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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “sobressalto”:
I. A palavra foi formada por derivação parassintética.
II. Identifica-se na palavra um dígrafo.
III. Trata-se de um substantivo comum de dois gêneros.
Quais estão corretas?
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta o sentido correto expresso pela conjunção “pois”, destacada no texto.
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a correta função sintática da oração sublinhada no trecho a seguir: “começamos a suspeitar de que existe algo mais importante”.
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho “Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes” sem causar alterações ao sentido original do texto.
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego correto da vírgula, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) No segundo parágrafo, a vírgula hachurada separa a ocorrência de um adjunto adverbial.
( ) No quinto parágrafo, a primeira ocorrência da vírgula separa duas orações.
( ) No sexto parágrafo, a vírgula marca a separação de uma oração subordinada adverbial condicional.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que poderia substituir corretamente a palavra “fugaz” sem causar significativas alterações ao sentido original do texto.
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do terceiro, quarto e sexto parágrafos do texto.
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
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Assinale a alternativa que NÃO completa corretamente, de acordo com o texto, a frase a seguir: Para pararmos de buscar a felicidade, precisamos...
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Em caso de felicidade
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Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O autor, a partir da frase anotada num pedaço de papel, compreendeu imediatamente o significado da felicidade.
II. Parte da obra escrita do autor apresenta a criação de personagens deprimidos.
III. O emprego da metáfora da ampulheta orgânica representa um alerta que nos indica a continuidade da vida e que temos que seguir adiante.
Quais estão corretas?
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Em caso de felicidade
Por Jeferson Tenório
Em caso de felicidade eu prefiro a vida.
Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.
Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que [A] a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.
Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que [B] nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que [C] a vida não tem razão.
Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que [D] inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.
Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que [E] não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.
Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.
A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.
Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.
(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra “que” (em destaque) NÃO tenha sido empregada como pronome relativo.
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