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TEXTO: O ESPETÁCULO DO EU
Ao longo da última década, a internet passou a hospedar um conjunto de práticas "confessionais". Milhões de usuários do mundo inteiro se apropriam de diversas ferramentas disponíveis on-line e as utilizam para exibir sua intimidade. Dia após dia, com a velocidade do tempo real, tanto os detalhes mais saborosos como os mais inócuos de suas vidas são expostos nas telas interconectadas da rede global de computadores. Assim, os assuntos mais íntimos de qualquer um se derramam em blogs e fotologs, por meio de webcams sempre ligadas ou em sites como YouTube, Twitter e Facebook.
Trata-se de um verdadeiro festival da vida privada: imagens e relatos que se oferecem sem pudor algum diante dos olhares sedentos de todos aqueles que desejarem dar "uma olhada". A tendência é bem atual e, de fato, excede as margens da web para inundar todos os meios de comunicação. Basta pensar no sucesso dos reality shows e dos programas de tevê que ventilam toda sorte de dramas pessoais, ou no sucesso de vendas das revistas de celebridades e mesmo das biografias, tanto no mercado editorial como no cinema.
Por que tudo isso, que parece tão fútil, é digno de atenção? O fato é que essa súbita insistência em exibir retalhos de intimidades próprias e alheias é inédita: nestas novas práticas, o espaço público e a esfera privada se misturam de uma forma jamais vista. Cabe lembrar que, até pouco tempo, esses dois âmbitos da existência opostos irreconciliáveis, considerados mutuamente excludentes. Mas agora vemos como as telas eletrônicas revelam, sem recato algum, todos os detalhes de qualquer vida. E não se trata apenas de um intenso desejo de se mostrar; há também cada vez mais pessoas dispostas a consumir avidamente esses relatos, fotografias e vídeos.
No entanto, parece haver uma contradição nesse fenômeno. Como é possível que os novos diários íntimos — pois é assim que são definidos habitualmente os blogs, por exemplo — se exponham diante dos milhões de olhos que têm acesso à internet. Seria essa exibição pública da intimidade um detalhe sem importância, que não altera a essência do velho diário íntimo em sua atualização cibernética? Ou se trata de algo radicalmente novo?
A rigor, todo esse murmúrio de confidências que emana dessas palavras e imagens parece ser mais "éxtimo" do que íntimo, para recorrer a um neologismo que procura dar conta da novidade. Porque, embora existam muitas semelhanças entre os blogs atuais e os diários tradicionais— aqueles que proliferaram nos séculos XIX e XX —, também são enormes as diferenças entre os dois gêneros autobiográficos. Aqueles caderninhos rascunhados no silêncio e na solidão dos ambientes privados de antigamente, muitas vezes sob a luz das velas e envolvidos no mais respeitável dos segredos, tinham uma missão: resguardar todas as dobras daquela sensibilidade típica da modernidade industrial. Já os novos diários da internet são verdadeiras cartas abertas. Por isso, parece evidente que tanto seus propósitos como seus sentidos são outros. A própria definição muda, pois em vez de apontar para "dentro" de cada um, os novos meios de expressão e comunicação se voltam para "fora", buscando conquistar a visibilidade e a celebridade.
Paula Sibilia Adaptado de http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o espetáculo_do_eu.html, fevereiro/2009.
Como é possível que os novos diários íntimos — pois é assim que são definidos habitualmente os blogs, por exemplo — se exponham diante dos milhões de olhos que têm acesso à internet?
"Exponham" corresponde ao presente no subjuntivo do verbo "expor". No pretérito imperfeito do subjuntivo, esse verbo assume esta forma:
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TEXTO: O ESPETÁCULO DO EU
Ao longo da última década, a internet passou a hospedar um conjunto de práticas "confessionais". Milhões de usuários do mundo inteiro se apropriam de diversas ferramentas disponíveis on-line e as utilizam para exibir sua intimidade. Dia após dia, com a velocidade do tempo real, tanto os detalhes mais saborosos como os mais inócuos de suas vidas são expostos nas telas interconectadas da rede global de computadores. Assim, os assuntos mais íntimos de qualquer um se derramam em blogs e fotologs, por meio de webcams sempre ligadas ou em sites como YouTube, Twitter e Facebook.
