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Foram encontradas 340 questões.

777174 Ano: 2012
Disciplina: Estatística
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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Duas pessoas são escolhidas para representarem um grupo de 100 pessoas. O número de combinações para essa escolha é de:

 

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770737 Ano: 2012
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: UFF
Orgão: IPASG
O tipo de topologia física de rede que dá uma maior confiabilidade à rede (devido a continuidade da comunicação), no caso de uma situação hipotética de rompimento de uma conexão, é:
 

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770733 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: IPASG
Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.
RONDÓ DE MULHER SÓ
Estou só, quer dizer, tenho ódio ao amor que terei pelo desconhecido que está a caminho, um homem cujo rosto e cuja voz desconheço.
Sempre estive duramente acorrentada a essa fatalidade, amor. Muito antes que o homem surja em nossa vida, sentimos fisicamente que somos servas de uma doação infinita de corpo e alma.
O homem é apenas o copo que recebe o nosso veneno, o nosso conteúdo de amor. Não é por isso que o homem me atemoriza, quando aqui estou outra vez, só, em meu quarto: o que me arrepia de temor é este amor invisível e brutal como um príncipe.
Quando se fala em mulher livre, estremeço. Livre como o bêbado que repete o mesmo caminho de sua fulgurante agonia.
A uma mulher não se pergunta: que farás agora da tua liberdade? A nossa interrogação é uma só e muito mais perturbadora: que farei agora do meu amor? Que farei deste amor informe como a nuvem e pesado como a pedra? Que farei deste amor que me esvazia e vai remoendo a cor e o sentido das coisas como um ácido? É terrível o horror de amar sem amor como as feras enjauladas.
É quando o homem desaparece de minha vida que sinto a selvageria do amor feminino. Somos todas selvagens: são inúteis as fantasias que vestimos para o grande baile. Selvagem era a romana que ficava em casa e tecia; selvagens eram as mulheres do harém, as mais depravadas e as mais pudicas; selvagem, furiosamente selvagem, foi a mulher na sombra da Idade Média, na sua mordaça de castidade; mesmo as santas – e Santa Teresa de Ávila foi a mais feminina de todas – fizeram da pureza e do amor divino um ato de ferocidade, como a pantera que salta inocente sobre a gazela. E selvagem sou eu sob a aparência sadia do biquíni, olhando a mecânica erótica de olhos abertos, instruída e elucidada. Pois não é na voluntariedade do sexo que está a selvageria da mulher, mas em nosso amor profundo e incontrolável como loucura. O sexo é simples: é a certeza de que existe um ponto de partida. Mas o amor é complicado: a incerteza sobre um ponto de chegada.
Aqui estou, só no meu quarto, sem amor, como um espelho que aguarda o retorno da imagem humana. O resto em torno é incompreensível. O homem sem rosto, sem voz, sem pensamento, está a caminho. Estou colocada nesse caminho como uma armadilha infalível. Só que a presa não é ele – o homem que se aproxima – mas sou eu mesma, o meu amor, a minha alma. Sou eu mesma, a mulher, a vítima das minhas armadilhas. Sou sempre eu mesma que me aprisiono quando me faço a mulher que espera um homem, o homem. Caímos sempre em nossas armadilhas. Até as prostitutas falham nos seus propósitos, incapazes de impedir que o comércio se deixe corromper pelo amor. Quantas mulheres traçaram seus esquemas com fria e bela isenção e acabaram penando de amor pelo velhote que esperavam depenar. Somos irremediavelmente líquidas e tomamos as formas das vasilhas que nos contêm. O pior agora é que o vaso está a caminho e não sei se é taça de cristal, cântaro clássico, xícara singela, canecão de cerveja. Qualquer que seja a sua forma, depois de algum tempo serei derramada no chão. Os vasos têm muitas formas e andam todos eles à procura de uma bebida lendária.
Li num autor (um pouco menos idiota do que os outros, quando falam sobre nós) que o drama da mulher é ter de adaptar-se às teorias que os homens criam sobre ela. Certo. Quando a mulher neurótica por todos os poros acaba no divã do analista, aconteceu simplesmente o seguinte: ela se perdeu e não soube como ser diante do homem; a figura que deveria ter assumido se fez imprecisa.
Para esse escritor, desde que existem homens no mundo, há inúmeras teorias masculinas sobre a mulher ideal. Certo. Amatrona foi inventada de acordo com as ideias de propriedade dos romanos. Como a mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita, muito docilmente a mulher de César passou a comportar-se acima de qualquer suspeita. Os Dantes queriam Beatrizes castas e intocáveis, e as Beatrizes castas e intocáveis surgiram em horda. A Renascença descobriu a mulher culta, e as renascentistas moderninhas meteram a cara nos irrespiráveis alfarrábios. O romancista do século passado inventou a mulherzinha infantil, e a mulherzinha infantil veio logo pipilando.
Os tipos vão sendo criados indefinidamente. Médicos produzem enfermeiras eficientes e incisivas como instrumentos. Homens de negócios produzem secretárias capazes e discretas. As prostitutas correspondem ao padrão secreto de muitos homens. Assim somos. Indiquem-nos o modelo, que o seguiremos à risca. Querem uma esposa amantíssima – seremos a esposa amantíssima. Se a moda é mulher sexy, por que não serei a mulher sexy? Cada uma de nós pode satisfazer qualquer especificação do mercado masculino.
Seremos umas bobocas? Não. Os homens são uns bobocas. O homem é que insiste em ver em cada uma de nós – não a mulher, a mulher em estado puro ou selvagem, um ser humano do sexo feminino – o diabo, a vagabunda, a lasciva, o anjo, a companheira, a simpática, a inteligente, o busto, o sexo, a perna, a esportista. Por que exige de nós todos os papéis, menos o papel de mulher? Por que não descobre, depois de tanto tempo, que somos simplesmente seres humanos carregados de eletricidade feminina?
(CAMPOS, P. Mendes. “O amor acaba: crônicas líricas e existenciais”. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 63-65.)
Das alterações feitas abaixo na redação de passagem “tenho ódio ao amor que terei pelo desconhecido que está a caminho” (parágrafo 1), aquela que está INCORRETA quanto à regência, de acordo com as normas da língua culta, é:
 

