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No contexto da educação infantil, o educador pode facilmente perceber que, desde bem pequenas, as crianças apresentam atitudes de interesse em descobrir o mundo que as cerca. A atitude curiosa, a busca de respostas que se manifestam nas perguntas frequentes e a inquietude característica da infância, provocando nos profissionais a disposição para estimular e orientar as experiências por elas vivenciadas. Pensar sobre isto implica reinventar cotidianamente o fazer pedagógico, para que neles se deem as interações do sujeito com o mundo físico e social, oportunizando-lhe construir, desconstruir e reconstruir os conhecimentos necessários à sua condição de cidadão. Assumindo essa perspectiva, o educador infantil precisa:
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Baseada na experiência dos EUA, especialista considera
contraproducente a polêmica do MEC
sobre métodos de alfabetização
(Redação, 3 de abril de 2019.)
O debate sobre o melhor método para a alfabetização infantil retomou força no Brasil. As novas autoridades políticas e educacionais acreditam que letramento e construtivismo são teorias políticas e ideológicas, não educacionais. Por isso, defendem uma prática baseada no método fônico. O que pensa sobre a polêmica? Sei que esse é um tópico atual de preocupação no Brasil, mas deixe-me responder baseada no processo e na experiência nos Estados Unidos, que, evidentemente, conheço melhor. Por aqui, o conflito sobre métodos de alfabetização para ensinar a leitura é visto hoje, ao menos nos ambientes educacionais mais respeitados, como algo supervalorizado de forma contraproducente. É muito lamentável ver questões educacionais que precisam ser resolvidas com estudos, pesquisas e avaliações sérias e detalhadas de resultados associadas, direta ou indiretamente, a posições políticas. A fonética, ou método fônico, não é um método “de direita”, nem tampouco a atenção ao significado de textos e oportunidades para desenvolver habilidades linguísticas constitui uma abordagem “de esquerda”. O que as crianças precisam, a rigor, é de uma série de oportunidades para aprender a serem bons leitores, com compreensão efetiva dos textos. E o processo para a construção dessas oportunidades certamente inclui linguagem rica, envolvimento com o texto, acesso à instrução e prática com o princípio alfabético. Nenhum desses itens é mais ou importante que o outro. Quando a disputa se torna política, as pessoas se alinham de um lado, por paixão, e deixam de perceber e de apreciar o que há de valor científico ou metodológico na posição do outro. E aí a questão técnica e o reconhecimento das verdadeiras necessidades das crianças são abandonados ou ficam desequilibrados.
(Disponível em:https://revistaeducacao.com.br/2019/04/03/
mecalfabetizacao-2/.Acesso em: 26/07/2022.)
A polêmica parece estar sobretudo em dois pontos de divergência: a divergência sobre como orientar a aprendizagem de forma direta e explícita, no paradigma fonológico, ou de forma indireta, no paradigma construtivista. No paradigma construtivista, alfabetizar constitui-se de um conjunto de procedimentos, tais como:
I. A criação de condições para que a criança interaja intensamente com a escrita, com estímulo à descoberta da natureza da escrita, em uma perspectiva analítica e com contexto.
II. A proposta de situações-problema que levem a criança a experimentar a escrita, construindo hipóteses sobre sua natureza.
III. A proposição de abordagens sintéticas para que a criança compreenda o sistema de escrita dos elementos menos complexos aos mais complexos como, por exemplo, primeiro as vogais, depois as consoantes.
IV. O incentivo à reflexão diante de uma hipótese inadequada, indicando a necessidade de sua desconstrução ou reformulação, em uma perspectiva da alfabetização pela imagem.
Está correto o que se afirma apenas em
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O compromisso dos professores e das instituições de educação infantil é observar e interagir com as crianças e seus modos de expressar e elaborar saberes. Com base nesse processo dinâmico de acolhimento dos saberes infantis, está a ação dos docentes em selecionar, organizar, refletir, mediar e avaliar o conjunto das práticas cotidianas que se realizam na escola, com a participação das crianças. A partir disso, o professor promove interações das crianças com conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, por meio do planejamento de possibilidades e oportunidades que se constituem a partir da observação, dos questionamentos e do diálogo constante com as crianças. Na docência da educação infantil, educar e cuidar:
I. São independentes, pois algumas crianças necessitam de mais atenção e cuidados do que as outras, sendo o cuidado concretizado nas situações cotidianas de interações, sono, alimentação e repouso.
