Foram encontradas 748 questões.
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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Com base na tabela, que apresenta os salários de uma determinada empresa, assinale a alternativa correta.
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Um belo dia, tive a felicidade de flagrar um instante de
poesia, em que meninos empinavam uma inusitada pipa: dois
pássaros em seu voo. Nas mãos, o gesto de puxar a linha
invisível que os fazia “donos” do voo do pássaro...
De repente, a bronca de uma mulher brava me
devolveu ao chão:
— Cuidado, menino, sai da rua!
E eu comecei a pensar no significado da palavra
cuidado.
Estampada em placas ou usada em nosso cotidiano,
a palavra mostra-se mais com o sentido de mantenha
distância! Mas, e o cuidado da dedicação, atenção especial,
em que houve aprimoramento, aplicação na execução, o
bem-feito de que fala o dicionário? Da raiz latina agitar no
espírito, remoer no pensamento, meditar, pensar, conceber,
preparar...
Num desses dias em que nosso coração está mais
cinza, e a chuva cai pelos nossos olhos e não pelas nuvens,
recebi o cuidado de algumas amigas. Eu me sentia de alma
rasgada, de forças exauridas, e foi tão bom receber tantos
cuidados! Penso que a vida deve estar meio alquebrada,
arranhada, machucada por tanta aridez humana, tanta
ganância e egoísmo, tanto isolamento e individualismo. Ela,
vida, que é da cooperação; ela, que tece uma floresta, vê-se
atropelada por tanta competição! A vida precisa de nossos
cuidados, de nosso carinho, atenção, de atitudes cuidadosas.
Entendo por vida todo esse imenso conjunto de seres,
lugares e relações do qual nós fazemos parte. Essa vida
merece cuidados. Mas por onde começar?!
Uma dica é partir daquilo que você acha que precisa
melhorar, seja nas relações com as pessoas, consigo
mesmo, com um lugar, uma questão social, um desafio
educacional... Convém sempre trabalhar a favor do que se
quer, e não contra o que não se quer. Ao invés de combater
o egoísmo, ser cada vez mais amoroso e cuidadoso. A feiura
de um lugar pode ser canteiro de flores!
Meu avô dizia: “Quando você sair de um lugar, deverá
deixá-lo igual ou melhor do que estava; nunca pior!” Esse
gesto simples pode transformar profundamente a maneira de
nos relacionarmos com um ambiente: sala de aula, jardim,
pátio, praça, por exemplo. E se, ao chegarmos a um lugar,
percebemos que as pessoas o deixaram pior, não devemos
desanimar. Ao contrário do “ninguém faz, então não vou
fazer”, é nesses momentos que fortalecemos a vontade de
semear a ideia-atitude de cuidado. Não fosse o tempo em
que aquele pequeno arbusto resistiu à secura e ao calor do
sol, toda aquela floresta não seria possível!
Não importa em que fase do “reflorestamento”
estamos, já que muitos demorarão a despertar para as
ideias-atitudes de cuidado. O importante é fortalecermos
essa ideia, sabendo que sua atitude de cuidado com a vida,
aparentemente pequena e sem importância, é fundamental
para a criação de um ambiente de transformação.
Então, vamos lançar sementes-ações e
sementes-ideias que transformem as paisagens da atual
secura humana? Vamos ser-tão cuidadosos com a vida e
florestar corações?
Adriana Fortes. Cuidados com a vida. In: 7.º Concurso Cultural Eco Ler é preciso. Biblioteca Virtual Eco Futuro, 2010 (com adaptações).
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A violência intrafamiliar e institucional sempre afetou a
saúde e a qualidade de vida de milhares de crianças e jovens
no Brasil. Em nosso país, formas agressivas e cruéis de se
relacionar são frequentemente usadas por pais, educadores
e responsáveis por abrigos ou internatos como estratégias
para educar e para corrigir erros de comportamento de
crianças e adolescentes. Mas está reconhecido
cientificamente que essa mentalidade e esse tipo de atuação,
além de serem contraproducentes, são nocivos. Bater, ferir,
violar, menosprezar, negligenciar e abusar são verbos que
não devem ser usados no trato da infância e da adolescência
por vários motivos:
• muitos estudos mostram que a violência, da qual a
pessoa é vítima nos primeiros anos de vida, deixa sequelas
por toda a existência;
• a criança e o jovem não são objeto ou propriedade dos
pais ou de qualquer adulto; e sim, sujeitos de direitos
especiais reconhecidos pela Constituição brasileira e pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);
• essa violência que ocorre silenciosamente dentro das
famílias e na sociedade, como se fosse um fenômeno banal,
é potencializadora da violência social em geral;
• as pessoas vítimas de violência na infância podem
repeti-la quando se tornam adultas, especialmente com seus
próprios filhos ou com outras crianças e adolescentes com os
quais se relacionam socialmente.