Trata-se de um verdadeiro festival da vida privada: imagens e relatos que se oferecem sem pudor algum diante dos olhares sedentos de todos aqueles que desejarem dar "uma olhada". A tendência é bem atual e, de fato, excede as margens da web para inundar todos os meios de comunicação. Basta pensar no sucesso dos reality shows e dos programas de tevê que ventilam toda sorte de dramas pessoais, ou no sucesso de vendas das revistas de celebridades e mesmo das biografias, tanto no mercado editorial como no cinema.
Por que tudo isso, que parece tão fútil, é digno de atenção? O fato é que essa súbita insistência em exibir retalhos de intimidades próprias e alheias é inédita: nestas novas práticas, o espaço público e a esfera privada se misturam de uma forma jamais vista. Cabe lembrar que, até pouco tempo, esses dois âmbitos da existência opostos irreconciliáveis, considerados mutuamente excludentes. Mas agora vemos como as telas eletrônicas revelam, sem recato algum, todos os detalhes de qualquer vida. E não se trata apenas de um intenso desejo de se mostrar; há também cada vez mais pessoas dispostas a consumir avidamente esses relatos, fotografias e vídeos.
No entanto, parece haver uma contradição nesse fenômeno. Como é possível que os novos diários íntimos — pois é assim que são definidos habitualmente os blogs, por exemplo — se exponham diante dos milhões de olhos que têm acesso à internetQ Seria essa exibição pública da intimidade um detalhe sem importância, que não altera a essência do velho diário íntimo em sua atualização cibernética? Ou se trata de algo radicalmente novo?
A rigor, todo esse murmúrio de confidências que emana dessas palavras e imagens parece ser mais "éxtimo" do que íntimo, para recorrer a um neologismo que procura dar conta da novidade. Porque, embora existam muitas semelhanças entre os blogs atuais e os diários tradicionais— aqueles que proliferaram nos séculos XIX e XX —, também são enormes as diferenças entre os dois gêneros autobiográficos. Aqueles caderninhos rascunhados no silêncio e na solidão dos ambientes privados de antigamente, muitas vezes sob a luz das velas e envolvidos no mais respeitável dos segredos, tinham uma missão: resguardar todas as dobras daquela sensibilidade típica da modernidade industrial. Já os novos diários da internet são verdadeiras cartas abertas. Por isso, parece evidente que tanto seus propósitos como seus sentidos são outros. A própria definição muda, pois em vez de apontar para "dentro" de cada um, os novos meios de expressão e comunicação se voltam para "fora", buscando conquistar a visibilidade e a celebridade.
Paula Sibilia Adaptado de http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o espetáculo_do_eu.html, fevereiro/2009.
O espetáculo do eu (título)
"Espetáculo" é uma palavra que serve como síntese do ponto de vista da autora acerca da sociedade contemporânea, assim como estas outras palavras do texto:
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Prefeito Municipal edita decreto, o qual passa a proibir instalação de atividades comerciais de mesma natureza concentradas na mesma rua do perímetro urbano da cidade. Tendo em vista as normas constitucionais sobre o tema, a alternativa correta é:
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TEXTO: O ESPETÁCULO DO EU
Ao longo da última década, a internet passou a hospedar um conjunto de práticas "confessionais". Milhões de usuários do mundo inteiro se apropriam de diversas ferramentas disponíveis on-line e as utilizam para exibir sua intimidade. Dia após dia, com a velocidade do tempo real, tanto os detalhes mais saborosos como os mais inócuos de suas vidas são expostos nas telas interconectadas da rede global de computadores. Assim, os assuntos mais íntimos de qualquer um se derramam em blogs e fotologs, por meio de webcams sempre ligadas ou em sites como YouTube, Twitter e Facebook.
