Foram encontradas 480 questões.
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 10.
Gargalos do ensino
Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.
A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso em língua portuguesa e matemática.
Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.
Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.
No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.
Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019 eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.
Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a mesma das escolas regulares.
Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes* não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos apresentados soam genéricos e superficiais.
Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.
(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)
* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.
O editorial discute
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Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06.
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O biógrafo vê estrelas
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Se você é aspirante biógrafo de alguma personalidade da história recente, prepare-se para descascar os diversos abacaxis inerentes profissão. Além do trabalho de investigar a vida do seu biografado – ler e organizar informações, dar uma forma coerente, clara, verdadeira e, se possível, inteligente ao seu texto – aí é que os seus problemas podem realmente começar: com os herdeiros do biografado.
A indústria dos herdeiros está em plena expansão. Para praticá-la, o cidadão precisa apenas ter nascido de pai, mãe ou outro parente que venha merecer uma biografia. Nada mais é exigido, mesmo tendo passado a vida alheio figura do antepassado famoso
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(Ruy Castro. O Leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. São Paulo, Companhia das Letras, 2009. Adaptado)
Assinale a alternativa em que, na redação que completa o enunciado a seguir, a concordância verbal e nominal está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
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A organização de informações e o cuidado para dar ao texto uma forma clara e coerente...
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 04.
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Livro destrincha obsessão humana por histórias
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Qual é a história mais antiga do mundo? Não sabemos ao certo, mas há uma boa chance de que seja o relato de como um grande animal que era perseguido por caçadores acaba galgando aos céus, dando origem à constelação de Ursa Maior. Variantes do mito da Caçada Cósmica aparecem em várias tradições, tanto da Europa como da América do Norte, o que permite supor que a base da história já fosse repetida diante das fogueiras dos acampamentos antes mesmo de o homem atravessar a ligação terrestre que havia entre os continentes entre 28.000 e 13.000 a.C.
Essa história consta de “The Science of Storytelling” (a ciência de contar histórias), de Will Storr, que pretende ser um manual de composição literária para alunos de cursos de escrita criativa. Não sei se ele funciona muito bem para fabricar escritores, mas devo dizer que é uma obra cativante para quem apenas tenta entender o fascínio humano por mitos, histórias e até fofocas.
Storr foi atrás dos achados na neurociência e da psicologia que de alguma forma dizem respeito a nosso apetite pela ficção e com eles montou uma peça muito interessante, que articula todos esses conhecimentos e os ilustra com passagens de obras ecleticamente variadas, que incluem desde a Bíblia hebraica e Shakespeare até jogos de computador.
Uma coisa que pelo menos para mim é novidade é que, quando nos envolvemos com uma história, entramos num estado mental que os psicólogos chamam de “transporte pela narrativa”, no qual nossas crenças, atitudes e intenções se tornam mais suscetíveis a serem alteradas.
Histórias seriam, assim, um veículo privilegiado de aprendizagem e persuasão. Isso não está no livro, mas é algo que, se confirmado, reforça a ideia de que nosso gosto por histórias seria uma adaptação biológica, não apenas um efeito colateral de outras adaptações. Nossa obsessão para com a ficção seria parte irredutível de nossa humanidade.
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(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ helioschwartsman/2022/07/livro-destrincha-obsessao-humanapor-historias.shtml. 23.07.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está em conformidade com a norma-padrão de pontuação.
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 04.
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Livro destrincha obsessão humana por histórias
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Qual é a história mais antiga do mundo? Não sabemos ao certo, mas há uma boa chance de que seja o relato de como um grande animal que era perseguido por caçadores acaba galgando aos céus, dando origem à constelação de Ursa Maior. Variantes do mito da Caçada Cósmica aparecem em várias tradições, tanto da Europa como da América do Norte, o que permite supor que a base da história já fosse repetida diante das fogueiras dos acampamentos antes mesmo de o homem atravessar a ligação terrestre que havia entre os continentes entre 28.000 e 13.000 a.C.
Essa história consta de “The Science of Storytelling” (a ciência de contar histórias), de Will Storr, que pretende ser um manual de composição literária para alunos de cursos de escrita criativa. Não sei se ele funciona muito bem para fabricar escritores, mas devo dizer que é uma obra cativante para quem apenas tenta entender o fascínio humano por mitos, histórias e até fofocas.
Storr foi atrás dos achados na neurociência e da psicologia que de alguma forma dizem respeito a nosso apetite pela ficção e com eles montou uma peça muito interessante, que articula todos esses conhecimentos e os ilustra com passagens de obras ecleticamente variadas, que incluem desde a Bíblia hebraica e Shakespeare até jogos de computador.
Uma coisa que pelo menos para mim é novidade é que, quando nos envolvemos com uma história, entramos num estado mental que os psicólogos chamam de “transporte pela narrativa”, no qual nossas crenças, atitudes e intenções se tornam mais suscetíveis a serem alteradas.
