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Em relação ao emprego da regência verbal, de acordo com a norma padrão da modalidade escrita da língua portuguesa, assinale a alternativa INCORRETA.
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Leia este trecho de um termo de garantia de um eletrodoméstico
| “A empresa garante este produto por 12 meses contra todos os defeitos de fabricação, exceto os decorrentes de uso indevido." |
Esse texto deve ser revisado para que se torne mais claro. São possibilidades de reescrita desse trecho, mantendo-se o sentido original, EXCETO:
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TEXTO 2
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A reforma previdenciária é a maior que temos pela frente. Mexe com os interesses de toda a população. O destino de milhões de pessoas está em jogo. O problema, entretanto, apesar da dificuldade, permite uma visão científica que pode levá-lo a bons resultados. Além dos detalhes, que o legislador terá de enfrentar, há princípios fundamentais que precisa seguir. Sem eles, nada será feito. São quatro. O primeiro é a generalidade. Nenhuma classe social deve ser excluída da regra comum. [...] O segundo princípio é idade mínima para aposentadoria. [...]. O terceiro é o da paridade. [...] O quarto é o da universalidade do recolhimento. [...] ALVARES DA SILVA, Antônio. Jornal Estado de Minas, 17 jul. 2003. (Fragmento adaptado) Extraído de EMEDIATO, Wander. A fórmula do texto. São Paulo: Geração Editorial, 2010, p. 190-191. |
Considerando as relações sintáticas e semânticas do TEXTO 2, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F, para as falsas.
( ) O período “A reforma previdenciária é a maior que temos pela frente” é simples.
( ) O termo em destaque no período “Mexe com os interesses de toda a população.” é objeto direto.
( ) A palavra em negrito em “O problema, entretanto, apesar da dificuldade, permite uma visão científica” indica uma concessão.
A sequência CORRETA é
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TEXTO 2
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A reforma previdenciária é a maior que temos pela frente. Mexe com os interesses de toda a população. O destino de milhões de pessoas está em jogo. O problema, entretanto, apesar da dificuldade, permite uma visão científica que pode levá-lo a bons resultados. Além dos detalhes, que o legislador terá de enfrentar, há princípios fundamentais que precisa seguir. Sem eles, nada será feito. São quatro. O primeiro é a generalidade. Nenhuma classe social deve ser excluída da regra comum. [...] O segundo princípio é idade mínima para aposentadoria. [...]. O terceiro é o da paridade. [...] O quarto é o da universalidade do recolhimento. [...] ALVARES DA SILVA, Antônio. Jornal Estado de Minas, 17 jul. 2003. (Fragmento adaptado) Extraído de EMEDIATO, Wander. A fórmula do texto. São Paulo: Geração Editorial, 2010, p. 190-191. |
No segundo parágrafo do TEXTO 2, o autor afirma que “Sem eles, nada será feito”. De acordo com a classificação de Emediato, em seu livro A fórmula do texto, essa frase representa um
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TEXTO 1
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Ao comentar a morte de John Kennedy (1917-1963) cinquenta anos depois, um comentarista político escreveu: "Kennedy teria sobrevivido 'se' não estivesse com o colete ortopédico que mantinha o com o tronco ereto. Por quê? Porque ao levar o primeiro tiro, que entrou pelas costas e saiu pelo nó da gravata, teria se curvado, e o novo tiro não lhe explodiria o crânio" Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos/99/o-melhor-lugar-do-pronome-304226-1.asp>. Acesso em: 15 fev.2014 (Fragmento) |
Em relação ao emprego de sinais de pontuação, de acordo com a norma padrão da modalidade escrita da língua portuguesa, no TEXTO 1, constata-se que o uso
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TEXTO 1
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Ao comentar a morte de John Kennedy (1917-1963) cinquenta anos depois, um comentarista político escreveu: "Kennedy teria sobrevivido 'se' não estivesse com o colete ortopédico que mantinha o com o tronco ereto. Por quê? Porque ao levar o primeiro tiro, que entrou pelas costas e saiu pelo nó da gravata, teria se curvado, e o novo tiro não lhe explodiria o crânio" Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos/99/o-melhor-lugar-do-pronome-304226-1.asp>. Acesso em: 15 fev.2014 (Fragmento) |
Considerando-se a norma padrão da língua portuguesa na modalidade escrita, constata-se, no TEXTO 1, que
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
Os termos destacados nos enunciados do texto 1 exercem a função sintática de objeto direto, EXCETO em
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
De acordo com o texto 2, os dois termos, no contexto, referem-se entre si, mantêm uma correspondência referencial em
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
Assinale a alternativa em que o termo destacado remete a um termo sem referência explícita, anteriormente, no texto 2.
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
Nos trechos a seguir, extraídos do texto 1 e do texto 2, há termos do registro informal, evidenciando a presença de linguagem coloquial, EXCETO em
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