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De acordo com a Lei Estadual nº 5.251/85, dentre outras situações, fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato ou de incompatibilidade com o mesmo o oficial que, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado, for condenado por tribunal civil ou militar a pena restritiva de liberdade individual superior a
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Considerando a situação da infraestrutura da Amazônia neste fim de século, os pressupostos de ordem política, os atuais dispositivos legais e, principalmente, a necessidade de conquistar o desenvolvimento sustentável da região, uma ação que contribuiria fortemente para a consolidação de uma rede básica de transportes no Pará seria
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O texto a seguir foi escrito pelo jornalista Lucio Flávio Pinto para abrir seu blog
A Agenda Amazônica de um jornalismo de combate.
Leia-o com atenção para responder à questão.
Ao bom combate!
As padarias são uma genuína e honrosa instituição brasileira. Existem em raros lugares do mundo, os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã com a qualidade que se tem nas padarias nacionais. Exerço esse privilégio sempre que posso, aqui ou em santuários dessa arte, como São Paulo.
Hoje ia pagar o café da manhã na padaria que frequento, perto de casa. Não muito organizada, ela é palco de duas filas paralelas. Uma é a dos que esperam seu pão de cada dia. É a mais lenta e numerosa. A outra é dos que tomaram ali mesmo o seu café e não precisam mais esperar por atendimento. Vão direto ao caixa.
No momento em que ia pagar, um cidadão jovem e cheio de músculos, com traje de atleta e “bombado”, enfiou seu braço hercúleo sobre a minha cabeça com o dinheiro e o saco de pão. Quis explicar-lhe que a vez era minha (sem falar na minha condição de sexagenário, que costumo esquecer). Antes de qualquer ensaio de entendimento (ou desentendimento), ele apresentou suas armas:
– É, sou mesmo arrogante.
E estava apresentado.
Na fração de segundos que se seguiu a esse matutino gesto de selvageria, que, a princípio, me sugeriu como resposta o palavrão de intensidade proporcional à indignação, só consegui dizer um “nem precisava dizer isso, já se vê”.
Acho que o atleta nem ouviu. Deu meia volta e saiu a passos largos. Se tivesse ouvido, talvez me tivesse agredido.
Por que tanta agressividade na manhã que mal começava, sem a mais remota justificativa de provocação? (...)
Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se repete infinitamente em todos os lugares, aqui e agora, em antes e sempre. O que choca é a frequência cada vez maior, rotineira – banalizada, como hoje se diz, banalmente. Se se vive por uma causa, espera-se morrer por ela, por ser de justiça. Mas realizar a vida inteira uma missão e ser executado de forma sórdida anula a razão de ter vivido e tira a glória da morte. Este é o meu maior temor.
Já fui agredido, ameaçado de agressão e ofendido por ser quem sou e fazer o que faço. Nunca é saudável, sequer aceitável, estar em situação assim. Mas, como adverte o povo, quem sai na chuva se molha. Em quase meio século de vida profissional, tenho passado por temporais exasperadores. No entanto, continuo meu caminho, tentando me proteger e prevenir novos ataques, mas sem renunciar ao que considero meu dever (e meu direito).
Outra coisa é ser surpreendido por alguém que, não tendo o menor apreço pela vida, nos agride num contexto no qual estamos não só despreparados como impotentes para qualquer reação. Nas grandes cidades, viver se tornou uma roleta russa, um imponderável absoluto.
O episódio de hoje me fez decidir criar de vez este blog, que chega assim de súbito, de improviso, como dever e destino, empenhado em fortalecer a agenda do cidadão, do homem comum, da gente simples e de todos aqueles que querem ser personagens ativos da sua vida e da história. (...)
Particularmente em relação à Amazônia, este blog, prosseguindo o meu jornalismo pessoal, tem o objetivo de combater o “destino manifesto” que se impõe à região, de ser colônia, de não interferir no seu próprio destino. Acredito com firmeza que a história não está escrita nas estrelas, restando-nos contemplá-las, à distância, como acidentes da natureza. Creio que podemos escrever também a história e, nessa escrita, sair da trilha dos colonizadores e da camisa de força em que nos colocaram os dominadores. Para isso, é preciso saber o que acontece e como fazer acontecer. Espero que este blog contribua para o livre-arbítrio do manipulado cidadão amazônida.
Ao bom combate, pois.
A messe é grande, mas enfrentá-la nos pode retribuir com o que é mais nobre e humano nas nossas vidas: fazer uma história que nos sirva, honre, enriqueça e nos faça feliz.
Disponível em:<https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2014/08/29/ao-bom-combate/>.
Acesso em: 12 mar. 2016.
Observe a partícula “se” no enunciado “os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã”. Ela ocorre com a mesma função em
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Considerando as regras que autorizam a aplicação de penas no Código Penal Militar, à luz da Constituição de 1988, é correto afirmar que
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O texto a seguir foi escrito pelo jornalista Lucio Flávio Pinto para abrir seu blog
A Agenda Amazônica de um jornalismo de combate.
Leia-o com atenção para responder à questão.
Ao bom combate!
