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Foram encontradas 748 questões.

320613 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto e preserva a correção gramatical e o sentido original.

 

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320612 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e

computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do

sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O

Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço

de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas

informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,

lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar

US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na

sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.

Quem conseguiu transformar essas informações em

dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e

principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é

hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O

Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da

Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um

negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e

gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,

os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —

tudo o que você faz! — são vendidos às empresas

interessadas em se relacionar com eles, na forma de

anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do

faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano

passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de

dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de

perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O

Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres

paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu

status de relacionamento para noiva, oferece essa

informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para

sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,

se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o

cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta

vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se

comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —

as possibilidades de exploração comercial das informações

são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de

dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam

verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas

podem pescar o que desejarem saber acerca dos

consumidores.

Até que ponto uma companhia de internet tem o

direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para

desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O

Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela

forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso

pouco transparente das informações que eles colocam no

site.

Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de

direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais

por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a

publicação indiscriminada das informações que as pessoas

colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com

seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.

O objetivo de Zuckerberg com essas constantes

reduções do espaço privado é manter os internautas mais

tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os

perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na

universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade

ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar

e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem

ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida

como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um

momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo

on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,

pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.

Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.

Em cada uma das alternativas a seguir, há um fragmento do texto seguido de uma afirmação a ele relacionada a ser julgada. Assinale aquela em que a afirmação está correta.

 

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320611 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Uma faísca safira, um frêmito de asas, e o minúsculo

pássaro — ou seria um inseto? — some como miragem

fugaz. Reaparece instantes depois, agora num ângulo

melhor. É pássaro mesmo, um dervixe do tamanho do meu

polegar com asas que batem 80 vertiginosas vezes por

segundo, produzindo um zumbido quase inaudível. As penas

da cauda, à guisa de leme, delicadamente orientam o voo em

três direções. Ele fita a trombeta de uma vistosa flor

alaranjada e do bico fino como agulha projeta uma língua

delgada feito linha. Um raio de sol ricocheteia de suas penas

iridescentes. A cor refletida deslumbra como uma pedra

preciosa contra uma janela ensolarada. Não admira que os

beija-flores sejam tão queridos e que tanta gente já tenha

tropeçado ao tentar descrevê-los. Nem mesmo circunspectos

cientistas resistem a termos como “belo”, “magnífico”,

“exótico”.

Surpresa maior é o fato de o aparentemente frágil

beija-flor ser uma das mais resistentes criaturas do reino

animal. Cerca de 330 espécies prosperam em ambientes

diversos, muitos deles brutais: do Alasca à Argentina, do

deserto do Arizona à costa de Nova Scotia, da Amazônia à

linha nevada acima dos 4,5 mil metros nos Andes

(misteriosamente, essas aves só são encontradas no Novo

Mundo).

“Eles vivem no limite do que é possível aos

vertebrados, e com maestria”, diz Karl Schuchmann,

ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do

Fundo Brehm, na Alemanha. Schuchmann ouviu falar de um

beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. “Imagine a

resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver

tanto tempo!”, diz ele, espantado. Em média, o minúsculo

coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto

(em repouso!). Assim, o coração desse pequeno cativo teria

batido meio bilhão de vezes, quase o dobro do total de uma

pessoa de 70 anos.

O beija-flor tornou-se a obra-prima da

microengenharia da natureza. Aperfeiçoou sua habilidade de

parar no ar há dezenas de milhões de anos para competir por

parte das flores do Novo Mundo. “Eles são uma ponte entre o

mundo das aves e o dos insetos”, diz Doug Altshuler, da

Universidade da Califórnia em Riverside. Altshuler, que

estuda o voo dos beija-flores, examinou os movimentos das

asas do pássaro. Em virtude da necessidade de sugar néctar

de poucos em poucos minutos, os beija-flores competem

desafiando e ameaçando uns aos outros. Postam-se face a

face no ar, rodopiam, mergulham na direção da grama e

voam de ré, em danças de dominância que terminam tão

subitamente quanto começam.

Internet: http://viajeaqui.abril.com.br (com adaptações). Acesso em 2/12/2011.

Quanto ao texto, assinale a alternativa correta.

 

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O conhecimento não está mais no cérebro das

pessoas, mas na rede que interliga os indivíduos pensantes.

Essa é a polêmica tese defendida pelo norte-americano

David Weinberger, da Universidade de Harvard, no livro Too

Big to Know (Grande demais para ser entendido), que acaba

de ser lançado no mercado.

Noutras palavras, o que Weinberger sugere é que não

é mais possível separar os indivíduos das estruturas de

interatividade. A cultura tradicional baseia-se no fato de que o

conhecimento bem como a sabedoria são atributos

exclusivamente humanos, embora se expressem por meio de

escritos, imagens ou sons.

Na era digital e da avalancha informativa, o volume de

conhecimento ganhou proporções ciclópicas e já não pode

mais ser administrado apenas por mentes privilegiadas. O

binômio homem/rede seria a alternativa para processar os

1,27 zetabytes de informação que são atualmente publicados

na Web a cada 12 meses. É o equivalente a 600 quatrilhões

de páginas datilografadas, ou uma quantidade de

documentos 84 milhões de vezes maior que todo o acervo da

Biblioteca do Congresso dos EUA (a maior do mundo).

Cada ser humano teria de ler, por ano, 100 milhões de

páginas datilografadas de 30 linhas para dar conta de tudo o

que é produzido no planeta em matéria de informação. Uma

tarefa impraticável porque significaria ler 11.415 páginas por

hora, dia e noite sem parar, ou 190 por minuto.

Esses números indicam que a mente humana já não é

mais materialmente capaz de dar conta da absorção de tal

quantidade de dados usando apenas os cinco sentidos. Esse

conhecimento, por motivos óbvios, não está mais apenas no

cérebro humano. Ele está também nas redes virtuais que

interconectam os cérebros humanos e disponibilizam os

dados, as informações e os conhecimentos procurados.

Um sábio já não chega a essa condição apenas

absorvendo informação, mas participando de redes. Sem

elas, não passaria de um ser comum.

E se Weinberger estiver certo, a tecnologia torna-se

ainda mais relevante para o conhecimento humano, porque

sem ela até as redes acabarão sendo soterradas pela

avalancha informativa que não para de crescer. Só o material

produzido por empresas, governos, escolas e universidades,

tanto em papel como em formato digital, cresce ao

vertiginoso ritmo de 65% ao ano. Usando o cálculo feito pelo

estudo The Age of Exabytes, em 2013 teríamos de ler quase

mil páginas por hora, ou 316 por minuto.

Se formos pensar em termos de notícias, fica claro,

sem precisar fazer exercícios matemáticos, que é impossível

a um ser humano se dizer bem informado hoje em dia se não

estiver conectado a uma ou mais redes. Não dá para ler

quatro edições completas de um grande jornal em um

minuto.

Internet: http://observatoriodaimprensa.com.br (com adaptações). Acesso em 13/2/2012.

Assinale a alternativa correta acerca das ideias do texto.

 

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320609 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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Antônio, seis ou sete anos, tinha o aniversário de um

amigo, o Bruno, lá num daqueles bufês no Itaim. Festa das

seis às nove da noite. O pai, Lorenzo, conhecido por suas

distrações, ficou de levar o garoto ao tal bufê. Depois, iria

pegar a Emília, iriam a um cinema e voltariam para buscar o

menino.

E assim foi feito. Lorenzo deixou Antônio no bufê,

pegou a esposa e foram para o cinema. Nove da noite,

conforme o combinado, foram buscar o pimpolho. Tocaram a

campainha, veio o menino.

Já no carro:

— Tava boa a festa do Bruno, filho?

— A festa tava boa, só que você errou de bufê. Era

aniversário de uma menina que eu nunca tinha visto na vida.

Mas foi legal. Ajudei até o mágico. O nome dela é Andrea.

Internet: www.marioprataonline.com.br

Com referência ao texto, assinale a alternativa correta.
 

