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No século XX, Chica da Silva já era um mito. Fazia parte do conjunto dos raros indivíduos do século XVIII que se tornaram
personagens históricas, a despeito de não pertencer à elite branca portuguesa. Além de parda e ex-escrava, era mulher. E por
meio dessas exceções era compreendida. Em Diamantina, tornou-se lendária, alvo de inúmeras histórias. Chica da Silva teria
entre 18 e 22 anos quando João Fernandes, então com 26 anos, a conheceu. A jovem possuía a beleza das mulheres oriundas
da Costa da Mina, com frequência elogiadas pelos europeus. Os documentos da época a designam como parda, termo com
que se descrevia a tonalidade de pele mais clara entre os mestiços. Somente em meados do século XIX, quando se assistia à
consolidação da família patriarcal nas Minas Gerais, a existência de uma Chica da Silva passou a ser digna de registro, como
única mulher do século XVIII elevada, por Joaquim Felício, à categoria de personagem histórica. Localizado no século XIX, o
autor baseou-se em cenas de seu cotidiano social, em que a mulher e a família deviam regrar-se pela moral cristã e onde
imperavam os preconceitos contra ex-escravos, mulheres de cor e uniões consensuais. Para os homens da época, as escravas
eram sensuais e licenciosas, mulheres com as quais era impossível manter laços afetivos estáveis. A vida de Chica, similar à de
um sem-número de negras forras que viveram em concubinato com homens brancos, decerto não era peculiar nem pitoresca.
A alforria precoce, a promoção para que ela acumulasse patrimônio, o uso que Chica fez do sobrenome Oliveira, o número
elevado de filhos (treze), cujos nomes se ancoraram nas tradições familiares dos pais, e a longevidade do relacionamento
contestam essa imagem. A média de um parto a cada treze meses faz desmoronar o mito da figura sensual e lasciva, devoradora
de homens ao qual Chica esteve sempre ligada. João Fernandes jamais teve dúvidas sobre a paternidade dos rebentos, pois
os legitimou e lhes legou todo o seu patrimônio.
FURTADO, J. F. Chica da Silva e o contratador de diamantes – do outro lado do mito.
São Paulo: Cia. das Letras, 2003 (adaptado).
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Não surpreendentemente, os velhos sistemas coloniais ruíram primeiro na Ásia. A Síria e Líbano (antes franceses) se tornaram
independentes em 1945; a Índia e o Paquistão em 1947; Birmânia, Ceilão (Sri Lanka), Palestina (Israel) e as Índias Orientais
holandesas (Indonésia) em 1948. Em 1946, os EUA concederam status formal de independência às Filipinas, que haviam ocupado
desde 1898. O império japonês, claro, desaparecera em 1945. O Norte da África islâmico já estava abalado, mas ainda se segurava.
A maior parte da África Central e Setentrional, e as ilhas do Caribe e Pacífico permaneciam relativamente calmas. Só em partes
do Sudeste Asiático essa descolonização política sofreu séria resistência, notadamente na Indochina francesa (atuais Vietnã,
Camboja e Laos), onde a resistência comunista declarara independência após a libertação, sob a liderança do nobre Ho Chi Minh.
Os franceses, apoiados pelos britânicos e depois pelos EUA, realizaram uma desesperada ação para reconquistar e manter o país
contra a revolução vitoriosa. Foram derrotados e obrigados a se retirar em 1954, mas os EUA impediram a unificação do país e
mantiveram um regime satélite na parte Sul do Vietnã dividido. Depois que este, por sua vez, pareceu à beira do colapso, os EUA
travaram dez anos de uma grande guerra, até serem por fim derrotados e obrigados a retirar-se em 1975, depois de lançar sobre
o infeliz país um volume de explosivos maior do que o empregado em toda a Segunda Guerra Mundial.
HOBSBAWN, E. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 199
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Não surpreendentemente, os velhos sistemas coloniais ruíram primeiro na Ásia. A Síria e Líbano (antes franceses) se tornaram
independentes em 1945; a Índia e o Paquistão em 1947; Birmânia, Ceilão (Sri Lanka), Palestina (Israel) e as Índias Orientais
holandesas (Indonésia) em 1948. Em 1946, os EUA concederam status formal de independência às Filipinas, que haviam ocupado
desde 1898. O império japonês, claro, desaparecera em 1945. O Norte da África islâmico já estava abalado, mas ainda se segurava.
A maior parte da África Central e Setentrional, e as ilhas do Caribe e Pacífico permaneciam relativamente calmas. Só em partes
do Sudeste Asiático essa descolonização política sofreu séria resistência, notadamente na Indochina francesa (atuais Vietnã,
Camboja e Laos), onde a resistência comunista declarara independência após a libertação, sob a liderança do nobre Ho Chi Minh.
