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Foram encontradas 210 questões.

Analise as frases a seguir e a justificativa para o uso da vírgula em cada uma delas. Assinale a alternativa em que o uso da vírgula e a explicação correspondem e estão corretos:
 

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Verifique a colocação dos pronomes destacados nas frases abaixo. Assinale a alternativa em que ocorre ênclise:
 

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Analise as afirmativas a seguir em relação às regras de crase e, em seguida, assinale a alternativa correta:

I. Um exemplo de caso obrigatório de crase é “Eu fiz um favor à minha irmã”, pois o termo “minha” é um pronome possesivo.
II. A locução feminina “às vezes” representa uma situação obrigatória de crase, como na frase “Minha prima às vezes vai para São Paulo”.
III. Um dos casos em que não ocorre a crase é diante de verbos, por isso a seguinte frase está correta: “Isaías começou a praticar esportes por recomendação médica”.
 

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Analise os itens a seguir sobre os pronomes demonstrativos e assinale a alternativa correta:

I. Na frase “Ganhei este caderno”, o pronome “este” indica que o caderno está longe da pessoa que fala.
II. Pronomes demonstrativos são os que indicam o lugar, a posição ou a identidade dos seres, relativamente às pessoas do discurso.
 

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Analise a concordância nas frases a seguir e assinale a alternativa INCORRETA:
 

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Com relação à ortografia, analise as afirmativas a seguir:

I. Depois dos ditongos au, ei, oi e ou é correto utilizar as letras c e ç, como em “calabouço”.
II. Grafam-se com s substantivos abstratos em - esa, como em “pobresa”.
III. As palavras "náuzea" e "louza" são exemplos de palavras corretamente escritas com a letra z.
IV. As palavras "ameixa" e "desleixo" são corretamente grafadas com x em vez de ch.

Assinale a alternativa correta:
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Nevoeiro


    Coisas estranhas estão acontecendo na Zona Sul: a cidade inteira se abrasa em calor, e esse trecho do Rio desaparece no nevoeiro. Não estou pregando mentira, vejam as fotos que aí estão honrando minha palavra. Primeiro, um anel de bruma envolveu calmamente o Pão de Açúcar; a Urca e o bondinho aéreo foram tragados pela transformação do anel em muralha branca. Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia; foi seguindo e comendo um por um os postos de Copacabana, que não ofereceram resistência. O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito; Ipanema e Leblon foram varridos da face da Guanabara.

    Tudo que eram cores e formas afundou num branco de espuma de sabão, inclusive o mar. Os brotos entreolharam-se, assombrados. Não havia mais nem onda nem surfe nem nada. Na areia, sumiu o frescobol e sumiu a própria areia. Em duas horas, se tanto, a névoa liquidou a vaidosa, a sensual, a existencialista orla marítima que constitui a pompa do Rio de Janeiro. 

    Saíram a campo, imediatamente, pessoas especializadas em achar explicação para tudo, e recorrendo a seus conhecimentos meteorológicos, sacaram de lá o encontro da massa fria com a massa quente, espécie de pacto de Lisboa aplicado ao tempo na Guanabara. Explicação nebulosa como a própria névoa assaltante, pois aludia ao recuo da frente fria diante da frente cálida, quando o que todo mundo presenciou foi a derrota da frente cálida pela frente fria no espaço de horas em que esta última ocupou e dissolveu as seletas imagens do Rio, criando um vácuo na paisagem.

    É verdade que, à noite, as montanhas, o mar, as praias e o bondinho reapareceram, mas ninguém é capaz de informar o que sucedeu com eles no intervalo em que ficamos privados desses elementos cariocas, nem dar explicação plausível para o ato mágico atestado pelos fotógrafos. Pois a verdade é que tudo sumiu por encanto e espanto, e era como se estivéssemos assistindo ao fim silencioso de um mundo que parecia eterno, de tanto que o trazíamos de cor na lembrança e conferido pelos olhos. (...)

    Não era ainda a eliminação. Era talvez um ensaio geral, ou nem isto: simples teste, experiência de magia alva, quem sabe mesmo se divertimento de altos poderes, a medir a fortaleza de alma dos moradores da costa? Se não foi — pois tudo pode acontecer na Zona Sul — promoção de objetivo turístico ou mera publicidade de alguma nova marca de sabão em pó, a ser lançada pelo Natal.
ANDRADE, Carlos Drummond. Nevoeiro. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 4 dez. 1966. Disponível em:<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17477/nevoeiro
>.  
Assinale a alternativa que nomeia corretamente a figura de linguagem que ocorre no trecho: “O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito.”:
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Nevoeiro


    Coisas estranhas estão acontecendo na Zona Sul: a cidade inteira se abrasa em calor, e esse trecho do Rio desaparece no nevoeiro. Não estou pregando mentira, vejam as fotos que aí estão honrando minha palavra. Primeiro, um anel de bruma envolveu calmamente o Pão de Açúcar; a Urca e o bondinho aéreo foram tragados pela transformação do anel em muralha branca. Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia; foi seguindo e comendo um por um os postos de Copacabana, que não ofereceram resistência. O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito; Ipanema e Leblon foram varridos da face da Guanabara.

    Tudo que eram cores e formas afundou num branco de espuma de sabão, inclusive o mar. Os brotos entreolharam-se, assombrados. Não havia mais nem onda nem surfe nem nada. Na areia, sumiu o frescobol e sumiu a própria areia. Em duas horas, se tanto, a névoa liquidou a vaidosa, a sensual, a existencialista orla marítima que constitui a pompa do Rio de Janeiro. 

    Saíram a campo, imediatamente, pessoas especializadas em achar explicação para tudo, e recorrendo a seus conhecimentos meteorológicos, sacaram de lá o encontro da massa fria com a massa quente, espécie de pacto de Lisboa aplicado ao tempo na Guanabara. Explicação nebulosa como a própria névoa assaltante, pois aludia ao recuo da frente fria diante da frente cálida, quando o que todo mundo presenciou foi a derrota da frente cálida pela frente fria no espaço de horas em que esta última ocupou e dissolveu as seletas imagens do Rio, criando um vácuo na paisagem.

    É verdade que, à noite, as montanhas, o mar, as praias e o bondinho reapareceram, mas ninguém é capaz de informar o que sucedeu com eles no intervalo em que ficamos privados desses elementos cariocas, nem dar explicação plausível para o ato mágico atestado pelos fotógrafos. Pois a verdade é que tudo sumiu por encanto e espanto, e era como se estivéssemos assistindo ao fim silencioso de um mundo que parecia eterno, de tanto que o trazíamos de cor na lembrança e conferido pelos olhos. (...)

    Não era ainda a eliminação. Era talvez um ensaio geral, ou nem isto: simples teste, experiência de magia alva, quem sabe mesmo se divertimento de altos poderes, a medir a fortaleza de alma dos moradores da costa? Se não foi — pois tudo pode acontecer na Zona Sul — promoção de objetivo turístico ou mera publicidade de alguma nova marca de sabão em pó, a ser lançada pelo Natal.
ANDRADE, Carlos Drummond. Nevoeiro. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 4 dez. 1966. Disponível em:<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17477/nevoeiro
>.  
No primeiro parágrafo, o termo “papou”, no trecho “Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia”, pode ser corretamente substituído, sem prejuízo do sentido, por qual dos termos a seguir?
 

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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Nevoeiro


    Coisas estranhas estão acontecendo na Zona Sul: a cidade inteira se abrasa em calor, e esse trecho do Rio desaparece no nevoeiro. Não estou pregando mentira, vejam as fotos que aí estão honrando minha palavra. Primeiro, um anel de bruma envolveu calmamente o Pão de Açúcar; a Urca e o bondinho aéreo foram tragados pela transformação do anel em muralha branca. Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia; foi seguindo e comendo um por um os postos de Copacabana, que não ofereceram resistência. O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito; Ipanema e Leblon foram varridos da face da Guanabara.

    Tudo que eram cores e formas afundou num branco de espuma de sabão, inclusive o mar. Os brotos entreolharam-se, assombrados. Não havia mais nem onda nem surfe nem nada. Na areia, sumiu o frescobol e sumiu a própria areia. Em duas horas, se tanto, a névoa liquidou a vaidosa, a sensual, a existencialista orla marítima que constitui a pompa do Rio de Janeiro. 

    Saíram a campo, imediatamente, pessoas especializadas em achar explicação para tudo, e recorrendo a seus conhecimentos meteorológicos, sacaram de lá o encontro da massa fria com a massa quente, espécie de pacto de Lisboa aplicado ao tempo na Guanabara. Explicação nebulosa como a própria névoa assaltante, pois aludia ao recuo da frente fria diante da frente cálida, quando o que todo mundo presenciou foi a derrota da frente cálida pela frente fria no espaço de horas em que esta última ocupou e dissolveu as seletas imagens do Rio, criando um vácuo na paisagem.