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770327 Ano: 2012
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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Na contabilidade pública, a desincorporação de elementos que causem o aumento do patrimônio público, constitui uma variação patrimonial denominada:
 

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764849 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.
ARTISTAS ANÔNIMOS
Ter um espaço para escrever em jornal e uma editora para publicar meus livros é uma sorte, e não apenas consequência do talento. Cada vez que leio um texto num blog, que vejo uma pintura de alguém que expõe na rua ou ouço um cara tocando num boteco sombrio, sei que é quase certo que eles não encontrarão mercado para expandir seu público, não terão a chance de viver do seu dom. E, inevitavelmente, penso na loteria que é essa tal de vida artística.
Assisti dias atrás ao filme “Riscado”, de Gustavo Pizzi, que já recebeu alguns prêmios em festivais. É a história de uma atriz, interpretada pela ótima Karine Teles, que sobrevive de bicos na noite de uma metrópole. Ora ela interpreta Marilyn Monroe cantando “Happy birthday” para octogenários, ora ela se fantasia para distribuir panfletos em bares, ora canta na calçada para atrair fregueses para um salão de beleza, ora faz telegramas ao vivo. Tudo muito digno – e deprimente. Ela é uma atriz. Uma boa atriz. Mas como saberão que ela é uma boa atriz? No filme, ela integra o elenco de uma peça precária, a que só os amigos foram assistir. O seu palco, mesmo, é na festinha dos outros, onde ela faz uma breve aparição e depois some sem que ninguém mais se lembre dela.Terminado o “expediente”, ela acende um cigarro e vai para a fila do ônibus, enquanto aguarda o telefone tocar com alguma proposta mais animadora, que a tire desse mundo da figuração. Até o dia em que surge a oportunidade de trabalhar numa produção internacional, com papel fixo e importante. Mas será que existe mesmo conto de fadas?
Há os que poderiam bailar lindamente, se pudessem frequentar uma escola. Os que poderiam cantar, pintar, ser atletas, estilistas ou músicos, não tivessem que se dedicar a um “trabalho normal” para ajudar nas despesas da casa. E há os que, mesmo frequentando perifericamente o mundo em que sonham entrar, como a personagem do filme, mantêm-se à margem até o fim dos dias, sem um minuto de protagonismo, sem jamais ver seu nome nos créditos.
O que é que define a trajetória de um artista? Levando-se em conta que ele entende mesmo do riscado (daí o título do filme) e que é um sujeito responsável e de caráter, o que mais precisaria acontecer? É uma pergunta que milhares de candidatos ao reconhecimento se fazem, mas não há uma resposta exata. Uma bailarina do Faustão será chamada um dia para o elenco de um musical? E estando nesse musical, evoluirá depois? A primeira vez que vi Claudia Raia, ela tinha 16 anos e dançava na montagem brasileira de “A Chorus Une”. Acabou virando uma grande estrela. Pelo talento, óbvio, e por conspirações cósmicas que ninguém explica. Uma carreira sólida (não os 15 minutos de fama) se constrói com carisma, perseverança, presença de espírito, facilidade de se relacionar, inteligência, dedicação, disponibilidade, bagagem cultural e com um fator aleatório que faz toda a diferença, mencionado lá no início do texto: sorte. A sorte de alguém colocar o olho em você e apostar.
Loteria.
(MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, 16/10/11.)
Dos pares de palavras abaixo, o par em que as duas palavras recebem acento gráfico em obediência à mesma regra é:
 

