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Foram encontradas 750 questões.

3929176 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: INEP
Orgão: PND
Enunciado 4880806-1
OESTERHELD, H. G. O eternauta. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

Uma professora de História dos Anos Finais do Ensino Fundamental decidiu utilizar trechos da história em quadrinhos O eternauta, produzida na Argentina, como ponto de partida para discutir o exílio e os movimentos de resistência às ditaduras militares no Cone Sul, que articularam verdadeiras redes de solidariedade internacional. Com base nessa atividade, é adequado propor que os estudantes
 

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3929175 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
TEXTO 1
A organização Avós da Praça de Maio encontrou o neto número 133 sequestrado pela ditadura argentina que controlou o país de 1976 a 1983. Segundo o Ministério da Justiça e Direitos Humanos da Argentina, ainda existem mais de trezentas pessoas de aproximadamente 45 anos, nascidas entre 1975 e 1983, que seguem desaparecidas. As Avós da Praça de Maio calculam que cerca de 500 bebês de presos políticos foram sequestrados e entregues a famílias de militares, abandonados em instituições de caridade ou vendidos.
LEÓN, L. P. Avós encontram neto n. 133 sequestrado pela ditadura argentina.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br.
Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).

TEXTO 2
Há exatos 50 anos, no dia 11 de setembro de 1973, as Forças Armadas, lideradas pelo general Augusto Pinochet, deram um golpe de Estado, que encerrou o governo socialista e democrático de Salvador Allende. O país se juntava, então, a outros vizinhos latino-americanos que estavam sob o controle de governos autoritários, como era o caso do próprio Brasil desde 1964. Foram 17 anos até que o Chile voltasse a ter eleições presidenciais e as Forças Armadas deixassem o poder. Mas as heranças sombrias desse período continuam a se fazer presentes na sociedade chilena.

CARDOSO, R. Chile, 50 anos do golpe: a luta contra um passado mal resolvido.

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br.

Acesso em: 5 maio 2025.



Com base nos textos, uma professora de História precisa realizar uma atividade interdisciplinar, considerando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental. Qual opção representa o componente curricular e os objetivos de aprendizagem que devem ser utilizados, respectivamente?
 

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3929174 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: INEP
Orgão: PND
Um site publicou, em 2025, a seguinte manchete: “MP investiga 18 casos de racismo religioso”. A reportagem apresentava uma série de denúncias de violência e intolerância contra centros de religiões de matriz africana, como apedrejamentos, tentativa de interromper os rituais e a depredação de carros. Segundo o depoimento de um dos frequentadores: “a gente tem que resistir a tudo o que for possível para que a gente sobreviva, mas a nossa sobrevivência também depende das autoridades para que cumpram as leis que já existem”.
Disponível em: https://g1.globo.com (adaptado).
Uma professora usou a reportagem como ponto de partida para um debate sobre as heranças sociais e culturais da escravidão na formação da sociedade brasileira. “Mas por que a gente tem que estudar religião na aula de História?”, perguntou um aluno. “Isso aí nem é religião, é feitiçaria”, rebateu outro. De acordo com a Lei n. 10 639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, a justificativa para a inclusão desse conteúdo no currículo escolar é
 

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3929173 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: INEP
Orgão: PND
Um site publicou, em 2025, a seguinte manchete: “MP investiga 18 casos de racismo religioso”. A reportagem apresentava uma série de denúncias de violência e intolerância contra centros de religiões de matriz africana, como apedrejamentos, tentativa de interromper os rituais e a depredação de carros. Segundo o depoimento de um dos frequentadores: “a gente tem que resistir a tudo o que for possível para que a gente sobreviva, mas a nossa sobrevivência também depende das autoridades para que cumpram as leis que já existem”.
Disponível em: https://g1.globo.com (adaptado).
A partir da repercussão criada após a publicação da reportagem, o professor de História dos Anos Finais do Ensino Fundamental resolveu trabalhar a temática da intolerância religiosa sob a perspectiva da História e Cultura Afro-brasileira e dos Direitos Humanos. Para que isso fosse possível, o professor
 

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3929172 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
 A partir de uma proposta interdisciplinar, professoras de História e Geografia exibiram para a turma o filme Narradores de Javé (2004). A história trata do fictício vilarejo de Javé e da tentativa de seus moradores em impedir a construção de uma hidroelétrica que inundaria a localidade, obrigando seus moradores a deixarem suas casas. A forma de impedir tal processo seria provar que Javé era um local considerado patrimônio histórico relevante, merecedor de preservação, o que seria comprovado por meio da produção de um livro contando a história de fundação do lugar. Como comunidade não alfabetizada, a tarefa de recolher a história ficou a cargo da única pessoa escolarizada, o ex-funcionário dos Correios, Antonio Biá, que, com base em relatos orais, constrói versões diferentes sobre a origem da comunidade.
Após exibir o filme, as professoras propuseram que os estudantes produzissem um vídeo com familiares sobre a trajetória de vida do membro mais idoso da família, e cada relato deveria explorar memórias e temporalidades. As professoras organizaram um guia para orientar os estudantes acerca da metodologia da história oral, com objetivo de
 

