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Neocolonizados
O Brasil venceu as Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970 com elencos compostos exclusivamente de jogadores que atuavam no país. A seleção de 1982, que não ganhou, mas é lembrada como tão boa quanto as vitoriosas antecessoras, tinha apenas Falcão, do Roma, e Dirceu, do Atlético de Madrid, atuando no exterior.
[...]
Nos anos 1990, a balança começou a pender em favor dos exilados, mas com resultados ainda moderados. A vitoriosa seleção de 1994 tinha exatos onze jogadores de fora contra onze do país. E a de 2002, outra vitoriosa, ainda apresentou uma reação “dos de dentro”, com treze deles sobrepujando os dez “estrangeiros”. [...]
De lá para cá, a predominância dos “estrangeiros” tornou-se massacrante. Na Copa de 2010, apenas três, dos 23, jogavam no Brasil; na de 2014, apenas quatro; e na atual, de novo, apenas três. [...] Jogador de futebol do Terceiro Mundo é um refugiado de natureza diversa dos que fogem da África de balsa, mas não deixa de ser um refugiado. Seu destino é fugir do país de origem. Os que não conseguem viram perdedores no jogo da vida. Eles não apenas vão embora como isso acontece cada vez mais cedo. [...]
No tempo das nossas primeiras vitórias, éramos a potência no futebol e os europeus, os subdesenvolvidos. Hoje, graças ao empenho dos empresários e dos dirigentes, e à mão amiga da crônica esportiva, deixamo-nos docemente colonizar, aperfeiçoando-nos no papel de fornecedores de matéria-prima. [...] Os meninos amantes do futebol hoje valorizam mais as camisas dos times europeus que a dos brasileiros e escolhem entre eles aquele para o qual torcer. Falta pouco para atingirmos a perfeição: manter apenas as escolinhas de futebol e categorias de base, para alimentar os mercados desenvolvidos, e abolir os decadentes clubes e campeonatos de profissionais.
(POMPEU DE TOLEDO, R. Neocolonizados. Revista Veja, ed. 2587.)
Sobre o texto, assinale a afirmativa correta.
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Entre os jovens de 15 a 17 anos de Cáceres, 29,68% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso em 2010, conforme mostra o gráfico abaixo. Em 2000 eram 16,10%. (Fonte: Pnud, Ipea e FJP)

A partir das informações dadas, assinale a alternativa que apresenta, aproximadamente, o aumento percentual do número de jovens de 15 a 17 anos de Cáceres que estavam cursando o ensino médio regular sem atraso em 2010, em relação ao número dos alunos que estavam cursando o ensino médio regular sem atraso em 2000.
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Por que elegemos idiotas?
Neurociência e psicologia tentam desvendar nossas escolhas nas urnas
A habilidade de estabelecer um vínculo com eleitores arredios à política, focados no curto prazo e ignorantes sobre a natureza dos desafios existentes é um dos principais atributos dos candidatos vitoriosos.
A experiência sugere que honestidade e razoabilidade parecem afugentar os eleitores. Como explicar essa preferência por gente claramente incapaz?
Uma hipótese aventada pela literatura é a de que somos irracionais. Preferimos políticas “erradas” e votamos em candidatos que as oferecem. Outra avenida é presumir que o eleitor não escolhe programas de governo, mas usa o voto para mostrar “atitude”. Essas teses ajudam a resolver o quebra-cabeça, mas fica uma dúvida: por que os candidatos mais competentes não copiam o discurso que cola e projetam uma imagem que agrada o eleitorado apenas para serem eleitos?
O neurocientista britânico Dean Burnett, autor do livro “The Idiot Brain”, usa a psicologia para desvendar o mistério. As evidências mostram que as pessoas que se comunicam com segurança inspiram confiança nos outros e, portanto, têm mais chance de serem bem-sucedidas na política. O problema é que confiança é também um traço das pessoas menos inteligentes, pois falta a elas a habilidade de reconhecer as próprias limitações.
Outro aspecto perverso é que os indivíduos mais inteligentes acreditam que tarefas que a eles parecem simples também são fáceis aos demais. Ou seja, a fatia esclarecida da população tende a menosprezar o potencial destrutivo dos idiotas.
Quando se soma a incapacidade metacognitiva dos políticos mais confiantes, mas intelectualmente limitados, com a indiferença das camadas sensatas, torna-se mais fácil entender porque indivíduos desqualificados galgam altos postos, corroendo a democracia no mundo e, pelo andar da carruagem, no Brasil. Os candidatos mais capazes, cedo ou tarde, titubeiam em um jogo que premia a estupidez. Daí a dificuldade de produzir um candidato sólido, apto a ser também um bom presidente. Para ganhar uma eleição, é preciso convencer o eleitor da falácia de que é possível corrigir o rumo rapidamente. Ninguém melhor do que sujeitos inescrupulosos, que propagam acreditar na existência das soluções fáceis.
(TOLEDO, Celso. Revista Exame, 2018.)
A tese do articulista, posta já no primeiro parágrafo, é defendida no decorrer do texto. Assinale o trecho que NÃO faz parte da construção argumentativa do texto.
