Foram encontradas 468 questões.
- OrtografiaPontuaçãoDois-pontos
- OrtografiaPontuaçãoPonto e Vírgula
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeConectivos
- Interpretação de Textos
Texto I
Público não é gratuito
Mais uma vez, foi o Supremo Tribunal Federal a dar um passo refugado pelo Congresso. Na quarta-feira (26), 9 dos 10 ministros presentes ao pleno liberaram a cobrança de cursos de extensão por universidades públicas.
O assunto havia sido objeto de proposta de emenda constitucional que terminou rejeitada – por falta de meros quatro votos para se alcançar o quórum necessário – na Câmara dos Deputados, pouco menos de um mês atrás.
O tema chegou ao Supremo e ao Parlamento por suposto conflito entre a cobrança, corriqueira em boa parte das instituições federais e estaduais de ensino superior, e o artigo 206 da Constituição – este prevê a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.
Para o STF, cursos de extensão, como os de especialização e MBA, não se enquadram no conceito do ensino que o Estado está obrigado a prover, em condições de igualdade, para toda a população.
Seria o caso de questionar se a formação superior deve ou não figurar no escopo da educação que todo brasileiro tem direito de receber sem pagar. Parece mais sensato limitar tal exigência ao ensino básico (fundamental e médio).
O Supremo não avançou na matéria porque já firmara jurisprudência de que cursos de graduação, mestrado e doutorado estão cobertos pelo artigo 206. A desejável revisão das normas atuais, portanto, depende do Legislativo.
A educação pública, é bom lembrar, não sai de graça: todos pagamos por ela, como contribuintes. Apenas 35% dos jovens de 18 a 24 anos chegam ao nível superior, e muitos dos matriculados nas universidades públicas teriam meios para pagar mensalidades.
A resultante do sistema atual é um caso óbvio de iniquidade: pobres recebem educação básica em escolas oficiais de má qualidade e conseguem poucas vagas nas universidades públicas; estas abrigam fatia desproporcional de alunos oriundos de colégios privados, que têm seu curso superior (e futuro acesso a melhores empregos) custeado por toda a sociedade.
A exceção ora aberta para os cursos de extensão é limitada. As universidades estaduais paulistas, por exemplo, já têm mais de 30 mil pagantes matriculados nessa modalidade, mas a receita adicional assim auferida se conta em dezenas de milhões de reais por ano, contra orçamentos na casa dos bilhões.
A exceção é igualmente tímida, porque seria mais justo derrubar de vez o tabu da gratuidade e passar a cobrar – só de quem possa pagar, claro esteja – também nos cursos de graduação e pósgraduação.
(PÚBLICO não é gratuito. Folha de S. Paulo. São Paulo, 28 de abril de 2017. Editorial. Disponível em:<www.folha.uol.com.br>. Acesso em: 13 mai 2017.)
Texto II
STF decide que universidade pública pode cobrar por especialização
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta (26) que as universidades públicas podem cobrar mensalidade em curso de especialização lato sensu (como pós-graduação).
Os cursos de mestrado e doutorado (stricto sensu) continuam com gratuidade garantida.
Oito ministros seguiram o voto do relator, Edson Fachin. O ministro Marco Aurélio votou contra, e Celso de Mello não estava presente no julgamento.
A decisão tem repercussão geral, ou seja, vai para todas as instâncias do Judiciário.
Outros 51 casos estão esperando a decisão do STF.
(CASADO, Letícia; SALDAÑA, Paulo. STF decide que universidade pública pode cobrar por especialização. Folha de S. Paulo. São Paulo, 26 de abril 2017. Disponível em:<www.folha.uol.com.br>. Acesso em: 13 mai 2017.)
Considerando os textos I e II, assinale a alternativa
que apresenta afirmativa incorreta.
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Texto II
Apesar de todas as suas virtudes, a democracia não cria recursos
O homem aprende com sua própria experiência e, se for sensato, com a experiência dos outros recolhida pela história. A democracia é a melhor forma de administração das sociedades e de resolução de seus conflitos, exatamente porque proporciona a oportunidade de ela errar e se corrigir por tentativa e erro.
Na democracia, o poder incumbente é substituído, em prazo fixo, por outro escolhido livremente pelo sufrágio universal estritamente controlado para impedir que o poder econômico elimine a "paridade de poder" entre o trabalho e o capital. É essa experiência, frequentemente custosa, que pode ser amenizada pela observação das experiências de outros países.
O pressuposto daquela "paridade" é que normalmente as sociedades tendem a perseguir um sistema no qual se quer conviver com três objetivos fundamentais: 1) a plena liberdade individual; 2) uma relativa igualdade de oportunidades que controla inclusive a transmissão exagerada de riqueza intergeracional; 3) um eficiente sistema produtivo.