Histórias seriam, assim, um veículo privilegiado de aprendizagem e persuasão. Isso não está no livro, mas é algo que, se confirmado, reforça a ideia de que nosso gosto por histórias seria uma adaptação biológica, não apenas um efeito colateral de outras adaptações. Nossa obsessão para com a ficção seria parte irredutível de nossa humanidade.
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(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ helioschwartsman/2022/07/livro-destrincha-obsessao-humanapor-historias.shtml. 23.07.2022. Adaptado)
No texto, emprega-se para estabelecer a ideia de condição a expressão destacada na passagem:
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 04.
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Livro destrincha obsessão humana por histórias
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Qual é a história mais antiga do mundo? Não sabemos ao certo, mas há uma boa chance de que seja o relato de como um grande animal que era perseguido por caçadores acaba galgando aos céus, dando origem à constelação de Ursa Maior. Variantes do mito da Caçada Cósmica aparecem em várias tradições, tanto da Europa como da América do Norte, o que permite supor que a base da história já fosse repetida diante das fogueiras dos acampamentos antes mesmo de o homem atravessar a ligação terrestre que havia entre os continentes entre 28.000 e 13.000 a.C.
Essa história consta de “The Science of Storytelling” (a ciência de contar histórias), de Will Storr, que pretende ser um manual de composição literária para alunos de cursos de escrita criativa. Não sei se ele funciona muito bem para fabricar escritores, mas devo dizer que é uma obra cativante para quem apenas tenta entender o fascínio humano por mitos, histórias e até fofocas.
Storr foi atrás dos achados na neurociência e da psicologia que de alguma forma dizem respeito a nosso apetite pela ficção e com eles montou uma peça muito interessante, que articula todos esses conhecimentos e os ilustra com passagens de obras ecleticamente variadas, que incluem desde a Bíblia hebraica e Shakespeare até jogos de computador.
Uma coisa que pelo menos para mim é novidade é que, quando nos envolvemos com uma história, entramos num estado mental que os psicólogos chamam de “transporte pela narrativa”, no qual nossas crenças, atitudes e intenções se tornam mais suscetíveis a serem alteradas.
Histórias seriam, assim, um veículo privilegiado de aprendizagem e persuasão. Isso não está no livro, mas é algo que, se confirmado, reforça a ideia de que nosso gosto por histórias seria uma adaptação biológica, não apenas um efeito colateral de outras adaptações. Nossa obsessão para com a ficção seria parte irredutível de nossa humanidade.
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(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ helioschwartsman/2022/07/livro-destrincha-obsessao-humanapor-historias.shtml. 23.07.2022. Adaptado)
Quanto ao tema analisado, o autor conclui que
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 04.
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Livro destrincha obsessão humana por histórias
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Qual é a história mais antiga do mundo? Não sabemos ao certo, mas há uma boa chance de que seja o relato de como um grande animal que era perseguido por caçadores acaba galgando aos céus, dando origem à constelação de Ursa Maior. Variantes do mito da Caçada Cósmica aparecem em várias tradições, tanto da Europa como da América do Norte, o que permite supor que a base da história já fosse repetida diante das fogueiras dos acampamentos antes mesmo de o homem atravessar a ligação terrestre que havia entre os continentes entre 28.000 e 13.000 a.C.
Essa história consta de “The Science of Storytelling” (a ciência de contar histórias), de Will Storr, que pretende ser um manual de composição literária para alunos de cursos de escrita criativa. Não sei se ele funciona muito bem para fabricar escritores, mas devo dizer que é uma obra cativante para quem apenas tenta entender o fascínio humano por mitos, histórias e até fofocas.
Storr foi atrás dos achados na neurociência e da psicologia que de alguma forma dizem respeito a nosso apetite pela ficção e com eles montou uma peça muito interessante, que articula todos esses conhecimentos e os ilustra com passagens de obras ecleticamente variadas, que incluem desde a Bíblia hebraica e Shakespeare até jogos de computador.
Uma coisa que pelo menos para mim é novidade é que, quando nos envolvemos com uma história, entramos num estado mental que os psicólogos chamam de “transporte pela narrativa”, no qual nossas crenças, atitudes e intenções se tornam mais suscetíveis a serem alteradas.
Histórias seriam, assim, um veículo privilegiado de aprendizagem e persuasão. Isso não está no livro, mas é algo que, se confirmado, reforça a ideia de que nosso gosto por histórias seria uma adaptação biológica, não apenas um efeito colateral de outras adaptações. Nossa obsessão para com a ficção seria parte irredutível de nossa humanidade.
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(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ helioschwartsman/2022/07/livro-destrincha-obsessao-humanapor-historias.shtml. 23.07.2022. Adaptado)
O autor do texto discute a maneira como
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