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Foram encontradas 748 questões.

320603 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

O texto é um recorte de uma matéria publicada na revista Época, em fevereiro de 2012. O trecho a seguir foi adaptado e também faz parte dessa mesma matéria.

“A banalidade e a efemeridade sempre fizeram parte da condição humana”, diz o filósofo Luiz Felipe Pondé. A internet só escancarou essa debilidade. Acredita Pondé que a exposição extrema nas redes sociais tem mais a ver com narcisismo do que com qualquer nova noção de privacidade. “As pessoas escrevem besteiras no Facebook para serem vistas. É só uma questão de autoestima”, diz ele.

Nas alternativas a seguir, há argumentos retirados do texto em estudo. Assinale aquela cujo argumento não serve como respaldo à conclusão do filósofo Luiz Felipe Pondé.

 

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O conhecimento não está mais no cérebro das

pessoas, mas na rede que interliga os indivíduos pensantes.

Essa é a polêmica tese defendida pelo norte-americano

David Weinberger, da Universidade de Harvard, no livro Too

Big to Know (Grande demais para ser entendido), que acaba

de ser lançado no mercado.

Noutras palavras, o que Weinberger sugere é que não

é mais possível separar os indivíduos das estruturas de

interatividade. A cultura tradicional baseia-se no fato de que o

conhecimento bem como a sabedoria são atributos

exclusivamente humanos, embora se expressem por meio de

escritos, imagens ou sons.

Na era digital e da avalancha informativa, o volume de

conhecimento ganhou proporções ciclópicas e já não pode

mais ser administrado apenas por mentes privilegiadas. O

binômio homem/rede seria a alternativa para processar os

1,27 zetabytes de informação que são atualmente publicados

na Web a cada 12 meses. É o equivalente a 600 quatrilhões

de páginas datilografadas, ou uma quantidade de

documentos 84 milhões de vezes maior que todo o acervo da

Biblioteca do Congresso dos EUA (a maior do mundo).

Cada ser humano teria de ler, por ano, 100 milhões de

páginas datilografadas de 30 linhas para dar conta de tudo o

que é produzido no planeta em matéria de informação. Uma

tarefa impraticável porque significaria ler 11.415 páginas por

hora, dia e noite sem parar, ou 190 por minuto.

Esses números indicam que a mente humana já não é

mais materialmente capaz de dar conta da absorção de tal

quantidade de dados usando apenas os cinco sentidos. Esse

conhecimento, por motivos óbvios, não está mais apenas no

cérebro humano. Ele está também nas redes virtuais que

interconectam os cérebros humanos e disponibilizam os

dados, as informações e os conhecimentos procurados.

Um sábio já não chega a essa condição apenas

absorvendo informação, mas participando de redes. Sem

elas, não passaria de um ser comum.

E se Weinberger estiver certo, a tecnologia torna-se

ainda mais relevante para o conhecimento humano, porque

sem ela até as redes acabarão sendo soterradas pela

avalancha informativa que não para de crescer. Só o material

produzido por empresas, governos, escolas e universidades,

tanto em papel como em formato digital, cresce ao

vertiginoso ritmo de 65% ao ano. Usando o cálculo feito pelo

estudo The Age of Exabytes, em 2013 teríamos de ler quase

mil páginas por hora, ou 316 por minuto.

Se formos pensar em termos de notícias, fica claro,

sem precisar fazer exercícios matemáticos, que é impossível

a um ser humano se dizer bem informado hoje em dia se não

estiver conectado a uma ou mais redes. Não dá para ler

quatro edições completas de um grande jornal em um

minuto.

Internet: http://observatoriodaimprensa.com.br (com adaptações). Acesso em 13/2/2012.

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto com preservação da correção gramatical e do sentido original.

 

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320601 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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O espírito de cuidador garante ao ser humano uma

habilidade maior de ser cuidador de si, podendo ser capaz de

se alimentar, manter-se saudável, procurar seus amores, se

dar prazer. E o que é esperado de uma boa educação é que

possamos ajudar as crianças a desenvolver o espírito de

amor-próprio e amor pelo outro, que lhes garanta condições

de encontrar um estado especial de bem-estar. Um bom

exemplo disso é o momento em que introduzimos os

alimentos na vida de nossos filhos. Nas populações mais

antigas, as mulheres mastigam e dão os alimentos retirados

da própria boca a seus filhos. Há tanto carinho em preparar

esses alimentos para que seus filhos consigam saboreá-los,

e devemos lembrar que, para uma criança, os alimentos são

percebidos como pedaços do mundo que são engolidos.

