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Foram encontradas 616 questões.

2990276 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.

O rei morreu, viva o rei!

A expressão foi usada pela primeira vez na coroação de Carlos VII, após a morte de seu pai, Carlos VI, numa França de 1422. Nem o Brasil ou o futebol existiam. Relembro-a agora porque perdemos um Rei. O Pelé que era de todos nós e que talvez tenha sido – dentre os que estão no nosso parco panteão de heróis com caráter – aquele que mais reuniu em sua figura as verdadeiras dimensões de um herói. Pois herói é quem enfrenta sem medo e com a honestidade do corpo as suas lutas, como foi o caso deste Pelé de três Copas, centenas de jogadas inigualáveis, mais de mil gols e nascido negro e na pobreza mineira de Três Corações.

Sua realeza vai além do gosto e da opinião. Era real porque Pelé foi praticante de uma atividade na qual o talento se expressa no seu estado mais puro e vivo. Foi dele a tarefa e o destino de transformar o mero desempenho esportivo numa autêntica arte performativa. Tal como fazem os grandes músicos. Os virtuosos, cujos movimentos tornam real o que mal pode ser imaginado e, assim, reúnem Beleza e Verdade.

De um lado, há o Edson Arantes do Nascimento; do outro, há o Pelé. Um é um homem negro comum que, sem o talento futebolístico, seria provavelmente pobre e certamente passaria despercebido. O outro é o Rei do Futebol. O herói que resgatou o orgulho e a esperança de vitória do povo brasileiro.

(Roberto DaMatta, O Estado de S. Paulo, 30.12.2022. Adaptado)

Os termos em destaque no primeiro e no segundo parágrafo têm sinônimos adequados, respectivamente, em

 

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2990275 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.

O rei morreu, viva o rei!

A expressão foi usada pela primeira vez na coroação de Carlos VII, após a morte de seu pai, Carlos VI, numa França de 1422. Nem o Brasil ou o futebol existiam. Relembro-a agora porque perdemos um Rei. O Pelé que era de todos nós e que talvez tenha sido – dentre os que estão no nosso parco panteão de heróis com caráter – aquele que mais reuniu em sua figura as verdadeiras dimensões de um herói. Pois herói é quem enfrenta sem medo e com a honestidade do corpo as suas lutas, como foi o caso deste Pelé de três Copas, centenas de jogadas inigualáveis, mais de mil gols e nascido negro e na pobreza mineira de Três Corações.

Sua realeza vai além do gosto e da opinião. Era real porque Pelé foi praticante de uma atividade na qual o talento se expressa no seu estado mais puro e vivo. Foi dele a tarefa e o destino de transformar o mero desempenho esportivo numa autêntica arte performativa. Tal como fazem os grandes músicos. Os virtuosos, cujos movimentos tornam real o que mal pode ser imaginado e, assim, reúnem Beleza e Verdade.

De um lado, há o Edson Arantes do Nascimento; do outro, há o Pelé. Um é um homem negro comum que, sem o talento futebolístico, seria provavelmente pobre e certamente passaria despercebido. O outro é o Rei do Futebol. O herói que resgatou o orgulho e a esperança de vitória do povo brasileiro.

(Roberto DaMatta, O Estado de S. Paulo, 30.12.2022. Adaptado)

A leitura do texto leva a concluir que, para o autor, o título de Rei, dado a Pelé

 

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2990274 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Causos / 3

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva.

Fernando conta com o corpo inteiro, e não apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho. Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali, uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prescreve ervas em vez de comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)

A alternativa que reescreve passagem do texto de acordo com a norma-padrão de concordância e emprego do tempo verbal é:

 

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2990273 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Causos / 3

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva.

Fernando conta com o corpo inteiro, e não apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho. Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali, uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prescreve ervas em vez de comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)

Assinale a alternativa que reescreve as passagens a seguir, de acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal.

Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve... / Prescreve ervas em vez de comprimidos...

 

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2990272 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Causos / 3

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva.

Fernando conta com o corpo inteiro, e não apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho. Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali, uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prescreve ervas em vez de comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)

Nos contextos em que se encontram, os trechos destacados no texto expressam, correta e respectivamente, as noções de

 

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2990271 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Causos / 3

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva.

Fernando conta com o corpo inteiro, e não apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho. Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali, uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prescreve ervas em vez de comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)

A contradição presente em – A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva. – explica-se, no desenvolvimento do texto, como representação

 

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2990270 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Causos / 3

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva.

Fernando conta com o corpo inteiro, e não apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho. Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali, uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prescreve ervas em vez de comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)

É correto afirmar que o texto consiste em um relato que

 

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2990269 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Enunciado 3387982-1

Leia o trecho a seguir.
Calvin dirigiu-se professora e pôs-se dizer o que achava da educação. Porém, solicitação da professora de que levantasse a mão quem não tivesse feito a lição, Calvin reagiu maldosamente.
As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
 

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2990268 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP

Enunciado 3387981-1

A fala de Calvin, no segundo quadrinho, evidencia que
 

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2990267 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçatuba-SP
O menino que escrevia versos
– Ele escreve versos!
Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico perguntou:
– Há antecedentes na família?
– Desculpe, doutor?
O médico explicou em pormenores. Dona Serafina respondeu que não. O pai da criança, mecânico de nascença e preguiçoso por destino, nunca espreitara uma página. Lia motores, interpretava chaparias. Tratava-a bem, mas a doçura mais requintada que conseguira tinha sido em noite de núpcias:
– Serafina, você hoje cheira a óleo Castrol!
Ela hoje até se comove com a comparação: perfume de igual qualidade qual outra mulher ousa sequer sonhar? Pobres que fossem esses dias, para ela, tinham sido lua-de- -mel. O filho fora confeccionado nesses namoros de unha suja, restos de combustível manchando o lençol.
A oficina mal dava para o pão e para a escola do miúdo. Mas eis que começaram a aparecer, pelos recantos da casa, papéis rabiscados com versos. O filho confessou, sem pestanejar, a autoria do feito.
O pai logo sentenciara: havia que tirar o miúdo da escola. Aquilo era coisa de estudos a mais, perigosos contágios, más companhias. Pois o rapaz, em vez de se lançar no esfrega- -refrega com as meninas, se acabrunhava nas penumbras e, pior ainda, escrevia versos. Que se passava: mariquice intelectual? Ou carburador entupido, avarias dessas que a vida do homem fica em ponto morto?
Dona Serafina defendeu o filho e os estudos. O pai, conformado, exigiu que ele fosse examinado.
– O médico que faça revisão geral, parte mecânica e elétrica. Que se afinasse o sangue, calibrasse os pulmões, lhe espreitassem o nível do óleo. O que urgia era terminar com aquela vergonha familiar.
Olhos baixos, o médico escutou tudo e aviava a receita.
Com enfado, dirigiu-se ao menino:
– Dói-te alguma coisa?
– Dói-me a vida, doutor.
A resposta o surpreendeu.
– E o que fazes quando te assaltam essas dores?
– O que melhor sei fazer, excelência, sonhar.
Serafina desferiu um tapa na nuca do filho. Não lembrava o que o pai lhe dissera sobre os sonhos? Que fosse sonhar longe! Mas o filho reagiu: longe, por quê? Perto o sonho aleijaria alguém? O pai teria, sim, receio de sonho. E riu-se, acarinhando o braço da mãe.
O médico estranhou o miúdo. Custava a crer, visto a idade. O menino exemplificaria os sonhos, mas o doutor interrompeu-o dizendo que não tinha tempo e que ali não era uma clínica psiquiátrica.
A mãe, desesperada, pediu que o doutor olhasse o caderninho dos versos, a ver se ali catava o motivo de tão grave distúrbio. Contrafeito, o médico aceitou e propôs que voltasse na próxima semana.
Na semana seguinte, o médico, sisudo, perguntou ao menino se ele havia escrito mais versos.
– Isto que faço não é escrever, doutor. Estou, sim, a viver. Tenho este pedaço de vida – disse, apontando um novo caderninho.
O médico chamou a mãe, à parte. Que aquilo era mais grave do que se poderia pensar. O menino carecia de internamento urgente. Ele assumiria as despesas, o menino ficaria em sua clínica para o tratamento.
Hoje quem visita o consultório raramente encontra o médico. Manhãs e tardes ele se senta num recanto do quarto onde está internado o menino. Quem passa pode escutar a voz do filho do mecânico que vai lendo, verso a verso, o seu próprio coração. E o médico, abreviando silêncios:
–Não pare, meu filho. Continue lendo...
(Mia Couto, O menino que escrevia versos. Adaptado)
Leia os versos atribuídos ao menino:
De que vale ter voz se só quando não falo é que me entendem? De que vale acordar se o que vivo é menos do que o que sonhei?
(versos do menino que fazia versos)
Considerando esses versos, é correto afirmar que o eu lírico
 

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