Trata-se de um verdadeiro festival da vida privada: imagens e relatos que se oferecem sem pudor algum diante dos olhares sedentos de todos aqueles que desejarem dar "uma olhada". A tendência é bem atual e, de fato, excede as margens da web para inundar todos os meios de comunicação. Basta pensar no sucesso dos reality shows e dos programas de tevê que ventilam toda sorte de dramas pessoais, ou no sucesso de vendas das revistas de celebridades e mesmo das biografias, tanto no mercado editorial como no cinema.
Por que tudo isso, que parece tão fútil, é digno de atenção? O fato é que essa súbita insistência em exibir retalhos de intimidades próprias e alheias é inédita: nestas novas práticas, o espaço público e a esfera privada se misturam de uma forma jamais vista. Cabe lembrar que, até pouco tempo, esses dois âmbitos da existência opostos irreconciliáveis, considerados mutuamente excludentes. Mas agora vemos como as telas eletrônicas revelam, sem recato algum, todos os detalhes de qualquer vida. E não se trata apenas de um intenso desejo de se mostrar; há também cada vez mais pessoas dispostas a consumir avidamente esses relatos, fotografias e vídeos.
No entanto, parece haver uma contradição nesse fenômeno. Como é possível que os novos diários íntimos — pois é assim que são definidos habitualmente os blogs, por exemplo — se exponham diante dos milhões de olhos que têm acesso à internet. Seria essa exibição pública da intimidade um detalhe sem importância, que não altera a essência do velho diário íntimo em sua atualização cibernética? Ou se trata de algo radicalmente novo?
A rigor, todo esse murmúrio de confidências que emana dessas palavras e imagens parece ser mais "éxtimo" do que íntimo, para recorrer a um neologismo que procura dar conta da novidade. Porque, embora existam muitas semelhanças entre os blogs atuais e os diários tradicionais— aqueles que proliferaram nos séculos XIX e XX —, também são enormes as diferenças entre os dois gêneros autobiográficos. Aqueles caderninhos rascunhados no silêncio e na solidão dos ambientes privados de antigamente, muitas vezes sob a luz das velas e envolvidos no mais respeitável dos segredos, tinham uma missão: resguardar todas as dobras daquela sensibilidade típica da modernidade industrial. Já os novos diários da internet são verdadeiras cartas abertas. Por isso, parece evidente que tanto seus propósitos como seus sentidos são outros. A própria definição muda, pois em vez de apontar para "dentro" de cada um, os novos meios de expressão e comunicação se voltam para "fora", buscando conquistar a visibilidade e a celebridade.
Paula Sibilia Adaptado de http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o espetáculo_do_eu.html, fevereiro/2009.
Para construir a argumentação no último parágrafo, é empregado o seguinte recurso principal:
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TEXTO: O ESPETÁCULO DO EU
Ao longo da última década, a internet passou a hospedar um conjunto de práticas "confessionais". Milhões de usuários do mundo inteiro se apropriam de diversas ferramentas disponíveis on-line e as utilizam para exibir sua intimidade. Dia após dia, com a velocidade do tempo real, tanto os detalhes mais saborosos como os mais inócuos de suas vidas são expostos nas telas interconectadas da rede global de computadores. Assim, os assuntos mais íntimos de qualquer um se derramam em blogs e fotologs, por meio de webcams sempre ligadas ou em sites como YouTube, Twitter e Facebook.
Trata-se de um verdadeiro festival da vida privada: imagens e relatos que se oferecem sem pudor algum diante dos olhares sedentos de todos aqueles que desejarem dar "uma olhada". A tendência é bem atual e, de fato, excede as margens da web para inundar todos os meios de comunicação. Basta pensar no sucesso dos reality shows e dos programas de tevê que ventilam toda sorte de dramas pessoais, ou no sucesso de vendas das revistas de celebridades e mesmo das biografias, tanto no mercado editorial como no cinema.
Por que tudo isso, que parece tão fútil, é digno de atenção? O fato é que essa súbita insistência em exibir retalhos de intimidades próprias e alheias é inédita: nestas novas práticas, o espaço público e a esfera privada se misturam de uma forma jamais vista. Cabe lembrar que, até pouco tempo, esses dois âmbitos da existência opostos irreconciliáveis, considerados mutuamente excludentes. Mas agora vemos como as telas eletrônicas revelam, sem recato algum, todos os detalhes de qualquer vida. E não se trata apenas de um intenso desejo de se mostrar; há também cada vez mais pessoas dispostas a consumir avidamente esses relatos, fotografias e vídeos.
No entanto, parece haver uma contradição nesse fenômeno. Como é possível que os novos diários íntimos — pois é assim que são definidos habitualmente os blogs, por exemplo — se exponham diante dos milhões de olhos que têm acesso à internetQ Seria essa exibição pública da intimidade um detalhe sem importância, que não altera a essência do velho diário íntimo em sua atualização cibernética? Ou se trata de algo radicalmente novo?
A rigor, todo esse murmúrio de confidências que emana dessas palavras e imagens parece ser mais "éxtimo" do que íntimo, para recorrer a um neologismo que procura dar conta da novidade. Porque, embora existam muitas semelhanças entre os blogs atuais e os diários tradicionais— aqueles que proliferaram nos séculos XIX e XX —, também são enormes as diferenças entre os dois gêneros autobiográficos. Aqueles caderninhos rascunhados no silêncio e na solidão dos ambientes privados de antigamente, muitas vezes sob a luz das velas e envolvidos no mais respeitável dos segredos, tinham uma missão: resguardar todas as dobras daquela sensibilidade típica da modernidade industrial. Já os novos diários da internet são verdadeiras cartas abertas. Por isso, parece evidente que tanto seus propósitos como seus sentidos são outros. A própria definição muda, pois em vez de apontar para "dentro" de cada um, os novos meios de expressão e comunicação se voltam para "fora", buscando conquistar a visibilidade e a celebridade.
Paula Sibilia Adaptado de http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o espetáculo_do_eu.html, fevereiro/2009.
tanto os detalhes mais saborosos como os mais inócuos de suas vidas
Considerando o trecho acima, o significado de "inócuo" tem relação com a seguinte palavra:
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Joaquim é morador de Itatiaia/RJ, mas exerce sua atividade profissional em Volta Redonda/RJ. Mário ajuizou demanda contra Joaquim perante o Juizado Especial Cível de Volta Redonda por conta de um serviço que considerava mal feito. Neste caso:
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Se o Prefeito Municipal desatender aos pedidos de informação formulados pela Câmara, no prazo fixado na Lei Orgânica, estará, por força do que dispõe essa mesma lei, cometendo:
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A lei que regula o regime jurídico dos servidores do Município trata do processo administrativo disciplinar e estabelece fases para seu desenvolvimento. A tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, além de outros procedimentos, diz respeito à fase denominada:
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O Tribunal de Contas de determinado Estado da Federação, exercendo função típica de controle, após auditoria técnica e contrato administrativo e obra pública com execução em curso, observou grave vício de legalidade que provoca prejuízo ao era no público. Com base nestas informações, é possível afirmar que:
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Ana reside no Rio de Janeiro/RJ é concedeu uma procuração a João, residente em Belo Horizonte/MG, para representá-la na negociação de um contrato de compra e venda de uma fazenda local. No entanto, Ana começou a desconfiar da idoneidade de João e revogou a procuração que havia lhe concedido antes que ele celebrasse a compra. Tratou-se de uma:
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