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Foram encontradas 40 questões.

3268062 Ano: 2014
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Leia o caso abaixo para responder a questão.

Caso Jesoli S/A

A tabela abaixo apresenta informações do Balanço Patrimonial (BP) e da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) da empresa Jesoli S/A, para o período de 2007 a 2011, em reais (R$). Na mesma tabela, são apresentados dois índices, calculados com dados do BP e DRE. Alguns dos dados usados para o cálculo desses dois índices não estão apresentados na tabela. As seguintes siglas são utilizadas: ARLP = Ativo Realizável a Longo Prazo, ROL = Receita Operacional Liquida, InSub = Investimento em Empresas Subsidiárias, PNC = Passivo Não Circulante, EqPt = Equivalência Patrimonial, PC = Passivo Circulante, AC = Ativo Circulante, LL = Lucro Liquido, AI = Ativo Imobilizado, LB = Lucro Bruto, AT = Ativo Total, LS = Liquidez Seca, EBIT = Lucro Antes dos Juros e dos Tributos incidentes sobre o Lucro, EBITDA = Lucro Antes dos Juros, dos Tributos incidentes sobre o Lucro, da Depreciação e da Amortização, PME = Prazo Médio de Rotação de Estoques, PMF = Prazo Médio de Pagamento de Fornecedores, PMR = Prazo Médio de Recebimento de Clientes, CPV = Custo dos Produtos Vendidos, Dep/Am = Depreciação e Amortização, CT = Capital de Terceiros, PCT = Participação de CT, LG = Liquidez Geral, LC = Liquidez Corrente, LS = Liquidez Seca.

Considere ainda que Dívida Bruta (DB) equivale ao valor nominal dos empréstimos; Dívida Líquida (DL) equivale ao valor da DB subtraído do saldo de caixa e de equivalentes de caixa; Dívidas de Curto Prazo (DCP) equivalem ao saldo dos empréstimos registrados apenas no PC; e Dívidas de Longo Prazo (DLP) equivalem ao saldo dos empréstimos registrados no PNC.

2007 2008 2009 2010 2011
AT 4.355.731 4.780.782 5.014.598 5.177.300 5.986.845
AC 2.448.349 2.675.565 3.037.975 3.245.331 3.248.134
Estoques 843.393 804.670 909.903 959.519 980.731
ANC 1.097.383 2.105.217 1.976.622 1.931.969 2.738.711
ARLP 162.075 177.649 131.063 176.864 197.851
AI 420.778 517.219 465.144 558.357 749.029
PC 2.258.608 2.488.834 2.175.635 2.798.196 2.786.923
Empréstimos 712.187 896.123 387.863 420.690 384.936
PNC 1.720.523 1.930.347 2.391.414 1.821.484 2.450.023
ROL 4.174.721 4.830.150 5.427.188 5.941.619 6.312.626
CPV 2.918.075 3.323.942 3.789.382 4.135.096 4.301.203
LB 1.256.646 1.506.209 1.637.806 1.806.524 2.011.423
EqPt - 18.824

25.362

13.725 33.022 - 15.150
EBIT 375.466 504.280 605.719 763.269 897.678
LL 133.926 109.954 178.998 318.570 333.445
DL 955.786 1.423.918 1.190.269 1.086.367 1.576.795
DB 2.004.560 2.771.170 2.617.216 2.204.531 2.808.466
Exigível Tt 3.979.131 4.419.181 4.567.049 4.619.680 5.236.946
DB / AT 46,0% 58,0% 52,2% 42,6% 46,9%
DL / PL 264,4 393,8 266 194,8 210,3
Dep/Am 117.833,81 150.111,81 162.193,89 132.066,49 134.428,22
PME 104 87,1 86,4 83,5 82,1
PMF 140,2 126,9 133,6 151,1 145,6
PMR 39,8 16,1 27,4 45,7 28,6

Considerando as informações apresentadas sobre a empresa Jesoli S/A, é CORRETO afirmar

 

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3268061 Ano: 2014
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Leia o caso abaixo para responder a questão.