II. São complementares e indissociáveis; constituem os pilares que sustentam as ações pedagógicas realizadas em creches e pré-escolas.
III. Partem da vinculação entre o saber e o saber fazer, uma vez que as necessidades apresentadas no contexto da educação infantil não permitem que uma dimensão anteceda a outra.
IV. Partem da alternância entre o saber e o saber fazer, sabendo- -se que as características das crianças da educação infantil demandam que a ação pedagógica de educar seja precedida necessariamente do cuidado.
Está correto o que se afirma apenas em
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Toda prática tradicional escolar tem uma premissa comportamentalista, como “estrelinhas no caderno”, balas e doces ao término de atividades, correção de atividades para rever o erro e buscar o acerto, tarefas de casa validadas com “muito bem”, “parabéns”, até mesmo o cantinho do pensamento, onde a criança permanece para pensar seu comportamento. Para Skinner, o corpo é aquilo que se comporta, ou seja, tudo pode ser observado, analisado com base na leitura do corpo, inclusive os comportamentos social e cultural. As emoções, o intelecto, a vontade, o relacionamento social, todos são aprendidos e demonstrados por meio do corpo, sendo o condicionamento operante a forma de aprendizagem que se vale do reforço e/ou punição para seu funcionamento e obtenção do comportamento desejado. Pode(m) afetar o condicionamento operante e o comportamento desejado:
I. O condicionamento pode ocorrer e ocorre sem consciência: o que o indivíduo percebe depende de suas percepções passadas.
II. O condicionamento se mantém a despeito da consciência: podemos ser condicionados apesar de sabermos o que está acontecendo e decidirmos conscientemente não permanecer condicionados.
III. O condicionamento é mais eficaz quando o sujeito tem consciência e coopera: o condicionamento eficaz é uma colaboração.
Está correto o que se afirma em
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Com a disseminação das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) na sociedade e estando elas cada vez mais acessíveis, outras formas de uso emergem, inclusive no campo da educação escolar. Na prática pedagógica, as TICs se integram no contexto escolar. Essa integração pode ocorrer, de um lado, centrada no conteúdo prescrito, por meio da distribuição de informações, material digitalizado, atividades que utilizam as TICs para serem executadas, utilização de softwares disciplinares ou para avaliação somativa, indicando uma concepção de currículo centrado em prescrições. Por outro lado, ao explorar as possibilidades das TICs, permite-se, EXCETO:
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A sociedade brasileira passou a ouvir mais o termo bullying; a partir de 2009 esse tema tornou-se presente e discutido na mídia, mas em diversas ocasiões tem sido definido imprecisamente. Os alunos ficam boa parte de seu tempo dentro da escola, lugar que, sendo o primeiro local onde irão aprender a convivência com o outro fora de sua família, torna-se um local propício. É fato que o bullying, essa violência entre pares, não é apenas um acontecimento presente na escola, mas tem na escola, exatamente pela possibilidade de convivência entre iguais, uma maior propensão a acontecer. Sobre a prática do bullying, analise as afirmativas a seguir.
I. Assédio sexual e moral estão sendo generalizados e confundidos com o bullying – nem todas as violências que acontecem nas instituições educacionais devem ser enquadradas nessa nomenclatura, já que uma das atribuições mal interpretadas atribuídas ao bullying é de que trata-se de mais uma situação de violência.
II. Não é necessário um público para fortalecer o agressor, que atua longe dos olhares dos adultos, os quais, na maioria das vezes, interpretam essa atitude como normal para a idade. A violência é sutil e velada aos olhos do adulto e ocorre em menos de um minuto.
III. Entre as ações de bullying estão: perseguição, intimidação, xingamentos, disseminação de falsos rumores, caretas ou gestos, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminação física, social, racial, religiosa e sexual.
IV. O bullying escolar causa sofrimento, solidão, danos materiais, físicos, morais, cognitivos, depressão, automutilação e ideação suicida ao intimidado, que sempre reage às agressões. Outras consequências são indecisões comportamentais e atitudinais nos espectadores e insatisfação psicológica no agressor, além de ameaça ao desenvolvimento saudável de crianças e jovens, futuros adultos em todo mundo.