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3929171 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
 A partir de uma proposta interdisciplinar, professoras de História e Geografia exibiram para a turma o filme Narradores de Javé (2004). A história trata do fictício vilarejo de Javé e da tentativa de seus moradores em impedir a construção de uma hidroelétrica que inundaria a localidade, obrigando seus moradores a deixarem suas casas. A forma de impedir tal processo seria provar que Javé era um local considerado patrimônio histórico relevante, merecedor de preservação, o que seria comprovado por meio da produção de um livro contando a história de fundação do lugar. Como comunidade não alfabetizada, a tarefa de recolher a história ficou a cargo da única pessoa escolarizada, o ex-funcionário dos Correios, Antonio Biá, que, com base em relatos orais, constrói versões diferentes sobre a origem da comunidade.
As professoras de História e Geografia utilizaram o filme com o objetivo de problematizar o confronto de memórias e das versões dos acontecimentos do passado, de natureza oral e escrita, e a questão do deslocamento territorial de comunidades inundadas. A atividade expressa uma estratégia didática que identifica
 

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3929170 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: INEP
Orgão: PND
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.
ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura.
Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Um professor de História do 9º ano do Ensino Fundamental utilizou a fonte citada no texto para elaboração de um plano de aula. Considerando a especificidade da fonte, elegeu como objetivo e metodologia, respectivamente,
 

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3929169 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: INEP
Orgão: PND
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.
ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura.
Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Para trabalhar pressupostos teórico-metodológicos do ensino, um professor de História elegeu a fonte citada no texto para discussão com estudantes do Ensino Médio, considerando a sua especificidade por ser
 

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3929168 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: INEP
Orgão: PND
A violência, independentemente de idade ou sexo, participava da rotina e só chamava a atenção quando, aplicada de modo exagerado, ocasionava invalidez ou morte. Havia alguns que requintavam a perversidade, obrigando pessoas a castigar seus entes queridos. Via-se, então, filho espancar mãe, irmão bater em irmã e assim por diante. O “tronco” era, todavia, o mais encontradiço de todos os castigos, imperando na 7ª Inspetoria. Consistia na trituração do tornozelo da vítima, colocando-a entre duas estacas enterradas juntas em ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente. Tanto sofreram os índios na peia e no “tronco” que, embora o Código Penal capitule como crime a prisão em cárcere privado, deve-se saudar a adoção desse delito como um inegável progresso no exercício da “proteção ao índio”.
Relatório do Procurador Jader Figueiredo. Brasília, 1968.
Disponível em: https://midia.mpf.mp.br
Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Um professor de História da 3ª série do Ensino Médio apresenta à turma a referida fonte, como motivação inicial para a abordagem da temática planejada, com o objetivo de
 

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3929167 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
A violência, independentemente de idade ou sexo, participava da rotina e só chamava a atenção quando, aplicada de modo exagerado, ocasionava invalidez ou morte. Havia alguns que requintavam a perversidade, obrigando pessoas a castigar seus entes queridos. Via-se, então, filho espancar mãe, irmão bater em irmã e assim por diante. O “tronco” era, todavia, o mais encontradiço de todos os castigos, imperando na 7ª Inspetoria. Consistia na trituração do tornozelo da vítima, colocando-a entre duas estacas enterradas juntas em ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente. Tanto sofreram os índios na peia e no “tronco” que, embora o Código Penal capitule como crime a prisão em cárcere privado, deve-se saudar a adoção desse delito como um inegável progresso no exercício da “proteção ao índio”.
Relatório do Procurador Jader Figueiredo. Brasília, 1968.
Disponível em: https://midia.mpf.mp.br
Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Esse trecho corresponde a uma fração de um documento que tem mais de 7 mil páginas, produzido durante a Ditadura Militar no Brasil, cujo objetivo era denunciar os crimes contra os povos indígenas no país. O relatório, apelidado de “Figueiredo”, esteve extraviado desde a década de 1960 até 2012, quando foi recuperado e serviu de importante subsídio para a Comissão Nacional da Verdade.

Uma professora, ao trabalhar o tema Ditadura Militar no Brasil, utilizou essa fonte. Qual alternativa apresenta, respectivamente, a metodologia que possibilita a participação ativa dos estudantes e o objetivo do uso do relatório?
 

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