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Em relação a cuidados com a segurança de operar um equipamento em 127 V ou 220 V, antes de ligar uma mesa de som, é recomendável que o Operador de Áudio e Vídeo
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Por que elegemos idiotas?
Neurociência e psicologia tentam desvendar nossas escolhas nas urnas
A habilidade de estabelecer um vínculo com eleitores arredios à política, focados no curto prazo e ignorantes sobre a natureza dos desafios existentes é um dos principais atributos dos candidatos vitoriosos.
A experiência sugere que honestidade e razoabilidade parecem afugentar os eleitores. Como explicar essa preferência por gente claramente incapaz?
Uma hipótese aventada pela literatura é a de que somos irracionais. Preferimos políticas “erradas” e votamos em candidatos que as oferecem. Outra avenida é presumir que o eleitor não escolhe programas de governo, mas usa o voto para mostrar “atitude”. Essas teses ajudam a resolver o quebra-cabeça, mas fica uma dúvida: por que os candidatos mais competentes não copiam o discurso que cola e projetam uma imagem que agrada o eleitorado apenas para serem eleitos?
O neurocientista britânico Dean Burnett, autor do livro “The Idiot Brain”, usa a psicologia para desvendar o mistério. As evidências mostram que as pessoas que se comunicam com segurança inspiram confiança nos outros e, portanto, têm mais chance de serem bem-sucedidas na política. O problema é que confiança é também um traço das pessoas menos inteligentes, pois falta a elas a habilidade de reconhecer as próprias limitações.
Outro aspecto perverso é que os indivíduos mais inteligentes acreditam que tarefas que a eles parecem simples também são fáceis aos demais. Ou seja, a fatia esclarecida da população tende a menosprezar o potencial destrutivo dos idiotas.
Quando se soma a incapacidade metacognitiva dos políticos mais confiantes, mas intelectualmente limitados, com a indiferença das camadas sensatas, torna-se mais fácil entender porque indivíduos desqualificados galgam altos postos, corroendo a democracia no mundo e, pelo andar da carruagem, no Brasil. Os candidatos mais capazes, cedo ou tarde, titubeiam em um jogo que premia a estupidez. Daí a dificuldade de produzir um candidato sólido, apto a ser também um bom presidente. Para ganhar uma eleição, é preciso convencer o eleitor da falácia de que é possível corrigir o rumo rapidamente. Ninguém melhor do que sujeitos inescrupulosos, que propagam acreditar na existência das soluções fáceis.
(TOLEDO, Celso. Revista Exame, 2018.)
O texto em análise é um artigo de opinião. Assinale a alternativa que NÃO apresenta característica desse gênero discursivo.
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A respeito da memória cache que fica localizada na CPU, é correto afirmar:
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Neocolonizados
O Brasil venceu as Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970 com elencos compostos exclusivamente de jogadores que atuavam no país. A seleção de 1982, que não ganhou, mas é lembrada como tão boa quanto as vitoriosas antecessoras, tinha apenas Falcão, do Roma, e Dirceu, do Atlético de Madrid, atuando no exterior.
[...]
Nos anos 1990, a balança começou a pender em favor dos exilados, mas com resultados ainda moderados. A vitoriosa seleção de 1994 tinha exatos onze jogadores de fora contra onze do país. E a de 2002, outra vitoriosa, ainda apresentou uma reação “dos de dentro”, com treze deles sobrepujando os dez “estrangeiros”. [...]
De lá para cá, a predominância dos “estrangeiros” tornou-se massacrante. Na Copa de 2010, apenas três, dos 23, jogavam no Brasil; na de 2014, apenas quatro; e na atual, de novo, apenas três. [...] Jogador de futebol do Terceiro Mundo é um refugiado de natureza diversa dos que fogem da África de balsa, mas não deixa de ser um refugiado. Seu destino é fugir do país de origem. Os que não conseguem viram perdedores no jogo da vida. Eles não apenas vão embora como isso acontece cada vez mais cedo. [...]
No tempo das nossas primeiras vitórias, éramos a potência no futebol e os europeus, os subdesenvolvidos. Hoje, graças ao empenho dos empresários e dos dirigentes, e à mão amiga da crônica esportiva, deixamo-nos docemente colonizar, aperfeiçoando-nos no papel de fornecedores de matéria-prima. [...] Os meninos amantes do futebol hoje valorizam mais as camisas dos times europeus que a dos brasileiros e escolhem entre eles aquele para o qual torcer. Falta pouco para atingirmos a perfeição: manter apenas as escolinhas de futebol e categorias de base, para alimentar os mercados desenvolvidos, e abolir os decadentes clubes e campeonatos de profissionais.
(POMPEU DE TOLEDO, R. Neocolonizados. Revista Veja, ed. 2587.)
O título do texto é muito importante para entender o ponto de vista defendido pelo articulista. Qual frase do texto expõe claramente esse ponto de vista?
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A Lei Orgânica Municipal de Cáceres/MT estabelece que, no caso de vaga ou de licença de Vereador, superior a 120 (cento e vinte) dias, o Presidente da Câmara convocará, imediatamente,
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Acerca de normalização de dados, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Cáceres-MT
Historicamente, a distinção entre arquitetura e organização de computadores tem sido importante. Sobre esse tema, é correto afirmar:
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