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Foram encontradas 292 questões.

2130518 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Texto 1 para responder à questão.

Discurso sobre a história da literatura do Brasil Através das espessas trevas em que se achavam envolvidos os homens neste continente americano, viram-se alguns espíritos superiores brilhar de passagem, bem semelhantes a essas luzes errantes que o peregrino admira em solitária noite nos desertos do Brasil; sim, eles eram como pirilampos que, no meio das trevas, fosfoream. E poder-se-á, com razão, acusar o Brasil de não ter produzido inteligências de mais subido quilate? Mas que povo escravizado pôde cantar com harmonia, quando o retinido das cadeias e o ardor das feridas sua existência torturaram? Que colono tão feliz, ainda com o peso sobre os ombros e, curvado sobre a terra, a voz ergueu no meio do universo e gravou seu nome nas páginas da memória? Quem, não tendo a consciência da sua livre existência, só rodeado de cenas de miséria, pôde soltar um riso de alegria e exalar o pensamento de sua individualidade? Não, as ciências, a poesia e as belas-artes, filhas da liberdade, não são partilhas do escravo, irmãs da glória, fogem do país amaldiçoado,
onde a escravidão rasteja e só com a liberdade habitar podem.

Se refletirmos, veremos que não são poucos os escritores, para um país que era colônia portuguesa, para um país onde, ainda hoje, o trabalho do literato, longe de assegurar-lhe com a glória uma independência individual, e um título de mais reconhecimento público, parece, ao contrário, desmerecê-lo e desviá-lo da liga dos homens positivos que, desdenhosos, dizem: é um poeta! Sem distinguir se apenas é um trovista ou um homem de gênio, como se dissessem: eis aí um ocioso, um parasita, que não pertence a este mundo. Deixai-o com a sua mania.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves. Discurso sobre a história da literatura do Brasil (manifesto publicado na revista Nictheroy em 1836). Disponível em: <http://acervo.bndigital.bn.br>. Acesso em: 3 mar. 2022 (fragmento).

Com relação aos aspectos linguísticos e ao sentido do texto apresentado, julgue o item a seguir.

A última frase do texto é uma ironia que exprime a crítica do autor ao desprezo dirigido aos literatos no Brasil.

 

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2130517 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Texto 1 para responder à questão.

Discurso sobre a história da literatura do Brasil Através das espessas trevas em que se achavam envolvidos os homens neste continente americano, viram-se alguns espíritos superiores brilhar de passagem, bem semelhantes a essas luzes errantes que o peregrino admira em solitária noite nos desertos do Brasil; sim, eles eram como pirilampos que, no meio das trevas, fosfoream. E poder-se-á, com razão, acusar o Brasil de não ter produzido inteligências de mais subido quilate? Mas que povo escravizado pôde cantar com harmonia, quando o retinido das cadeias e o ardor das feridas sua existência torturaram? Que colono tão feliz, ainda com o peso sobre os ombros e, curvado sobre a terra, a voz ergueu no meio do universo e gravou seu nome nas páginas da memória? Quem, não tendo a consciência da sua livre existência, só rodeado de cenas de miséria, pôde soltar um riso de alegria e exalar o pensamento de sua individualidade? Não, as ciências, a poesia e as belas-artes, filhas da liberdade, não são partilhas do escravo, irmãs da glória, fogem do país amaldiçoado,
onde a escravidão rasteja e só com a liberdade habitar podem.

Se refletirmos, veremos que não são poucos os escritores, para um país que era colônia portuguesa, para um país onde, ainda hoje, o trabalho do literato, longe de assegurar-lhe com a glória uma independência individual, e um título de mais reconhecimento público, parece, ao contrário, desmerecê-lo e desviá-lo da liga dos homens positivos que, desdenhosos, dizem: é um poeta! Sem distinguir se apenas é um trovista ou um homem de gênio, como se dissessem: eis aí um ocioso, um parasita, que não pertence a este mundo. Deixai-o com a sua mania.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves. Discurso sobre a história da literatura do Brasil (manifesto publicado na revista Nictheroy em 1836). Disponível em: <http://acervo.bndigital.bn.br>. Acesso em: 3 mar. 2022 (fragmento).