Enfim, quando a violência é uma forma de relação que
se estabelece no interior das famílias ou na convivência
social, é preciso denunciá-la e “desnaturalizá-la”, tratando-a
como um problema a ser resolvido, buscando formas
“civilizadas” de trabalhar com os conflitos. Nunca é demais
lembrar que os conflitos são normais e até desejáveis na
sociedade, pois indicam a pluralidade de visões, de desejos e
projetos. O mal, portanto, não está em expressá-los, mas em
suprimir a oportunidade do debate, do diálogo e do exercício
da tolerância. No caso das crianças e dos adolescentes,
geralmente os pais, responsáveis e adultos tendem a acabar
com as divergências de ideias e de comportamentos e com o
conflito de gerações por meio da dominação adultocêntrica,
da imposição de sua vontade, ou por meio de gestos e ações
violentos.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Notificação de maus-tratos contra crianças e adolescentes pelos profissionais de saúde: um passo a mais na cidadania em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002, p. 10-1 (com adaptações).
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Haveria preservação do sentido original e da correção gramatical caso se substituísse
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O Google sabe mais sobre você do que a sua mãe. O
Google sabe mais sobre você do que qualquer outra pessoa
ou empresa no mundo. E não é difícil entender por quê.
Diariamente você entra no Google Search e digita o que está
procurando: receita de estrogonofe, sexo, amigos de infância,
pizzaria com serviço delivery, hotéis baratos, programação
de cinema de sua cidade, últimas tolices de alguém famoso,
qualquer coisa.
Pelo Gmail ou Google Talk, você mantém contato com
seus amigos e parentes. Amenidades ou indiscrições da sua
vida pessoal ficam à disposição no Blogger, na rede de
relacionamentos Orkut ou nos álbuns de fotografia do Picasa.
No Google Latitude, você consegue localizar seus
companheiros em qualquer canto do planeta. Já o Google
Maps e o Google Earth ajudam você a chegar ao outro lado
da cidade — ou do mundo. Sem contar os vídeos do
YouTube, capazes de elevar um anônimo ao superestrelato
global em questão de horas, a exemplo da cantora escocesa
Susan Boyle. Tem ainda o Google Health, dedicado a cuidar
da sua saúde; o Books, com um arquivo impressionante de
livros e revistas digitalizados; o Scholar, que reúne artigos
científicos; e o Translate, capaz de traduzir sites inteiros em
idiomas, entre outras dezenas de serviços, digamos,
menores.
Faça as contas: todos os dias, 65% dos cerca de 1,
bilhão de usuários da Internet no mundo utilizam uma — ou
algumas — das ferramentas oferecidas pelo Google. Trata-se
do site mais visitado da Web. São 40 bilhões de buscas por
mês. Diariamente, seus computadores processam mais de
petabytes de dados, ou seja, a capacidade média de
armazenamento de cerca de 170 mil PCs iguais ao que você
tem em casa. No primeiro trimestre deste ano, o Google
registrou um lucro recorde de US$ 1,42 bilhão. Fechou o ano
de 2008 valendo no mercado US$ 86 bilhões. Se a Internet
fosse o mundo, e o Google, um governo prestando serviços a
esta população de mais de 1 bilhão, ele seria o terceiro país
do planeta em população, mais que o triplo dos EUA,
perdendo apenas para a Índia e a China.
Na Googlelândia, a liberdade é plena, porém vigiada.
A empresa registra tudo o que escrevem, o que fazem e o
que compram seus usuários. Mas o lema oficial da
companhia é “Não faça o mal”: segundo o Google, quando o
sistema vasculha as mensagens do Gmail, por exemplo, é
para oferecer a você as propagandas que mais possam
interessá-lo. Se todas as buscas e cliques que um indivíduo
faz são registrados, é porque assim o Google aprende a
responder melhor.
“Acredito que eles sigam seu lema de que não farão o
mal”, diz Howard Rheingold, autor do livro A Comunidade
Virtual e um dos mais respeitados pensadores do Vale do
Silício. “O Google é uma empresa de capital aberto. No dia
em que quebrar a confiança de seus usuários, suas ações
despencam”. São as leis de mercado, pois, que mantêm uma
empresa como o Google bem comportada.
In: Galileu, jun./2009, edição 215 (com adaptações).
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Em um determinado posto de gasolina, um antigo
cliente do posto, um médico chamado Antônio, encheu o
tanque e esqueceu-se de assinar o cheque. O frentista que
achou o problema terminou o seu turno de trabalho e disse
ao próximo frentista que estava entrando:
— Amigo, preste atenção numa coisa que vou lhe
dizer. O cheque deste Antônio está com problema. Se ele
vier ao posto, fale com ele.
O tempo passou, e esse frentista também terminou o
seu turno e passou a mensagem ao próximo frentista (que
estava entrando). Só que não fez uma narração do fato, ele
(como muitos de nós) fez a sua interpretação dos fatos.
Disse:
— Oh, Dito, um tal de Antônio deu um cheque sem
fundo aqui no posto. Se ele aparecer por aqui, pegue-o e
faça pagar o cheque.
O que essa frase indica? Que o frentista fez uma
dedução própria dos fatos: se o cheque “estava com
problemas”, então era porque “estava sem fundo”.
