Foram encontradas 620 questões.
Sobre a Psicologia da Saúde, analise:
I- A Psicologia da Saúde tem como objetivo compreender como os fatores biológicos, comportamentais e sociais influenciam na saúde e na doença.
II- A Psicologia da Saúde, com base no modelo biopsicossocial, utiliza os conhecimentos das ciências biomédicas, da Psicologia Clínica e da Psicologia Social-comunitária.
III- a Psicologia da Saúde dá ênfase às intervenções no âmbito social e inclui aspectos que vão além do trabalho no hospital, como é o caso da Psicologia Comunitária
IV – Traz como ênfase a atuação do psicólogo nas instituições hospitalares.
V-A Psicologia da Saúde avalia o papel do comportamento na nosologia das doenças.
Estão corretas as afirmativas:
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Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
As transgressões dos preceitos do código de ética do profissional de psicologia constituem infração disciplinar com a aplicação das seguintes penalidades, na forma dos dispositivos legais ou regimentos. Qual das alternativas abaixo não se aplica:
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Em 2006, a Lei Maria da Penha definiu família como: “Comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa”. Neste sentido, o tipo de família composta pela união de indivíduos por afinidade é conhecido como:
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É inadequado chamar o bloqueio do nervo alveolar superoanterior (ASA) de bloqueio do nervo infraorbitário.
PORQUE:
O bloqueio do nervo infraorbitário promove anestesia apenas dos tecidos moles da porção anterior da face, e não dos dentes ou tecidos moles e duros intraorais
Sobre essas duas afirmativas, é correto afirmar que
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O selênio é um elemento importante por formar parte da enzima denominada glutationa-peroxidase que inibe os peróxidos lipídicos e utiliza o selênio dentro da sua molécula para garantir a sua atividade antioxidante. Marque a alternativa incorreta:
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Gerir o cuidado é prover ou disponibilizar tecnologias de Saúde de acordo com as necessidades de cada pessoa ao longo da vida, visando seu bem-estar, segurança e autonomia para seguir com uma vida produtiva e feliz. Portanto, a gestão do cuidado na atenção domiciliar (AD) é um assunto de grande importância, em que o cuidado se desenvolve no espaço próprio do usuário, o domicílio, sem a estrutura da instituição. Neste sentido, quanto a atenção domiciliar, assinale a alternativa incorreta:
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A tuberculose (TB) é considerada uma condição crônica transmissível de tratamento longo, tendo como principais dificuldades para a obtenção da cura, a não adesão ou abandono do tratamento, sendo o controle da doença considerado responsabilidade dos municípios e competência da Atenção Básica (AB). No manejo desta condição, cabe destacar o profissional enfermeiro, dado o contexto histórico do trabalho desse profissional no manejo dos casos de TB, atuando nas ações de prevenção, controle e eliminação da TB, garantindo o tratamento diretamente observado (TDO) e evitando intercorrências que favoreçam o abandono, a recidiva, falência e a TB resistente. Assim, quanto a TB assinale o que se pede:
I) O diagnóstico da TB pode apresentar-se sob a forma primária, pós-primária (ou secundária) ou miliar.
II) Após 15 dias de tratamento contra a tuberculose, qualquer paciente já não transmite a doença, sendo neste caso, as precauções com o contágio desmobilizadas,
III) Não existe nenhuma contraindicação à amamentação por mães diagnosticadas com tuberculose e em tratamento, desde que faça uso de máscara cirúrgica ao amamentar e cuidar da criança.
IV) A cultura é um método de elevada especificidade e sensibilidade no diagnóstico da TB. Nos casos pulmonares com baciloscopia negativa, a cultura do escarro pode aumentar as chances do diagnóstico bacteriológico da doença.
V) Para efeito de indicação de esquemas terapêuticos, considera-se o retratamento da tuberculose em pacientes que fizeram tratamento anterior por até 30 dias.
Dentre as assertivas, assinale as que apresentam alternativas verdadeiras:
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O texto da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), parte integrante da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), classifica os tipos de resíduos de acordo com a origem e a periculosidade. Os resíduos sólidos urbanos, originários de estabelecimentos comerciais, domicílios e da limpeza urbana, são divididos pela composição química em: Resíduos orgânicos, resíduos inorgânicos, resíduos sólidos industriais e resíduos especiais. Acerca dos resíduos sólidos urbanos, considere as seguintes afirmações:
I - Resíduos orgânicos são compostos por alimentos e outros materiais que se decompõem na natureza, tais como cascas e bagaços de frutas, verduras, material de podas de jardins, entre outros;
II - Resíduos inorgânicos são compostos por produtos manufaturados, tais como plásticos, cortiças, espumas, metais e tecidos;
III - Resíduos sólidos industriais são os gerados nos processos produtivos e instalações industriais. Podem ser descartados em estado sólido ou semissólido, como alguns líquidos contaminantes, que não podem ser lançados na rede pública de esgotos ou corpos d’água.
IV - Resíduos especiais podem ser gerados em atividades industriais, hospitalares, agrícolas, entre outras, e exigem cuidados especiais no seu acondicionamento, transporte, tratamento e destino final.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, onde (V) é verdadeiro e (F) é falso.
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De acordo com a Política Nacional de Assistência Social, NÃO é um Serviço de Média Complexidade:
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A morte virou lugar-comum
(crônica de Arnaldo Jabor)
Só se fala em morte, hoje em dia. Quantos morreram hoje na Síria? Só 130? Ontem foram 200. E na periferia de São Paulo, quantas chacinas? Só duas, com alguns feridos? Quando Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal”, ela não imaginava como a morte se tornou um fato corriqueiro no mundo atual, sem os trágicos acordes do Holocausto. Talvez haja nas matanças banais um desejo de desvendar o mistério da morte, bem lá no fundo do inconsciente. Para além de vinganças, busca de poder ou dinheiro, ódio puro, prazer, há a vontade de ‘naturalizar’ a morte, de modo que ela deixe de ser a implacável ceifadora.