Com relação aos aspectos linguísticos e ao sentido do texto apresentado, julgue o item a seguir.

O texto defende a concepção de que há autores demais no País, o que dificulta distinguir entre os que versejam por diletantismo e os que têm verdadeiro talento.

 

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2130516 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Para muitos de vós a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje é uma aglomeração de “horrores”. [...] Não está terminado o vosso espanto. Outros “horrores” vos esperam. [...]

Nenhum preconceito é mais perturbador à concepção da arte que o da Beleza. [...] A arte é independente deste preconceito. [...] É a realização da nossa integração no Cosmos pelas emoções derivadas dos nossos sentidos, vagos e indefiníveis sentimentos que nos vêm das formas, dos sons, das cores, dos tatos, dos sabores e nos levam à unidade suprema com o Todo Universal. Por ela sentimos o Universo, que a ciência decompõe e nos faz somente conhecer pelos seus fenômenos. [...]

Este supremo movimento artístico se caracteriza pelo mais livre e fecundo subjetivismo. É uma resultante do extremado individualismo que vem vindo na vaga do tempo há quase dois séculos até se espraiar em nossa época, de que é feição avassaladora. [...]

Cada um se julga livre de revelar a natureza segundo o próprio sentimento libertado. Cada um é livre de criar e manifestar o seu sonho, a sua fantasia íntima desencadeada de toda a regra, de toda a sanção. O cânon e a lei são substituídos pela liberdade absoluta que os revela, por entre mil extravagâncias, maravilhas que só a liberdade sabe gerar. [...]

Este subjetivismo é tão livre que pela vontade independente do artista se torna no mais desinteressado objetivismo, em que desaparece a determinação psicológica. [...]

No Brasil, no fundo de toda a poesia, mesmo liberta, jaz aquela porção de tristeza, aquela nostalgia irremediável, que é o substrato do nosso lirismo. É verdade que há um esforço de libertação dessa melancolia racial, e a poesia se desforra na amargura do humorismo, que é uma expressão de desencantamento, um permanente sarcasmo contra o que é e não devia ser, quase uma arte de vencidos. [...]

Que a arte [...] renuncie ao particular e faça cessar por instantes a dolorosa tragédia do espírito humano desvairado do grande exílio da separação do Todo, e nos transporte pelos sentimentos vagos das formas, das cores, dos sons, dos tatos e dos sabores à nossa gloriosa fusão no Universo.

ARANHA, Graça. A emoção estética na arte moderna (discurso de abertura da Semana de Arte Moderna). In: ANDRADE, Mário de. Mário de Andrade e a Semana de Arte Moderna. São Paulo: Faro Editorial, 2021, p. 15, com adaptações.

Com base nos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

A ideia contida no último período do texto indica que a arte tem função metafórica, no sentido etimológico de transporte.

 

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2130515 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Para muitos de vós a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje é uma aglomeração de “horrores”. [...] Não está terminado o vosso espanto. Outros “horrores” vos esperam. [...]

Nenhum preconceito é mais perturbador à concepção da arte que o da Beleza. [...] A arte é independente deste preconceito. [...] É a realização da nossa integração no Cosmos pelas emoções derivadas dos nossos sentidos, vagos e indefiníveis sentimentos que nos vêm das formas, dos sons, das cores, dos tatos, dos sabores e nos levam à unidade suprema com o Todo Universal. Por ela sentimos o Universo, que a ciência decompõe e nos faz somente conhecer pelos seus fenômenos. [...]

Este supremo movimento artístico se caracteriza pelo mais livre e fecundo subjetivismo. É uma resultante do extremado individualismo que vem vindo na vaga do tempo há quase dois séculos até se espraiar em nossa época, de que é feição avassaladora. [...]

Cada um se julga livre de revelar a natureza segundo o próprio sentimento libertado. Cada um é livre de criar e manifestar o seu sonho, a sua fantasia íntima desencadeada de toda a regra, de toda a sanção. O cânon e a lei são substituídos pela liberdade absoluta que os revela, por entre mil extravagâncias, maravilhas que só a liberdade sabe gerar. [...]

