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Texto X, para responder à questão.
Texto e hipertexto
Além
de
se
afirmar
que
o
hipertexto
é
um
novo
espaço
de
escrita,
é
comum
ouvir-se
que
o
hipertexto
representa
uma
novidade
radical,
uma
espécie
de
novo
paradigma
de
produção
textual.
A
rigor,
ele
não
é
novo
na
concepção,
pois
sempre
existiu
como
ideia
na
tradição
ocidental;
a
novidade
está
na
tecnologia
que
permite
uma
nova
forma
de
textualidade.
O
hipertexto,
aliado
às
vantagens
da
hipermídia,
consegue
integrar
notas,
citações,
bibliografias,
referências,
imagens,
fotos
e
outros
elementos
encontrados
na
obra
impressa,
de
modo
eficaz
e
sem
a
sensação
de
que
sejam
notas,
citações
etc.
Em
suma,
subverte
os
movimentos
e
redefine
as
funções
dos
constituintes
textuais
clássicos.
Perfetti
(1996,
p.
157)
inicia
sua
análise
da
relação
entre
texto
e
hipertexto
afirmando:
“Entre
o
texto
e
o
hipertexto
está
o
hiper.”
E
então
se
indaga
“se
há
algo
mais
que
conecte
os
dois
além
de
uma
raiz
morfemática
comum”.
Em
seguida,
Perfetti
reclama
da
trivialidade
com
que
se
desenvolveram
os
estudos
sobre
o
hipertexto
e
da
falta
de
atenção
para
certas
questões
centrais.
Por
fim,
Perfetti
propõe
uma
agenda
para
o
futuro
que
constaria
na
análise
da
relação
definida
como
“relação
processo
versus
uso”
Para Perfetti, a questão central não está em discutir qual a relação entre texto e hipertexto e sim em admitir que se trata de textos.
Luiz Antônio Marcuschi. Internet: <www4.pucsp.br>.
Com
base
na
afirmação
“O
hipertexto,
aliado
às
vantagens
da
hipermídia,
consegue
integrar
notas,
citações,
bibliografias,
referências,
imagens,
fotos
e
outros
elementos
encontrados
na
obra
impressa,
de
modo
eficaz
e
sem
a
sensação
de
que
sejam
notas,
citações
etc.”,
julgue
os
itens
a
seguir.
I
Há
uma
distinção
entre
hipertexto
e
hipermídia.
O
primeiro
apresenta
uma
organização
que
abre
diferentes
caminhos
de
leitura,
e
a
segunda
é
apenas
um
conjunto
de
informações
organizadas
em
mídias
diferenciadas.
II
É
possível
afirmar
que
o
hipertexto
é
multimodal,
ou
seja,
permite
a
interação
por
meio
de
múltiplas
formas,
mas
com
lexicologia
e
terminologia
necessariamente
diferenciadas
do
texto
escrito.
III A oração “Em suma, subverte os movimentos e redefine as funções dos constituintes textuais clássicos” sintetiza o fragmento apresentado, afirmando como constituintes textuais notas, citações, bibliografias, referências, imagens, fotos e outros elementos da obra impressa.
Assinale
a
alternativa
correta.
Provas
Texto X, para responder à questão.
Texto e hipertexto
Além
de
se
afirmar
que
o
hipertexto
é
um
novo
espaço
de
escrita,
é
comum
ouvir-se
que
o
hipertexto
representa
uma
novidade
radical,
uma
espécie
de
novo
paradigma
de
produção
textual.
A
rigor,
ele
não
é
novo
na
concepção,
pois
sempre
existiu
como
ideia
na
tradição
ocidental;
a
novidade
está
na
tecnologia
que
permite
uma
nova
forma
de
textualidade.
O
hipertexto,
aliado
às
vantagens
da
hipermídia,
consegue
integrar
notas,
citações,
bibliografias,
referências,
imagens,
fotos
e
outros
elementos
encontrados
na
obra
impressa,
de
modo
eficaz
e
sem
a
sensação
de
que
sejam
notas,
citações
etc.