Está correto o que se afirma apenas em
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Apesar de a criança, por uma lei específica, ter seus direitos assegurados pelo Estado, a conquista efetiva de tais direitos só se dará em articulação com questões mais amplas, relacionadas às transformações políticas, culturais e econômicas da sociedade, podendo-se afirmar que os direitos das crianças ainda permanecem mais no papel do que na prática. Tal afirmação põe em evidência a luta por uma infância onde as crianças são respeitadas em suas múltiplas dimensões, como sujeitos históricos e de direitos. Esta discussão perpassa pela concepção de criança, de infância, de escola e de sociedade, assim como de ética e de respeito, pois, sem ter consciência desses conceitos, será difícil compreender a constituição da formação humana, e, em particular, as especificidades do desenvolvimento e formação da criança. Considerando a instituição de educação infantil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Deve reconhecer a criança como sujeito de direitos, um ser social, cultural e histórico, o que torna imprescindível que a escola seja um ambiente focado no “cuidar”, pois é nesse espaço que terá condições de alimentação saudável, balanceada, pré-requisito para que se possa educá-la.
( ) Obteve avanços e conquistas das quais a criança passou a ser reconhecida como sujeito social e histórico que faz parte de uma sociedade que tem voz, que é protagonista de sua vida, tendo potencial e sendo sujeito de direitos que se efetivarão no início da vida adulta.
( ) Deve “cuidar”, utilizando momentos lúdicos como distração, considerando as especificidades da criança, devendo “educar”, elaborando metodologias que busquem preparar a criança para o ensino fundamental, disponibilizando o “brincar” na organização dos tempos e espaços da rotina.
( ) Proporcionar contato entre parceiros, entendendo que este nem sempre resulta em aprendizagem, ensino ou desenvolvimento. Estar junto, lado a lado, agindo e reagindo mecanicamente não é o mesmo que interagir, isto é, trocar, dar e receber simultaneamente.
A sequência está correta em
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Quando se fala em rotina na educação infantil, a organização vai além da otimização do tempo e dos espaços, tratando-se, também, de ações pedagógicas orientadas para o desenvolvimento do que se espera da criança quando ela se tornar um adulto. Particularmente em relação ao espaço, as crianças desde a mais tenra idade, nas atividades cotidianas, descobrem a relação dos objetos entre si, adquirindo o conhecimento direto ou sensível dos objetos e do espaço interobjetos. Além disso, associada à ação das coisas, a denominação das localizações, posições e deslocamentos no espaço é outra fonte de conhecimento espacial, um conhecimento indireto. Por meio da integração dessas duas fontes de conhecimento há a representação do espaço. As crianças consolidam a noção de tempo e espaço:
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A linguagem é muito importante para o desenvolvimento da criança e para a aprendizagem, assim como a fala é a base para o aprendizado da escrita e da leitura. Estudos demonstram que as habilidades de linguagem têm um impacto positivo na compreensão de leitura e que crianças que apresentam dificuldades na alfabetização podem ter um baixo desempenho de compreensão de linguagem. Além disso, o desenvolvimento da linguagem influencia na forma como a criança aprende a pensar, uma vez que pensamentos complexos envolvem palavras. No que se refere ao desenvolvimento da linguagem oral:
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Deixar as fraldas é uma das primeiras cobranças para a criança bem pequena em meio à socialização, assim como, também, é um processo de muita ansiedade para os responsáveis que acabam, muitas vezes, pressionando a criança para que controle suas fezes e urina, ou que permaneça por longos períodos sentados no penico até que façam suas necessidades. A autonomia da criança é considerada uma grande conquista da pequena infância, na qual é capaz de ter cuidados com o próprio corpo, tendo consciência e controle de suas ações, identificando o que seu corpo produz e opinando na forma de se vestir, sendo roupas, calçados e até adereços. Em geral, são pontos insignificantes ao olhar de um adulto, mas para a criança pequena são ações relevantes para o seu desenvolvimento. Em relação à troca de fraldas, os Referenciais Curriculares da Educação Infantil orientam que:
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