Foram encontradas 530 questões.
2246086
Ano: 2015
Disciplina: Legislação Tributária Municipal
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Legislação Tributária Municipal
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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De acordo com o Código Tributário do Município de Araruama, os imóveis de interesse histórico ou cultural, assim reconhecidos pelo órgão municipal competente, com observância da legislação específica, terão:
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2246085
Ano: 2015
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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De acordo com o art. nº 15 da Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 201 O: "A parte diversificada enriquece e complementa a base nacional comum, prevendo o estudo das características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da comunidade escolar, perpassando todos os tempos e espaços curriculares constituintes do ensino fundamental e do ensino médio, independentemente do ciclo da vida no qual os sujeitos tenham acesso à escola".
A LDB inclui o estudo de, pelo menos, uma língua estrangeira moderna na parte diversificada, cabendo sua escolha à comunidade escolar, dentro das possibilidades da escola, que deve considerar o atendimento das características locais, regionais, nacionais e transnacionais, tendo em vista as demandas do mundo do trabalho e da internacionalização de toda ordem de relações.
A língua espanhola, por força da Lei nº 11.161/2005, é obrigatoriamente ofertada:
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Em relação ao modo de ação da Clorexidina, assinale a alternativa correta.
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Na inseminação artificial em ruminantes, a passagem dos anéis cervicais é de grande importância para a deposição do sêmen no útero. Em uma escala de dificuldade para transpassar essa barreira, tem-se da fêmea mais difícil para a mais fácil:
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2246082
Ano: 2015
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promulgada em 1996, coloca na escola e no aluno uma tônica que não havia sido dada pelas leis que a antecederam. Sua principal característica é a flexibilidade.
O entendimento que hoje se tem do trabalho escolar é que a ênfase deve estar no ensino e na aprendizagem, uma visão que subordina:
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Sobre o valor que a Didática tem para a docência, é correto afirmar que:
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O responsável por Jonas solicita sua matrícula no 3° ano de Ensino Fundamental. Quando o Secretário Escolar solicita os documentos necessários para matrícula do aluno, o responsável informa que Jonas nunca frequentou escola, mas sabe ler e escrever. O Secretário Escolar poderá efetivar a matrícula de Jonas, utilizando o procedimento pedagógico denominado:
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O Búfalo
Mas era primavera. Até o leão lambeu a testa glabra da leoa. Os dois animais louros. A mulher desviou os olhos da jaula, onde só o cheiro quente lembrava a carnificina que ela viera buscar no Jardim Zoológico. Depois o leão passeou enjubado e tranquilo, e a leoa lentamente reconstituiu sobre as patas estendidas a cabeça de uma esfinge. “Mas isso é amor, é amor de novo”, revoltou-se a mulher tentando encontrar-se com o próprio ódio mas era primavera e dois leões se tinham amado. Com os punhos nos bolsos do casaco, olhou em torno de si, rodeada pelas jaulas, enjaulada pelas jaulas fechadas. Continuou a andar. Os olhos estavam tão concentrados na procura que sua vista às vezes se escurecia num sono, e então ela se refazia como na frescura de uma cova.
Mas a girafa era uma virgem de tranças recém-cortadas. Com a tola inocência do que é grande e leve e sem culpa. A mulher do casaco marrom desviou os olhos, doente, doente. Sem conseguir — diante da aérea girafa pousada, diante daquele silencioso pássaro sem asas — sem conseguir encontrar dentro de si o ponto pior de sua doença, o ponto mais doente, o ponto de ódio, ela que fora ao Jardim Zoológico para adoecer. Mas não diante da girafa que mais era paisagem que um ente. Não diante daquela carne que se distraíra em altura e distância, a girafa quase verde. Procurou outros animais, tentava aprender com eles a odiar. [...]
“Eu te odeio”, disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. “Eu te odeio”, disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma? Andou pelo Jardim Zoológico entre mães e crianças. Mas o elefante suportava o próprio peso. Aquele elefante inteiro a quem fora dado com uma simples pata esmagar. Mas que não esmagava. Aquela potência que no entanto se deixaria docilmente conduzir a um circo, elefante de crianças. E os olhos, numa bondade de velho, presos dentro da grande carne herdada. O elefante oriental. Também a primavera oriental, e tudo nascendo, tudo escorrendo pelo riacho.
[...]
O búfalo voltou-se, imobilizou-se, e a distância encarou-a.
Eu te amo, disse ela então com ódio para o homem cujo grande crime impunível era o de não querê-la. Eu te odeio, disse implorando amor ao búfalo.
Enfim provocado, o grande búfalo aproximou-se sem pressa.
Ele se aproximava, a poeira erguia-se. A mulher esperou de braços pendidos ao longo do casaco. Devagar ele se aproximava. Ela não recuou um só passo. Até que ele chegou às grades e ali parou. Lá estavam o búfalo e a mulher, frente à frente. Ela não olhou a cara, nem a boca, nem os cornos. Olhou seus olhos.
E os olhos do búfalo, os olhos olharam seus olhos. E uma palidez tão funda foi trocada que a mulher se entorpeceu dormente. De pé, em sono profundo. Olhos pequenos e vermelhos a olhavam. Os olhos do búfalo. A mulher tonteou surpreendida, lentamente meneava a cabeça. O búfalo calmo. Lentamente a mulher meneava a cabeça, espantada com o ódio com que o búfalo, tranquilo de ódio, a olhava. Quase inocentada, meneando uma cabeça incrédula, a boca entreaberta. Inocente, curiosa, entrando cada vez mais fundo dentro daqueles olhos que sem pressa a fitavam, ingênua, num suspiro de sono, sem querer nem poder fugir, presa ao mútuo assassinato. Presa como se sua mão se tivesse grudado para sempre ao punhal que ela mesma cravara. Presa, enquanto escorregava enfeitiçada ao longo das grades.Em tão lenta vertigem que antes do corpo baquear macio a mulher viu o céu inteiro e um búfalo.
LISPECTOR, Clarice. O búfalo. In: Laços de família. Rio: José Olympio, 1982. p.149.
“Até que ele chegou às grades e ALI parou.”
Nesse trecho, o termo em destaque cumpre a função de:
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O Búfalo
Mas era primavera. Até o leão lambeu a testa glabra da leoa. Os dois animais louros. A mulher desviou os olhos da jaula, onde só o cheiro quente lembrava a carnificina que ela viera buscar no Jardim Zoológico. Depois o leão passeou enjubado e tranquilo, e a leoa lentamente reconstituiu sobre as patas estendidas a cabeça de uma esfinge. “Mas isso é amor, é amor de novo”, revoltou-se a mulher tentando encontrar-se com o próprio ódio mas era primavera e dois leões se tinham amado. Com os punhos nos bolsos do casaco, olhou em torno de si, rodeada pelas jaulas, enjaulada pelas jaulas fechadas. Continuou a andar. Os olhos estavam tão concentrados na procura que sua vista às vezes se escurecia num sono, e então ela se refazia como na frescura de uma cova.
Mas a girafa era uma virgem de tranças recém-cortadas. Com a tola inocência do que é grande e leve e sem culpa. A mulher do casaco marrom desviou os olhos, doente, doente. Sem conseguir — diante da aérea girafa pousada, diante daquele silencioso pássaro sem asas — sem conseguir encontrar dentro de si o ponto pior de sua doença, o ponto mais doente, o ponto de ódio, ela que fora ao Jardim Zoológico para adoecer. Mas não diante da girafa que mais era paisagem que um ente. Não diante daquela carne que se distraíra em altura e distância, a girafa quase verde. Procurou outros animais, tentava aprender com eles a odiar. [...]
“Eu te odeio”, disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. “Eu te odeio”, disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma? Andou pelo Jardim Zoológico entre mães e crianças. Mas o elefante suportava o próprio peso. Aquele elefante inteiro a quem fora dado com uma simples pata esmagar. Mas que não esmagava. Aquela potência que no entanto se deixaria docilmente conduzir a um circo, elefante de crianças. E os olhos, numa bondade de velho, presos dentro da grande carne herdada. O elefante oriental. Também a primavera oriental, e tudo nascendo, tudo escorrendo pelo riacho.
[...]
O búfalo voltou-se, imobilizou-se, e a distância encarou-a.
Eu te amo, disse ela então com ódio para o homem cujo grande crime impunível era o de não querê-la. Eu te odeio, disse implorando amor ao búfalo.
Enfim provocado, o grande búfalo aproximou-se sem pressa.
Ele se aproximava, a poeira erguia-se. A mulher esperou de braços pendidos ao longo do casaco. Devagar ele se aproximava. Ela não recuou um só passo. Até que ele chegou às grades e ali parou. Lá estavam o búfalo e a mulher, frente à frente. Ela não olhou a cara, nem a boca, nem os cornos. Olhou seus olhos.
E os olhos do búfalo, os olhos olharam seus olhos. E uma palidez tão funda foi trocada que a mulher se entorpeceu dormente. De pé, em sono profundo. Olhos pequenos e vermelhos a olhavam. Os olhos do búfalo. A mulher tonteou surpreendida, lentamente meneava a cabeça. O búfalo calmo. Lentamente a mulher meneava a cabeça, espantada com o ódio com que o búfalo, tranquilo de ódio, a olhava. Quase inocentada, meneando uma cabeça incrédula, a boca entreaberta. Inocente, curiosa, entrando cada vez mais fundo dentro daqueles olhos que sem pressa a fitavam, ingênua, num suspiro de sono, sem querer nem poder fugir, presa ao mútuo assassinato. Presa como se sua mão se tivesse grudado para sempre ao punhal que ela mesma cravara. Presa, enquanto escorregava enfeitiçada ao longo das grades.Em tão lenta vertigem que antes do corpo baquear macio a mulher viu o céu inteiro e um búfalo.
LISPECTOR, Clarice. O búfalo. In: Laços de família. Rio: José Olympio, 1982. p.149.
Pode-se afirmar que a oração destacada em “Os olhos estavam tão concentrados na procura QUE SUA VISTA ÀS VEZES SE ESCURECIA NUM SONO” é subordinada:
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Luana
Luana chega pé ante pé, como uma sombra, perto de Thomas.
- Padre, padre, tô indo embora ...
- Pra onde, Luana? Onde você estava?
- Andei por aí, me escondendo. Vou pra rodoviária, dar um tempo. Não posso mais ficar aqui.
O Gibi vai me achar. Não tem jeito, não. Ele vem, vai arrebentar a turma e ainda vai apagar alguém com o 38. Não dá.
- Luana, o que ele quer?
Thomas intui que, por trás da tal história de paixão, Gibi queria alguma coisa.
- Ele diz pra todo mundo que é por causa da transa, mas não é, não. Eu sou pequena, esperta e abro um carro assim - estalava os dedos - daí ele puxa. Mas tô com medo. A barra tá pesada. Não quero mais voltar pra ele. Não quero. Tenho medo dele, que quase já me arrebentou, e da polícia.
- Vai pra Triagem, Luana.
- Não, ele descobre. Tem sempre alguém lá dentro pra cantar a bola. Tenho que ficar rodando.
Quando acalmar, aí eu vou.
- Está bem. Vou ficar de olho na Triagem pra saber de sua chegada. Aí falo com a assistente social, vou te ajudar.
- Se alguém abrir a boca aqui, o Gibi vai me buscar até no inferno. Por enquanto, tá limpo. Falei com a Madá, o Mocotó e o Fedelho, e eles vão segurar essa. Tchau, padre. Me ajuda.
- Está bem, Luana. E sossega, ninguém vai contar onde você está.
Thomas sente a esperança fugir do seu espírito.
"Como livrar essas crianças desse submundo, da violência dos adultos e protegê-las? Lua na tinha só treze anos, meu Deus, e estava sendo perseguida por uma quadrilha que não lhe daria trégua. Tinha que encontrar uma forma de tirá-la de São Paulo, levá-la para alguma instituição do interior, alertar o Juizado e denunciar Gibi. Sabia dos riscos, mas iria conseguir. Por enquanto ela se safaria, rodando para ganhar tempo. Avisaria a todos os educadores de rua, as associações, para que a menina recebesse proteção."
Thomas segura a cabeça entre as mãos e chora em silêncio, este era o pior Natal de sua vida. Não havia paz nem alegria. Perguntava-se como pudera, durante tantos anos, ter celebrado a missa e convivido com a família e amigos sem se inquietar com o Natal dos outros. Revê as noites na periferia, com gente pobre, boa, convivendo nos salões paroquiais para a divisão dos salgadinhos, após a Missa do Galo.
[...]
(Leila Rentroia lannone. Eu gosto tanto de você ... São Paulo, Moderna, 1988. p. 26-8, Coleção Veredas.)
Na passagem "Eu sou pequena, esperta e abro um carro ASSIM", a palavra em destaque refere-se a um(a):
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