Em
suma,
subverte
os
movimentos
e
redefine
as
funções
dos
constituintes
textuais
clássicos.
Perfetti
(1996,
p.
157)
inicia
sua
análise
da
relação
entre
texto
e
hipertexto
afirmando:
“Entre
o
texto
e
o
hipertexto
está
o
hiper.”
E
então
se
indaga
“se
há
algo
mais
que
conecte
os
dois
além
de
uma
raiz
morfemática
comum”.
Em
seguida,
Perfetti
reclama
da
trivialidade
com
que
se
desenvolveram
os
estudos
sobre
o
hipertexto
e
da
falta
de
atenção
para
certas
questões
centrais.
Por
fim,
Perfetti
propõe
uma
agenda
para
o
futuro
que
constaria
na
análise
da
relação
definida
como
“relação
processo
versus
uso”
Para Perfetti, a questão central não está em discutir qual a relação entre texto e hipertexto e sim em admitir que se trata de textos.
Luiz Antônio Marcuschi. Internet: <www4.pucsp.br>.
O
texto
discute
a
definição
e
a
compreensão
de
hipertexto.
Assinale
a
alternativa
que
não
apresenta
uma
característica
que
determine
a
natureza
do
hipertexto
apontada
por
Marcuschi,
o
autor
do
texto.
Provas
Texto IX, para responder à questão.
Tênis branco como o paraíso. Cabelos curtos. Olhos abertos não percebendo nada. Tez branquinha como os tênis brancos como o paraíso. Deiforme, deiforme. Como um cheetos, depois outro, depois outro.
— Oi.
— Oi.
— Trouxe teu CD.
— Pego depois.
Um beijo no rosto, outro no canto da boca.
— Meus pais viajaram.
— Ah.
— ...
— Pra onde eles foram mesmo?
— Acho que pra Fortaleza. Não te falei ontem?
— Nessa época do ano?
— Tentar se acertar, acho.
— Literalmente?
— Você me entendeu.
— Sempre.
— Infernal essa coisa.
— O quê?
— Casamento. O deles.
— É.
André Leones. Hoje está um dia morto. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 47.
Assinale a alternativa incorreta com relação ao texto.
Provas
Texto IX, para responder à questão.
Tênis branco como o paraíso. Cabelos curtos. Olhos abertos não percebendo nada. Tez branquinha como os tênis brancos como o paraíso. Deiforme, deiforme. Como um cheetos, depois outro, depois outro.
— Oi.
— Oi.
— Trouxe teu CD.
— Pego depois.
Um beijo no rosto, outro no canto da boca.
— Meus pais viajaram.
— Ah.
— ...
— Pra onde eles foram mesmo?
— Acho que pra Fortaleza. Não te falei ontem?
— Nessa época do ano?
— Tentar se acertar, acho.
— Literalmente?
— Você me entendeu.
— Sempre.
— Infernal essa coisa.
— O quê?
— Casamento. O deles.
— É.
André Leones. Hoje está um dia morto. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 47.
No que diz respeito à linguagem utilizada no texto, assinale a alternativa correta.
Provas
Texto VIII, para responder à questão.
A invenção de Méliès
Martin Scorsese adora novidades, adora contar boas histórias e, principalmente, adora o cinema.
Em seu novo filme, A Invenção de Hugo Cabret, que concorre a 11 Oscars e estreia hoje no Brasil, conseguiu unir tudo isso numa comovente homenagem a um dos precursores dessa arte, o francês Georges Méliès (1861-1938).
A novidade é o 3D, que o cineasta usa pela primeira vez. “O 3D é o futuro do cinema, mas é bom lembrar que ele vem lá do passado. O próprio Méliès já buscava algo parecido no início do século XX. Na verdade, há dois minutos de um dos seus filmes, Le Cake-Walk Infernal [1903], filmados com duas câmeras simultaneamente, que já é um precursor da técnica. Ele caminhava para isso”, disse Scorsese, durante entrevista à Folha no final do ano passado em Londres.
A
boa
história
é
a
do
próprio
Méliès.
