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2970146 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 2

Como todos os raciocínios que poderiam ser desenvolvidos no ensino gramatical podem ser desenvolvidos no ensino de outras disciplinas científicas, e como maior proveito para a capacidade de observação, abstração e generalização, pessoalmente considero o ensino de gramática, tal como ele se dá na escola, uma perda de tempo lastimável. Em seu lugar, há muito para refletir sobre a linguagem e sobre o funcionamento da língua portuguesa, de modo a desenvolver não só a competência linguística dos já falantes da língua, permitindo-lhes convívio salutar com discursos/textos, mas também a capacidade de observação dos recursos expressivos postos a funcionar nos discursos/textos.

Adaptado de: GERALDI, J. W. G. Aula como acontecimento. São Paulo: Pedro & João Editores, 2010. p. 185-186.

Sobre o Texto 2, está correta a alternativa que o classifica, predominantemente, como

 

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2970145 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

TEXTO 2

Como todos os raciocínios que poderiam ser desenvolvidos no ensino gramatical podem ser desenvolvidos no ensino de outras disciplinas científicas, e como maior proveito para a capacidade de observação, abstração e generalização, pessoalmente considero o ensino de gramática, tal como ele se dá na escola, uma perda de tempo lastimável. Em seu lugar, há muito para refletir sobre a linguagem e sobre o funcionamento da língua portuguesa, de modo a desenvolver não só a competência linguística dos já falantes da língua, permitindo-lhes convívio salutar com discursos/textos, mas também a capacidade de observação dos recursos expressivos postos a funcionar nos discursos/textos.

Adaptado de: GERALDI, J. W. G. Aula como acontecimento. São Paulo: Pedro & João Editores, 2010. p. 185-186.

A partir da leitura dos Textos 1 e 2, é correto afirmar que

 

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2970144 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

Sobre o Texto 1, assinale a alternativa correta.

 

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2970143 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

No trecho “A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística [...]”, do Texto 1, o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo para o seu sentido, por

 

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2970142 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

Sobre a formação da palavra destacada no trecho “Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais [...]”, do Texto 1, avalie as asserções a seguir e a relação estabelecida entre elas e assinale a alternativa correta.

I. O composto “sociointeracionais” forma-se pelo processo de aglutinação.

PORQUE

II. Unem-se dois radicais sem que qualquer um deles apresente perda de integridade sonora ou ortográfica.

 

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2970141 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

Considere o trecho do Texto 1:

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

É correto afirmar que o valor semântico do emprego das aspas, nesse contexto, caracteriza

 

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2970140 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

Assinale a alternativa em que o elemento destacado repete idêntica função sintática de “na verdade”, no trecho “Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais.”, do Texto 1.

 

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2970139 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

A noção de “verdadeira língua”, apresentada no Texto 1, está associada a uma concepção de gramática concebida como

 

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2970138 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

Em relação aos processos de variação e mudança, que contribuem para a formação de uma língua, abordados no Texto 1, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Decorrem das dinâmicas de interação dos indivíduos e das populações de uma dada comunidade.

( ) Resultam de elaborações pessoais e estão associadas a práticas individualizadas de uso da língua.

( ) Ambos são observáveis mesmo no interior de uma sociedade considerada globalmente uma só, como a brasileira.

( ) Independem de fatores socioculturais e são definidos por aspectos normativos e regulatórios.

 

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2970137 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IFF

TEXTO 1

Recortar uma língua e atribuir-lhe um nome não é tarefa fácil. Isso porque não há critérios exclusivamente linguísticos para tal recorte. Uma língua é, na verdade, uma construção imaginária em que se mesclam fatos linguísticos com fatores históricos, políticos, sociais e culturais. É esse complexo de elementos entrecruzados que leva os falantes a identificar suas variedades linguísticas como constitutivas de uma língua determinada. [...]

O contrário também ocorre, ou seja, variedades que, por critérios estritamente linguísticos, poderiam ser consideradas constitutivas de uma mesma língua, são assumidas por seus falantes como línguas diferentes por razões históricas, políticas e socioculturais. [...].

Uma língua é, então, um conjunto de variedades (e só assim pode ser definida) distribuídas no espaço geográfico e social e no eixo do tempo, conjunto que os falantes, por razões históricas, políticas e socioculturais, idealizam como uma realidade onde não há, efetivamente, unidade.

Muitas vezes, o imaginário social, para manter essa idealização em pé, confunde uma determinada variedade como língua. É a chamada “ideologia da norma-padrão”. Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico tenta apagar ou desqualificar a heterogeneidade linguística e os processos de mudança.

A variação e a mudança, processos inerentes a qualquer realidade linguística, passam a ser consideradas como deterioração, corrupção, depreciação da “verdadeira” língua e, por isso, são alvos de rejeição, desprestígio ou estigma social.

Esse estigma pode emergir do quadro das próprias relações sociointeracionais, mas, no geral, encontram também reforço pela forma como as gramáticas normativas apresentam a língua (condenando, por exemplo, certas construções como “erro”) e como esse discurso se produz no sistema escolar e nos meios de comunicação. [...]

Adaptado de: FARACO, C. A. História do português. São Paulo: Parábola, 2019. p. 35.

A partir da leitura do Texto 1, é correto afirmar que

 

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