Como se cada cor, cada textura, cada temperatura

proporcionasse uma incrível viagem sensorial refletindo um

ensinamento de que podemos ser amorosos conosco e com

os alimentos, respeitando o que colocamos para dentro de

nós, tendo prazer em nos alimentar — como seres que vivem

e sobrevivem graças à Terra, que nos dá alimentos, água e

ar, e com isso aprendemos a amar e a respeitar o lugar onde

vivemos para que possamos alcançar nossas mais nobres

metas como humanos.

Os cuidados ensinados às crianças de como lavar o

corpo é outro bom exemplo. É uma experiência deliciosa

deixarmos o convívio com o ar e partirmos para o mundo das

águas. A imersão é uma experiência regressiva uterina

prazerosa por si e, quando acompanhada de um toque

amoroso cedido pelos pais e cuidadores, pode ser um dos

melhores momentos do dia. Banhos feitos em balde para

recém-nascidos proporcionam uma leveza corporal na água

que trazem imediatamente a memória corporal da vida

intrauterina. Quanto prazer para esse bebê!

Poder viver em paz com o ar, a terra, o fogo e a

água... Tão simples, tão especial e, muitas vezes, tão difícil.

Quando os cuidadores apresentam um mundo de belezas e

respeito ao poder desses quatro elementos, com certeza a

vida da criança poderá ser mais fácil e gostosa. A magia está

em poder lidar com habilidade com eles todos. E é natural

que as crianças queiram explorá-los e conquistá-los.

Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa. Cuidados com a vida. In: 7.º Concurso Cultural Eco – Ler é preciso. Biblioteca Virtual Eco Futuro, 2010 (com adaptações).

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto com preservação da correção gramatical e do sentido original.
 

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320600 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A violência intrafamiliar e institucional sempre afetou a

saúde e a qualidade de vida de milhares de crianças e jovens

no Brasil. Em nosso país, formas agressivas e cruéis de se

relacionar são frequentemente usadas por pais, educadores

e responsáveis por abrigos ou internatos como estratégias

para educar e para corrigir erros de comportamento de

crianças e adolescentes. Mas está reconhecido

cientificamente que essa mentalidade e esse tipo de atuação,

além de serem contraproducentes, são nocivos. Bater, ferir,

violar, menosprezar, negligenciar e abusar são verbos que

não devem ser usados no trato da infância e da adolescência

por vários motivos:

• muitos estudos mostram que a violência, da qual a

pessoa é vítima nos primeiros anos de vida, deixa sequelas

por toda a existência;

• a criança e o jovem não são objeto ou propriedade dos

pais ou de qualquer adulto; e sim, sujeitos de direitos

especiais reconhecidos pela Constituição brasileira e pelo

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);

• essa violência que ocorre silenciosamente dentro das

famílias e na sociedade, como se fosse um fenômeno banal,

é potencializadora da violência social em geral;

• as pessoas vítimas de violência na infância podem

repeti-la quando se tornam adultas, especialmente com seus

próprios filhos ou com outras crianças e adolescentes com os

quais se relacionam socialmente.

Enfim, quando a violência é uma forma de relação que

se estabelece no interior das famílias ou na convivência

social, é preciso denunciá-la e “desnaturalizá-la”, tratando-a

como um problema a ser resolvido, buscando formas

“civilizadas” de trabalhar com os conflitos. Nunca é demais

lembrar que os conflitos são normais e até desejáveis na

sociedade, pois indicam a pluralidade de visões, de desejos e

projetos. O mal, portanto, não está em expressá-los, mas em

suprimir a oportunidade do debate, do diálogo e do exercício

da tolerância. No caso das crianças e dos adolescentes,

geralmente os pais, responsáveis e adultos tendem a acabar

com as divergências de ideias e de comportamentos e com o

conflito de gerações por meio da dominação adultocêntrica,

da imposição de sua vontade, ou por meio de gestos e ações

violentos.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Notificação de maus-tratos contra crianças e adolescentes pelos profissionais de saúde: um passo a mais na cidadania em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002, p. 10-1 (com adaptações).