Este subjetivismo é tão livre que pela vontade independente do artista se torna no mais desinteressado objetivismo, em que desaparece a determinação psicológica. [...]

No Brasil, no fundo de toda a poesia, mesmo liberta, jaz aquela porção de tristeza, aquela nostalgia irremediável, que é o substrato do nosso lirismo. É verdade que há um esforço de libertação dessa melancolia racial, e a poesia se desforra na amargura do humorismo, que é uma expressão de desencantamento, um permanente sarcasmo contra o que é e não devia ser, quase uma arte de vencidos. [...]

Que a arte [...] renuncie ao particular e faça cessar por instantes a dolorosa tragédia do espírito humano desvairado do grande exílio da separação do Todo, e nos transporte pelos sentimentos vagos das formas, das cores, dos sons, dos tatos e dos sabores à nossa gloriosa fusão no Universo.

ARANHA, Graça. A emoção estética na arte moderna (discurso de abertura da Semana de Arte Moderna). In: ANDRADE, Mário de. Mário de Andrade e a Semana de Arte Moderna. São Paulo: Faro Editorial, 2021, p. 15, com adaptações.

Com base nos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

No excerto “No Brasil […] arte de vencidos”, o autor ressalta a importância da alegria como método de superação da tristeza e da melancolia, substratos de nosso lirismo.

 

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2130514 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Para muitos de vós a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje é uma aglomeração de “horrores”. [...] Não está terminado o vosso espanto. Outros “horrores” vos esperam. [...]

Nenhum preconceito é mais perturbador à concepção da arte que o da Beleza. [...] A arte é independente deste preconceito. [...] É a realização da nossa integração no Cosmos pelas emoções derivadas dos nossos sentidos, vagos e indefiníveis sentimentos que nos vêm das formas, dos sons, das cores, dos tatos, dos sabores e nos levam à unidade suprema com o Todo Universal. Por ela sentimos o Universo, que a ciência decompõe e nos faz somente conhecer pelos seus fenômenos. [...]

Este supremo movimento artístico se caracteriza pelo mais livre e fecundo subjetivismo. É uma resultante do extremado individualismo que vem vindo na vaga do tempo há quase dois séculos até se espraiar em nossa época, de que é feição avassaladora. [...]

Cada um se julga livre de revelar a natureza segundo o próprio sentimento libertado. Cada um é livre de criar e manifestar o seu sonho, a sua fantasia íntima desencadeada de toda a regra, de toda a sanção. O cânon e a lei são substituídos pela liberdade absoluta que os revela, por entre mil extravagâncias, maravilhas que só a liberdade sabe gerar. [...]

Este subjetivismo é tão livre que pela vontade independente do artista se torna no mais desinteressado objetivismo, em que desaparece a determinação psicológica. [...]

No Brasil, no fundo de toda a poesia, mesmo liberta, jaz aquela porção de tristeza, aquela nostalgia irremediável, que é o substrato do nosso lirismo. É verdade que há um esforço de libertação dessa melancolia racial, e a poesia se desforra na amargura do humorismo, que é uma expressão de desencantamento, um permanente sarcasmo contra o que é e não devia ser, quase uma arte de vencidos. [...]

Que a arte [...] renuncie ao particular e faça cessar por instantes a dolorosa tragédia do espírito humano desvairado do grande exílio da separação do Todo, e nos transporte pelos sentimentos vagos das formas, das cores, dos sons, dos tatos e dos sabores à nossa gloriosa fusão no Universo.

ARANHA, Graça. A emoção estética na arte moderna (discurso de abertura da Semana de Arte Moderna). In: ANDRADE, Mário de. Mário de Andrade e a Semana de Arte Moderna. São Paulo: Faro Editorial, 2021, p. 15, com adaptações.

Com base nos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

Apesar de subjetivismo e objetivismo serem conceitos distintos e opostos, o autor opina que a liberdade permite a transformação do primeiro no segundo, de maneira que não pode ser prevista conforme normas científicas.