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764709 Ano: 2012
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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De acordo com o Anexo 3º da Lei nº 4.320/64, na classificação da receita, o registro multas e juros de mora é classificado como:
 

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764314 Ano: 2012
Disciplina: Estatística
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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Uma agência de seguros resolveu premiar o vendedor com melhor desempenho, com um automóvel, onde as cores seriam sorteadas. As cores para sorteio foram: branca, prata, vermelha e preta. Para cada cor, a agência reservou 13 automóveis. A probabilidade de sair um automóvel de cor preta ou de cor prata, retirando um envelope de dentro de uma urna, no momento do sorteio é de:

 

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761489 Ano: 2012
Disciplina: Direito Previdenciário
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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Servidor público do Município de São Gonçalo, em trânsito para o local de trabalho, é vítima de acidente no ônibus em que estava, sofrendo traumatismo craniano, com perda da capacidade laborativa. Na hipótese, a aposentadoria por invalidez será:

 

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760516 Ano: 2012
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de São Gonçalo, a vacância do cargo público decorrerá de, EXCETO:
 

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760480 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: IPASG
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Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.
Quando o filósofo Clément Rosset afirma, a respeito de Nietzsche, que “a alegria é a força maior”, ele deseja mostrar que a alegria não é um sentimento dentre outros, mas a força motriz que nos impele à vida, uma espécie de grande “sim” à existência em todas as suas facetas. Afinal, este sentimento envolve todos os nossos sentidos e nos fortalece de tal maneira que, uma vez alegres, nada mais parece pesar em nós. É que a alegria, quando vivida em profundidade, não deixa espaço para mais nada − razão pela qual Leibniz a defendia como um sentimento totalizante que, estando presente, domina todos os demais. Totalizante ou apenas dominante, a alegria, para Nietzsche, é a força que nos coloca em movimento, é aquilo que nos faz agir, é o que nos faz querer viver.
É claro que nem todos entendem a alegria desse modo. Para muitos, ela é apenas um ímpeto passageiro, uma sensação fugaz de contentamento e júbilo, algo que apenas contrasta com a dor, geralmente considerada mais permanente e profunda. Porém, para filósofos como Nietzsche e, sobretudo, Espinosa, ela é um sentimento vital, afirmativo, que se confunde com a própria potência de existir. Neste caso, ela pode ser definida como uma disposição favorável com relação à vida. Eis porque o homem alegre é sempre alegre, mesmo quando está triste (ao contrário do homem angustiado, que sempre é angustiado mesmo quando tem motivos para estar alegre).
Em poucas palavras, é preciso que se entenda que sem alegrias o corpo vai adoecendo e a paralisia das ações torna-se inexorável. É a ocasião certa para a angústia se instalar e afunilar nossa percepção da vida. Porque é isto exatamente a angústia: uma sensação ou sentimento de vazio, de incompletude, de insignificância, uma espécie de afunilamento, de perda de perspectiva, de indisposição com a vida. É quando o niilismo se instala no âmago do ser e a própria vida é vista como nada.
Espinosa usa o conceito de “conatus” para definir esta força de existir inerente a cada ser (que aumenta e diminui ao longo da existência em função dos encontros alegres ou tristes que fazemos). É por isso que Nietzsche afirma que os pessimistas e niilistas, ao julgarem a vida má e pesada, nada mais fazem do que revelar sua própria impotência e fraqueza diante dela.
(SCHöPKE, Regina. O Globo: 04/09/2010.)
A redação que inverte, EQUIVOCADAMENTE, a relação de causa / consequência expressa em: “e nos fortalece de tal maneira que, uma vez alegres, nada mais parece pesar em nós” (parágrafo 1), é:
 

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