Caso Jesoli S/A

A tabela abaixo apresenta informações do Balanço Patrimonial (BP) e da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) da empresa Jesoli S/A, para o período de 2007 a 2011, em reais (R$). Na mesma tabela, são apresentados dois índices, calculados com dados do BP e DRE. Alguns dos dados usados para o cálculo desses dois índices não estão apresentados na tabela. As seguintes siglas são utilizadas: ARLP = Ativo Realizável a Longo Prazo, ROL = Receita Operacional Liquida, InSub = Investimento em Empresas Subsidiárias, PNC = Passivo Não Circulante, EqPt = Equivalência Patrimonial, PC = Passivo Circulante, AC = Ativo Circulante, LL = Lucro Liquido, AI = Ativo Imobilizado, LB = Lucro Bruto, AT = Ativo Total, LS = Liquidez Seca, EBIT = Lucro Antes dos Juros e dos Tributos incidentes sobre o Lucro, EBITDA = Lucro Antes dos Juros, dos Tributos incidentes sobre o Lucro, da Depreciação e da Amortização, PME = Prazo Médio de Rotação de Estoques, PMF = Prazo Médio de Pagamento de Fornecedores, PMR = Prazo Médio de Recebimento de Clientes, CPV = Custo dos Produtos Vendidos, Dep/Am = Depreciação e Amortização, CT = Capital de Terceiros, PCT = Participação de CT, LG = Liquidez Geral, LC = Liquidez Corrente, LS = Liquidez Seca.

Considere ainda que Dívida Bruta (DB) equivale ao valor nominal dos empréstimos; Dívida Líquida (DL) equivale ao valor da DB subtraído do saldo de caixa e de equivalentes de caixa; Dívidas de Curto Prazo (DCP) equivalem ao saldo dos empréstimos registrados apenas no PC; e Dívidas de Longo Prazo (DLP) equivalem ao saldo dos empréstimos registrados no PNC.

2007 2008 2009 2010 2011
AT 4.355.731 4.780.782 5.014.598 5.177.300 5.986.845
AC 2.448.349 2.675.565 3.037.975 3.245.331 3.248.134
Estoques 843.393 804.670 909.903 959.519 980.731
ANC 1.097.383 2.105.217 1.976.622 1.931.969 2.738.711
ARLP 162.075 177.649 131.063 176.864 197.851
AI 420.778 517.219 465.144 558.357 749.029
PC 2.258.608 2.488.834 2.175.635 2.798.196 2.786.923
Empréstimos 712.187 896.123 387.863 420.690 384.936
PNC 1.720.523 1.930.347 2.391.414 1.821.484 2.450.023
ROL 4.174.721 4.830.150 5.427.188 5.941.619 6.312.626
CPV 2.918.075 3.323.942 3.789.382 4.135.096 4.301.203
LB 1.256.646 1.506.209 1.637.806 1.806.524 2.011.423
EqPt - 18.824

25.362

13.725 33.022 - 15.150
EBIT 375.466 504.280 605.719 763.269 897.678
LL 133.926 109.954 178.998 318.570 333.445
DL 955.786 1.423.918 1.190.269 1.086.367 1.576.795
DB 2.004.560 2.771.170 2.617.216 2.204.531 2.808.466
Exigível Tt 3.979.131 4.419.181 4.567.049 4.619.680 5.236.946
DB / AT 46,0% 58,0% 52,2% 42,6% 46,9%
DL / PL 264,4 393,8 266 194,8 210,3
Dep/Am 117.833,81 150.111,81 162.193,89 132.066,49 134.428,22
PME 104 87,1 86,4 83,5 82,1
PMF 140,2 126,9 133,6 151,1 145,6
PMR 39,8 16,1 27,4 45,7 28,6

Considerando as informações apresentadas sobre a empresa Jesoli S/A, é INCORRETO afirmar que

 

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Questão presente nas seguintes provas
3268060 Ano: 2014
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG
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Leia o caso abaixo para responder a questão.

