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2511457 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas

Trabalho e tempo livre

A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.

Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.

Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.

(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.

LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.

Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.

2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.

No fragmento: “A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.”, o campo lexical do vocábulo em negrito tem correspondência com

 

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2511456 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas

Trabalho e tempo livre

A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.

Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.

Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.

(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.

LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.

Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.

2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.

No trecho: “Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social.”, infere-se que há

 

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2511455 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas

Trabalho e tempo livre

A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.

Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.

Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.

(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.

LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.

Vocabulário de apoio:
1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.

2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.

É objetivo comunicativo do texto 1

 

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2511454 Ano: 2015
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas
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No AutoCAD, é possível desenhar linhas com vários segmentos através de coordenadas, usando o comando polyline. Os pontos que formam os segmentos da polyline, abaixo, foram nomeados com as letras A, B, C e D.

Enunciado 3564450-1

Sabendo-se que o ponto A é o início da polyline, as coordenadas, utilizadas para executar o segmento BC, foram

 

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2511453 Ano: 2015
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas
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O desenho abaixo foi realizado em duas etapas. Na primeira, um retângulo de 2 x 2cm teve seus cantos arredondados, usando raio de 0,5cm. Na segunda etapa, o retângulo foi copiado 6 vezes ao redor do ponto marcado pelo x.

Enunciado 3564449-1

Os comandos usados para executar a primeira e a segunda etapa, respectivamente, foram

 

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2511452 Ano: 2015
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas
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A escala a ser escolhida para um desenho depende da complexidade do objeto ou do elemento a ser representado e da finalidade da representação.

O procedimento para colocar o desenho em escala no AutoCAD é:

 

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2511451 Ano: 2015
Disciplina: Design Gráfico
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas
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No painel modify, encontramos as ferramentas de edição. Elas são usadas para modificar as propriedades das entidades geométricas ou para criar formas novas a partir de entidades já existentes.

Sobre as ferramentas de edição, podemos afirmar, EXCETO:

Mirror: permite espelhar uma ou mais entidades ao longo de um eixo definido pelo usuário.
Copy: utilizado para gerar entidades idênticas às originais, na posição definida pelo usuário.
Stretch: aumenta ou diminui os objetos selecionados, mantendo as proporções depois de mudar sua escala.
 

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2511450 Ano: 2015
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas
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As ferramentas de precisão no AutoCAD podem ser acessadas através da Barra de Status ou através de atalhos. Sobre as ferramentas de precisão, é correto afirmar:

 

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2511449 Ano: 2015
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas
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Observe a planta representada abaixo.

Enunciado 3564445-1

Após a análise da figura, conclui-se que

 

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2511447 Ano: 2015
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: FCM
Orgão: IF-SUL Minas
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Considere o objeto abaixo representado em perspectiva isométrica.

Enunciado 3564443-1

Indique a representação correta da projeção ortogonal para o 1° diedro.

 

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