A situação no posto prosseguiu e só foi piorando. De
frentista para frentista, a estória corria, cada vez com uma
dedução a mais. A última versão era:
— Estou sabendo que o traficante Toninho do pó deu
um golpe no posto. Se ele aparecer por aqui, chame a
polícia, e lembre: ele é muito perigoso.
Autoria desconhecida.
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- OrtografiaProblemas da Norma Culta
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
O espírito de cuidador garante ao ser humano uma
habilidade maior de ser cuidador de si, podendo ser capaz de
se alimentar, manter-se saudável, procurar seus amores, se
dar prazer. E o que é esperado de uma boa educação é que
possamos ajudar as crianças a desenvolver o espírito de
amor-próprio e amor pelo outro, que lhes garanta condições
de encontrar um estado especial de bem-estar. Um bom
exemplo disso é o momento em que introduzimos os
alimentos na vida de nossos filhos. Nas populações mais
antigas, as mulheres mastigam e dão os alimentos retirados
da própria boca a seus filhos. Há tanto carinho em preparar
esses alimentos para que seus filhos consigam saboreá-los,
e devemos lembrar que, para uma criança, os alimentos são
percebidos como pedaços do mundo que são engolidos.
Como se cada cor, cada textura, cada temperatura
proporcionasse uma incrível viagem sensorial refletindo um
ensinamento de que podemos ser amorosos conosco e com
os alimentos, respeitando o que colocamos para dentro de
nós, tendo prazer em nos alimentar — como seres que vivem
e sobrevivem graças à Terra, que nos dá alimentos, água e
ar, e com isso aprendemos a amar e a respeitar o lugar onde
vivemos para que possamos alcançar nossas mais nobres
metas como humanos.
Os cuidados ensinados às crianças de como lavar o
corpo é outro bom exemplo. É uma experiência deliciosa
deixarmos o convívio com o ar e partirmos para o mundo das
águas. A imersão é uma experiência regressiva uterina
prazerosa por si e, quando acompanhada de um toque
amoroso cedido pelos pais e cuidadores, pode ser um dos
melhores momentos do dia. Banhos feitos em balde para
recém-nascidos proporcionam uma leveza corporal na água
que trazem imediatamente a memória corporal da vida
intrauterina. Quanto prazer para esse bebê!
Poder viver em paz com o ar, a terra, o fogo e a
água... Tão simples, tão especial e, muitas vezes, tão difícil.
Quando os cuidadores apresentam um mundo de belezas e
respeito ao poder desses quatro elementos, com certeza a
vida da criança poderá ser mais fácil e gostosa. A magia está
em poder lidar com habilidade com eles todos. E é natural
que as crianças queiram explorá-los e conquistá-los.
Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa. Cuidados com a vida. In: 7.º Concurso Cultural Eco – Ler é preciso. Biblioteca Virtual Eco Futuro, 2010 (com adaptações).
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Quantas pessoas passam fome no mundo e onde a
maioria delas vive? Quais são os efeitos da desnutrição
sobre a mente e o corpo, e o que podemos fazer para ajudar
essas pessoas? O Programa Mundial de Alimentos
(PMA) preparou uma lista com fatos essenciais para
entender por que a fome é um grave problema que o mundo
enfrenta hoje.
1. Aproximadamente 925 milhões de pessoas no
mundo não comem o suficiente para serem consideradas
saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no
planeta vai para a cama com fome todas as noites.
2. Bem mais que a metade dos famintos do
mundo — cerca de 578 milhões de pessoas — vivem na Ásia
e na região do Pacífico. A África responde por pouco mais de
um quarto da população com fome do mundo.
3. A fome é o número um na lista dos 10 maiores
riscos para a saúde, porque ela mata mais pessoas
anualmente do que AIDS, malária e tuberculose juntas.
4. Um terço das mortes entre crianças menores de
cinco anos de idade nos países em desenvolvimento está
ligado à desnutrição.
5. Os primeiros 1.000 dias da vida de uma criança,
desde a gravidez até os dois anos de idade, são a janela
crítica para combater a desnutrição. Uma dieta adequada
nesse período pode protegê-las contra o nanismo mental e
físico, duas consequências da desnutrição.
6. Mães desnutridas muitas vezes dão à luz bebês
abaixo do peso. Essas crianças têm 20% mais probabilidade
de morrer antes dos cinco anos de idade. Cerca de
milhões de crianças nascem abaixo do peso a cada ano.
7. Em 2050, as alterações climáticas e os padrões
climáticos irregulares levarão mais de 24 milhões de crianças
à fome. Quase metade dessas crianças vive na África
Subsaariana.
A fome é um grande problema solucionável que o
mundo enfrenta hoje. Vejamos por quê:
1. Embora o número de pessoas com fome tenha
aumentado, na comparação com o percentual da população
mundial, a fome na verdade caiu de 37% da população
em 1969 para pouco mais de 16% da população em 2010.
2. Custa apenas 25 centavos de dólar por dia
alimentar uma criança com todas as vitaminas e os nutrientes
de que ela precisa para crescer saudável.
Internet: www.onu.org.br (com adaptações). Acesso em 4/1/20
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