Ele
era
uma
das
pessoas
que
assistiram,
no
final
do
século
XIX,
às
primeiras
projeções
em
Paris
dos
filmetes
dos
irmãos
Auguste
e
Louis
Lumière,
que
mostravam
um
trem
em
movimento.
As
imagens
assustaram
alguns
espectadores,
mas
encantaram
Méliès
—
que,
na
época,
atuava
como
mágico.
Ele
comprou
uma
câmera,
montou
um
estúdio
e
começou
a
filmar
narrativas
que
criava
e
interpretava.
Lançou
mais
de
400
títulos,
que
misturavam
magia,
ficção
científica,
comédia
e
horror.
Fez
sucesso
até
a
eclosão
da
Primeira
Guerra
Mundial
(1914),
quando
foi
esquecido.
Ficou
desiludido,
queimou
todos
os
seus
cenários,
figurinos
e
a
maioria
dos
originais
de
seus
filmes.
E
passou
a
viver
anonimamente.
Para recontar essa história, Scorsese usou o livro de Brian Selznick, que tem o mesmo título do filme. Selznick acrescentou ficção à realidade. Criou um personagem, o próprio Hugo, um garoto órfão que vive na estação de trem Montparnasse, de Paris.
É ele que reencontra o velho cineasta, que escondia seu passado e mantinha uma lojinha de brinquedos na mesma estação. O garoto acaba sendo o responsável por seu redescobrimento, o que de fato aconteceu, pouco antes da morte de Méliès.
In: Folha de S. Paulo. Caderno Ilustrado, 17/2/2012
É
correto
afirmar
que
o
texto
é
predominantemente
Provas
Texto VIII, para responder à questão.
A invenção de Méliès
Martin Scorsese adora novidades, adora contar boas histórias e, principalmente, adora o cinema.
Em seu novo filme, A Invenção de Hugo Cabret, que concorre a 11 Oscars e estreia hoje no Brasil, conseguiu unir tudo isso numa comovente homenagem a um dos precursores dessa arte, o francês Georges Méliès (1861-1938).
A novidade é o 3D, que o cineasta usa pela primeira vez. “O 3D é o futuro do cinema, mas é bom lembrar que ele vem lá do passado. O próprio Méliès já buscava algo parecido no início do século XX. Na verdade, há dois minutos de um dos seus filmes, Le Cake-Walk Infernal [1903], filmados com duas câmeras simultaneamente, que já é um precursor da técnica. Ele caminhava para isso”, disse Scorsese, durante entrevista à Folha no final do ano passado em Londres.
A
boa
história
é
a
do
próprio
Méliès.
Ele
era
uma
das
pessoas
que
assistiram,
no
final
do
século
XIX,
às
primeiras
projeções
em
Paris
dos
filmetes
dos
irmãos
Auguste
e
Louis
Lumière,
que
mostravam
um
trem
em
movimento.
As
imagens
assustaram
alguns
espectadores,
mas
encantaram
Méliès
—
que,
na
época,
atuava
como
mágico.
Ele
comprou
uma
câmera,
montou
um
estúdio
e
começou
a
filmar
narrativas
que
criava
e
interpretava.
Lançou
mais
de
400
títulos,
que
misturavam
magia,
ficção
científica,
comédia
e
horror.
Fez
sucesso
até
a
eclosão
da
Primeira
Guerra
Mundial
(1914),
quando
foi
esquecido.
Ficou
desiludido,
queimou
todos
os
seus
cenários,
figurinos
e
a
maioria
dos
originais
de
seus
filmes.
E
passou
a
viver
anonimamente.
Para recontar essa história, Scorsese usou o livro de Brian Selznick, que tem o mesmo título do filme. Selznick acrescentou ficção à realidade. Criou um personagem, o próprio Hugo, um garoto órfão que vive na estação de trem Montparnasse, de Paris.
É ele que reencontra o velho cineasta, que escondia seu passado e mantinha uma lojinha de brinquedos na mesma estação. O garoto acaba sendo o responsável por seu redescobrimento, o que de fato aconteceu, pouco antes da morte de Méliès.
