forma e a função eram indistinguíveis. Somente era possível chegar à beleza estética por meio da eficiência estrutural que prevalece no mundo da natureza. "Não há arte que não se origine na natureza", concluía ele.
Em 1883, Gaudí herdou o projeto da Sagrada Família de outro arquiteto, que já havia concluído os alicerces de uma estrutura neogótica tradicional. Gaudí concebeu então um edifício que seria uma espécie de história visual de Cristo elevando-se ao céu, mas sabia que sua vida não seria suficiente para levar a cabo o imenso projeto. Por mais de 12 anos antes de sua morte, em 1926 - no último ano ele passou a morar no canteiro de obras - Gaudí delineou seus planos sob a forma de modelos geométricos tridimensionais, em vez de plantas convencionais. Embora muitos tenham sido destruídos por vândalos durante a Guerra Civil Espanhola, esses modelos revelaram-se indispensáveis aos sucessores do artista. "Eles contêm o DNA estrutural do edifício", explica o arquiteto Mark Burry, que vem trabalhando na Sagrada Família há 31 anos, recorrendo a desenhos e tecnologia digital para facilitar a tradução dos conceitos de Gaudí para os atuais encarregados da construção. "É possível extrair a concepção arquitetônica global até mesmo de fragmentos. As maquetes revelam o modo como Gaudí lidava com os desafios arquitetônicos: recorrendo a uma ideia complexa e holística e expondo-a de tal modo que outros possam entendê-la e levá-la adiante após a sua morte."
Segundo Adrian Bejan, as fachadas da Sagrada Família estão baseadas na "seção áurea", a proporção geométrica "por trás de toda arte esteticamente agradável". Esse renomado professor de engenharia mecânica considera Gaudí um predecessor e alguém "que caminhava na corda bamba que separa a arte da ciência. Ele entendeu que a natureza está apoiada nas leis da matemática. O mais resistente é intrinsecamente mais leve, mais eficiente, e, portanto, mais belo".
No âmago de Gaudí há uma verdade atemporal. Como diz Bassegoda Nonell: "A lição que Gaudí deixa não é a de que devemos copiar as suas soluções, mas buscar a inspiração na natureza, que nunca sai de moda".
Fonte: Revista National Geographic. Edição 129. Dezembro/2010. Disponível em:
http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-129/sagrada-familia-obra-prima-gaudi-610601.shtml
Assinale a alternativa que apresenta um período composto por subordinação substantiva no qual a concordância verbo-nominal NÃO esteja correta.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
385847 Ano: 2011
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Provas:
As interfaces Firewire, SCSI, SATA e USB, utilizam, respectivamente, transmissão:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
382973 Ano: 2011
Disciplina: Química
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Provas:
Responder a questão relacionando as misturas apresentadas na coluna da esquerda com os processos de separação mais adequados (coluna da direita).
Mistura a ser separada Método de separação
1. Poeira e ar ( ) destilação simples
2. água e azeite ( ) destilação fracionada
3. componentes do Petróleo ( ) Filtração
4. glóbulos vermelhos dos demais componentes do sangue ( ) decantação
5. água e álcool comercial ( ) centrifugação
6. sal de cozinha e areia ( ) dissolução fracionada
A numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo, é
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
382965 Ano: 2011
Disciplina: Informática
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Componente de segurança localizado entre duas ou mais redes, no qual circula todo o tráfego de dados. A partir desse único ponto, é possível controlar e autenticar o tráfego, além de registrar, por meio de logs, todo o tráfego da rede, facilitando sua auditoria.
Esta descrição refere-se ao:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
382723 Ano: 2011
Disciplina: Engenharia Química
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Relacione as alternativas abaixo:
I. Polimerização em massa ( ) A reação de polimerização é facilmente controlada e o polímero obtido é de fácil separação,
geralmente na forma de pérolas.
II. Polimerização em solução
( ) a grande vantagem desta técnica é a qualidade do produto final, que apresenta menor
quantidade de impurezas.
III. Polimerização em suspensão ( ) o monômero é diluído no solvente, evitando problemas como o aumento da viscosidade.
A seqüência que preenche as lacunas, de cima para baixo, é
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
382053 Ano: 2011
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Provas:
De acordo com a Lei n° 8.666/93, é correto afirmar que a tomada de preços é a modalidade de licitação:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
381775 Ano: 2011
Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Provas:
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069/90: "Entende-se por trabalho a atividade laboral em que as exigências relativas ao desenvolvimento pessoal e social do educando prevalecem sobre o aspecto ."
Assinale a alternativa que preenche correta e sequencialmente as lacunas do texto:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
381134 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
A questão refere-se ao texto a seguir:
Muito além do bê-a-bá
Apesar de muita teoria, ninguém aprende na escola a cozinhar, consertar a casa ou salvar vidas. Por que não nos ensinam a ser adultos?