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto com preservação da correção gramatical e do sentido original.

 

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320599 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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Por que motivo você liga o computador e acessa a

Internet? Pesquisa realizada pela agência americana Pew

Research Center concluiu que mais da metade dos jovens

fica on-line sem razão nenhuma, apenas para passar o

tempo. Entre os entrevistados de 18 a 29 anos, 53% se

encontram nessa situação.

O estudo descobriu que a quantidade de tempo que a

pessoa passa navegando na Web sem fazer nada está

relacionada à idade. Apenas 12% dos internautas maiores de

anos disseram que, no dia anterior à pesquisa, ligaram o

computador por nenhuma razão. Entre os entrevistados

de 50 a 64 anos, 27% declararam a mesma coisa.

Em termos gerais, 58% dos 2.260 entrevistados

afirmaram usar a Internet às vezes apenas para passar o

tempo ou divertir-se. A pesquisa, porém, não definiu quais

atividades se encaixam no termo “divertir-se”.

Internet: http://revistagalileu.globo.com (com adaptações). Acesso em 3/1/2012.

O texto permaneceria correto gramaticalmente e preservaria o sentido original com a substituição de
 

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O conhecimento não está mais no cérebro das

pessoas, mas na rede que interliga os indivíduos pensantes.

Essa é a polêmica tese defendida pelo norte-americano

David Weinberger, da Universidade de Harvard, no livro Too

Big to Know (Grande demais para ser entendido), que acaba

de ser lançado no mercado.

Noutras palavras, o que Weinberger sugere é que não

é mais possível separar os indivíduos das estruturas de

interatividade. A cultura tradicional baseia-se no fato de que o

conhecimento bem como a sabedoria são atributos

exclusivamente humanos, embora se expressem por meio de

escritos, imagens ou sons.

Na era digital e da avalancha informativa, o volume de

conhecimento ganhou proporções ciclópicas e já não pode

mais ser administrado apenas por mentes privilegiadas. O

binômio homem/rede seria a alternativa para processar os

1,27 zetabytes de informação que são atualmente publicados

na Web a cada 12 meses. É o equivalente a 600 quatrilhões

de páginas datilografadas, ou uma quantidade de

documentos 84 milhões de vezes maior que todo o acervo da

Biblioteca do Congresso dos EUA (a maior do mundo).

Cada ser humano teria de ler, por ano, 100 milhões de

páginas datilografadas de 30 linhas para dar conta de tudo o

que é produzido no planeta em matéria de informação. Uma

tarefa impraticável porque significaria ler 11.415 páginas por

hora, dia e noite sem parar, ou 190 por minuto.

Esses números indicam que a mente humana já não é

mais materialmente capaz de dar conta da absorção de tal

quantidade de dados usando apenas os cinco sentidos. Esse

conhecimento, por motivos óbvios, não está mais apenas no

cérebro humano. Ele está também nas redes virtuais que

interconectam os cérebros humanos e disponibilizam os

dados, as informações e os conhecimentos procurados.

Um sábio já não chega a essa condição apenas

absorvendo informação, mas participando de redes. Sem

elas, não passaria de um ser comum.

E se Weinberger estiver certo, a tecnologia torna-se

ainda mais relevante para o conhecimento humano, porque

sem ela até as redes acabarão sendo soterradas pela

avalancha informativa que não para de crescer. Só o material

produzido por empresas, governos, escolas e universidades,

tanto em papel como em formato digital, cresce ao

vertiginoso ritmo de 65% ao ano. Usando o cálculo feito pelo

estudo The Age of Exabytes, em 2013 teríamos de ler quase

mil páginas por hora, ou 316 por minuto.

Se formos pensar em termos de notícias, fica claro,

sem precisar fazer exercícios matemáticos, que é impossível

a um ser humano se dizer bem informado hoje em dia se não

estiver conectado a uma ou mais redes. Não dá para ler

quatro edições completas de um grande jornal em um

minuto.

Internet: http://observatoriodaimprensa.com.br (com adaptações). Acesso em 13/2/2012.

Assinale a alternativa que interpreta adequadamente ideias do texto.

 

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320597 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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No Brasil, algumas práticas de crueldade com animal,

como as rinhas de galo e a farra do boi, são consideradas

ilegais e punidas com cadeia. Mas há um tipo de violência

contra bichos quase ignorada pelas autoridades e pela

Justiça: os maus-tratos contra cães, gatos e outros animais

de estimação.