Tenho certeza de que os assassinos que passam de moto e metralham inocentes não têm consciência da gravidade de seus feitos – apenas mais um dia divertido de violências. Os filmes americanos buscam o tempo todo essa banalidade: tiros súbitos sem piedade, jorros de sangue ornamentais, a beleza fálica das superarmas automáticas. Nos brutos filmes de ação, nos videogames, nas notícias bombásticas de tragédias há um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. Um desejo de matar a morte. Um desejo de entendê-la pela repetição compulsiva. Mas, nunca conseguiremos exorcizá-la, porque quando ela chega não estamos mais aqui. Gilberto Gil fez uma música genial sobre a morte, onde ele canta, numa toada fúnebre:
“A morte já é depois/ já não haverá ninguém/ como eu aqui agora/ pensando sobre o além. / Já não haverá o além/ o além já será então/ não terei pé nem cabeça/ nem fígado, nem pulmão/ como poderei ter medo/ se não terei coração?” É isso. Só se pode falar da morte pela ausência. Nós apenas saímos do ar. Desaparecemos.
Ela é tão banal que inventamos solenes rituais para dar-lhe consistência, religiões ou crenças materialistas para nos consolar: “O universo é a eternidade. Deus é o universo, a substância. Ele está nas galáxias e no orgasmo, nos buracos negros e no coração batendo…” “Grandes merdas” – penso hoje -, pois quando ela chega acaba a literatura. Aliás, falar sobre a morte também é um lugar-comum – mas agora, é tarde demais para mim -, tenho de ir em frente. Até o grande Guimarães Rosa caiu nessa: “Morremos para provar que vivemos”. O Nelson Rodrigues me perguntava sempre: “Pelo amor de Deus, me explica essa frase! E qual a profundidade de “Viver é muito perigoso?”
A morte só tem “antes”, não tem “depois” – no Ivan Ilitch, do Tolstoi, quando ela chega, acaba o conto. Ele diz no instante final: “A morte acabou”. Dizem que o Muhammad Atta, o terrorista que comandou o ataque às torres de NY, era ateu, mas queria conhecer aquele instante que separava o avião da torre erguida. A morte não está nem aí para nós; ela tem “vida própria”. A gente vai para um lado, o corpo para o outro. Ela nos ignora, nossos méritos, nossas obras. Mais um lugarzinho comum: “Só nos resta viver da melhor maneira possível até o fim. Tem mais é que curtir, gente boa…” Pois é; há muitos anos, pegou fogo no edifício Joelma em São Paulo, torrando dezenas de infelizes. Do prédio em frente, as teleobjetivas fotografaram todas as agonias. Até hoje, lembro-me da foto em cores de um homem de terno, pastinha 007, agachado numa janela do 20.º andar, com o fogo às costas. Seu rosto mostrava a dúvida: “O que é melhor para mim? Morrer queimado ou me jogar?” Ele curtiu até o fim – e se jogou.
O que me chateia é ficar desatualizado. As notícias vão rolar e eu nada saberei. Haverá crises mundiais, filmes que estreiam, músicas novas, e eu ficarei lá embaixo, sem saber das novidades. É insuportável a desinformação dos falecidos. Meu avô me disse uma vez: “Acho triste morrer, seu Arnaldinho, porque nunca mais vou ver a Av. Rio Branco…” Isso me emocionou, pois ele ia diariamente ao centro da cidade, onde tomava um refresco de coco na Casa Simpatia. Por isso, quando me penso morto, eu, que não irei ao meu enterro, de que terei saudades? Ou melhor, que saudades teria se as pudesse ter?
Não terei saudades de grandes amores, de megashows da vida de hoje, excessiva e incessante. Não. Debaixo da terra, terei saudades de irrelevâncias essenciais, terei saudades de algumas tardes nubladas de domingo que só o carioca percebe, tudo parado, com os urubus dormindo na perna do vento, como dizia o sempre presente Tom, do radinho do porteiro ouvindo o jogo, terei saudades do cafezinho nas beiras dos botequins, de certos tons de roxo e rosa em Ipanema antes da noite cair, saudades do cafajestismo poético dos cariocas, saudades dos raros instantes sem medo ou culpa, de alguns momentos de felicidade profunda, sem motivo, apenas pela gratidão de respirar. Não terei saudades dos fatos e notícias, nada do mundo febril; só a quietude, o silêncio entre amigos na paz de um bar, papos de cinéfilo, risos proletários e camaradagem de subúrbio, do samba que nos envolve nas rodas pobres com a alegre sabedoria da desesperança, da Lapa, da Av. Paulista de noite, do jazz, pernas cruzadas de mulheres inatingíveis, terrenos baldios de minha infância, saudades da literatura, do prazer da arte, Fellini, Shakespeare, de Cantando na Chuva – o maior hino da alegria americana, saudades de Fred Astaire dançando Begin the Beguine com Eleanor Powell, felizes para sempre dentro do universo estrelado.
Há várias mortes. Há brutas tragédias, fomes e bombas, horrendos desastres, mas, na morte óbvia, comum, caseira, só temos duas escolhas: súbita ou lenta. Você, frágil leitor, qual delas prefere? O rápido apagar do “abajur lilás” de um ataque cardíaco ou o lento esvair da vida, sumindo com morfina? Se eu pudesse escolher, queria morrer como o velho Zorba, o grego, em pé, na janela, olhando a paisagem iluminada pelo sol da manhã. E, como ele, dando um berro de despedida.
São causas apontadas como responsáveis pela banalização da morte, exceto:
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