    É verdade que, à noite, as montanhas, o mar, as praias e o bondinho reapareceram, mas ninguém é capaz de informar o que sucedeu com eles no intervalo em que ficamos privados desses elementos cariocas, nem dar explicação plausível para o ato mágico atestado pelos fotógrafos. Pois a verdade é que tudo sumiu por encanto e espanto, e era como se estivéssemos assistindo ao fim silencioso de um mundo que parecia eterno, de tanto que o trazíamos de cor na lembrança e conferido pelos olhos. (...)

    Não era ainda a eliminação. Era talvez um ensaio geral, ou nem isto: simples teste, experiência de magia alva, quem sabe mesmo se divertimento de altos poderes, a medir a fortaleza de alma dos moradores da costa? Se não foi — pois tudo pode acontecer na Zona Sul — promoção de objetivo turístico ou mera publicidade de alguma nova marca de sabão em pó, a ser lançada pelo Natal.
ANDRADE, Carlos Drummond. Nevoeiro. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 4 dez. 1966. Disponível em:<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17477/nevoeiro
>.  
Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO é um elemento de coesão referente ao elemento indicado no fim de cada alternativa:
 

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Nevoeiro


    Coisas estranhas estão acontecendo na Zona Sul: a cidade inteira se abrasa em calor, e esse trecho do Rio desaparece no nevoeiro. Não estou pregando mentira, vejam as fotos que aí estão honrando minha palavra. Primeiro, um anel de bruma envolveu calmamente o Pão de Açúcar; a Urca e o bondinho aéreo foram tragados pela transformação do anel em muralha branca. Daí a bruma avançou para o Leme e papou a praia; foi seguindo e comendo um por um os postos de Copacabana, que não ofereceram resistência. O Arpoador, pensando que o Forte lhe daria apoio, protestou sem êxito; Ipanema e Leblon foram varridos da face da Guanabara.

    Tudo que eram cores e formas afundou num branco de espuma de sabão, inclusive o mar. Os brotos entreolharam-se, assombrados. Não havia mais nem onda nem surfe nem nada. Na areia, sumiu o frescobol e sumiu a própria areia. Em duas horas, se tanto, a névoa liquidou a vaidosa, a sensual, a existencialista orla marítima que constitui a pompa do Rio de Janeiro. 

    Saíram a campo, imediatamente, pessoas especializadas em achar explicação para tudo, e recorrendo a seus conhecimentos meteorológicos, sacaram de lá o encontro da massa fria com a massa quente, espécie de pacto de Lisboa aplicado ao tempo na Guanabara. Explicação nebulosa como a própria névoa assaltante, pois aludia ao recuo da frente fria diante da frente cálida, quando o que todo mundo presenciou foi a derrota da frente cálida pela frente fria no espaço de horas em que esta última ocupou e dissolveu as seletas imagens do Rio, criando um vácuo na paisagem.

    É verdade que, à noite, as montanhas, o mar, as praias e o bondinho reapareceram, mas ninguém é capaz de informar o que sucedeu com eles no intervalo em que ficamos privados desses elementos cariocas, nem dar explicação plausível para o ato mágico atestado pelos fotógrafos. Pois a verdade é que tudo sumiu por encanto e espanto, e era como se estivéssemos assistindo ao fim silencioso de um mundo que parecia eterno, de tanto que o trazíamos de cor na lembrança e conferido pelos olhos. (...)

    Não era ainda a eliminação. Era talvez um ensaio geral, ou nem isto: simples teste, experiência de magia alva, quem sabe mesmo se divertimento de altos poderes, a medir a fortaleza de alma dos moradores da costa? Se não foi — pois tudo pode acontecer na Zona Sul — promoção de objetivo turístico ou mera publicidade de alguma nova marca de sabão em pó, a ser lançada pelo Natal.
ANDRADE, Carlos Drummond. Nevoeiro. Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 4 dez. 1966. Disponível em:<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17477/nevoeiro
>.  
O autor da crônica, relata ter ocorrido um nevoeiro na Zona Sul do Rio de Janeiro. A respeito desse nevoeiro, ele afirma que:
 

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