Os franceses, apoiados pelos britânicos e depois pelos EUA, realizaram uma desesperada ação para reconquistar e manter o país
contra a revolução vitoriosa. Foram derrotados e obrigados a se retirar em 1954, mas os EUA impediram a unificação do país e
mantiveram um regime satélite na parte Sul do Vietnã dividido. Depois que este, por sua vez, pareceu à beira do colapso, os EUA
travaram dez anos de uma grande guerra, até serem por fim derrotados e obrigados a retirar-se em 1975, depois de lançar sobre
o infeliz país um volume de explosivos maior do que o empregado em toda a Segunda Guerra Mundial.
HOBSBAWN, E. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 199
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Não surpreendentemente, os velhos sistemas coloniais ruíram primeiro na Ásia. A Síria e Líbano (antes franceses) se tornaram
independentes em 1945; a Índia e o Paquistão em 1947; Birmânia, Ceilão (Sri Lanka), Palestina (Israel) e as Índias Orientais
holandesas (Indonésia) em 1948. Em 1946, os EUA concederam status formal de independência às Filipinas, que haviam ocupado
desde 1898. O império japonês, claro, desaparecera em 1945. O Norte da África islâmico já estava abalado, mas ainda se segurava.
A maior parte da África Central e Setentrional, e as ilhas do Caribe e Pacífico permaneciam relativamente calmas. Só em partes
do Sudeste Asiático essa descolonização política sofreu séria resistência, notadamente na Indochina francesa (atuais Vietnã,
Camboja e Laos), onde a resistência comunista declarara independência após a libertação, sob a liderança do nobre Ho Chi Minh.
Os franceses, apoiados pelos britânicos e depois pelos EUA, realizaram uma desesperada ação para reconquistar e manter o país
contra a revolução vitoriosa. Foram derrotados e obrigados a se retirar em 1954, mas os EUA impediram a unificação do país e
mantiveram um regime satélite na parte Sul do Vietnã dividido. Depois que este, por sua vez, pareceu à beira do colapso, os EUA
travaram dez anos de uma grande guerra, até serem por fim derrotados e obrigados a retirar-se em 1975, depois de lançar sobre
o infeliz país um volume de explosivos maior do que o empregado em toda a Segunda Guerra Mundial.
HOBSBAWN, E. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 199
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As produções audiovisuais Ms. Marvel (2022) e Star Wars (1977-1983) exemplificam como as mídias estadunidenses e
ocidentais interpretam processos históricos asiáticos, destacando a resistência de povos com recursos limitados diante de
grandes impérios. Em Ms. Marvel, a partição da Índia é apresentada como uma tragédia derivada do imperialismo britânico,
revelando as lutas de populações deslocadas e fragmentadas que resistiram com aquilo que tinham: identidade, memória
e redes comunitárias. Já Star Wars adapta, em chave ficcional, a experiência de povos como os vietnamitas que, com armas
mais simples, enfrentaram uma potência imperial altamente tecnologizada. A Aliança Rebelde pode ser interpretada como
uma metáfora dos vietcongues: grupos organizados que, apesar da precariedade material, utilizaram estratégias de guerrilha
e resistência popular contra um império opressor. A cultura midiática ocidental frequentemente projeta esses conflitos em
narrativas que reforçam certos valores e perspectivas hegemônicas, transformando resistências históricas reais em metáforas
adaptadas aos imaginários do público ocidental.
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As produções audiovisuais Ms. Marvel (2022) e Star Wars (1977-1983) exemplificam como as mídias estadunidenses e
ocidentais interpretam processos históricos asiáticos, destacando a resistência de povos com recursos limitados diante de
grandes impérios. Em Ms. Marvel, a partição da Índia é apresentada como uma tragédia derivada do imperialismo britânico,
revelando as lutas de populações deslocadas e fragmentadas que resistiram com aquilo que tinham: identidade, memória
e redes comunitárias. Já Star Wars adapta, em chave ficcional, a experiência de povos como os vietnamitas que, com armas
mais simples, enfrentaram uma potência imperial altamente tecnologizada. A Aliança Rebelde pode ser interpretada como
uma metáfora dos vietcongues: grupos organizados que, apesar da precariedade material, utilizaram estratégias de guerrilha
e resistência popular contra um império opressor. A cultura midiática ocidental frequentemente projeta esses conflitos em
narrativas que reforçam certos valores e perspectivas hegemônicas, transformando resistências históricas reais em metáforas
adaptadas aos imaginários do público ocidental.