 

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2130513 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Para muitos de vós a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje é uma aglomeração de “horrores”. [...] Não está terminado o vosso espanto. Outros “horrores” vos esperam. [...]

Nenhum preconceito é mais perturbador à concepção da arte que o da Beleza. [...] A arte é independente deste preconceito. [...] É a realização da nossa integração no Cosmos pelas emoções derivadas dos nossos sentidos, vagos e indefiníveis sentimentos que nos vêm das formas, dos sons, das cores, dos tatos, dos sabores e nos levam à unidade suprema com o Todo Universal. Por ela sentimos o Universo, que a ciência decompõe e nos faz somente conhecer pelos seus fenômenos. [...]

Este supremo movimento artístico se caracteriza pelo mais livre e fecundo subjetivismo. É uma resultante do extremado individualismo que vem vindo na vaga do tempo há quase dois séculos até se espraiar em nossa época, de que é feição avassaladora. [...]

Cada um se julga livre de revelar a natureza segundo o próprio sentimento libertado. Cada um é livre de criar e manifestar o seu sonho, a sua fantasia íntima desencadeada de toda a regra, de toda a sanção. O cânon e a lei são substituídos pela liberdade absoluta que os revela, por entre mil extravagâncias, maravilhas que só a liberdade sabe gerar. [...]

Este subjetivismo é tão livre que pela vontade independente do artista se torna no mais desinteressado objetivismo, em que desaparece a determinação psicológica. [...]

No Brasil, no fundo de toda a poesia, mesmo liberta, jaz aquela porção de tristeza, aquela nostalgia irremediável, que é o substrato do nosso lirismo. É verdade que há um esforço de libertação dessa melancolia racial, e a poesia se desforra na amargura do humorismo, que é uma expressão de desencantamento, um permanente sarcasmo contra o que é e não devia ser, quase uma arte de vencidos. [...]

Que a arte [...] renuncie ao particular e faça cessar por instantes a dolorosa tragédia do espírito humano desvairado do grande exílio da separação do Todo, e nos transporte pelos sentimentos vagos das formas, das cores, dos sons, dos tatos e dos sabores à nossa gloriosa fusão no Universo.

ARANHA, Graça. A emoção estética na arte moderna (discurso de abertura da Semana de Arte Moderna). In: ANDRADE, Mário de. Mário de Andrade e a Semana de Arte Moderna. São Paulo: Faro Editorial, 2021, p. 15, com adaptações.

Com base nos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

A palavra “desencadeada” tem o sentido de reação em cadeia gerada pela “fantasia íntima”.

 

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2130512 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Arbitrária fortuna! Desprezível
Mais que essas almas vis, que a ti se humilham,
Prosterne-se a teus pés o Brasil todo;
Eu, nem curvo o joelho. […]

Não – reduzir-me a pó, roubar-me tudo,
Porém nunca aviltar-me pode o fado;
Quem a morte não teme, nada teme
Eu nisto só confio. [...]

Cingida a fronte de sangrentos loiros
Horror jamais inspirará meu nome;
Nunca a viúva há de pedir-me o esposo,
Nem seu pai a criança.

Nunca aspirei a flagelar humanos.
Meu nome acabe, para sempre acabe,
Se para libertar do eterno olvido
Forem precisos crimes. […]

Exulta, velha Europa: o novo Império,
Obra-prima do Céu! Por fado ímpio
Não será mais o teu rival ativo
Em comércio e marinha.

Aquele, que gigante inda no berço
Se mostrava às nações, no berço mesmo
É já cadáver de cruéis harpias,
De malfazejas fúrias.

BONIFÁCIO, José. Poesias. Rio de Janeiro: Academia Brasileira, 1942 (coleção Afrânio Peixoto), p. 157-158, com adaptações.

Com relação aos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

Nas duas últimas estrofes, o autor expressa sua visão de que o Brasil poderia ter sido rival econômico do Velho Continente, mas se tornou presa de aves de rapina.