As sociedades hoje desenvolvidas realizaram em certo grau esses três objetivos. A "malaise" que agora as acomete é uma abusiva acumulação de riqueza. Cada vez que ela ocorreu na história, terminou ou em uma revolução pacífica sob o controle de uma liderança segura (Solon, em Atenas, 594º B.C.) ou em guerras civis fratricidas que destroem tudo para tudo recomeçar igual…
Apesar de todas as suas virtudes, a democracia não cria recursos! Nem a democracia nem qualquer outro regime! Todos os sistemas são sujeitos a restrições físicas incontornáveis e que vão sendo expandidas à medida que se realiza o desenvolvimento econômico, isto é, o aumento da produtividade do trabalho.
O PIB numa economia fechada só pode ter dois usos: o consumo, que se dissipa na subsistência material e no investimento no capital humano (saúde, educação), e o aumento do estoque de capital físico, que promove o desenvolvimento. Se não houver uma harmonização cuidadosa entre os dois, o desenvolvimento murcha e, logo depois, murcha o consumo.
Pode parecer incrível, mas tais verdades aritméticas elementares foram sistematicamente ignoradas por alguns dos mais aplaudidos expositores na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Previdência do Senado! O "enrolation" que manifestaram com a maior indignação supõe recursos infinitos, independentemente da produtividade do trabalho! Mas é pior. É apenas uma manifestação do lamentável nível a que chegamos com a análise ideológica de nossos problemas econômicos e sociais que insiste em rejeitar as evidências empíricas…
(NETTO, Antonio Delfim. Apesar de todas as suas virtudes, a
democracia não cria recursos. Folha de S. Paulo. São Paulo,
31 de maio de 2017. Disponível em: <www.folha.uol.com.br>.
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Foram necessários 10 Mil anos para a população mundial atingir 1 Bilhão de pessoas. Foi apenas necessário um século - de 1800 a 1900 - para que a população duplicasse para 2 Bilhões. No século XX, vimos este número triplicar para aproximadamente 6 Bilhões. Por isso, não é surpreendente, que muitas pessoas se preocupem com o que nos reserva o século XXI se a população mundial continuar a crescer como até aqui, chegará a níveis intoleráveis daqui a quarenta ou cinquenta anos. (GIDDENS, Antony. Sociologia. Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian, 2008.)
Assinale a alternativa que apresente as consequências desse aumento da população sobre o Meio Ambiente.
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Ferdinand Tönnies (1855 – 1936) foi um dos clássicos da sociologia alemã. Em sua obra, ele aborda a diferença entre os conceitos de comunidade (Gemeinschaft) e sociedade (Gesellschaft), fundamentais nos estudos sobre a sociabilidade na contemporaneidade.
Sobre a relação entre esses dois conceitos, marque a alternativa incorreta:
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A facilidade com que diferentes metais são oxidados varia. O Zn é oxidado por soluções aquosas de Cu2+; já a prata Ag não. Portanto, o Zn perde elétrons com mais facilidade do que Ag, sofrendo oxidação mais facilmente que a prata.
Uma série de metais dispostos em ordem decrescente de facilidade de oxidação é denominada de
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Em um laboratório, um aluno de química pipeta 9,0 ml de ácido sulfúrico de concentração 0,5 mol/L.
Faz uma mistura com 3 ml de uma solução de hidróxido de alumínio de concentração 1 mol/L.
Determine a massa de sal formada nesta reação e o reagente em excesso.
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São dadas as equações abaixo. Após o balanceamento (usando os menores números inteiros possíveis) em cada, marque a opção correta que corresponde à soma total dos valores desses coeficientes, respectivamente:
I. ...NaBiO3 + ...H2O2 + ...H2SO4 !$ \rightarrow !$ ...Na2SO4 + ...Bi2(SO4)3 + ...H2O + ...O2
II. II. …MnO4-- + ...SO32-- + ...H+ !$ \rightarrow !$ ...Mn2+ + ...SO42- + ...H2O
Opções:
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Quem pesa mais: 0,4 mol de benzeno (C6H6) ou 4,8 x 1023 moléculas de etanol (C2H5OH)?
Dados: C =12, H = 1, O = 16
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Pela Regra de Markovnikov, em uma reação de adição do cloreto de hidrogênio ao composto 3,4 dimentilpent 2 eno, qual é o produto teoricamente esperado?
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Considere as afirmativas abaixo, referentes à solubilidade desses compostos em água:
I. Formaldeído e butanona: muito solúveis.
II. Acetofenona: solúvel.
III. Benzaldeído: ligeiramente solúvel.
IV. Acetofenona: insolúvel.
V. Benzaldeído: insolúvel.
Marque a alternativa correta:
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