Um caso que ficou bastante conhecido foi um vídeo

publicado na Internet em 14 de dezembro de 2011,

mostrando um pequeno cão yorkshire espancado por uma

mulher em Formosa, no interior de Goiás. A violência foi

presenciada por uma criança pequena, supostamente a filha

da agressora. Segundo a polícia, o cão morreu. Também os

casos de Titã, enterrado vivo em Novo Horizonte, e Lobo, o

rottweiler que morreu depois de ser amarrado a um carro e

arrastado pelo próprio dono em Piracicaba, ambos em São

Paulo, chamaram atenção. Infelizmente, esses não são

episódios isolados.

No canil que Claudia Demarchi, presidente da ONG

Clube dos Vira-Latas, de Ribeirão Pires, coordena há sete

anos, ela cuida de aproximadamente 500 cães. Entre eles há

vários “Titãs” e “Lobos”, animais mutilados e traumatizados

pela crueldade dos homens.

O cão Toni, por exemplo, foi arrastado pelo dono, tal

como Lobo. Ele perdeu parte da pata esquerda e, há um ano,

recebe tratamento no Clube dos Vira-Latas. O pitbull

Ezequiel teve as duas patas dianteiras quebradas e os olhos

queimados com cigarro. Brutos ficou 11 anos amarrado a

uma corda de pouco mais de um metro na laje de casa.

Quando foi resgatado com apoio da polícia, mal conseguia

andar. A mascote do lugar, Fraldinha, foi jogada em um rio

com a coluna quebrada. Hoje, ela se locomove com o auxílio

de uma cadeira de rodas.

Internet: http://veja.abril.com.br (com adaptações).

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto em que o sentido está preservado.
 

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320596 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

Assinale a alternativa que interpreta adequadamente ideias do texto.

 

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320595 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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O Google sabe mais sobre você do que a sua mãe. O

Google sabe mais sobre você do que qualquer outra pessoa

ou empresa no mundo. E não é difícil entender por quê.

Diariamente você entra no Google Search e digita o que está

procurando: receita de estrogonofe, sexo, amigos de infância,

pizzaria com serviço delivery, hotéis baratos, programação

de cinema de sua cidade, últimas tolices de alguém famoso,

qualquer coisa.

Pelo Gmail ou Google Talk, você mantém contato com

seus amigos e parentes. Amenidades ou indiscrições da sua

vida pessoal ficam à disposição no Blogger, na rede de

relacionamentos Orkut ou nos álbuns de fotografia do Picasa.

No Google Latitude, você consegue localizar seus

companheiros em qualquer canto do planeta. Já o Google

Maps e o Google Earth ajudam você a chegar ao outro lado

da cidade — ou do mundo. Sem contar os vídeos do

YouTube, capazes de elevar um anônimo ao superestrelato

global em questão de horas, a exemplo da cantora escocesa

Susan Boyle. Tem ainda o Google Health, dedicado a cuidar

da sua saúde; o Books, com um arquivo impressionante de

livros e revistas digitalizados; o Scholar, que reúne artigos

científicos; e o Translate, capaz de traduzir sites inteiros em

idiomas, entre outras dezenas de serviços, digamos,

menores.

Faça as contas: todos os dias, 65% dos cerca de 1,

bilhão de usuários da Internet no mundo utilizam uma — ou

algumas — das ferramentas oferecidas pelo Google. Trata-se

do site mais visitado da Web. São 40 bilhões de buscas por

mês. Diariamente, seus computadores processam mais de

petabytes de dados, ou seja, a capacidade média de

armazenamento de cerca de 170 mil PCs iguais ao que você

tem em casa. No primeiro trimestre deste ano, o Google

registrou um lucro recorde de US$ 1,42 bilhão. Fechou o ano

de 2008 valendo no mercado US$ 86 bilhões. Se a Internet

fosse o mundo, e o Google, um governo prestando serviços a

esta população de mais de 1 bilhão, ele seria o terceiro país

do planeta em população, mais que o triplo dos EUA,

perdendo apenas para a Índia e a China.

Na Googlelândia, a liberdade é plena, porém vigiada.

A empresa registra tudo o que escrevem, o que fazem e o

que compram seus usuários. Mas o lema oficial da

companhia é “Não faça o mal”: segundo o Google, quando o

sistema vasculha as mensagens do Gmail, por exemplo, é

para oferecer a você as propagandas que mais possam

interessá-lo. Se todas as buscas e cliques que um indivíduo

faz são registrados, é porque assim o Google aprende a

responder melhor.

“Acredito que eles sigam seu lema de que não farão o

mal”, diz Howard Rheingold, autor do livro A Comunidade

Virtual e um dos mais respeitados pensadores do Vale do

Silício. “O Google é uma empresa de capital aberto. No dia

em que quebrar a confiança de seus usuários, suas ações

despencam”. São as leis de mercado, pois, que mantêm uma

empresa como o Google bem comportada.

In: Galileu, jun./2009, edição 215 (com adaptações).

O texto permaneceria correto gramaticalmente e preservaria o sentido original com a substituição de
 

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320594 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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Um belo dia, tive a felicidade de flagrar um instante de

poesia, em que meninos empinavam uma inusitada pipa: dois

pássaros em seu voo. Nas mãos, o gesto de puxar a linha

invisível que os fazia “donos” do voo do pássaro...

De repente, a bronca de uma mulher brava me

devolveu ao chão:

— Cuidado, menino, sai da rua!

E eu comecei a pensar no significado da palavra

cuidado.

Estampada em placas ou usada em nosso cotidiano,

a palavra mostra-se mais com o sentido de mantenha

distância! Mas, e o cuidado da dedicação, atenção especial,

em que houve aprimoramento, aplicação na execução, o

bem-feito de que fala o dicionário? Da raiz latina agitar no

espírito, remoer no pensamento, meditar, pensar, conceber,

preparar...

Num desses dias em que nosso coração está mais

cinza, e a chuva cai pelos nossos olhos e não pelas nuvens,

recebi o cuidado de algumas amigas. Eu me sentia de alma

rasgada, de forças exauridas, e foi tão bom receber tantos

cuidados! Penso que a vida deve estar meio alquebrada,

arranhada, machucada por tanta aridez humana, tanta

ganância e egoísmo, tanto isolamento e individualismo. Ela,

vida, que é da cooperação; ela, que tece uma floresta, vê-se

atropelada por tanta competição! A vida precisa de nossos

cuidados, de nosso carinho, atenção, de atitudes cuidadosas.

Entendo por vida todo esse imenso conjunto de seres,

lugares e relações do qual nós fazemos parte. Essa vida

merece cuidados. Mas por onde começar?!

Uma dica é partir daquilo que você acha que precisa

melhorar, seja nas relações com as pessoas, consigo

mesmo, com um lugar, uma questão social, um desafio

educacional... Convém sempre trabalhar a favor do que se

quer, e não contra o que não se quer. Ao invés de combater

o egoísmo, ser cada vez mais amoroso e cuidadoso. A feiura

de um lugar pode ser canteiro de flores!

Meu avô dizia: “Quando você sair de um lugar, deverá

deixá-lo igual ou melhor do que estava; nunca pior!” Esse

gesto simples pode transformar profundamente a maneira de

nos relacionarmos com um ambiente: sala de aula, jardim,

pátio, praça, por exemplo. E se, ao chegarmos a um lugar,

percebemos que as pessoas o deixaram pior, não devemos

desanimar. Ao contrário do “ninguém faz, então não vou

fazer”, é nesses momentos que fortalecemos a vontade de

semear a ideia-atitude de cuidado. Não fosse o tempo em

que aquele pequeno arbusto resistiu à secura e ao calor do

sol, toda aquela floresta não seria possível!

Não importa em que fase do “reflorestamento”

estamos, já que muitos demorarão a despertar para as

ideias-atitudes de cuidado. O importante é fortalecermos

essa ideia, sabendo que sua atitude de cuidado com a vida,

aparentemente pequena e sem importância, é fundamental

para a criação de um ambiente de transformação.

Então, vamos lançar sementes-ações e

sementes-ideias que transformem as paisagens da atual

secura humana? Vamos ser-tão cuidadosos com a vida e

florestar corações?

Adriana Fortes. Cuidados com a vida. In: 7.º Concurso Cultural Eco Ler é preciso. Biblioteca Virtual Eco Futuro, 2010 (com adaptações).

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto com preservação da correção gramatical e do sentido original.
 

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