Foram encontradas 40 questões.
A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 205, que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, e, ainda que:
I. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.
II. visa ao pleno desenvolvimento da pessoa.
III. visa ao preparo da pessoa para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
IV. se configura como uma ferramenta para correção das desigualdades sociais.
Um dos incisos acima apresentados não está presente no texto do referido artigo. Qual?
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PARA MUITOS JOVENS, NÃO FAZ MAIS SENTIDO CORRER ATRÁS DE UM DIPLOMA
Uma sensação de desalento ronda a juventude brasileira. Motivos não faltam e causas são muitas. A pandemia, crise econômica, política e de valores, soma-se uma percepção generalizada de que um diploma universitário já não garante muita coisa.
Além das altas taxas de desemprego estrutural que atingem amplos setores da economia, restringindo oportunidades, as organizações são cada vez mais rigorosas ao apurar as reais competências de profissionais candidatos a uma vaga. São cobrados conhecimentos e habilidades raramente proporcionados pela maioria dos cursos superiores, principalmente os oferecidos por instituições particulares de baixa qualidade.
O resultado vê-se em toda parte: engenheiros, economistas e tantos outros diplomados tentando seu ganha-pão em ocupações precarizadas que nada tem a ver com sua área de formação.
Diante do quadro, muitos jovens começam a questionar se vale a pena tanto esforço por um diploma. Isso pode explicar, em parte, a queda acentuada de inscrições para vestibulares e para o Enem, bem como a alta evasão registrada em cursos universitários.
Claro que os impactos da pandemia sobre o sistema educacional Influenciam atingindo principalmente os jovens em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. Os quase dois anos de paralisação das atividades presenciais nas escolas e a dificuldade de acesso aos meios remotos de educação fazem com que muitos estudantes se sintam despreparados para enfrentar o desafio das provas. Mas isso não explica tudo.
Falta ao Brasil uma política para a juventude. A começar por uma verdadeira reforma do ensino médio que dê sentido e significado para a educação superior. As recentes iniciativas nessa direção não passam de um arremedo de reforma.
Muita propaganda, nada aconteceu e pode piorar. Acenam com opções vocacionais que, na prática, não serão oferecidas, face à pobreza de condições da maioria das escolas. Criam uma ilusão de profissionalização onde não há laboratórios, internet, professores capacitados.
Assim, por se tratar de pura miragem, geram maior frustração, especialmente entre os alunos de escolas públicas desconfiados de que o ensino superior não vai resolver os déficits acumulados no nível básico. Isso precisa mudar.
Todos sabem que o futuro de um país depende de seus jovens.
Compilado. Cesar Callegari. Jornal "Folha de São Paulo", 6.11.2021.
Em determinado período do texto realizou-se uma modificação no tocante a concordância verbal, tornando-o dissonante do prescrito pela gramática normativa. Assinale a alternativa na qual o trecho deve ser corrigido.
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PARA MUITOS JOVENS, NÃO FAZ MAIS SENTIDO CORRER ATRÁS DE UM DIPLOMA
Uma sensação de desalento ronda a juventude brasileira. Motivos não faltam e causas são muitas. A pandemia, crise econômica, política e de valores, soma-se uma percepção generalizada de que um diploma universitário já não garante muita coisa.
Além das altas taxas de desemprego estrutural que atingem amplos setores da economia, restringindo oportunidades, as organizações são cada vez mais rigorosas ao apurar as reais competências de profissionais candidatos a uma vaga. São cobrados conhecimentos e habilidades raramente proporcionados pela maioria dos cursos superiores, principalmente os oferecidos por instituições particulares de baixa qualidade.
O resultado vê-se em toda parte: engenheiros, economistas e tantos outros diplomados tentando seu ganha-pão em ocupações precarizadas que nada tem a ver com sua área de formação.
Diante do quadro, muitos jovens começam a questionar se vale a pena tanto esforço por um diploma. Isso pode explicar, em parte, a queda acentuada de inscrições para vestibulares e para o Enem, bem como a alta evasão registrada em cursos universitários.
Claro que os impactos da pandemia sobre o sistema educacional Influenciam atingindo principalmente os jovens em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. Os quase dois anos de paralisação das atividades presenciais nas escolas e a dificuldade de acesso aos meios remotos de educação fazem com que muitos estudantes se sintam despreparados para enfrentar o desafio das provas. Mas isso não explica tudo.
Falta ao Brasil uma política para a juventude. A começar por uma verdadeira reforma do ensino médio que dê sentido e significado para a educação superior. As recentes iniciativas nessa direção não passam de um arremedo de reforma.
Muita propaganda, nada aconteceu e pode piorar. Acenam com opções vocacionais que, na prática, não serão oferecidas, face à pobreza de condições da maioria das escolas. Criam uma ilusão de profissionalização onde não há laboratórios, internet, professores capacitados.
Assim, por se tratar de pura miragem, geram maior frustração, especialmente entre os alunos de escolas públicas desconfiados de que o ensino superior não vai resolver os déficits acumulados no nível básico. Isso precisa mudar.
Todos sabem que o futuro de um país depende de seus jovens.
Compilado. Cesar Callegari. Jornal "Folha de São Paulo", 6.11.2021.
Assinale a alternativa que não representa inferência possível da leitura do texto.
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PARA MUITOS JOVENS, NÃO FAZ MAIS SENTIDO CORRER ATRÁS DE UM DIPLOMA
Uma sensação de desalento ronda a juventude brasileira. Motivos não faltam e causas são muitas. A pandemia, crise econômica, política e de valores, soma-se uma percepção generalizada de que um diploma universitário já não garante muita coisa.
Além das altas taxas de desemprego estrutural que atingem amplos setores da economia, restringindo oportunidades, as organizações são cada vez mais rigorosas ao apurar as reais competências de profissionais candidatos a uma vaga. São cobrados conhecimentos e habilidades raramente proporcionados pela maioria dos cursos superiores, principalmente os oferecidos por instituições particulares de baixa qualidade.
O resultado vê-se em toda parte: engenheiros, economistas e tantos outros diplomados tentando seu ganha-pão em ocupações precarizadas que nada tem a ver com sua área de formação.
Diante do quadro, muitos jovens começam a questionar se vale a pena tanto esforço por um diploma. Isso pode explicar, em parte, a queda acentuada de inscrições para vestibulares e para o Enem, bem como a alta evasão registrada em cursos universitários.
Claro que os impactos da pandemia sobre o sistema educacional Influenciam atingindo principalmente os jovens em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. Os quase dois anos de paralisação das atividades presenciais nas escolas e a dificuldade de acesso aos meios remotos de educação fazem com que muitos estudantes se sintam despreparados para enfrentar o desafio das provas. Mas isso não explica tudo.
Falta ao Brasil uma política para a juventude. A começar por uma verdadeira reforma do ensino médio que dê sentido e significado para a educação superior. As recentes iniciativas nessa direção não passam de um arremedo de reforma.
Muita propaganda, nada aconteceu e pode piorar. Acenam com opções vocacionais que, na prática, não serão oferecidas, face à pobreza de condições da maioria das escolas. Criam uma ilusão de profissionalização onde não há laboratórios, internet, professores capacitados.
Assim, por se tratar de pura miragem, geram maior frustração, especialmente entre os alunos de escolas públicas desconfiados de que o ensino superior não vai resolver os déficits acumulados no nível básico. Isso precisa mudar.
Todos sabem que o futuro de um país depende de seus jovens.
Compilado. Cesar Callegari. Jornal "Folha de São Paulo", 6.11.2021.
"Além das altas taxas de desemprego estrutural que atingem amplos setores da economia" No contexto em que está inserido o termo destacado sinaliza:
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PARA MUITOS JOVENS, NÃO FAZ MAIS SENTIDO CORRER ATRÁS DE UM DIPLOMA
Uma sensação de desalento ronda a juventude brasileira. Motivos não faltam e causas são muitas. A pandemia, crise econômica, política e de valores, soma-se uma percepção generalizada de que um diploma universitário já não garante muita coisa.
Além das altas taxas de desemprego estrutural que atingem amplos setores da economia, restringindo oportunidades, as organizações são cada vez mais rigorosas ao apurar as reais competências de profissionais candidatos a uma vaga. São cobrados conhecimentos e habilidades raramente proporcionados pela maioria dos cursos superiores, principalmente os oferecidos por instituições particulares de baixa qualidade.
O resultado vê-se em toda parte: engenheiros, economistas e tantos outros diplomados tentando seu ganha-pão em ocupações precarizadas que nada tem a ver com sua área de formação.
Diante do quadro, muitos jovens começam a questionar se vale a pena tanto esforço por um diploma. Isso pode explicar, em parte, a queda acentuada de inscrições para vestibulares e para o Enem, bem como a alta evasão registrada em cursos universitários.
Claro que os impactos da pandemia sobre o sistema educacional Influenciam atingindo principalmente os jovens em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. Os quase dois anos de paralisação das atividades presenciais nas escolas e a dificuldade de acesso aos meios remotos de educação fazem com que muitos estudantes se sintam despreparados para enfrentar o desafio das provas. Mas isso não explica tudo.
Falta ao Brasil uma política para a juventude. A começar por uma verdadeira reforma do ensino médio que dê sentido e significado para a educação superior. As recentes iniciativas nessa direção não passam de um arremedo de reforma.
Muita propaganda, nada aconteceu e pode piorar. Acenam com opções vocacionais que, na prática, não serão oferecidas, face à pobreza de condições da maioria das escolas. Criam uma ilusão de profissionalização onde não há laboratórios, internet, professores capacitados.
Assim, por se tratar de pura miragem, geram maior frustração, especialmente entre os alunos de escolas públicas desconfiados de que o ensino superior não vai resolver os déficits acumulados no nível básico. Isso precisa mudar.
Todos sabem que o futuro de um país depende de seus jovens.
Compilado. Cesar Callegari. Jornal "Folha de São Paulo", 6.11.2021.
A percepção de que o diploma universitário "já não garante muita coisa", segundo o texto:
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Para Cortella (A escola e o conhecimento) desponta mais fortemente hoje uma preocupação: não basta reafirmar que o aumento da quantidade de cidadãos na Escola Pública leva a uma queda da qualidade de ensino. Segundo ele, é preciso:
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Leia atentamente o texto a seguir para responder as questões 1 a 6.
_(I) __ 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia _(li) __ cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. o homem olhou-o, cético, e perguntou:
- Sobre o que pretende escrever?
- Sobre tudo. Cinema, literatura, vida urbana, moral, coisas deste mundo e de qualquer outro possível.
O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou. Nasceu aí, na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.
Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno.
Ciao. Carlos Drummond de Andrade. Compilado.
"alguém, mesmo inepto".
Para que não haja prejuízo ·semântico o adjetivo presente no fragmento pode ser substituído por:
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Leia atentamente o texto a seguir para responder as questões 1 a 6.
_(I) __ 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia _(li) __ cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. o homem olhou-o, cético, e perguntou:
- Sobre o que pretende escrever?
- Sobre tudo. Cinema, literatura, vida urbana, moral, coisas deste mundo e de qualquer outro possível.
O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou. Nasceu aí, na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.
Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno.
Ciao. Carlos Drummond de Andrade. Compilado.
O trecho abaixo será utilizado na resolução das questões 3 e 4.
"olhou-o, cético, e perguntou"
o olhar cético a que se refere o excerto pode ser entendido como um olhar:
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Leia atentamente o texto a seguir para responder as questões 1 a 6.
_(I) __ 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia _(li) __ cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. o homem olhou-o, cético, e perguntou:
- Sobre o que pretende escrever?
- Sobre tudo. Cinema, literatura, vida urbana, moral, coisas deste mundo e de qualquer outro possível.
O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou. Nasceu aí, na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.
Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno.
Ciao. Carlos Drummond de Andrade. Compilado.
O vocábulo "porém", no primeiro parágrafo:
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Leia atentamente o texto a seguir para responder as questões 1 a 6.
_(I) __ 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia _(li) __ cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. o homem olhou-o, cético, e perguntou:
- Sobre o que pretende escrever?
- Sobre tudo. Cinema, literatura, vida urbana, moral, coisas deste mundo e de qualquer outro possível.
O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou. Nasceu aí, na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.
Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno.
Ciao. Carlos Drummond de Andrade. Compilado.
Tendo por base os principios da norma culta podemos afirmar que as lacunas do primeiro parágrafo deverão ser preenchidas como indicado em qual alternativa?
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