Você já parou para pensar quanto tempo da sua vida passou na escola? Uma conta rápida, sem equações muito elaboradas, mostra que foram pelo menos anos e mais de mil horas dentro de salas de aula. É tempo para chuchu. E a sensação que fica é a de que muito se ouviu, estudou e escreveu, mas boa parte disso foi pelo ralo depois do vestibular. Para piorar, descobrimos que não sabemos aquilo que efetivamente nos faz falta na vida adulta – desde como costurar a bainha de uma calça até como trocar a resistência de um chuveiro sem levar choque. Que a escola não existe – ou pelo menos não deveria existir – apenas para nos preparar para o vestibular, disso a gente sabe (até porque o vestibular é uma etapa um tanto fugaz da vida). Mas então o que a escola deveria nos ensinar?
Muitos pedagogos acreditam que o objetivo primeiro da educação é nos ensinar a dominar o espaço em que vivemos. "Precisamos aprender tudo aquilo que for útil e nos der felicidade. É como levar uma caixa em cada mão: a das ferramentas, que vão nos ajudar a desembaraçar todos os nossos problemas, e a dos brinquedos, que nos darão prazer. Nós não plantamos só o que precisamos comer. Plantamos também violetas, que são lindas e não servem para nada", diz o sociólogo suíço Philippe Perrenoud, da Universidade de Genebra. Se tiver algum uso – não importa se prático ou poético – até o assunto mais chato vai permanecer grudado na sua cabeça. "A nossa memória é como um escorredor de macarrão: a água escapa e só fica o que interessa, o que a gente vai comer", diz o educador, psicanalista e cronista Rubem Alves.
O problema é que as escolas têm muitos alunos, cada um com um interesse diferente. Você pode achar que a trigonometria nunca lhe serviu para nada, mas o seu colega que virou engenheiro usa essas lições até hoje. "A escola precisa atender a todos. Não tem jeito, é preciso manter matérias que, futuramente, serão desprezadas por alguns", afirma Silvia Amaral de Mello Pinto, coordenadora do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento de São Paulo, um centro de estudos em psicopedagogia. Então sempre haverá alguém descontente com a escola? No ensino tradicional, sim. Mas não deveria ser assim. Para Perrenoud, o principal problema é que a escola se preocupa muito mais em ensinar teorias do que habilidades práticas e, com isso, os alunos não são treinados para utilizar os conhecimentos em situações concretas. Quase ninguém se lembra da teoria da pirâmide alimentar enquanto está enchendo o prato no bandejão ou das aulas de botânica quando está caminhando em uma floresta. Teoria e prática não deveriam se excluir – e reconhecer isso ajudaria bastante na sala de aula. Afinal, aprender fazendo as coisas, em vez de ficar ouvindo e copiando fórmulas, pode ser mais eficaz mesmo que depois não se use nada disso.
A questão não é o que ensinar e sim de que forma ensinar – e o que não faltam são novas propostas educativas. Perrenoud defende que o aluno estude menos tópicos em cada disciplina e se aprofunde mais em cada um. "Isso daria mais chance para que as pessoas colocassem os conhecimentos em prática", diz. Mas existem propostas ainda mais ousadas. "O ideal seria que cada escola tivesse o currículo suficientemente flexível para desenvolvê-lo a partir das necessidades e perfil cultural de seus alunos", diz Silvia Gasparian Colello, professora de psicologia da educação da USP. Um exemplo é a Escola da Ponte, em Portugal. Localizada a 30 quilômetros da cidade do Porto, ela deixa as crianças definir suas áreas de interesse e desenvolver projetos de pesquisa. Não há salas de aula e sim lugares onde cada aluno procura pessoas, ferramentas e soluções para o que precisam. Segundo Silvia, este é o principal objetivo de uma escola: formar pessoas que saibam buscar o conhecimento que lhes interesse.
E você, já parou para pensar o que gostaria de ter aprendido na escola?.
Mariana Sgarioni In http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_418 495.shtml
Considerando-se o contexto da afirmação de Silvia Amaral de Mello Pinto, pode-se inferir que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
379774 Ano: 2011
Disciplina: Engenharia Química
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Um parâmetro importante, das roscas utilizadas no processamento por extrusão, é o L/D ( comprimento da rosca dividido pelo diâmetro desta). Para roscas com passo constante, o L/D é uma importante referência para especificar uma extrusora, juntamente com outros parâmetros tais como: diâmetro da rosca e a razão de compressão da rosca, neste caso podem afirmar que ao se ter um alto L/D temos:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas