Magna Concursos

Foram encontradas 564 questões.

“O desenvolvimento da identidade é um processo complexo, subjacente a fatores que, ora contribuem para a sua fixação, ora a desestabilizam. Mas apesar disso, a identidade deste evento, que colocou o livro, a leitura e a literatura em evidência, proporcionou à cidade de Boqueirão transformações culturais e sociais de grande relevância, através do esforço coletivo de alguns escritores locais.”

De acordo com o texto, a Festa Literária de Boqueirão (FLIBO) proporcionou transformações culturais e sociais na cidade. Isso ocorreu principalmente porque:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
“O Distrito de Boqueirão inicialmente fez parte de um importante município localizado na região do Cariri. Através do Decreto-lei estadual nº 520, de 31 de dezembro de 1943, esta toponímia foi alterada, passando a ser denominado de ‘Distrito do Carnoió’, ainda pertencente a esse território, de onde se emanciparia politicamente, pela lei estadual nº 2.078, de 30 de abril de 1959.” (IBGE, 2020)

O Distrito de Boqueirão fazia parte originalmente de qual município?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Com a construção do Açude Epitácio Pessoa, realizada pelo DNOCS entre 1951 e 1956, teve início o primeiro processo de reterritorialização, caracterizado pela formação de novas relações territoriais no espaço. Nessa dinâmica, os atores envolvidos podem ser classificados como internos e externos.

Os atores internos nessa dinâmica territorial são aqueles:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
“Os engenheiros das obras contra as secas acabam de realizar um feito sensacional: transformaram um bicho de sete cabeças em manso carneiro criado para montaria de menino. O rio [...], o terrível, o que nunca respeitou o homem ribeirinho, o que devorava lavouras e afogava rebanhos, não faz mais medo a ninguém. É, hoje em dia, um rio como os outros, a correr tranquilamente em leito menor, sem aquelas arrogâncias de mata-mouros”. (Rego, 2001, p. 53)

No texto apresentado, o autor descreve um rio que, em outros tempos, representava ameaça às populações ribeirinhas, destruindo lavouras, rebanhos e até pontes. Esse rio, que atravessa a cidade de Boqueirão, na Paraíba, é denominado:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Sabendo que o uso da vírgula tem mais a ver com a sintaxe do que com a prosódia, assinale, a seguir, a alternativa em que a vírgula foi utilizada incorretamente.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Analise as palavras destacadas nas frases presentes no quadro a seguir.

1 -A imagem dela refletiu bem naquele espelho;
2 -A filha refletiu muito sobre o conselho da mãe.

Após análise dos termos em destaque nas frases, pode-se afirmar que se tratam de palavras:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Leia a tirinha da Mafalda a seguir e responda à questão.

Enunciado 4937386-1

Após leitura da tirinha da Mafalda, analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F), as afirmativas a seguir. 

( ) A palavra “indicador” possui o mesmo significado no segundo e no quarto quadrinho da tirinha da Mafalda.
( ) O termo “AAAAAH!...” classifica-se, morfologicamente, como uma preposição.
( ) No período “Esse deve ser o tal indicador de desemprego de que tanto se fala!”, há três orações.
( ) A oração “de que tanto se fala” trata-se de uma subordinada adjetiva.

Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
O dígrafo constitui-se de duas letras representando um só fonema. Sabendo disso, assinale, a seguir, a alternativa cuja palavra possui um dígrafo consonantal.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Todas as palavras em destaque nas frases das alternativas a seguir possuem cinco sílabas, com exceção do vocábulo destacado no seguinte período:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Leia o artigo de opinião a seguir e responda a questão.
O massacre na Penha obriga o país a escolher


Amarílis Costa (Doutoranda em direitos humanos na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo)


    Enquanto isso, 132 casas amanhecem mais vazias no Complexo da Penha. E, nessa máquina de moer gente, morrem também os policiais — homens pobres, filhos de mulheres que choram do mesmo lado da trincheira. Não existe vencedor numa guerra em que o povo perde. Sangramos todos nós. E, ainda assim, o país não parou diante da pilha de corpos. A cena de guerra não esvaziou o ponto de ônibus. Como diria a canção de Criolo, retomamos as atividades do dia: lavar os copos, contar os corpos e sorrir esta morna rebeldia.  

    Criolo, poeta da sobrevivência, escreveu sem saber que seu refrão seria prenúncio. No Rio de Janeiro, moradores da Penha transformaram a praça em necrotério improvisado, expondo à luz do dia aquilo que o genocídio negro institucionalizado que o Estado insiste em varrer para as sombras. Na madrugada de 29 de outubro de 2025, mais de setenta corpos foram levados por mãos calejadas até a Praça São Lucas. Corpos de jovens, corpos sem nome, corpos com documentos no bolso e dignidade arrancada à bala. O governo contabiliza sessenta e quatro. A Defensoria fala em cento e trinta e dois. Entre um número e outro, há o abismo das vidas que o Estado decide não contar. 

    Quando o governador se apressa em declarar “sucesso” à operação, o verbo não se refere à segurança pública — mas à manutenção da política de extermínio. É o sucesso de um projeto antigo, minuciosamente descrito por Ana Flauzina em Corpo Negro Caído no chão: o sistema penal como braço operativo do Estado genocida. As mortes nas favelas não são exceções; são procedimentos, relatórios, índices que alimentam a indústria da bala, o discurso moralista e a necropolítica. O Estado antinegro não apenas mata — ele administra a morte, calcula o risco, racionaliza a ausência. E quando o povo da Penha leva os corpos à praça, realiza um gesto profundamente subversivo: rompe o pacto de silêncio, restitui humanidade ao cadáver e denuncia o País.
    O nome da ação policial — Operação Contenção — é um ato falho. Flauzina nos ensina que o racismo é o eixo metodológico do sistema penal. Eu acrescentaria: é o projeto ontológico do Estado brasileiro. Enquanto os helicópteros sobrevoam, a democracia racial implode. Enquanto o governador sorri, o solo absorve o sangue negro, como tem feito há séculos. Enquanto as câmeras filmam a apreensão de fuzis, as famílias apreensivas choram a perda do que o Direito não alcança nomear.  
    Essas mortes não são apenas estatísticas, são expressões do que denomino dano de anulação existencial. Cada corpo tombado é uma biografia interrompida pela lógica de um Estado que se reserva o direito de decidir quem vive e quem morre. A anulação começa antes da morte: na escola sucateada, na ausência de saneamento, no olhar armado da polícia. O crime não é a causa, é o pretexto. O corpo negro é o crime em si, o alvo preferencial de um Estado que naturalizou a sua eliminação.  
    Não há como invocar a expressão “Estado Democrático de Direito” enquanto o mais elementar dos direitos, o de existir, permanece suspenso nas favelas. Sem responsabilização, sem reparação, sem ruptura, o país seguirá orbitando o abismo moral que ele próprio cavou. Enquanto o trono da branquitude permanecer intocado, seguiremos lavando copos, contando corpos e sorrindo o riso amargo da resistência. Porque, como entoa Criolo, “se fosse pra ter medo dessa estrada, eu não taria há tanto tempo nessa caminhada”. E é nessa travessia ensanguentada que o Brasil decidirá se quer ser nação ou necrotério.  
    Precisamos refletir que a eleição de 2026 se avizinha, e com ela a urgência de encarar o projeto em curso — aquele que nem mesmo a ADPF das Favelas conseguiu frear. No trono da justiça, uma cadeira do Supremo Tribunal Federal permanece vazia, e essa vacância ecoa o anseio profundo de um país por uma mulher negra naquele espaço de poder.
    No Brasil, o verbo existir se conjuga em sangue. Cada gota derramada grita um nome que o Estado não quer ouvir. No altar profano do chão da favela, onde repousam os filhos que a nação renega, este sangue escorre e desenha o mapa real do Brasil – um país que administra a morte com precisão burocrática e chama isso de política pública.
    Nós sobreviventes seguiremos tentando, entre o choro e o aço, reinventar o verbo existir.
Fonte: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/ o-massacre-na-penha-obriga-o-pais-a-escolher/
No que diz respeito ao uso da crase, assinale, a seguir, a alternativa na qual o uso da crase assemelha-se ao caso em destaque na frase “Corpos de jovens, corpos sem nome, corpos com documentos no bolso e dignidade arrancada à bala”, retirada do artigo de opinião lido.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas