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Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Cantagalo-RJ
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Ecologia
Saguis são animais silvestres, a maioria das espécies é exclusivamente brasileira. Considerados os menores
macacos do mundo, têm cerca de meio quilo e 30 centímetros de altura na idade adulta.
Muita gente já ouviu falar de pessoas que criam macacos como animais domésticos, especialmente o sagui. Pequeno, engraçado e dócil enquanto filhote, encanta toda a família, especialmente as crianças. No entanto, torna-se um problema na medida em que cresce e adquire a maturidade sexual, por volta dos dois anos e meio de idade. A partir daí, é comum que eleja um membro da família a quem vai direcionar o seu afeto e passe a morder as demais pessoas que tentem se aproximar. Sua urina passa a ter odor forte e, além de tudo, o macaco pode ser facilmente contaminado por doenças de humanos e assim transformar-se em um transmissor destas.
“Um primata jamais será um animal doméstico”, afirma a ecóloga Lívia Botár, coordenadora do Projeto Mucky, que socorre, recupera, mantém e pesquisa os saguis. Existem casos nos quais o pequenino macaco é dócil e pula de ombro em ombro na fase adulta, mas este comportamento não pode ser considerado “normal”. Trata-se de um desvio decorrente de deformidades físicas, raquitismo e mesmo de características psicológicas anômalas em virtude de um desenvolvimento inadequado.
Uma vez decidido que não se quer mais o sagui, o que fazer com o animal? Ele já está acostumado a ser alimentado e protegido e, apesar da agressividade, considera as pessoas com quem convive como sua família. Soltá-lo numa floresta é condená-lo a sentir fome, frio e solidão. Na possibilidade de sobreviver e de ser aceito por um grupo, será um transmissor involuntário de doenças pela sua convivência com seres humanos. O melhor, então, é deixar os saguis viverem nas florestas e dar preferência aos cães e gatos, que são típicos animais de estimação.
(O Estado de S.Paulo, mar. 2002. Suplemento especial de imóveis. Disponível em: www.ampliar.com/mucky.)
De acordo com as ideias do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Muitas pessoas criam macacos como animais domésticos.
( ) O Projeto Mucky socorre, recupera, mantém e pesquisa os saguis.
( ) Por volta dos dois anos e meio de idade, o sagui adquire a maturidade sexual.
A sequência está correta em
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Envelhecer com mel ou fel?
Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.
[...]
Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.
Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.
Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.
O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.
Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.
[...]
Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.
Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos”.
Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.
(Affonso Romano de Sant'anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)
A oração sublinhada em “Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias.” (1º§) estabelece, com o período anterior, uma relação de
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Quem lê muito pode tornar-se um bom leitor, não necessariamente um escritor competente. Caso contrário, bastaria a escola trabalhar uma lista de livros e cobrar as leituras em avaliações.
Escrever bem depende fundamentalmente de uma leitura crítica do mundo, de um interesse real pelas coisas. Não me refiro a nada transcendental, mas a tudo o que permeia o cotidiano.
É possível desenvolver essa postura no adolescente? Sim. Mas a escola tem apenas parte da responsabilidade nisso. Adolescentes que em sua vivência não elaboram suas próprias experiências terão menos chances de desenvolver-se na escola.
Todo texto é fonte de informações, exemplo de possibilidade de trabalho com linguagem. Ler não adianta nada? Seria ingenuidade dizer que não. Mas de pouco adianta a leitura com a qual não dialogamos, sobre a qual nada pensamos.
E de que adianta um curso de redação? Torna mais conscientes alguns processos de criação; exercita técnicas de elaboração de texto e pode despertar interesse pelo trabalho de criação.
(Maria Tereza A. Campos, consultora de Educação.)
Das palavras transcritas do texto, assinale a única que se encontra no masculino.
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