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Questão presente nas seguintes provas
320608 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
Provas:

Por que a crise atual é crise de humanidade? Porque

nela subjaz um conceito empobrecido de ser humano que só

considera um lado dele, seu lado de ego. O ser humano é

habitado por duas forças cósmicas: uma de autoafirmação

sem a qual ele desaparece. Aqui predomina o ego e a

competição. A outra é de integração em um todo maior sem o

qual também desaparece. Aqui prevalece o nós e a

cooperação. A vida só se desenvolve saudavelmente à

medida que se equilibram o ego com o nós, a competição

com a cooperação. Dando rédeas só à competição do ego,

anulando a cooperação, nascem as distorções a que

assistimos, levando à crise atual. Contrariamente, dando

espaço apenas ao nós sem o ego, gerou-se o socialismo

despersonalizante e a ruína que este provocou. Erros dessa

gravidade, nas condições atuais de interdependência de

todos com todos, podem nos liquidar. Como nunca antes

temos de nos orientar por um conceito adequado e integrador

do ser humano, por um lado individual-pessoal com direitos e

por outro social-comunitário com limites e deveres. Caso

contrário, nós nos atolaremos sempre nas crises que serão

menos econômico-financeiras e mais crises de humanidade.

Leonardo Boff. Crise de humanidade, 2008.

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto com correção gramatical e preservação do sentido original.
 

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Questão presente nas seguintes provas
320607 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Uma faísca safira, um frêmito de asas, e o minúsculo

pássaro — ou seria um inseto? — some como miragem

fugaz. Reaparece instantes depois, agora num ângulo

melhor. É pássaro mesmo, um dervixe do tamanho do meu

polegar com asas que batem 80 vertiginosas vezes por

segundo, produzindo um zumbido quase inaudível. As penas

da cauda, à guisa de leme, delicadamente orientam o voo em

três direções. Ele fita a trombeta de uma vistosa flor

alaranjada e do bico fino como agulha projeta uma língua

delgada feito linha. Um raio de sol ricocheteia de suas penas

iridescentes. A cor refletida deslumbra como uma pedra

preciosa contra uma janela ensolarada. Não admira que os

beija-flores sejam tão queridos e que tanta gente já tenha

tropeçado ao tentar descrevê-los. Nem mesmo circunspectos

cientistas resistem a termos como “belo”, “magnífico”,

“exótico”.

Surpresa maior é o fato de o aparentemente frágil

beija-flor ser uma das mais resistentes criaturas do reino

animal. Cerca de 330 espécies prosperam em ambientes

diversos, muitos deles brutais: do Alasca à Argentina, do

deserto do Arizona à costa de Nova Scotia, da Amazônia à

linha nevada acima dos 4,5 mil metros nos Andes

(misteriosamente, essas aves só são encontradas no Novo

Mundo).

“Eles vivem no limite do que é possível aos

vertebrados, e com maestria”, diz Karl Schuchmann,

ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do

Fundo Brehm, na Alemanha. Schuchmann ouviu falar de um

beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. “Imagine a

resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver

tanto tempo!”, diz ele, espantado. Em média, o minúsculo

coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto

(em repouso!). Assim, o coração desse pequeno cativo teria

batido meio bilhão de vezes, quase o dobro do total de uma

pessoa de 70 anos.

O beija-flor tornou-se a obra-prima da

microengenharia da natureza. Aperfeiçoou sua habilidade de

parar no ar há dezenas de milhões de anos para competir por

parte das flores do Novo Mundo. “Eles são uma ponte entre o

mundo das aves e o dos insetos”, diz Doug Altshuler, da

Universidade da Califórnia em Riverside. Altshuler, que

estuda o voo dos beija-flores, examinou os movimentos das

asas do pássaro. Em virtude da necessidade de sugar néctar

de poucos em poucos minutos, os beija-flores competem

desafiando e ameaçando uns aos outros. Postam-se face a

face no ar, rodopiam, mergulham na direção da grama e

voam de ré, em danças de dominância que terminam tão

subitamente quanto começam.

Internet: http://viajeaqui.abril.com.br (com adaptações). Acesso em 2/12/2011.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto.

 

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Quantas pessoas passam fome no mundo e onde a

maioria delas vive? Quais são os efeitos da desnutrição

sobre a mente e o corpo, e o que podemos fazer para ajudar

essas pessoas? O Programa Mundial de Alimentos

(PMA) preparou uma lista com fatos essenciais para

entender por que a fome é um grave problema que o mundo

enfrenta hoje.

1. Aproximadamente 925 milhões de pessoas no

mundo não comem o suficiente para serem consideradas

saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no

planeta vai para a cama com fome todas as noites.

2. Bem mais que a metade dos famintos do

mundo — cerca de 578 milhões de pessoas — vivem na Ásia

e na região do Pacífico. A África responde por pouco mais de

um quarto da população com fome do mundo.

3. A fome é o número um na lista dos 10 maiores

riscos para a saúde, porque ela mata mais pessoas

anualmente do que AIDS, malária e tuberculose juntas.

4. Um terço das mortes entre crianças menores de

cinco anos de idade nos países em desenvolvimento está

ligado à desnutrição.

5. Os primeiros 1.000 dias da vida de uma criança,

desde a gravidez até os dois anos de idade, são a janela

crítica para combater a desnutrição. Uma dieta adequada

nesse período pode protegê-las contra o nanismo mental e

físico, duas consequências da desnutrição.

6. Mães desnutridas muitas vezes dão à luz bebês

abaixo do peso. Essas crianças têm 20% mais probabilidade

de morrer antes dos cinco anos de idade. Cerca de

milhões de crianças nascem abaixo do peso a cada ano.

7. Em 2050, as alterações climáticas e os padrões

climáticos irregulares levarão mais de 24 milhões de crianças

à fome. Quase metade dessas crianças vive na África

Subsaariana.

A fome é um grande problema solucionável que o

mundo enfrenta hoje. Vejamos por quê:

1. Embora o número de pessoas com fome tenha

aumentado, na comparação com o percentual da população

mundial, a fome na verdade caiu de 37% da população

em 1969 para pouco mais de 16% da população em 2010.

2. Custa apenas 25 centavos de dólar por dia

alimentar uma criança com todas as vitaminas e os nutrientes

de que ela precisa para crescer saudável.

Internet: www.onu.org.br (com adaptações). Acesso em 4/1/20

O texto preservará a correção gramatical e o sentido original, ao se substituir .

 

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320605 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB
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Um belo dia, tive a felicidade de flagrar um instante de

poesia, em que meninos empinavam uma inusitada pipa: dois

pássaros em seu voo. Nas mãos, o gesto de puxar a linha

invisível que os fazia “donos” do voo do pássaro...

De repente, a bronca de uma mulher brava me

devolveu ao chão:

— Cuidado, menino, sai da rua!

E eu comecei a pensar no significado da palavra

cuidado.

Estampada em placas ou usada em nosso cotidiano,

a palavra mostra-se mais com o sentido de mantenha

distância! Mas, e o cuidado da dedicação, atenção especial,

em que houve aprimoramento, aplicação na execução, o

bem-feito de que fala o dicionário? Da raiz latina agitar no

espírito, remoer no pensamento, meditar, pensar, conceber,

preparar...

Num desses dias em que nosso coração está mais

cinza, e a chuva cai pelos nossos olhos e não pelas nuvens,

recebi o cuidado de algumas amigas. Eu me sentia de alma

rasgada, de forças exauridas, e foi tão bom receber tantos

cuidados! Penso que a vida deve estar meio alquebrada,

arranhada, machucada por tanta aridez humana, tanta

ganância e egoísmo, tanto isolamento e individualismo. Ela,

vida, que é da cooperação; ela, que tece uma floresta, vê-se

atropelada por tanta competição! A vida precisa de nossos

cuidados, de nosso carinho, atenção, de atitudes cuidadosas.

Entendo por vida todo esse imenso conjunto de seres,

lugares e relações do qual nós fazemos parte. Essa vida

merece cuidados. Mas por onde começar?!

