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Foram encontradas 480 questões.

2688533 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 05.

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Maneira de olhar

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Recomendaram-lhe que se deitasse cedo, para acordar à hora da passagem do ano. A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passa se os garotos ficarem de vigília. E como havia de ser, se não passasse? Era a vida do mundo inteiro que se perturbava. Tudo que estava para acontecer a partir de meia-noite bruscamente ficaria retido em malas, pacotes, na escuridão. Seria complicar tanto a vida dos outros, e a sua própria, que o menino se decidiu a acatar a ordem ingrata. Ou fingir acatamento. Iria deitar-se, que remédio? Fecharia os olhos, pois esse é o testemunho de sono que as mães procuram no rosto dos filhos. Mas dormir de verdade, isso não. Imóvel, como nas ocasiões em que brincava de morrer, continuaria atento ao que ocorresse noite afora, pelo mundo solto. Queria devassar o mistério da passagem do ano, que ninguém sabe explicar.

A babá falara numa faixa de luz, que corta o céu de lado a lado, verdadeiro arco-íris tão intenso que ninguém pode botar-lhe os olhos em cima; corusca, ouve-se um coro de anjos, tudo some de repente: o ano velho se foi, chega o ano novo. Mas seu tio, piloto da Varig, voou numa noite de 31 de dezembro e não confirmou a luz e os anjos; o ano novo desce é de paraquedas, bem no centro da Praça General Osório. Quanto ao ano velho, acaba feito balão que perdeu gás, muito choco.

Como as pessoas são mentirosas. A história certa eles não contam, e cada um vai inventando uma história que desmente outra. Sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, sua própria mãe não estaria mentindo? Por mais que lhe perguntasse como é a cara do ano velho e a cara do ano novo, não tivera resposta. Ela respondera com um sorriso, desses de que a gente gosta, mas não esclarecem nada, são modos de esconder: “Você mesmo verá como é. Depende da maneira de olhar”. Conversa com outros garotos a respeito não adianta. Cada qual diz mais bobagem que o outro; aprendem a mentir com os grandes.

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(Carlos Drummond de Andrade. A Bolsa e a vida.

Poesia e Prosa. Adaptado)

É correto afirmar que o narrador

 

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2688532 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

Assinale a alternativa em que, na frase redigida a partir do texto, o uso da vírgula está em conformidade com a norma-padrão da língua.

 

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2688531 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

Assinale a alternativa em que, na frase que completa o enunciado a seguir, o uso do acento indicativo da crase está em conformidade com a norma-padrão da língua.

As propostas dos candidatos ao governo direcionam-se

 

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2688530 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

No contexto de leitura, emprega(m)-se palavra(s) em sentido figurado na passagem:

 

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2688529 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

No editorial, a frase “... os planos apresentados soam genéricos e superficiais.” (8º parágrafo) expressa a ideia de que os candidatos ao governo de São Paulo têm apresentado para a educação integral projetos

 

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2688528 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

Assinale a alternativa em que a reescrita da frase do 5º parágrafo “... usaram-se aulas gravadas.” está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.

 

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2688527 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

Assinale a alternativa em que o termo destacado na frase expressa a noção de causa.

 

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2688526 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

O editorial aponta como um dos problemas da educação paulista

 

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2688525 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

Considere as seguintes passagens do texto:

• ... cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado... (3º parágrafo)

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco... (7º parágrafo)

As expressões destacadas nas passagens estabelecem, no contexto de leitura, respectivamente, relação com sentido de

 

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2688524 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PC-RR

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.

Gargalos do ensino

Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.

A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.

Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.

Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.

No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.

Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.

Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.

Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.

Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.

(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)

* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.

Conforme o editorial, no que diz respeito à educação pública paulista,

 

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