In: Folha de S. Paulo. Caderno Ilustrado, 17/2/2012
Assinale
a
alternativa
em
que
o(s)
termo(s)
destacado(s)
em
negrito
não
se
refere(m)
a
George
Méliès,
um
dos
pioneiros
da
história
do
cinema.
Provas
Texto VII, para responder à questão.
Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça se você não passa no morro
Já estou pedindo que
Passe um tempo, passe lá
Passo mal com os meus lençóis
Passe agora, passe enfim
Um momento pra ficarmos sós
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Marisa Monte. Internet: <www.letras.com.br>.
Há, no texto, a repetição de diversas palavras com objetivos diferentes. Considerando essa informação, assinale a alternativa correta.
Provas
Texto VII, para responder à questão.
Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça se você não passa no morro
Já estou pedindo que
Passe um tempo, passe lá
Passo mal com os meus lençóis
Passe agora, passe enfim
Um momento pra ficarmos sós
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Marisa Monte. Internet: <www.letras.com.br>.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Provas
Provavelmente não é inútil, nessa fase, lembrar a conduta que vai nos servir de referência, isto é, a do linguista russo Roman Jakobson, que declarou: “A linguagem deve ser estudada em toda a variedade de suas funções.” Para isso, Jakobson propõe “um apanhado sumário relativo aos fatores constitutivos de qualquer processo linguístico, de qualquer ato de comunicação verbal” e elabora o famoso esquema de seis polos dos “fatores inalienáveis” da comunicação verbal, que em seguida foi retomado como esquema de base dos fatores constitutivos de qualquer ato de comunicação, e também da comunicação visual, é claro: emissor / mensagem / receptor / contexto / contato / código.
Qualquer
mensagem
exige,
em
primeiro
lugar,
um
contexto,
também
chamado
referente,
ao
qual
remete;
em
seguida,
exige
um
código
pelo
menos
em
parte
comum
ao
emissário
e
ao
destinatário;
também
precisa
de
um
contato,
canal
físico
entre
os
protagonistas,
que
permita
estabelecer
e
manter
a
comunicação.
O que Jakobson nos diz em seguida é que cada um desses seis fatores dá origem a uma função linguística diferente, conforme a mensagem vise a um ou a outro dos fatores.
Martine Joly. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2010, p.56.
Assinale
a
alternativa
que
apresenta
reescritura
correta
do
trecho:
“e
elabora
o
famoso
esquema
de
seis
polos
dos
‘fatores
inalienáveis’
da
comunicação
verbal,
que
em
seguida
foi
retomado
como
esquema
de
base
dos
fatores
constitutivos
de
qualquer
ato
de
comunicação,
e
também
da
comunicação
visual”.
Provas
Texto VI, para responder à questão.
Provavelmente não é inútil, nessa fase, lembrar a conduta que vai nos servir de referência, isto é, a do linguista russo Roman Jakobson, que declarou: “A linguagem deve ser estudada em toda a variedade de suas funções.” Para isso, Jakobson propõe “um apanhado sumário relativo aos fatores constitutivos de qualquer processo linguístico, de qualquer ato de comunicação verbal” e elabora o famoso esquema de seis polos dos “fatores inalienáveis” da comunicação verbal, que em seguida foi retomado como esquema de base dos fatores constitutivos de qualquer ato de comunicação, e também da comunicação visual, é claro: emissor / mensagem / receptor / contexto / contato / código.
Qualquer
mensagem
exige,
em
primeiro
lugar,
um
contexto,
também
chamado
referente,
ao
qual
remete;
em
seguida,
exige
um
código
pelo
menos
em
parte
comum
ao
emissário
e
ao
destinatário;
também
precisa
de
um
contato,
canal
físico
entre
os
protagonistas,
que
permita
estabelecer
e
manter
a
comunicação.
O que Jakobson nos diz em seguida é que cada um desses seis fatores dá origem a uma função linguística diferente, conforme a mensagem vise a um ou a outro dos fatores.
Martine Joly. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2010, p.56.
Considerando
ideias
expressas
do
texto,
assinale
a
alternativa
cuja
relação
fator
–
função
linguística
esteja
incorreta.
Provas
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