As padarias são uma genuína e honrosa instituição brasileira. Existem em raros lugares do mundo, os mesmos raros lugares onde se pode tomar um café da manhã com a qualidade que se tem nas padarias nacionais. Exerço esse privilégio sempre que posso, aqui ou em santuários dessa arte, como São Paulo.
Hoje ia pagar o café da manhã na padaria que frequento, perto de casa. Não muito organizada, ela é palco de duas filas paralelas. Uma é a dos que esperam seu pão de cada dia. É a mais lenta e numerosa. A outra é dos que tomaram ali mesmo o seu café e não precisam mais esperar por atendimento. Vão direto ao caixa.
No momento em que ia pagar, um cidadão jovem e cheio de músculos, com traje de atleta e “bombado”, enfiou seu braço hercúleo sobre a minha cabeça com o dinheiro e o saco de pão. Quis explicar-lhe que a vez era minha (sem falar na minha condição de sexagenário, que costumo esquecer). Antes de qualquer ensaio de entendimento (ou desentendimento), ele apresentou suas armas:
– É, sou mesmo arrogante.
E estava apresentado.
Na fração de segundos que se seguiu a esse matutino gesto de selvageria, que, a princípio, me sugeriu como resposta o palavrão de intensidade proporcional à indignação, só consegui dizer um “nem precisava dizer isso, já se vê”.
Acho que o atleta nem ouviu. Deu meia volta e saiu a passos largos. Se tivesse ouvido, talvez me tivesse agredido.
Por que tanta agressividade na manhã que mal começava, sem a mais remota justificativa de provocação? (...)
Incidentes do tipo desse, em que fui inadvertido coadjuvante de um boçal na padaria, se repete infinitamente em todos os lugares, aqui e agora, em antes e sempre. O que choca é a frequência cada vez maior, rotineira – banalizada, como hoje se diz, banalmente. Se se vive por uma causa, espera-se morrer por ela, por ser de justiça. Mas realizar a vida inteira uma missão e ser executado de forma sórdida anula a razão de ter vivido e tira a glória da morte. Este é o meu maior temor.
Já fui agredido, ameaçado de agressão e ofendido por ser quem sou e fazer o que faço. Nunca é saudável, sequer aceitável, estar em situação assim. Mas, como adverte o povo, quem sai na chuva se molha. Em quase meio século de vida profissional, tenho passado por temporais exasperadores. No entanto, continuo meu caminho, tentando me proteger e prevenir novos ataques, mas sem renunciar ao que considero meu dever (e meu direito).
Outra coisa é ser surpreendido por alguém que, não tendo o menor apreço pela vida, nos agride num contexto no qual estamos não só despreparados como impotentes para qualquer reação. Nas grandes cidades, viver se tornou uma roleta russa, um imponderável absoluto.
O episódio de hoje me fez decidir criar de vez este blog, que chega assim de súbito, de improviso, como dever e destino, empenhado em fortalecer a agenda do cidadão, do homem comum, da gente simples e de todos aqueles que querem ser personagens ativos da sua vida e da história. (...)
Particularmente em relação à Amazônia, este blog, prosseguindo o meu jornalismo pessoal, tem o objetivo de combater o “destino manifesto” que se impõe à região, de ser colônia, de não interferir no seu próprio destino. Acredito com firmeza que a história não está escrita nas estrelas, restando-nos contemplá-las, à distância, como acidentes da natureza. Creio que podemos escrever também a história e, nessa escrita, sair da trilha dos colonizadores e da camisa de força em que nos colocaram os dominadores. Para isso, é preciso saber o que acontece e como fazer acontecer. Espero que este blog contribua para o livre-arbítrio do manipulado cidadão amazônida.
Ao bom combate, pois.
A messe é grande, mas enfrentá-la nos pode retribuir com o que é mais nobre e humano nas nossas vidas: fazer uma história que nos sirva, honre, enriqueça e nos faça feliz.
Disponível em:<https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2014/08/29/ao-bom-combate/>.
Acesso em: 12 mar. 2016.
Julgue os itens abaixo com base nas ideias desenvolvidas no texto.
I O tom com que o jornalista expõe o episódio de que foi vítima é de indignação.
II O principal propósito de Lucio Flávio Pinto é denunciar a fragilidade do sistema de segurança pública nos grandes centros urbanos.
III No cerne da crítica feita pelo jornalista, está a agressividade gratuita que tem caracterizado o comportamento das pessoas nas grandes cidades.
IV Ao aludir à sabedoria popular por meio do ditado “quem sai na chuva se molha”, o autor admite não se surpreender com os problemas decorrentes de sua atuação como jornalista.
São corretas as afirmações que constam dos itens
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De acordo com as regras sobre ação penal e demais condições objetivas de punibilidade, constantes do Código Penal Militar, é correto afirmar que
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A criação dos juizados especiais representou significativa mudança para o Poder Judiciário no Brasil. Sobre os juizados especiais criminais é correto afirmar que
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Sobre os direitos e deveres fundamentais é correto afirmar que
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Sobre as medidas preventivas e assecuratórias, incidentes sobre coisas ou pessoas, é correto afirmar que
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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é o órgão da Organização dos Estados Americanos especializado em matéria de Direitos Humanos, cujas atribuições também são definidas pelo Pacto de São José da Costa Rica. Sobre a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, é correto afirmar que
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