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Nos termos da Lei n.º 8.429/92, referentes à improbidade administrativa, é INCORRETO afirmar que
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A Lei Federal n.º 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, no tocante ao Processo Administrativo Disciplinar, estabelece que
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A Lei Federal n.º 10.520/02, que instituiu a modalidade de licitação, denominada pregão, determina que
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Trabalho e tempo livre
A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.
Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.
Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.
(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.
LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.
Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.
2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.
Texto 2
Cresce o número de trabalhadores afastados por transtornos mentais
e comportamentais
Por Raquel Júnia

De acordo com a Previdência Social, no Brasil, tem crescido muito o número de trabalhadores afastados por transtornos mentais e comportamentais. Estima-se que, em 2009, foram 13.200 casos, enquanto, no ano de 2006, houve 600 casos. No ano passado, o número foi de 12.500. “O século 21, das novas tecnologias, da informática, faz com que a pressão, o assédio moral, todos esses fatores psicossociais organizacionais estressem e deprimam muito as pessoas. O componente central de transtornos mentais e comportamentais está justamente no stress e na depressão”, aponta o diretor de saúde ocupacional da Previdência Social, Remígio Todeschini, que completa: “São as novas formas ‘neotayloristas’¹ de organização de trabalho que levam a isso”.
Fonte: Revista Caros Amigos Virtual – www.carosamigos.com.br, acesso em 30/04/2010 – texto adaptado.
Vocabulário de apoio:
1 Taylorismo: sistema de organização do trabalho concebido pelo engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor (1856-1915), com o qual se pretende alcançar o máximo de produção e rendimento com o mínimo de tempo e de esforço.
Analise as afirmativas abaixo e marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas. Para isso, considere a leitura dos dois textos, constatando que o texto 2
( ) tangencia o enfoque temático proposto no texto 1.
( ) sintetiza a abordagem do texto 1 sobre trabalho e tempo livre.
( ) corrobora a ideia, presente no texto 1, relacionada ao trabalho no século XXI.
A sequência correta é:
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Trabalho e tempo livre
A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-sea. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoasb, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.
Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maiorc, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.
Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.
(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina.c Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.e
LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.
Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.
2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.
A palavra SE é classificada morfologicamente como conjunção em
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Trabalho e tempo livre
A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição:a o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.c
Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.
Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais.e Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.b
(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado.d Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.
LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.
Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.
2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.
De acordo com Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa, 2009): “O advérbio se refere geralmente ao verbo, ou ainda, dentro de um grupo nominal unitário, a um adjetivo e a um advérbio (como intensificador), ou a uma declaração inteira.” (p.287).
O advérbio refere-se a uma declaração em:
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Trabalho e tempo livre
A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalhoa, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.
Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.
Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente,d e tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.
(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtosb, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.c
LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.
Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.
2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.
A palavra sublinhada, interpretada entre colchetes, condiz com seu significado no texto 1, EXCETO em:
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Trabalho e tempo livre
A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.
Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.
Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.
(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.
LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.
Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.
2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.
Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que determina.
O sentido essencial desse trecho está mantido em:
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Trabalho e tempo livre
A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.
Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.
Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.
(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.
LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.
Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.
2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.
No trecho: “Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais.”, a oração grifada estabelece, com a anterior, uma relação de
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A partir dos anos 80, a imprensa difundiu demasiadamente a imagem dos yuppies¹ e outros apaixonados pela competição: o imaginário social dos lutadores impôs-se. No entanto até que ponto esse modelo é interiorizado e é partilhado pelas massas? Obsessão pela performance²? Febre por agir? Não é exatamente essa imagem que refletem a paixão coletiva pelas férias, a expectativa dos fins de semana, o desejo de encontrar um melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada, a ânsia pela reforma. Um dos epitáfios mais apreciados no século XIX era: “o trabalho foi a sua vida”. Hoje, o sentimento que domina é sobretudo: “A vida não é só trabalho”. (...) Na sociedade de hiperconsumo, as pessoas tendem a situar os seus interesses e os seus prazeres, em primeiro lugar, na vida familiar e sentimental, no repouso, nas férias e viagens, atividades de lazer e outras atividades associativas. Com efeito, é o tempo livre que se impõe como o mais atrativo, o mais carregado de valores essenciais. A liturgia dos desafios pode inflamar os adeptos incondicionais do trabalho, mas, ao que tudo indica, não é o que se verifica para a maioria das pessoas, que encontra sua realização pessoal, principalmente nos prazeres do tempo livre e da vida relacional, e não tanto no ativismo profissional.
Essas observações não pretendem, de modo algum, dar crédito às teses que analisam o trabalho como um valor em vias de extinção. Nas sociedades meritocráticas e de consumo, os indivíduos continuam, em larga medida, a definir-se por meio da sua função profissional, que constitui uma referência de importância maior, um vetor central de estruturação da vida pessoal e social. Embora a felicidade privada polarize cada vez mais as aspirações dos indivíduos, o trabalho continua a ser um incontornável mediador de autoestima, o primeiro produtor da identidade social. Fim da “religião do trabalho” pode significar qualquer coisa, exceto o desaparecimento da importância que lhe conferimos. O desânimo e a humilhação vividos pelos desempregados de longa data atestam isto: a identidade e o status social continuam a ser dominados pelo trabalho assalariado. Simplesmente, este deixou de ser o centro de gravidade da vida; ao seu lado, afirmam-se agora os ideais da vida privada, as exigências do lazer e do desenvolvimento íntimo.
Se o papel do trabalho nas nossas sociedades é insubstituível, tal se deve, também, paradoxalmente, à própria sociedade de consumo como sistema estruturado pela mercantilização quase total dos modos de vida e das experiências individuais. Nessas circunstâncias, como alcançar o bem-estar e os prazeres do lazer sem um trabalho remunerado? Dado que o número crescente de atividades humanas se encontra sob a alçada da relação comercial e que o hedonismo consumista se impõe como sistema de valor onipresente, tudo leva a crer que a corrida ao aumento das receitas tende, inevitavelmente, a prosseguir.
(...) Quando os trabalhadores se declaram favoráveis à ideia de poder trabalhar mais, isso não traduz um maior apego à norma da performance, mas uma formidável expansão do consumo e da necessidade de dinheiro que esta determina. Na sociedade de hiperconsumo, a principal preocupação do indivíduo não é superar-se, mas poder usufruir de um rendimento confortável para participar plenamente no universo das satisfações proporcionadas pelo mercado. Se alguns intelectuais e alguns grupos utópicos exaltam um modo de vida menos dependente do dinheiro e dos produtos, é pouco provável que essa sabedoria frugal triunfe ao poder sedutor das felicidades “fáceis” repetidamente anunciadas pelo universo consumista.
LIPOVETSKY, Gilles. “Trabalho e tempo livre”_In: A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, 2010. p. 227-229 – fragmento de texto adaptado.
Vocabulário de apoio: 1 yuppie: é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta.
2 performance: é um substantivo feminino com origem na língua inglesa (verbo to perform) que significa realização, feito, façanha ou desempenho. No contexto profissional, geralmente, os termos ‘polivalência’, ‘autonomia’, ‘qualidade’ são referenciais de performance.
No texto 1, NÃO se empregou a estratégia argumentativa de
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