 

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2130511 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Arbitrária fortuna! Desprezível
Mais que essas almas vis, que a ti se humilham,
Prosterne-se a teus pés o Brasil todo;
Eu, nem curvo o joelho. […]

Não – reduzir-me a pó, roubar-me tudo,
Porém nunca aviltar-me pode o fado;
Quem a morte não teme, nada teme
Eu nisto só confio. [...]

Cingida a fronte de sangrentos loiros
Horror jamais inspirará meu nome;
Nunca a viúva há de pedir-me o esposo,
Nem seu pai a criança.

Nunca aspirei a flagelar humanos.
Meu nome acabe, para sempre acabe,
Se para libertar do eterno olvido
Forem precisos crimes. […]

Exulta, velha Europa: o novo Império,
Obra-prima do Céu! Por fado ímpio
Não será mais o teu rival ativo
Em comércio e marinha.

Aquele, que gigante inda no berço
Se mostrava às nações, no berço mesmo
É já cadáver de cruéis harpias,
De malfazejas fúrias.

BONIFÁCIO, José. Poesias. Rio de Janeiro: Academia Brasileira, 1942 (coleção Afrânio Peixoto), p. 157-158, com adaptações.

Com relação aos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

Ao repetir “meu nome” (linhas 10 e 14), José Bonifácio luta contra seu esquecimento por meio do apelo ao sacrifício pela Pátria.

 

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2130510 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Arbitrária fortuna! Desprezível
Mais que essas almas vis, que a ti se humilham,
Prosterne-se a teus pés o Brasil todo;
Eu, nem curvo o joelho. […]

Não – reduzir-me a pó, roubar-me tudo,
Porém nunca aviltar-me pode o fado;
Quem a morte não teme, nada teme
Eu nisto só confio. [...]

Cingida a fronte de sangrentos loiros
Horror jamais inspirará meu nome;
Nunca a viúva há de pedir-me o esposo,
Nem seu pai a criança.

Nunca aspirei a flagelar humanos.
Meu nome acabe, para sempre acabe,
Se para libertar do eterno olvido
Forem precisos crimes. […]

Exulta, velha Europa: o novo Império,
Obra-prima do Céu! Por fado ímpio
Não será mais o teu rival ativo
Em comércio e marinha.

Aquele, que gigante inda no berço
Se mostrava às nações, no berço mesmo
É já cadáver de cruéis harpias,
De malfazejas fúrias.

BONIFÁCIO, José. Poesias. Rio de Janeiro: Academia Brasileira, 1942 (coleção Afrânio Peixoto), p. 157-158, com adaptações.

Com relação aos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

A palavra “fado” (linha 6) é semanticamente próxima de “fortuna” (linha 1).

 

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2130509 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IADES
Orgão: IRB
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Arbitrária fortuna! Desprezível
Mais que essas almas vis, que a ti se humilham,
Prosterne-se a teus pés o Brasil todo;
Eu, nem curvo o joelho. […]

Não – reduzir-me a pó, roubar-me tudo,
Porém nunca aviltar-me pode o fado;
Quem a morte não teme, nada teme
Eu nisto só confio. [...]

Cingida a fronte de sangrentos loiros
Horror jamais inspirará meu nome;
Nunca a viúva há de pedir-me o esposo,
Nem seu pai a criança.

Nunca aspirei a flagelar humanos.
Meu nome acabe, para sempre acabe,
Se para libertar do eterno olvido
Forem precisos crimes. […]

Exulta, velha Europa: o novo Império,
Obra-prima do Céu! Por fado ímpio
Não será mais o teu rival ativo
Em comércio e marinha.

Aquele, que gigante inda no berço
Se mostrava às nações, no berço mesmo
É já cadáver de cruéis harpias,
De malfazejas fúrias.

BONIFÁCIO, José. Poesias. Rio de Janeiro: Academia Brasileira, 1942 (coleção Afrânio Peixoto), p. 157-158, com adaptações.

Com relação aos aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.

A primeira estrofe poderia ser redigida em prosa, mantendo-se o sentido original, da seguinte forma: Ainda que todo o Brasil se prosterne aos seus pés, eu não curvo o joelho à riqueza arbitrária, mais desprezível que as pessoas vis que se humilham diante dela.

 

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