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Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as Nações, que conquistaram novos domínios, introduzir logo nos
povos conquistados o seu próprio idioma, por ser indisputável, que este é um dos meios mais eficazes para desterrar dos
povos rústicos a barbaridade dos seus antigos costumes; e ter mostrado a experiência, que ao mesmo passo, que se introduz
neles o uso da língua do príncipe, que os conquistou, se lhes radica também o afeto, a veneração, e a obediência ao mesmo
príncipe. Observando pois todas as Nações polidas do mundo, este prudente, e sólido sistema, nesta conquista se praticou
tanto pelo contrário, que só cuidaram os primeiros Conquistadores estabelecer nela o uso da língua, que chamaram geral;
invenção verdadeiramente abominável, e diabólica, para que privados os Índios de todos aqueles meios, que os podiam
civilizar, permanecessem na rústica, e bárbara sujeição, em que até agora se conservavam. Para desterrar esse perniciosíssimo
abuso, será um dos principais cuidados dos diretores, estabelecer nas suas respectivas povoações o uso da língua portuguesa,
não consentindo por modo algum, que os meninos, e as meninas, que pertencerem às escolas, e todos aqueles Índios, que
forem capazes de instrução nesta matéria, usem da língua própria das suas Nações, ou da chamada geral; mas unicamente da
portuguesa, na forma, que Sua Majestade tem recomendado em repetidas ordens, que até agora se não observaram com total
ruína espiritual, e temporal do estado.
MENDONÇA FURTADO. Diretório que se deve observar nas Povoações dos Índios do Pará, e Maranhão, enquanto Sua Majestade não mandar o contrário (1755).
Disponível em: www2.senado.leg.br. Acesso em: 26 maio 2025.
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Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as Nações, que conquistaram novos domínios, introduzir logo nos
povos conquistados o seu próprio idioma, por ser indisputável, que este é um dos meios mais eficazes para desterrar dos
povos rústicos a barbaridade dos seus antigos costumes; e ter mostrado a experiência, que ao mesmo passo, que se introduz
neles o uso da língua do príncipe, que os conquistou, se lhes radica também o afeto, a veneração, e a obediência ao mesmo
príncipe. Observando pois todas as Nações polidas do mundo, este prudente, e sólido sistema, nesta conquista se praticou
tanto pelo contrário, que só cuidaram os primeiros Conquistadores estabelecer nela o uso da língua, que chamaram geral;
invenção verdadeiramente abominável, e diabólica, para que privados os Índios de todos aqueles meios, que os podiam
civilizar, permanecessem na rústica, e bárbara sujeição, em que até agora se conservavam. Para desterrar esse perniciosíssimo
abuso, será um dos principais cuidados dos diretores, estabelecer nas suas respectivas povoações o uso da língua portuguesa,
não consentindo por modo algum, que os meninos, e as meninas, que pertencerem às escolas, e todos aqueles Índios, que
forem capazes de instrução nesta matéria, usem da língua própria das suas Nações, ou da chamada geral; mas unicamente da
portuguesa, na forma, que Sua Majestade tem recomendado em repetidas ordens, que até agora se não observaram com total
ruína espiritual, e temporal do estado.
MENDONÇA FURTADO. Diretório que se deve observar nas Povoações dos Índios do Pará, e Maranhão, enquanto Sua Majestade não mandar o contrário (1755).
Disponível em: www2.senado.leg.br. Acesso em: 26 maio 2025.
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O Congresso da Mocidade Negra tem que se realizar, muito embora os trânsfugas pensem que a raça não esteja preparada
para o certame, dentro da estabilidade essencial. Porém, a raça espoliada fará o seu congresso, entre as angústias e as glórias
do seu antepassado, baseando-se nas esperanças de uma nova redenção para a família negra brasileira.
Jornal O Clarim d’Alvorada (1929) apud GOMES, F. Negros e política (1888-1937).
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
Um professor apresentou aos estudantes esse trecho de uma notícia publicada em 1929 no jornal O Clarim d’Alvorada, criado por um grupo de intelectuais negros. No texto, é possível observar a defesa da realização do 1º Congresso da Mocidade Negra no Brasil. A análise do trecho da fonte documental em sala de aula demonstra a seguinte característica da organização do movimento negro brasileiro nas primeiras décadas do século XX:
Jornal O Clarim d’Alvorada (1929) apud GOMES, F. Negros e política (1888-1937).
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
Um professor apresentou aos estudantes esse trecho de uma notícia publicada em 1929 no jornal O Clarim d’Alvorada, criado por um grupo de intelectuais negros. No texto, é possível observar a defesa da realização do 1º Congresso da Mocidade Negra no Brasil. A análise do trecho da fonte documental em sala de aula demonstra a seguinte característica da organização do movimento negro brasileiro nas primeiras décadas do século XX:
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- História GeralDemandas políticas e sociais no mundo atual
- História GeralConflitos/Revoluções/Guerras 2Questões no Oriente Médio do pós guerra
Ao abordar a questão da Palestina, um professor do Ensino Médio explicou para a turma que a forma de descrever um conflito
não é neutra ou isenta, mas faz parte das disputas inerentes ao próprio conflito. Qual alternativa indica o objetivo comum entre
Israel e Palestina na forma de descrever o conflito tratado?
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