Caso Jesoli S/A

A tabela abaixo apresenta informações do Balanço Patrimonial (BP) e da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) da empresa Jesoli S/A, para o período de 2007 a 2011, em reais (R$). Na mesma tabela, são apresentados dois índices, calculados com dados do BP e DRE. Alguns dos dados usados para o cálculo desses dois índices não estão apresentados na tabela. As seguintes siglas são utilizadas: ARLP = Ativo Realizável a Longo Prazo, ROL = Receita Operacional Liquida, InSub = Investimento em Empresas Subsidiárias, PNC = Passivo Não Circulante, EqPt = Equivalência Patrimonial, PC = Passivo Circulante, AC = Ativo Circulante, LL = Lucro Liquido, AI = Ativo Imobilizado, LB = Lucro Bruto, AT = Ativo Total, LS = Liquidez Seca, EBIT = Lucro Antes dos Juros e dos Tributos incidentes sobre o Lucro, EBITDA = Lucro Antes dos Juros, dos Tributos incidentes sobre o Lucro, da Depreciação e da Amortização, PME = Prazo Médio de Rotação de Estoques, PMF = Prazo Médio de Pagamento de Fornecedores, PMR = Prazo Médio de Recebimento de Clientes, CPV = Custo dos Produtos Vendidos, Dep/Am = Depreciação e Amortização, CT = Capital de Terceiros, PCT = Participação de CT, LG = Liquidez Geral, LC = Liquidez Corrente, LS = Liquidez Seca.

Considere ainda que Dívida Bruta (DB) equivale ao valor nominal dos empréstimos; Dívida Líquida (DL) equivale ao valor da DB subtraído do saldo de caixa e de equivalentes de caixa; Dívidas de Curto Prazo (DCP) equivalem ao saldo dos empréstimos registrados apenas no PC; e Dívidas de Longo Prazo (DLP) equivalem ao saldo dos empréstimos registrados no PNC.

2007 2008 2009 2010 2011
AT 4.355.731 4.780.782 5.014.598 5.177.300 5.986.845
AC 2.448.349 2.675.565 3.037.975 3.245.331 3.248.134
Estoques 843.393 804.670 909.903 959.519 980.731
ANC 1.097.383 2.105.217 1.976.622 1.931.969 2.738.711
ARLP 162.075 177.649 131.063 176.864 197.851
AI 420.778 517.219 465.144 558.357 749.029
PC 2.258.608 2.488.834 2.175.635 2.798.196 2.786.923
Empréstimos 712.187 896.123 387.863 420.690 384.936
PNC 1.720.523 1.930.347 2.391.414 1.821.484 2.450.023
ROL 4.174.721 4.830.150 5.427.188 5.941.619 6.312.626
CPV 2.918.075 3.323.942 3.789.382 4.135.096 4.301.203
LB 1.256.646 1.506.209 1.637.806 1.806.524 2.011.423
EqPt - 18.824

25.362

13.725 33.022 - 15.150
EBIT 375.466 504.280 605.719 763.269 897.678
LL 133.926 109.954 178.998 318.570 333.445
DL 955.786 1.423.918 1.190.269 1.086.367 1.576.795
DB 2.004.560 2.771.170 2.617.216 2.204.531 2.808.466
Exigível Tt 3.979.131 4.419.181 4.567.049 4.619.680 5.236.946
DB / AT 46,0% 58,0% 52,2% 42,6% 46,9%
DL / PL 264,4 393,8 266 194,8 210,3
Dep/Am 117.833,81 150.111,81 162.193,89 132.066,49 134.428,22
PME 104 87,1 86,4 83,5 82,1
PMF 140,2 126,9 133,6 151,1 145,6
PMR 39,8 16,1 27,4 45,7 28,6

Com base nas informações apresentadas sobre a empresa Jesoli S/A, é INCORRETO afirmar que

 

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3268020 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

TEXTO 1

LEVANTE A CABEÇA

E OLHE PARA A FRENTE.