Uma dica é partir daquilo que você acha que precisa

melhorar, seja nas relações com as pessoas, consigo

mesmo, com um lugar, uma questão social, um desafio

educacional... Convém sempre trabalhar a favor do que se

quer, e não contra o que não se quer. Ao invés de combater

o egoísmo, ser cada vez mais amoroso e cuidadoso. A feiura

de um lugar pode ser canteiro de flores!

Meu avô dizia: “Quando você sair de um lugar, deverá

deixá-lo igual ou melhor do que estava; nunca pior!” Esse

gesto simples pode transformar profundamente a maneira de

nos relacionarmos com um ambiente: sala de aula, jardim,

pátio, praça, por exemplo. E se, ao chegarmos a um lugar,

percebemos que as pessoas o deixaram pior, não devemos

desanimar. Ao contrário do “ninguém faz, então não vou

fazer”, é nesses momentos que fortalecemos a vontade de

semear a ideia-atitude de cuidado. Não fosse o tempo em

que aquele pequeno arbusto resistiu à secura e ao calor do

sol, toda aquela floresta não seria possível!

Não importa em que fase do “reflorestamento”

estamos, já que muitos demorarão a despertar para as

ideias-atitudes de cuidado. O importante é fortalecermos

essa ideia, sabendo que sua atitude de cuidado com a vida,

aparentemente pequena e sem importância, é fundamental

para a criação de um ambiente de transformação.

Então, vamos lançar sementes-ações e

sementes-ideias que transformem as paisagens da atual

secura humana? Vamos ser-tão cuidadosos com a vida e

florestar corações?

Adriana Fortes. Cuidados com a vida. In: 7.º Concurso Cultural Eco Ler é preciso. Biblioteca Virtual Eco Futuro, 2010 (com adaptações).

Assinale a alternativa que reescreve fragmento do texto com preservação do sentido original.
 

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Quantas pessoas passam fome no mundo e onde a

maioria delas vive? Quais são os efeitos da desnutrição

sobre a mente e o corpo, e o que podemos fazer para ajudar

essas pessoas? O Programa Mundial de Alimentos

(PMA) preparou uma lista com fatos essenciais para

entender por que a fome é um grave problema que o mundo

enfrenta hoje.

1. Aproximadamente 925 milhões de pessoas no

mundo não comem o suficiente para serem consideradas

saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no

planeta vai para a cama com fome todas as noites.

2. Bem mais que a metade dos famintos do

mundo — cerca de 578 milhões de pessoas — vivem na Ásia

e na região do Pacífico. A África responde por pouco mais de

um quarto da população com fome do mundo.

3. A fome é o número um na lista dos 10 maiores

riscos para a saúde, porque ela mata mais pessoas

anualmente do que AIDS, malária e tuberculose juntas.

4. Um terço das mortes entre crianças menores de

cinco anos de idade nos países em desenvolvimento está

ligado à desnutrição.

5. Os primeiros 1.000 dias da vida de uma criança,

desde a gravidez até os dois anos de idade, são a janela

crítica para combater a desnutrição. Uma dieta adequada

nesse período pode protegê-las contra o nanismo mental e

físico, duas consequências da desnutrição.

6. Mães desnutridas muitas vezes dão à luz bebês

abaixo do peso. Essas crianças têm 20% mais probabilidade

de morrer antes dos cinco anos de idade. Cerca de

milhões de crianças nascem abaixo do peso a cada ano.

7. Em 2050, as alterações climáticas e os padrões

climáticos irregulares levarão mais de 24 milhões de crianças

à fome. Quase metade dessas crianças vive na África

Subsaariana.

A fome é um grande problema solucionável que o

mundo enfrenta hoje. Vejamos por quê:

1. Embora o número de pessoas com fome tenha

aumentado, na comparação com o percentual da população

mundial, a fome na verdade caiu de 37% da população

em 1969 para pouco mais de 16% da população em 2010.

2. Custa apenas 25 centavos de dólar por dia

alimentar uma criança com todas as vitaminas e os nutrientes

de que ela precisa para crescer saudável.

Internet: www.onu.org.br (com adaptações). Acesso em 4/1/20

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto com preservação da correção gramatical e do sentido original.

 

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