É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.

Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

Enunciado 3649989-1

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.

Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.

Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.

E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

Enunciado 3649989-2

TEXTO 2

O caldo-de-cana e a crise

Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.

O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.

O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…

Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.

A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.

Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.

ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.

BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.

Os termos destacados nos enunciados do texto 1 exercem a função sintática de objeto direto, EXCETO em

 

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Questão presente nas seguintes provas
3268019 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

TEXTO 1

LEVANTE A CABEÇA

E OLHE PARA A FRENTE.

É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.

Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

Enunciado 3649988-1

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.

Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.

Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.

E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

Enunciado 3649988-2

TEXTO 2

O caldo-de-cana e a crise

Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.

O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.

O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…

Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.

A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.

Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.

ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.

BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.

De acordo com o texto 2, os dois termos, no contexto, referem-se entre si, mantêm uma correspondência referencial em

 

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Questão presente nas seguintes provas
3268018 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

TEXTO 1

LEVANTE A CABEÇA

E OLHE PARA A FRENTE.

É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.

Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

Enunciado 3649987-1

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.

Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.

Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.

E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

Enunciado 3649987-2

TEXTO 2

O caldo-de-cana e a crise

Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.

O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.

O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…

Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.

A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.

Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.

ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.

BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.

Assinale a alternativa em que o termo destacado remete a um termo sem referência explícita, anteriormente, no texto 2.

 

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3268017 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

TEXTO 1

LEVANTE A CABEÇA

E OLHE PARA A FRENTE.

É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.

Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

Enunciado 3649986-1

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.

Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.

Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.

E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

Enunciado 3649986-2

TEXTO 2

O caldo-de-cana e a crise

Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.

O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.

O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…

Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.

A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.

Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.

ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.

BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.

Nos trechos a seguir, extraídos do texto 1 e do texto 2, há termos do registro informal, evidenciando a presença de linguagem coloquial, EXCETO em

 

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3268016 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

TEXTO 1

LEVANTE A CABEÇA

E OLHE PARA A FRENTE.

É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.

Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

Enunciado 3649985-1

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.

Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.

Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.

E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

Enunciado 3649985-2

TEXTO 2

O caldo-de-cana e a crise

Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.

O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.

O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…

Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.

A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.

Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.

ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.

BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.

A crítica veiculada nos textos remete

I. à mídia, que divulga os fatos de modo sensacionalista.

II. aos conhecimentos acadêmicos que desconsideram a prática e a experiência acumulada.

III. ao relacionamento entre pais e filhos, pautado na falta de diálogo.

São CORRETAS as afirmativas

 

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3268015 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

TEXTO 1

LEVANTE A CABEÇA

E OLHE PARA A FRENTE.

É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.

Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

Enunciado 3649984-1

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.

Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.

Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.

E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

Enunciado 3649984-2

TEXTO 2

O caldo-de-cana e a crise

Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.

O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.

O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…

Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.

A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.

Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.

ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.

BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.

A moral da história comum ao texto 1 e ao 2 é

 

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3268014 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: IFN-MG

TEXTO 1

LEVANTE A CABEÇA

E OLHE PARA A FRENTE.

É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.

Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

Enunciado 3649983-1

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.

Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.

Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.

E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

Enunciado 3649983-2

TEXTO 2

O caldo-de-cana e a crise

Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.

O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.

O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…

Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.

A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.

Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.

ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.

BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.

Contribuíram para a falência dos comerciantes (o vendedor de cachorro-quente e o de caldo de cana), EXCETO:

 

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